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Vida no Trânsito

atualizado em 25/04/2018 | 17:57

Os acidentes de trânsito tornaram-se um problema de saúde pública mundial em função da magnitude e da gravidade das lesões que ocasionam.  Além de gerar custos econômicos e sociais crescentes, demandam atuação multiprofissional, intra e intersetorial bem articulada para o seu enfrentamento.

 
Em Belo Horizonte, esses acidentes representam, após as agressões, a segunda causa de morte entre as causas externas. Em 2009, foram 469 óbitos de residentes do município decorrentes de acidentes de trânsito e em 2008 464 óbitos, representando, respectivamente, uma taxa de 19,0 e 19,1 por 100.000 habitantes. O óbito ocorre especialmente em adultos jovens e homens, que também são as principais vítimas em todas as faixas etárias. O atropelamento é mais significativo em idosos.


Atropelamento tem sido a principal causa do óbito (6,7 por 100.000 hab em 2008), porém observa-se uma elevação preocupante, desde 2005, de óbitos de ocupantes de motocicleta (3,9 por 100.000 habitantes em 2008).


Diante deste cenário e por apresentar um potencial para o desenvolvimento do projeto Vida no Trânsito, Belo Horizonte foi uma das cinco cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde (MS), além de Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).

 

O projeto Vida no Trânsito prevê o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e cultura de paz no trânsito e de prevenção das lesões e mortes causadas por acidentes, gerando oportunidades de colaboração e coordenação conjuntas da saúde com outros setores, governamentais e não-governamentais.
 


Trata-se de uma ação interministerial desenvolvida em parceira com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Bloomberg Philanthropies, fundação internacional de promoção de atividades na área social em parceria com o governo brasileiro  e representantes da Presidência da República (Casa Civil, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas/Senad do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Secretaria Especial de Direitos Humanos/SEDH da Presidência da República, Ministérios da Saúde, Justiça/Polícia Rodoviária Federal/DPRF, Transportes, Cidades/Departamento Nacional de Trânsito e Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana e Transporte), bem como os conselhos nacionais de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e Municipais de Saúde (CONASEMS).



Em Belo Horizonte foram eleitos cinco fatores/grupos de risco prioritários que devem nortear as medidas de prevenção, com base nas análises dos cruzamentos das diversas fontes de dados da área do trânsito e da saúde:


1. Atropelamento, 
2. Acidente de motocicleta, 
3. Bebida alcoólica e direção, 
4. Condutor jovem envolvido em acidente de trânsito e 
5. Excesso de velocidade. 

 

Projeto Vida no Trânsito - Histórico


ANO 2009

 

Em outubro de 2009, durante a realização do Fórum Mundial sobre Trauma promovido pela OMS/OPAS na cidade do Rio de Janeiro, o Ministro da Saúde assinalou o interesse do Brasil em participar da iniciativa Bloomberg de Segurança Viária (Road Safety in 10 countries / RS10).


ANO 2010

 

No dia 11 de março de 2010 ocorreu a primeira reunião do Governo Brasileiro para apresentar e discutir sobre o Projeto RS10 e o Plano de Ação da Década pela Segurança Viária 2011/2020.

 

Nessa ocasião constituiu-se uma Comissão Interministerial para planejamento, monitoramento e avaliação das ações a serem desenvolvidas no Brasil. Essa Comissão Interministerial foi constituída inicialmente por representantes dos Ministérios da Saúde, Cidades (Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN e Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana), Transportes, Justiça (Departamento de Polícia Rodoviária Federal), Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas), Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Casa Civil. Em relação ao Plano de Ação da Década 2011/2020, essa pauta foi inserida na agenda do Comitê Nacional de Mobilização pela Saúde, Segurança e Paz no Trânsito coordenado pelo Ministério das Cidades. Em 12 de março, houve a segunda reunião, na sede da OPAS, com presença de representantes da OMS/OPAS, parceiros internacionais, Comissão Interministerial e outros convidados para apresentação do projeto e informes gerais.

 

Em 06 de abril a Comissão Interministerial definiu como fatores de risco prioritários a serem 17 trabalhados nesse projeto:

 

• associação de ingestão de bebida alcoólica e direção;

• velocidade excessiva e inadequada.


Selecionaram-se também cinco cidades, sendo uma por região, para implantação do projeto conforme se segue: Belo Horizonte/MG (Região Sudeste), Campo Grande/MS (Região Centro Oeste), Curitiba/PR (Região Sul), Palmas/TO (Região Norte) e Teresina/PI (Região Nordeste).

 


Os critérios para definição dessas cidades foram:

 

•  regionalização; 
• populacional;
• epidemiológicos (mortalidade por 10.000 veículos,mortalidade por 100.000 habitantes e internação hospitalar);
• ser integrado ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT); v) ser sede da Copa do Mundo de Futebol 2014 ou cidade anfitriã;
• ter prioridade e adesão política; 
• ter capacidade técnica e operacional;
• ser cidade contemplada com recursos do PAC; 
• cidade que tenha colaboração técnica da OPAS Brasil;
• cidade apoiada pelo Ministério da Saúde através do Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito;
• cidade que tenha iniciativa na área de prevenção de lesões e mortes no trânsito.
 

 

A partir do dia 23 de abril foram realizadas visitas técnicas nessas cidades pela Comissão Interministerial e OPAS. Essas reuniões tiveram como objetivo sensibilizar os gestores sobre a importância do projeto e do desenvolvimento de ações integradas e intersetoriais de prevenção de lesões e mortes no trânsito e de segurança viária e paz no trânsito; despertar o interesse pelas questões referentes ao projeto; discutir o projeto e sua importância para o município; refletir sobre os fatores de riscos e de proteção possíveis de minimizar as lesões e mortes provocadas pelo trânsito; e ter a adesão dos prefeitos ao referido projeto.


Nos dias 12 e 13 de maio, em Brasília, a Comissão Interministerial reuniu-se com representantes da OMS, OPAS Washington e Brasil, Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli da Fundação Oswaldo Cruz – CLAVES/FIOCRUZ, Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS e outras parcerias internacionais.

 

Nessa reunião pactuou-se que o projeto RS10 no Brasil será denominado de VIDA NO TRÂNSITO.


Apresentou-se o relatório das visitas técnicas nas cinco cidades, destacando as potencialidades e fragilidades de cada município em relação às ações de prevenção de lesões e mortes provocadas pelo trânsito e verificou-se a necessidade de ser criada por Portaria Interministerial, a Comissão Nacional de acompanhamento do Projeto VIDA NO TRÂNSITO composto por representantes
do Governo Federal, da OPAS Brasil e outros órgãos e entidades públicas ou privadas a serem convidados.


A coordenação do projeto no Brasil será do Ministério da Saúde, através do Departamento de Análise de Situação de Saúde – DASIS da SVS, em parceria com OPAS Brasil.

 

Vida no Trânsito - Publicações

 

Seminário Mineiro - Projetos para redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito em Belo Horizonte : Vida no Trânsito e TCC BH/BA/Montevideo  


Plano Nacional de Ações Pela Segurança no Trânsito 2011-2020

 

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