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Doenças e agravos não transmissíveis

atualizado em 14/03/2018 | 17:29

As doenças e agravos não transmissíveis (DANT) representam hoje uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, tem caráter multifatorial, se desenvolvem no decorrer da vida, são de longa duração e consideradas um sério problema de saúde pública, incluindo, principalmente, o grupo das doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas, diabetes os acidentes e violências.


DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS - DCNT

Entre as DANT, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais responsáveis pela morbimortalidade no Brasil e no mundo. Segundo o estudo “Carga Global de Doenças, 2016”, as DCNT representam 72,3% dos óbitos no mundo e 76,4% no país (Disponível em: http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare . Acesso em 19/02/2018).

Seguindo padrão nacional e internacional, as DCNT, especialmente as doenças cardiovasculares e neoplasias são, atualmente, a principal causa de óbito e de internação hospitalar no município de Belo Horizonte.

As DCNT têm em comum fatores comportamentais de risco modificáveis e não modificáveis. Dentre os fatores comportamentais de risco modificáveis destacam-se o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a obesidade, as dislipidemias (determinadas principalmente pelo consumo excessivo de gorduras saturadas de origem animal), padrão de atividade física e alimentar.

Diante deste cenário, em 2011 a OMS e o Ministério da Saúde publicaram um Plano de Ações Estratégicas para enfrentamento das DCNT no Brasil (2011-2022). Segundo o Plano de Ação Global da OMS (2013-2020), a meta é reduzir em 25% a mortalidade de adultos de 30 a 69 anos pelos principais DCNT, no período de 2015 a 2025. Uma das metas estabelecida no Plano Nacional é o de redução de 2% ao ano da mortalidade de adultos na mesma faixa etária por principais DCNT (doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias e diabetes).

Considerando que essas doenças têm um forte impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados, causa morte prematura e geram grandes e subestimados efeitos econômicos adversos para as famílias, comunidades e sociedade em geral, a prevenção e controle das DANT/DCNT e seus fatores de risco são fundamentais para evitar o crescimento epidêmico dessas doenças e agravos.