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Programa Entrelaçar

criado em - atualizado em
Marca do programa Entrelaçar - serviço especializado para TEA

A Prefeitura de Belo Horizonte lançou em 2025 o programa Entrelaçar, com o objetivo de fortalecer e ampliar o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na capital, com foco principal no acompanhamento multiprofissional. Entre os destaques da estratégia estão o aumento da oferta de diagnóstico e reabilitação, a qualificação da assistência, a garantia de planos terapêuticos individualizados conforme cada caso, além da promoção da integração entre os serviços da rede SUS-BH.

 

Belo Horizonte conta com 153 Centros de Saúde, cinco Centros de Referência em Reabilitação (CREABs), 639 equipes de Saúde da Família e 83 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF-AB) – compostos por profissionais como nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. Há ainda duas clínicas conveniadas ao município, quatro ambulatórios especializados em neuropediatria, nove Equipes Complementares de Saúde Mental e 11 Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs e CERSAMIs), que atendem os públicos adulto e infantojuvenil. Além disso, como parte dessa estratégia de cuidado, a capital conta também com uma unidade na Santa Casa BH, que oferece assistência multiprofissional às crianças e adolescentes com TEA

 

Todos esses serviços municipais atuam de forma integrada, compondo uma rede de cuidado. O fluxo assistencial para casos suspeitos ou confirmados de TEA tem início nos centros de saúde. Quando há necessidade de acompanhamento especializado, os pacientes são cadastrados de acordo com critérios clínicos e avaliados pela equipe de regulação da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), podendo ser encaminhados, por exemplo, para um dos CREABs ou para clínicas conveniadas. 

 

Novas unidades

A SMSA segue em articulação para ampliar os pontos de cuidado que integram o Programa Entrelaçar. A expectativa é a de que novas unidades sejam implementadas à rede SUS-BH, ampliando o cuidado prestado à população da capital.

 

Direitos das pessoas autistas

A pessoa dentro do TEA é, por lei, considerada pessoa com deficiência. Isso garante direitos importantes:

  • Prioridade no atendimento: A pessoa com TEA tem direito a atendimento preferencial em serviços públicos e privados.
  • CIPTEA – Carteira de Identificação: É um documento que identifica a pessoa com TEA e facilita o acesso a serviços de saúde, educação e transporte. Também registra o contato do responsável ou cuidador para emergências.
  • Cordão de Girassol: Acessório voluntário que sinaliza para os atendentes que a pessoa pode precisar de apoio especial por ter uma deficiência não visível. Pode ser adquirido em lojas ou pela internet. A Prefeitura de Belo Horizonte não fornece o cordão.
  • Vacinação domiciliar: Pessoas com TEA que tenham dificuldade de ir até a unidade de saúde podem ter direito à vacinação em casa, após avaliação da equipe de referência.
  • Proteção contra discriminação: A pessoa com TEA tem direito a um atendimento digno, humanizado e livre de preconceito em todos os serviços de saúde.

A Lei 11.855, que cria o Abril Azul, tem como objetivos promover a inclusão social, combater o preconceito, conscientizar a população e ampliar o conhecimento sobre o autismo. Também busca viabilizar iluminação ou decoração de espaços públicos com a cor azul, associada à calma, tranquilidade e equilíbrio, tão importantes para pessoas que podem se sentir sobrecarregadas sensorialmente. 

VEJA AQUI mais direitos assistenciais das pessoas diagnosticadas dentro do Transtorno do Espectro Autista.

 

 

Material para download

Protocolo de Assistência Integral à Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Rede SUS-BH - 2026

Cartilha Orientadora: Equipes e Serviços Envolvidos no Cuidado às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista na rede SUS-BH - 2025