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Dengue

atualizado em 14/03/2018 | 17:35

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus RNA que pertence ao gênero Flavívirus da família Flaviridae, do qual são conhecidos quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A transmissão ocorre através da picada do mosquito Aedes aegypti infectado.

Atualmente a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo, particularmente em países tropicais onde a temperatura e a umidade favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

No ano de 2016, desde a primeira semana do ano, observou-se um número de casos notificados e confirmados de dengue acima do esperado, o que resultou na maior epidemia de dengue na série histórica do município, onde foram confirmados 155.036 casos de dengue. Já em 2017 foram confirmados apenas 955 casos da doença.

Em Belo Horizonte, a ocorrência de casos de dengue e das outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti é monitorada de forma contínua através de análises epidemiológicas e mapas de intensidade de casos. As informações epidemiológicas são atualizadas semanalmente, indicando os distritos sanitários e as áreas de abrangência com maior concentração de casos suspeitos e confirmados.
 

Aspectos Gerais

A dengue é uma doença febril aguda, causada por vírus, de evolução benigna, na forma clássica, e, grave, quando se apresenta na forma hemorrágica. A dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui um sério problema de saúde pública no mundo, especialmente nos países de clima tropical, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor da doença.

Agente Etiológico
O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: Den - 1, Den - 2, Den - 3 e Den - 4.

Vetores Hospedeiros
Os vetores são mosquitos do gênero Aedes, popularmente conhecido como pernilongo da dengue. Nas Américas (Norte, Central e do Sul), o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem.

O Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia, mas, até o momento, não foi associado à transmissão da doença nas Américas.

Modo de Transmissão
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento.

Período de Incubação
O período de incubação da doença varia de 3 a 15 dias sendo, em média, de 5 a 6.

Período de Transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Esse período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.

Suscetibilidade e Imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade por outro sorotipo (cruzada ou heteróloga) existe de 3 a 6 meses. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:

relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas; na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nesta teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;  uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD: 


Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associados ao sorotipo Den-2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus da dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco.

  • Fatores virais: virulência da cepa circulante e sorotipo viral que esteja circulando no momento. 
  • Fatores epidemiológicos: existência de população suscetível, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3 meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções (Den-2 secundário aos outros sorotipos) e ampla circulação de vírus.
  • Fatores individuais: menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme), preexistência de anticorpos e intensidade da resposta imune anterior. 
Aspectos Clínicos

A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para a morte.

Dengue Clássica

O quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início abrupto, seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo. Hepatomegalia dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência, da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. Os adultos podem apresentar pequenas manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia. A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da FHD. É importante diferenciar os casos de dengue clássico com manifestações hemorrágicas dos casos de FHD. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga.

Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)

Os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica, porém, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos de FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração.

Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a Prova do Laço Positiva.

Técnica Para a prova do Laço:

  • Medir a pressão arterial do usuário, seguindo as recomendações técnicas.
  • Voltar a insuflar o manguito até o ponto médio entre a pressão máxima e a mínima (Ex: PA de 120 por 80, insuflar até 100). O aperto do manguito não pode fazer desaparecer o pulso.
  • Aguardar por cinco minutos com manguito insuflado.
  • Orientar o usuário sobre o pequeno desconforto sobre o braço.
  • Após cinco minutos, soltar o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente.
  • Procurar por petéquias na área onde estava o manguito e abaixo da prega do cotovelo.
  • Escolher o local de maior concentração e marcar um círculo (a caneta), com diâmetro de 1,78 cm, isto é, um pouco menor que uma moeda de um centavo.
  • Contar nessa área o número de petéquias.
  • Se contar 20 ou mais petéquias, considere a Prova do Laço POSITIVA.


Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia da doença, na maioria vezes, precedido por dores abdominais. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia anti-choque apropriada.

Classificação da FHD definido pela OMS, quanto ao grau de gravidade:

  • Grau I - Febre + Prova do laço positiva.
  • Grau II - grau I + pequenas hemorragias espontâneas.
  • Grau III - Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa.
  • Grau IV - Choque profundo, ausência de PA e pulso imperceptível.
Diagnóstico Laboratorial

Exames Específicos

A comprovação laboratorial das infecções pelo vírus da dengue faz-se pelo isolamento do agente ou pelo emprego de métodos sorológicos - demonstração da presença de anticorpos da classe IgM.

  • Isolamento - É o método mais específico para determinação do arbovírus responsável pela infecção. A coleta de amostra deverá ser feita em condições de assepsia o mais precocemente possível, no máximo, até o quinto dia do início dos sintomas.
  • Sorologia - Existem várias técnicas que podem ser utilizadas no diagnóstico sorológico do vírus da dengue, incluindo os de inibição de hemaglutinação (HI), fixação de complemento (FC), neutralização (N) e Elisa de captura de IgM (MAC-Elisa,Umelisa). Os três primeiros exigem amostras pareadas de soro de casos suspeitos e a confirmação é demorada. Os testes de captura de IgM são os mais úteis para vigilância, porque requer, na maioria dos casos, somente uma amostra de soro, e os exames são simples e rápidos. Baseiam-se na detecção de anticorpos IgM específicos aos quatro sorotipos do vírus da dengue. O anticorpo IgM anti-Dengue se desenvolve rapidamente, podendo ser detectado após o quinto dia do início da doença, tanto nas primoinfecções quanto nas reinfecções.
  • Coleta e Conservação das Amostras - A confiabilidade dos resultados dos testes laboratoriais depende do cuidado durante a coleta, manuseio, acondicionamento e envio de amostra. Durante a coleta, devem ser retirados 10 ml (mínimo 6 a 8 ml) de sangue (sem anticoagulante) e colocados em tubo estéril e fechado. Depois da retração do coágulo, centrifugar a 1.500 rpm por 10 minutos, para separar o soro. O soro deverá ser conservado a temperaturas máximas de -70ºC (para isolamento do vírus) e -20º c (para detecção de anticorpos). O transporte da amostra para o laboratório deve ser feito em isopor com gelo. Quando o tempo de transporte for maior que 24 horas, enviar a amostra congelada em isopor bem fechado e com gelo reciclável. Os tubos ou frascos encaminhados ao laboratório deverão ter rótulo com nome completo do paciente e data da coleta da amostra, preenchido a lápis para evitar que se torne ilegível ao contado com a água.


Exames Inespecíficos

  • Dengue Clássica - Hemograma: a leucopenia é achado usual, embora possa ocorrer leucocitose. Pode estar presente linfocitose com atipia linfocitária. A trombocitopenia é observada ocasionalmente.
  • Febre Hemorrágica da Dengue - FHD - Hemograma: a contagem de leucócitos é variável, podendo ocorrer desde leucopenia até leucocitose leve. A linfocitose com atipia linfocitária é um achado comum. Destacam-se a concentração de hematócrito e a trombocitopenia (contagem de plaquetas abaixo de 100.000/mm³).
  • Coagulograma - Aumento nos tempos de protrombina, tromboplastina parcial e trombina. Diminuição de fibrinogênio, protombina, fator VIII, fator XII, antitrombina e a -antiplasmina.
  • Bioquímica - Diminuição da albumina no sangue, albuminúria e discreto aumento dos testes de função hepática: aminotransferase aspartato sérica (conhecida anteriormente por transaminase glutâmico-oxalacética - TGO) e aminotransferase alanina sérica (conhecida anteriormente por transaminase glutâmico pirúvica - TGP).
Diagnóstico Diferencial

Dengue Clássica

Considerando que a dengue tem amplo aspecto clínico, as principais doenças a serem consideradas no diagnóstico diferencial são: gripe, rubéola, sarampo e outras infeções virais, bacterianas e exantemáticas. É raro o aparecimento de sintomas respiratórios (coriza, tosse, dor de garganta). Se estiverem presentes sem exantema, a suspeita é de gripe ou resfriado.

A febre com exantema, sintomas respiratórios e a presença de linfonodos palpáveis, principalmente os retro-cervicais, faz pensar mais em rubéola.

A febre com Koplik, conjuntivite, coriza intensa, tosse, exantema sequencial (1º dia, dor de cabeça; 2º dia, parte superior do tronco e membros superiores; 3º dia, tronco inferior e membros inferiores), faz pensar mais em Sarampo.

A febre com exantema (pele em lixa), amigdalite purulenta, língua saburrosa pode ser Escarlatina.

No exantema máculo-papuloso com evolução para hemorrágico, pensar nas ricketsioses (epidemiologia positiva para carrapatos na Febre Maculosa) e na meningococcemia.

Deve-se pesquisar os sinais clássicos da síndrome de irritação meníngea (rigidez de nuca, os sinais de Kernig e Brudzinski), pois a febre alta, a cefaléia e vômitos são sintomas comuns aos dois quadros, meningites e dengue.


Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) 

No início da fase febril, o diagnóstico diferencial deve ser feito com outras infecções virais e bacterianas e, a partir do terceiro ou quarto dia, com choque endotóxico decorrente de infecção bacteriana ou meningococcemia. As doenças a serem consideradas são: leptospirose, febre amarela, malária, hepatitite infecciosa, influenza, bem como outras febres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou carrapatos.

Os exames específicos para estas doenças devem ser solicitados a critério médico.

Tratamento

Accordion content 2.

 

Manuais e Protocolos

Protocolo para Atendimento aos Pacientes com Suspeita de Dengue 2017
Manual da Dengue - Padronização das ações para controle vetorial da Dengue desenvolvidas no município de Belo Horizonte
Manual de manejo clínico da doença - Enfermagem
Cartilha Dengue Mata
Ficha de Investigação de Dengue

Estou com Dengue, o que fazer?
  • Deve procurar atendimento num serviço de saúde mais próximo de sua casa.
  • Existem 127 unidades básicas, além das unidades de urgência
  • Deve buscar atendimento imediato numa unidade de sáude se apresentar qualquer sangramento no nariz, nas gengivas ou se notar alterações da menstruação (nas mulheres), manchas roxas na pele, urina vermelha, fezes escuras ou se sentir dor forte na barriga, tonteiras, vistas escuras, fraqueza intensa ou desmaios.
  • Deve tomar bastante líquidos como soro caseiro, água de côco, água, sucos e chás.
  • Não deve tomar medicamentos que contenham Ácido Acetil Salicílico como: AAS, Aspirina, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene, Acetim, Alidor, Aspisin, Buferin, Ronal, Besaprim etc.
  • Deve informar-se em como pode ajudar a combater e a  evitar o pernilongo Aedes.
O Transmissor

Características do Transmissor

O vetor da dengue é o Aedes aegypti, inseto altamente doméstico, inteiramente relacionado à população humana. O Aedes aegypti também é o principal vetor urbano da febre amarela. Está presente na África, Ásia e Américas. È originário provavelmente do continente africano.

Características e Ciclo Evolutivo do Vetor

Pernilongo preto com listras e manchas brancas é mais escuro que o pernilongo comum.
A fêmea pica preferencialmente durante o dia. Quando imaturo, desenvolve-se em água relativamente limpa e parada. As fêmeas põem seus ovos preferencialmente em recipientes artificiais como plantas em água, pratos de vasos, latas, garrafas, pneus, caixas d'água e outros reservatórios de água. Seus criadouros naturais são ocos de árvores, cascas de coco, bromélias ornamentais, água acumulada em folhas secas caídas no chão, nas calhas e outros.
Adapta-se bem ao ambiente urbano porque:

  • Encontra condições favoráveis para desenvolver-se (abundância de criadouros, escassez de predadores).
  • Tem muita afinidade pelo sangue humano.
  • Pode dispersar-se facilmente entre países, estados e municípios por meio de comercialização de recipientes (criadouros) secos, com ovos firmemente aderidos às paredes.
  • Transmite a DENGUE, A FEBRE AMARELA e outras viroses.
  • O tempo de evolução do Aedes aegypti, de ovo até mosquito adulto, varia com a temperatura e a disponibilidade de alimento. Em condições ideais (temperatura elevada e alimentação adequada), esse período se completa em 9 a 13 dias.
  • O adulto vive aproximadamente 20 dias, mas, em condições ambientais ótimas, pode chegar a 35 dias.


Obs: Os ovos são bastante resistentes a períodos de seca e baixas temperaturas, podendo permanecer viáveis à reprodução nestas condições até um ano. Um percentual das larvas já nasce infectada, pelo mecanismo de transmissão vertical ou transmissão vertical ou transovariana.

Como Evitar o Pernilongo Aedes

Cuidados que podem e devem ser adotados pela população em suas residências e locais de trabalho para evitar a criação de larvas de Aedes aegypti, diminuindo o uso de larvicidas no controle de criadouros.
 

RECIPIENTE RECOMENDAÇÕES
Pratos de vasos de plantas e flores c/ terra Eliminar os pratos, ou substituir pratos, por outros menores justapostos, furar os pratos. Adicionar areia nos pratos (ver orientação) e de preferência, também escovar os pratos e a parede externa dos vasos.
Vasos de plantas e flores c/ água Colocar a planta em vaso com terra( se possível ). Trocar a água 2 vezes por semana e, escovar a parede interna dos vasos e lavar com água corrente as raízes das plantas. Floreiro - remover as flores e trocar a água 2 vezes por semana e, sempre lavar o vaso. Plantas em água para criar raiz - vedar a boca do vaso com algodão, tecido ou papel alumínio, ou trocar a água 2 vezes por semana e, de preferência, lavar o vaso.
Filtros ou Potes d' água Mantê-los bem tampados com tampa própria, com pires ou pratos e, sempre que não ficarem bem vedados, cobri-los com um pano embaixo da tampa, pires ou prato.
Caixa d' água Mantê-la sempre tampada e sem frestas.
Tambor, bombona, barril e latão Em períodos sem uso: emborcar bombonas, barrís e latões. Devem sempre ser guardados em local coberto e serem tampados. Quando mantidos ao relento devem ficar emborcados e ao sol, procurando sempre fazer limpeza das superfícies. Podem ser cobertos com tampa ou "touca"(confeccionada com tela de mosquiteiro ou tecido) e quando viável trocar a água 2 vezes por semana.
Bebedouro Reduzir o número de bebedouros. Trocar a água 2 vezes por semana e escovar o bebedouro, quando de tamanho pequeno. Quando o bebedouro for de tamanho grande no ato da troca de água fazer limpeza da parede dos bebedouros.
Pneus Guardá-los secos em local coberto quando não for possível retirá-los do imóvel; Furá-los, no mínimo em 6 pontos eqüidistantes, mantendo-os na posição vertical. Quando utilizados para balanço, é suficiente um único orifício de diâmetro maior ou igual a 5 cm no seu nível mais baixo.
Material inservível (latas, garrafas de vidro ou plástico, potes de iogurte, margarina ou maionese, calçados e brinquedos velhos, etc.) Colocá-los no cesto ou saco de lixo, para a coleta rotineira da Limpeza Pública.
Garrafas de vidro retornáveis ou outras inclusive de plástico de utilidade para o responsável pelo imóvel Guardá-las secas em local coberto e de preferência emborcadas ou tampadas. Se ao relento, deixá-las emborcadas ou tampadas, especialmente as de plástico.
Baldes ou bacias sem uso diário Mantê-los emborcados, de preferência em local coberto ou secos ao abrigo da chuva.
Bandejas de Geladeira e de Aparelhos de Ar Condicionado Lavar a bandeja da geladeira 2 vezes por semana. Colocar mangueira ou furar a bandeja do aparelho de ar condicionado.
Piscina Em períodos de uso: Efetuar o tratamento adequado incluindo cloro. Em períodos sem uso: Reduzir o máximo possível o volume d'água e aplicar água sanitária conforme tabela anexa, semanalmente, considerando o volume d'água que permaneceu. Para piscina sem sistema de filtragem de água, pode-se optar pela adição de sal conforme tabela anexa, não sendo necessário repetir o tratamento.
Lona para proteção da água ou Segurança de piscina Instalar bóias (câmaras de ar de pneus) sob a lona, no centro da piscina, para facilitar o escoamento da água de chuva.
Piscina Infantil Em períodos de uso: Lavar e trocar a água pelo menos semanalmente. Em períodos sem uso: Escovar, desmontar e guardar em local coberto.
Vaso sanitário sem uso Mantê-los sempre tampados. Caso não possua tampa, acionar a válvula 2 vezes por semana. Adicionar 2 colheres (sopa) de sal, sempre que for acionada a descarga.
Caixa de descarga sem tampa e sem uso diário Tampá-la Acionar a descarga 2 vezes por semana.
Plástico ou lona para cobrir equipamentos, peças e outros materiais Cortar o excesso, de modo a permitir que o plástico ou a lona fique rente aos materiais cobertos, evitando sobras no solo/piso e, sempre que houver pontos de acúmulo de água, retirar o plástico ou lona e refazer a cobertura. Cobrir as bordas do plástico ou lona com terra ou areia e, sempre que houver pontos de acúmulo de água, retirar o plástico ou lona e refazer a cobertura.
Cacos de vidro no muro Quebrar os gargalos e fundos de garrafas e/ou colocar massa de cimento, nos locais que acumulem água.
Ocos de árvore e cercas de bambu Cortar o bambu na altura do nó. Preencher os ocos com massa de cimento, terra ou areia.
Calhas Mantê-las sempre limpas, desentupidas e sem pontos de acúmulo de água (limpeza periódica, poda de árvores, nivelamento adequado).
Lajes Mantê-las sempre limpas, com os pontos de saída de água desentupidos, e sem depressões que permitam acúmulo de água (limpeza periódica, poda de árvores, nivelamento com massa de cimento ou temporariamente com areia).
Ralos para água de chuva (subsolo e áreas externas) com rebaixamento (caixa para acúmulo de areia) Telá-los . Adicionar sal (ver tabela) após cada chuva ou após escoamento de água de lavagem do local. Adicionar água sanitária, ou qualquer outro desinfetante, sabão em pó ou detergente semanalmente.
Ralo de esgoto sifonado sem uso diário Utilizar ralo com tampa "abre-fecha" nas áreas internas. Telá-lo ou tampá-lo com algum objeto. Adicionar água sanitária ou qualquer outro desinfetante (1/3 de copo), sabão em pó ou detergente semanalmente.
Caiaque e Canoa Guardá-los secos em local coberto, ou caso precisem ficar ao relento, guardá-los virados para baixo.
Aquários Mantê-los tampados ou telados ou com peixes larvófagos.
Copo de água do Santo Tampar o copo com pano ou pires.
Bromélia Regar abundantemente com mangueira sob pressão, 2 vezes por semana.
Armadilha para formiga do tipo vasilhame com água Completar a água da armadilha utilizando sempre água com sal (0,5 colher de sal para cada copo d'água)
Fosso de elevador (construção) Esgotar a água, por bombeamento, pelo menos duas vezes por semana
Masseira (construção) Furar lateralmente no seu ponto mais baixo quando em uso e desobstruir o orifício, sempre que necessário, ou quebrar a masseira eliminando suas laterais, quando em desuso.


Técnica de utilização de areia grossa

  • Adicionar areia úmida no prato, em torno do vaso até a borda ou furo existente. 
  • Em caso de pratos com correntes, utilizar o mesmo procedimento, nivelando a areia no prato até a altura dos orifícios de sustentação da corrente.


Tabela para uso de sal de cozinha no controle de larvas de Aedes aegypti
 

QUANTIDADE DE ÁGUA QUANTIDADE DE SAL
1 copo     0,5 colher de sopa
1 litro 2 colheres de sopa
5 litros 10 colheres de sopa (1 copo)
50 litros 1 Kg
100 litros     2 Kg
200 litros     4 Kg
300 litros     6 Kg
400 litros    8 Kg
500 litros     10 Kg

Concentração - 2% (20 g de sal/litro de água)

Quantidade de água sanitária em função da concentração de cloro ativo: 2,0%, 2,5% e 5% a ser colocada em recipientes fixos e com água não destinada para consumo humano, e piscina desativada para obtenção de concentração inicial de 50mg/litro.
 

Volume água (litros) QUANTIDADE DE ÁGUA SANITÁRIA
  2,0% Medida 2,5% Medida 5,0% Medida
5 12,5 1,0 colher de sopa 10,0 1,0 colher de sopa 5,0 0,5 colher de sopa
25 62,5 6 colheres de sopa 50 5 colheres de sopa 25 2,5 colheres de sopa
50 25 0,5 copo 100 0,5 copo 50 5,0 copos
100 250 1,5 copos 200 1,0 copo 100 0,5 copo
150 375 2,0 copos 300 1,5 copos 150 1,0 copo
200 500 2,5 copos 400 2,0 copos 200 1,0 copo
250 625 3,0 copos 500 2,5 copos 250 1,5 copos
300 750 4,0 copos 600 3,0 copos 300 1,5 copos
350 875 4,5 copos 700 3,5 copos 350 2,0 copos
400 1000 1 frasco 800 4,0 copos 400 2,0 copos
450 1125 1 frasco + 0,5 copo 900 4,5 copos 450 0,5 frasco
500 1250 1 frasco + 1,0 copo 1000 1,0 frasco 500 0,5 frasco
1000 2500 2 frascos + 2,5 copos 2000 2,0 frascos 1000 1,0 frasco

Adaptação de recomendações feitas pela SUCEN/SP (http://www.sucensp.sp.gov.br)

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Ações de Controle do Vetor

As ações que o município realiza são:

  • Pesquisa larvária (LI) - realizado de forma amostral em 6,6% de seus imóveis.
  • Tratamento Focal - aplicação bimensal de larvicida dentro dos criadouros dos mosquitos em 100% do território no município.
  • Perifocal - consiste na aplicação de uma camada de inseticida de ação residual nas paredes externas dos depósitos situados em pontos estratégicos, por meio de aspersor manual, com o objetivo de atingir o mosquito adulto que aí pousar na ocasião do repouso ou da desova.
  • Espacial - feito somente em época de epidemia como forma complementar para interromper a transmissão da dengue, visando a eliminação das formas adultas do vetor. Consiste na aplicação espacial de inseticidas a baixíssimo volume. Nesse método as partículas são muito pequenas, geralmente se situando abaixo de 30 micras de diâmetro, sendo de 10 a 15 micrass de diâmetro médio, o ideal para o combate ao Aedes aegypti, quando o equipamento for do tipo ubv pesado.
  • Monitoramento vetorial com armadilhas de ovoposição (ovitrampas).
  • Orientação à população.
     

Criadouros de Aedes aegypti mais comumente encontrados nos domicílios e medidas recomendadas:

Caixa d'água

  • Com tampa original: observar se está bem tampada.
  • Sem tampa: anotar tamanho, formato e marca e entrar em contato com o centro de saúde ou SOS-Saúde.
  • Tampada com telha de amianto, lona etc. entrar em contato com o centro de saúde ou SOS- Saúde.


Objetos que acumulam água
Quintal, pequeno volume: remoção SLU durante coleta domiciliar.

Grandes depósitos propícios a foco (ferro-velho, borracharia etc.)
Entrar em contato com o SOS Saúde ou com o centro de saúde.

Vasos de plantas comuns ou plantas aquáticas dentro e fora de casa
Lavar as paredes internas para impedir a proliferação do pernilongo ou colocar areia (não acumular água acima da areia).

Depósitos tampados (filtros, moringas, caixa d'água, tambores, utensílios de cozinha e outros depósitos vedados)
Lavar periodicamente.

Tanques, cisternas abandonadas e tambores destampados
Entrar em contato com o SOS - Saúde ou com o centro de saúde.

Calhas e Telhados
Manter limpo, retirando folhas secas para evitar acúmulo de água.

Depósito de água para pequenos animais
Limpeza a cada dois dias, no mínimo, escovando a lateral do recipiente.

Vaso Sanitário, ralo de banheiro, banheiras em desuso
Entrar em contato com o SOS Saúde ou com o centro de saúde.

Caixa de gordura aberta
Tampar e fazer limpeza habitual

Cacos de vidro em muro
Quebrá-los, evitando o acúmulo de água.

Bebedouro e suporte de água mineral
Seja feita a limpeza periodicamente.

Reservatório (bandeja) que armazena a água do descongelamento da geladeira
Descongelar e limpar sempre.

Garrafas de vidro
Esvaziar e colocar de boca para baixo.

Garrafas e latas descartáveis
Furar no fundo antes de jogar no lixo.

Pneus usados
Entrar em contato com o SOS - Saúde. Em local fechado, e secos, não são problema.

Folhas e troncos que acumulam água (bananeiras e bromélias), oco de árvores e de pedras
Orientar o morador para que faça furos no encontro das folhas para que não acumulem água.

Piscinas em desuso (sem cloração)
Entrar em contato com o SOS-Saúde.

Piscina em uso constante
Limpar periodicamente.

Lonas plásticas para cobertura (caixa-d'água, lajes, tambores etc.)
Entrar em contato com o SOS-Saúde ou com o centro de saúde.

Depósito de água para bovinos (atenção: equinos e animais exóticos não podem ingerir água tratada com inseticida)
Entrar em contato com o SOS-Saúde.

Lajes de abrigo de ônibus (acumulando água):
Entrar em contato com o SOS-Saúde. Devem ser limpos.

Lajes com água empoçada
Orientar o morador para que faça o escoamento desta água.

Lajes de construção paralisada:
Entrar em contato com o SOS-Saúde.

Aquário de peixes
Limpar periodicamente.

Casacas de frutas (côco)
Quebrar e eliminar.

Sucatas
Entrar em contato com o SOS-Saúde.


Quando a orientação for no sentido de o morador entrar em contato com o SOS-Saúde, favor informar o endereço completo e explicar a situação, solicitando a visita do agente de campo, para que ele faça uma avaliação do problema e tome as providências necessárias. O telefone do SOS - Saúde é 3277-7722. Todos os centros de saúde estão orientados para assumir o encaminhamento ou resolução destes problemas.

 

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Folder: O Perigo Aumentou 2016

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Folder: O Perigo Aumentou
Check List 2016

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Cartaz: O Perigo Aumentou 2015

 

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Folder: O Perigo Aumentou 2015

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Folder: Brincar e Aprender
Atitudes Contra a Dengue 2016

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Folder: Atitude Contra a Dengue 2014

 

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Cartaz: Um Tempo
Contra a Dengue 2013

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Cartaz: Um Tempo
Contra a Dengue 2013

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Folder: Um Tempo
Contra a Dengue 2012

 

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Folder: Um Tempo
Contra a Dengue 2012

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Folder: Um Tempo
Contra a Dengue 2012