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Zika

atualizado em 26/04/2018 | 10:27

O Zika vírus (ZikaV) é um RNA vírus, do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947. O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores (Aedes).

Há registro de circulação esporádica na África (Angola, República Central Africana, Gâmbia, Uganda, Zâmbia, Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quênia, Somália e Burkina Faso), Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia, Ilhas Cook, Ilhas Salomão e Vanuatu).

Nas Américas foi confirmada a transmissão autóctone do vírus Zika na Ilha de Páscoa (Chile) em fevereiro de 2014.

Os primeiros casos autóctones confirmados no Brasil ocorreram no Nordeste, em março de 2015 e, desde então, houve aumento do número de casos em vários estados brasileiros, inclusive em Minas Gerais. No final de 2015, o Ministério da Saúde informou a associação entre a infecção pelo vírus Zika em gestantes e o aumento do número de microcefalias em recém-nascidos.

Na vigilância do zika vírus, Belo Horizonte adotou a definição de caso do Ministério da Saúde (MS) e Secretaria Estadual de Saúde (SES), onde todos os pacientes com exantema maculopapular pruriginoso, acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sintomas: febre; hiperemia conjuntival sem secreção e prurido; poliartralgia e/ou edema periarticular, foram investigados como suspeitos de infecção pelo vírus Zika. Em casos de gestantes, o critério utilizado foi mais sensível, sendo necessária apenas a presença do exantema para se considerar como suspeita de vírus Zika.

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em Belo Horizonte no mês de dezembro de 2015. Nesse ano, foram notificados 16 casos suspeitos, dos quais 12 foram descartados e quatro confirmados por critério laboratorial. Todos os casos confirmados foram do DS Pampulha, sendo os primeiros casos autóctones do município. Já em 2016 foram notificados 1531 casos com suspeita de infecção pelo vírus Zika, sendo 582 em gestantes. Em 2017, houve 128 notificações, com 22 casos confirmados.

Nota Técnica nº 01 / 2016- Manejo Clínico de Casos Suspeitos de Infecção por Vírus Zika e Microcefalia na Rede SUS/BH

Nota Técnica nº 02 / 2016- Manejo Clínico de Casos Suspeitos de Infecção por Vírus Zika e Microcefalia na Rede SUS/BH

Nota Técnica nº 03 / 2016- Encaminhamento para reabilitação dos neonatos assintomáticos expostas a vírus Zika e aqueles com microcefalia e/ou atraso do desenvolvimento neuropsicomotor com suspeita de Zika ou outra etiologia infecciosa, residentes em Belo Horizonte

Nota Técnica nº 05 / 2016- Orientações para notificações dos casos de microcefalia e/ou recémnascidos com alterações do SNC

Cartão Único para Acompanhamento do Usuário com Suspeita de Dengue, Zika ou Chikungunya

Diretrizes de estimulação precoce crianças de zero a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor

Guia sobre A estimulação precoce na Atenção Básica

Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia