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RAIVA

criado em 07/05/2018 - atualizado em 18/08/2021 | 17:29

A raiva é uma doença transmitida ao ser humano pela saliva e secreções de animais infectados, principalmente por mordeduras, arranhaduras e lambeduras. Cães e gatos são a principal fonte de infecção, mas há também os morcegos, raposas, gatos do mato, saguis, gambás. Animais como bois, vacas e cavalos também são transmissores da doença. A Raiva se apresenta como uma infecção do cérebro, chamada de encefalite, levando ao óbito em quase 100% dos casos. Em Belo Horizonte não há registros de casos de raiva em cães desde 1989, em gatos desde 1985, e raiva humana desde 1984. O Programa de Vigilância e Controle da Raiva, recomendado pelo Ministério da Saúde, é executado pelo município de Belo Horizonte com as seguintes ações:

  1. Vacinação de cães e gatos;
  2. Recolhimento/monitoramento de cães de rua;
  3. Atendimento de pessoas feridas por animais transmissores;
  4. Observação clínica dos animais agressores (cães e gatos);
  5. Tratamento de pessoas expostas ao risco da infecção rábica;
  6. Vigilância Epidemiológica, contemplando, dentre outros tópicos:
    a) Coleta e envio de material para diagnóstico da raiva em laboratório;
    b) Controle de áreas de foco da doença;
  7. Educação em Saúde.
     

Veja abaixo o que fazer após sofrer um acidente com algum animal que pode ser transmissor da raiva:

  1. Lavar muito bem o local com água corrente e sabão;
  2. Procurar uma unidade de saúde o mais breve possível e informar o ocorrido com o máximo de dados sobre as condições do acidente e sobre o animal;
  3. Seguir rigorosamente a indicação médica que pode ser a aplicação de vacina, tratamento com soro e vacina, ou somente observação do animal agressor;
  4. Se o acidente acontecer nos finais de semana e/ou feriados, procurar o Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) localizado à Rua Paraíba, 890, Savassi, para o atendimento inicial e depois seguir o tratamento no Centro de Saúde mais próximo de sua casa;
  5. Observar o animal e qualquer alteração no comportamento (sumir, desaparecer, morrer ou outra) deverá ser comunicada imediatamente ao Centro de Saúde ou ao serviço de controle de zoonoses de referência;
  6. Receber os profissionais do serviço de controle de zoonoses para acompanhamento da observação do animal agressor;
  7. Se o animal for de terceiros, auxiliar na localização do endereço; se cães semidomiciliados (cães sem tutor, que vivem na rua, mas que são cuidados/alimentados por alguma família) fornecer alguma informação que favoreça a observação pela equipe de controle de zoonoses;
  8. No caso de aparecimento de morcego em casa, ou em sua proximidade, voando durante o dia, caído (morto ou vivo) ou encontrado em lugares atípicos, nunca matar ou manipular diretamente o animal. Se possível, isolá-lo com panos, caixas de papel, balde, ou mantê-lo em ambiente fechado para posterior recolhimento/captura. Nestes casos, comunicar, o mais breve possível, à Gerência de Zoonoses da sua regional ou ao Centro de Controle de Zoonoses para que seja feito o recolhimento do exemplar, envio, identificação da espécie e o diagnóstico laboratorial da raiva.

 

O recolhimento de morcegos é realizado pelas Gerências de Zoonoses e/ou Centro de Controle de Zoonoses, em dias úteis, até as 17 horas. Os telefones das Gerências de Zoonoses e Centro de Controle de Zoonoses estão listados abaixo.

 

Gerências de Zoonoses (GERZO):

  • Barreiro - 3277-5917 / 5920
  • Centro Sul - 3277-3657 / 1197
  • Leste - 3277-4313 / 9732
  • Nordeste - 3277-6234 / 6226
  • Noroeste - 3277-7648 / 4583
  • Norte - 3277-7382 / 7967
  • Oeste - 3277-7021 / 6853
  • Pampulha - 3277-7919 / 7968
  • Venda Nova - 3277-5446 / 5538


Central de Controle de Zoonoses (CCZ) - 3277-7411 / 7413 / 7414

 

Após a confirmação de morcego positivo para raiva é aberto um raio de 300 metros a partir do endereço da ocorrência para realização de bloqueio de foco. O objetivo é vacinar e/ou revacinar contra raiva todos os cães e gatos da área delimitada, orientar a população sobre as medidas preventivas da doença, identificar possíveis pessoas e animais (cães e gatos) que tiveram contato com morcegos, intensificar o recolhimento/monitoramento de cães de rua para vacinação antirrábica e busca ativa de animais suspeitos.
 

A vigilância de morcegos urbanos é realizada para orientar a população sobre as formas de prevenção de acidentes que possam ocasionar a transmissão do vírus da raiva para pessoas e animais.