Pular para o conteúdo principal

RAIVA

criado em - atualizado em

A raiva é uma doença infecciosa aguda e grave, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central. Após a contaminação, pode provocar encefalite (inflamação do cérebro) e, na maioria dos casos, evolui para o óbito.

 

TRANSMISSÃO

O vírus é transmitido ao ser humano por meio da saliva de animais infectados, principalmente por mordeduras, arranhaduras e/ou lambeduras. 

 

 

SINTOMAS

Após o período de incubação, surgem contrações involuntárias que duram, em média, de dois a dez dias. Além disso, o paciente pode apresentar mal-estar geral, anorexia, náuseas, entorpecimento, inquietude, leve aumento da temperatura, enjoos, irritabilidade, sensação de angústia, dor de cabeça e dor de garganta.

 

 

COMPLICAÇÕES

A infecção pode evoluir para manifestações mais graves, como febre, delírios, espasmos musculares involuntários generalizados e/ou convulsões.
 

Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua podem ocorrer quando o paciente vê ou tenta ingerir líquidos, ocasionando sialorréia intensa. Esses espasmos evoluem para um quadro de paralisia, podendo causar alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e constipação intestinal. Observam-se, ainda, disfagia, aerofobia, hiperacusia e fotofobia. O paciente geralmente permanece consciente, podendo apresentar períodos de alucinação, até a instalação do coma e evolução para óbito.

 

 

PREVENÇÃO

A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais é fundamental para evitar a transmissão aos seres humanos. Para saber os endereços de vacinação de cães e gatos, clique aqui.

 

Evite aproximar-se de cães e gatos quando estiverem se alimentando, com crias ou dormindo. Animais soltos ou abandonados em vias públicas podem representar risco à população, para Recolhimento de Cães Abandonados nas Ruas, clique aqui.

 

Nunca toque em morcegos ou em outros animais silvestres. Caso encontre animais mortos ou com comportamento atípico — como morcegos caídos no chão, pendurados em troncos de árvores, muros, concertinas e telas de janelas ou em locais incomuns — evite qualquer contato e acione o serviço responsável. Clique aqui para obter mais informações sobre a Vigilância e o Controle de Morcegos. 

Em caso de acidente com animal suspeito, procure imediatamente o Centro de Saúde mais próximo de sua residência durante os dias úteis. Após avaliação médica, serão fornecidas orientações sobre a necessidade de vacinação, aplicação de soro ou observação do animal, em articulação com o serviço de zoonoses. Nos finais de semana, em caso de acidentes com animais suspeitos, procure o Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) para atendimento médico. 
 

É importante destacar que a unidade de saúde responsável pelo primeiro atendimento deve preencher a ficha do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e o Centro de Saúde deve preencher a Ficha de Acompanhamento da Agressão Animal:  
 

Quando houver dúvidas sobre a condução dos casos de acidentes com animais suspeitos, consulte as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde: “Profilaxia da Raiva Humana”.

 

Em caso de dúvidas sobre o acompanhamento de animais agressores consulte a página: “Acompanhamento de Animais Agressores para Vigilância e Controle da Raiva”.

 

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico laboratorial da raiva humana em vida pode ser realizado por meio de imunofluorescência direta (IFD), utilizando amostras de tecido de folículos pilosos (obtidas por biópsia da pele da região cervical), raspado de mucosa lingual (swab) ou impressão de córnea.
 

 

SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA RAIVA ANIMAL

 

 

 

 

Perguntas Frequentes

1. Quais os animais que podem transmitir raiva?
Os transmissores mais comuns são cães, gatos, morcegos, macacos, raposas, guaxinins e animais de produção, como cavalos e bois. 


2. Quanto tempo a doença demora para se manifestar no homem e no cão?
No ser humano, a manifestação ocorre, em média, após 45 dias. Em cães, varia de 2 dias a 2 meses. 


3. Como reconhecer um cão ou gato com suspeita de raiva?
O animal pode apresentar alterações de comportamento, perda de apetite, isolamento em locais escuros, dificuldade para ingerir líquidos, agressividade, paralisia das patas traseiras, salivação excessiva e vocalização anormal (latido rouco ou semelhante a uivo). Geralmente, o animal morre cerca de sete dias após o início dos sintomas.


4. Qual a recomendação em relação ao animal agressor (cão e gato)?
O animal deverá ser observado em domicílio por 10 dias após a agressão. Se, durante este período, o animal adoecer, desaparecer ou morrer, é preciso comunicar imediatamente o fato ao serviço de controle de zoonoses ou o centro de saúde de referência.                                             

5. Se meu cão apresentar sintomas da raiva e não estiver sendo acompanhado pelo serviço de zoonoses da PBH, o que devo fazer?
Levar o cão ou gato para avaliação clínica de um médico veterinário particular. Mantida a suspeita, entrar em contato com a Gerência de Zoonoses de referência que fará o recolhimento e observação do animal no Centro de Controle de Zoonoses - CCZ. Caso o cidadão não tenha condições de levar o animal para avaliação de um médico veterinário particular, ele deve entrar em contato com a Gerência de Zoonoses de sua regional para avaliação da situação pelo profissional da Prefeitura de Belo Horizonte.


6. O que fazer após sofrer agressão de um animal?
Lave imediatamente o ferimento com água e sabão e procure atendimento no Centro de Saúde o mais rápido possível. Após avaliação, serão indicadas as medidas necessárias.

Nunca interrompa o tratamento!
 

7. Como proteger meus animais?
Vacine cães e gatos anualmente contra a raiva. 


8. A partir de que idade vacinar?
A partir dos 3 meses de idade, com reforço conforme orientação veterinária. 


9. Porque meu animal precisa tomar vacina contra raiva?

A vacina protege o animal, impedindo que ele contraia a doença. Como consequência, o risco de transmissão da raiva para pessoas e outros animais também diminui. A vacinação deve ser realizada anualmente.  


10. Onde posso levar meu animal (cão e/ou gato) para vacinar contra a raiva?
A vacina protege o animal, impedindo que ele contraia a doença. Como consequência, o risco de transmissão da raiva para pessoas e outros animais também diminui. A vacinação deve ser realizada anualmente, clique aqui.


11. Qual a conduta no caso de agressão por animais de rua?
Deve-se procurar um Centro de Saúde o mais rápido possível para avaliação e realização do tratamento indicado, uma vez que não é possível observar animais de rua.


10. Morcegos podem transmitir raiva?
Sim. Quando infectados, os morcegos podem transmitir a doença por meio de mordedura, arranhadura ou contato com secreções. 


11. O que fazer quando encontrar um morcego caído no chão?
Não toque no animal nem permita que cães ou gatos se aproximem. Se o morcego estiver vivo, cubra-o com um pano ou balde. Caso esteja morto, recolha-o com o auxílio de uma pá e coloque-o em um recipiente adequado. Em qualquer situação, acione o serviço de zoonoses.

Clique aqui para solicitar o recolhimento do animal errante

Clique aqui para mais informações sobre a Vigilância e Controle de Morcegos
 


12. Como é possível reconhecer um morcego suspeito de raiva?
Morcegos doentes apresentam alterações de comportamento. São considerados suspeitos aqueles encontrados caídos no chão (vivos ou mortos), com incapacidade de voar, pendurados em locais incomuns (como muros, grades ou janelas) ou voando durante o dia. A confirmação da doença só é possível por meio de exame laboratorial.        


13. O que fazer em caso de agressão ou contato com morcego?

Procure atendimento médico imediato no Centro de Saúde mais próximo e entre em contato com o serviço de zoonoses para recolhimento do animal. Não descarte o morcego. 


14. Qual o prazo para liberação do resultado do exame de raiva em morcegos?
O resultado é liberado em até dois dias úteis pelo Laboratório de Zoonoses, contados a partir do recebimento da amostra. A comunicação ao cidadão é realizada pela Gerência de Zoonoses de referência ou pelo Centro de Controle de Zoonoses.


15. Por que não devo matar os morcegos?
Os morcegos são protegidos por lei. Maus-tratos, caça, perseguição ou extermínio desses animais configuram crime ambiental. Além disso, eles desempenham importante papel ecológico, contribuindo para a dispersão de sementes, polinização de plantas e controle de insetos, inclusive pragas agrícolas e vetores de doenças.


16. Onde obter mais informações sobre a raiva?
As informações podem ser obtidas junto à Secretaria Municipal de Saúde, por meio dos serviços de vigilância, assistência (Centros de Saúde) e controle de zoonoses (CCZ e Gerências de Zoonoses regionais). Também é possível acessar os canais oficiais, como o telefone 156, o aplicativo PBH e o Portal de Serviços.