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Tuberculose

criado em 01/02/2018 - atualizado em 06/08/2021 | 11:25

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). É transmitida de pessoa para pessoa pela tosse, espirro ou fala. Afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. O principal reservatório da tuberculose é o ser humano.
É a doença infecciosa que mais mata adultos no mundo, constituindo-se em um grande desafio para a saúde pública. No Brasil é a 3ª causa de morte por doenças infecciosas, predominando na faixa etária considerada a mais produtiva da vida: 70% dos casos ocorrem entre 15 e 59 anos de idade.


Pode acometer qualquer pessoa, porém destacam-se como grupos de maior risco para o adoecimento: profissionais de saúde, pessoas com condições de vida menos favorecidas, pessoas que vivem com HIV, privados de liberdade, pessoas em situação de rua, imunocomprometidos, entre outros. 
O tratamento é realizado com medicamentos de grande eficácia, proporcionando altas taxas de sucesso, desde que tomado sem interrupções e conforme orientações da equipe de saúde.

 

Sintomas
O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório - pessoa com tosse por três semanas ou mais - seja investigado. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como febre vespertina (final da tarde), sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga.

 

Diagnóstico
Para o diagnóstico da tuberculose geralmente são utilizados: exames de escarro (baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria), além da investigação complementar por exames de imagem. O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a suspeita da doença por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas, o resultado de outros exames complementares, como os de imagem e histológicos.

 

Transmissão
A tuberculose possui transmissão aérea - ocorre a partir da inalação de aerossóis. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com a forma ativa da doença lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos.
Com o início do esquema terapêutico adequado, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento chega a níveis insignificantes. No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia. Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia.

 

Prevenção
A principal maneira de prevenir as formas graves da tuberculose é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Outra maneira de prevenção é identificar a “infecção latente de tuberculose”. Para isso, as pessoas que convivem com doentes de tuberculose devem procurar um Centro de Saúde para serem avaliadas a respeito da necessidade de receber um tratamento preventivo para evitar o adoecimento. 

 

Tratamento
A tuberculose tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses, é gratuito e disponibilizado pelo SUS. No tratamento, é preciso obedecer aos princípios básicos da terapia medicamentosa. O Tratamento Diretamente Observado (TDO) é uma estratégia internacional para fortalecer a adesão ao tratamento e consiste na observação da ingestão diária dos medicamentos por um profissional da equipe de saúde. O estabelecimento de vínculo entre profissional de saúde e pessoa em tratamento é fundamental para que haja adesão ao tratamento, com diminuição das chances de abandono. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a evolução doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos medicamentos, sequelas, óbitos e a permanência da fonte de infecção na comunidade.
 

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