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HIV / Aids

atualizado em 19/03/2018 | 10:30

A aids é causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esse vírus ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção.

Quando ocorre a infecção pelo vírus HIV, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, em que ocorre a incubação do HIV (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença). Esse período varia de três a seis semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico) que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, procure uma unidade de saúde imediatamente, informe-se sobre a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e faça o teste.

Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito em qualidade de vida.

Além disso, as mães que vivem com HIV têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. Por isso, se você passou por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, faça o teste anti-HIV. 

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades de saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

A Prevenção Combinada é uma estratégia que faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção (biomédica, comportamental e estrutural) aplicadas em múltiplos níveis (individual, nas parcerias/relacionamentos, comunitário, social) para responder às necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e de determinadas formas de transmissão do HIV.

• As Intervenções Biomédicas são ações voltadas à redução do risco de exposição mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Fazem parte dessa estratégia a distribuição de preservativos masculinos e femininos e de gel lubrificante, o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV; a Profilaxia Pós-Exposição - PEP; e a Profilaxia Pré-Exposição – PrEP.

• As Intervenções Comportamentais são ações que contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV e para sua consequente redução, mediante incentivo às mudanças de comportamento das pessoas e da comunidade ou grupos sociais.

• As Intervenções Estruturais são ações voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos ou grupos sociais específicos ao HIV, envolvendo preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de alienação dos direitos e garantias fundamentais à dignidade humana.

O Programa BH de Mãos Dadas Contra a Aids estabelece como estratégia a educação continuada, feita pelos pares, ou seja, mulheres trabalham mulheres, profissionais do sexo trabalham profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens (HSH) trabalham HSH, adolescentes trabalham adolescentes. Também faz parte do programa a discussão da sexualidade em escolas municipais, para a prevenção precoce das IST/Aids, através do projeto "Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS", que promove o debate em todas as escolas da rede municipal, fazendo a interface com os Centros de Saúde do município.

O diagnóstico da infecção pelo HIV/Aids

Os testes rápidos e exames sorológicos convencionais estão disponíveis nos 152 centros de saúde de Belo Horizonte. Além disso, o munícipio conta com dois Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que oferecem orientação e testagem rápida para HIV, sífilis, hepatites B e C.


Informações úteis

Testagem para HIV, sífilis e hepatites virais
Procure o Centro de Saúde próximo de sua casa ou um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). 

Profilaxia Pós-Exposição (PEP) Acidente com material biológico
Procure uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.

Profilaxia Pós-Exposição (PEP) Sexual
Procure um Serviço de Atenção Especializada (SAE), das 7h às 18h, ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), à noite e finais de semana. 

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)
Faça sua avaliação no Hospital Eduardo de Menezes ou CTR DIP Orestes Diniz. 

Tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis
Procure o Centro de Saúde próximo de sua casa ou o serviço de IST da URS Centro-Sul. 

Tratamento de HIV/AIDS, sífilis e hepatites virais
Se realizou o teste em um dos serviços do SUS BH, a própria unidade marcará sua consulta. Se você realizou o teste em um laboratório particular, procure o Centro de Saúde próximo de sua casa para marcar sua consulta em um dos Serviços de Atenção Especializada (SAE) da rede SUS BH.
 

CTA Centro Sul
Rua Carijós, 528 - 5º andar - Centro
(31) 3246-7007

CTA SAE Sagrada Família
Rua Joaquim Felício, 141 - Sagrada Família
(31) 3277-5757

CTR DIP Orestes Diniz
Alameda Álvaro Celso, 241 - Santa Efigênia
(31) 3277-4341 

URS Centro-Sul
Rua Paraíba, 890 - Funcionários
(31) 3277-5356 

Hospital Eduardo de Menezes
Rua Dr. Cristiano Rezende, 2.213 - Bonsucesso
(31) 3328-5000

 

HIV / Aids em residentes de Belo Horizonte período: 2001 a 2017 (dados parciais)

 

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