
Foto: Ricardo Laf/FMCBH
O Cine Santa Tereza apresenta uma programação totalmente gratuita de terça a domingo.
Horário de funcionamento: terça-feira a sexta, das 10h às 21h; Sábado e domingo: das 16h às 21h. Os ingressos para as sessões podem ser retirados pelo site da Sympla ou na bilheteria do Cinema.
As atividades no Cine Santa Tereza segue todos os protocolos sanitários determinados pela Prefeitura de Belo Horizonte. Acesse a programação e as informações sobre retirada de ingressos logo abaixo.
Programação de Maio de 2026
ESPECIAL MOSFILM
- Sobre a mostra
O Mosfilm é um dos mais antigos estúdios de cinema e um dos maiores da Europa, tendo celebrado 100 anos de existência em 2024. Seu acervo inclui filmes da União Soviética e Rússia, incluindo clássicos de Eisenstein, Tarkovski, Kalatozov, dentre outros.
Com o apoio da UMES e Mosfilm, o CST apresenta duas obras do estúdio: os clássicos Dersu Uzala de Akira Kurosawa e Vá e Veja, de Elem Klimov, títulos que expressam, com lirismo e realismo, as atrocidades da guerra e a necessidade de harmonia e consciência ambiental.
- Programação
2/5, sábado, 18h30
Dersu Uzala
(Dersu Uzala | Akira Kurosawa | Japão | 1975 | Aventura | 141 min |Legendado)
Explorador e cartógrafo do exército russo mapeia a Sibéria no fim do século 19, com a ajuda de caçador nativo avesso aos padrões mercantis de conhecimento e relação com a natureza.
Classificação indicativa: 14 anos3/5, domingo, 18h30
Vá e Veja
(Elem Klimov | Rússia | 1985 |Guerra |142 min |Legendado)
Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Considerado selvagem e lírico, o filme narra a trajetória de Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial.
Classificação indicativa: 18 anos
VII MOSTRA DIÁLOGOS PELA EQUIDADE
- Sobre a mostra
Em sua sétima edição, a MOSTRA DIÁLOGOS PELA EQUIDADE chega para firmar seu compromisso com a diversidade e equidade na produção audiovisual brasileira, com foco em obras realizadas e/ou protagonizadas por mulheres.
Entre os dias 12 e 17 de maio, serão exibidos sete longa-metragens, entre ficções e documentários, todos com assinatura feminina. A seleção buscou reforçar aspectos interseccionais da experiência de gênero, com obras que permitem pensar o etarismo, o racismo, a ancestralidade e os vínculos com o território, junto de outros temas caros na reflexão sobre a existência das mulheres, como aborto, maternidade e relações familiares. Na sessão de abertura, a diretora Ursula Rösele estará presente comentando seu filme Abre Alas (2025), ao lado de Glaura Cardoso Vale, organizadora do recém-lançado livro Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres (2026), que será distribuído gratuitamente entre os presentes. Em outras duas sessões comentadas, a mostra recebe a equipe do filme Suçuarana, com presença da diretora Clarissa Campolina, da produtora Luana Melgaço e da produtora executiva e pesquisadora Mariana Mol, que irão apresentar o livro com o processo criativo do filme, e a pesquisadora de raça, política e democracia Grécia Mara Borges da Silva, para comentar o filme Cais, de Safira Moreira.
A VII Mostra Diálogos pela Equidade é uma ação da Diretoria de Promoção das Artes/FMC e integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado em parceria com o Instituto Odeon. Ela conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e do Comitê de Equidade de Gênero da Prefeitura de Belo Horizonte.
- Programação
12/5, terça, 19h
Abre alas
(Ursula Rösele | Brasil | 2025 | 109 min)
Um encontro com sete mulheres entre 53 e 85 anos acerca do que calaram na vida. O filme se passa em um único cenário, no qual, além de conversas sobre suas histórias, elas vivenciam performances criadas a partir de seus depoimentos.
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada pela diretora Ursula Rösele e pela pesquisadora Glaura Cardoso Vale. Haverá distribuição gratuita do livro “Conversas: oralidade e escrita em narrativas audiovisuais por mulheres” (2026), organizado por Glaura Cardoso Vale.13/5, quarta, 19h
Suçuarana
(Clarissa Campolina/Sérgio Borges | Brasil | 2024 | 85 min)
Dora atravessa uma paisagem devastada pela mineração, em busca de uma terra perdida sonhada por ela e por sua mãe. Guiada por um misterioso cachorro, ela encontra refúgio em uma vila de trabalhadores de uma fábrica abandonada, que vivem em coletividade e lembram o lar que ela tanto procura.
Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada por Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Mariana Mól, com lançamento do e-book com roteiro e processo criativo do filme.14/5, quinta, 19h
Cais
(Safira Moreira | Brasil | Documentário | 2024 | 68 min)
Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu (Bahia) e pelo Rio Alegre (Maranhão), para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.
Classificação: 14 anos
Sessão comentada por Grécia Mara Borges da Silva15/5, sexta, 19h
Lispectorante
(Renata Pinheiro | Brasil | 2024 | 93 min)
Glória, uma artista plástica recém-divorciada, atravessa uma crise existencial e financeira. Em meio a esse momento de reflexão, ela retorna à sua cidade natal onde descobre na antiga casa de Clarice Lispector um espaço de reconexão. A cidade de Recife se torna, então, um lugar de exploração e de reencontro para a jornada pessoal e onírica de Glória.
Classificação indicativa de 14 anos16/5, sábado, 19h
Atravessa minha carne
(Marcela Borela | Brasil | 2025| 83 min)
Filme do processo criativo da Quasar Cia de Dança em 2013 em Goiânia. A fabricação de corpos olímpicos (o trabalho dos bailarinos de alta performance), diante da direção do coreógrafo Henrique Rodovalho, reencena a relação entre cinema e dança.
Classificação indicativa Livre17/5, domingo, 17h
A Felicidade das Coisas
(Thais Fujinaga | Brasil | 2021 | Ficção | 87 min)
Baseado no microcosmo de uma família com ideias específicas sobre felicidade e pertencimento, A Felicidade das Coisas busca falar sobre maternidade e a posição da mulher numa cultura patriarcal. Paula, 40 anos, está esperando seu terceiro filho, enquanto passa seu tempo entre uma praia feia e uma recém-adquirida e modesta casa de veraneio. Deixada sozinha pelo marido e lidando com as constantes demandas de seu filho adolescente, ela precisa confrontar suas próprias expectativas e frustrações.
Classificação indicativa de 14 anos17/5, domingo, 19h
Ainda não é amanhã
(Milena Times | Brasil | 2024 | Ficção | 76 min)
Janaína é uma jovem de 18 anos que mora com a mãe e a avó em um conjunto habitacional na periferia do Recife. Ela é a primeira pessoa da família que pode obter um diploma universitário, mas uma gravidez indesejada ameaça os planos que havia traçado para sua vida.
Classificação indicativa: 14 anos
DIA DA ÁFRICA: PATRIMÔNIO CINEMATOGRÁFICO AFRICANO
- Sobre a mostra
A mostra DIA DA ÁFRICA: PATRIMÔNIO CINEMATOGRÁFICO AFRICANO, traz 11 filmes selecionados e restaurados das coleções da Cinemateca Africana do Instituto Francês e das coleções do CNC (Centro Nacional do Cinema).
São obras de pioneiros da cinematografia africana tais como Paulin Soumanin Vieyra, Oumarou Ganda, Jean-Michel Tchissoukou, Ousmane Sembene, dentre outros. A mostra tem o apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Français.
- Programação
7/5, quinta, 17h
Nacionalidade do Imigrante
(Nationalité : immigré | Sidney Sokhona | França/Mauritânia | 1975 | 85 min)
Um operário mauritano, Sidi, trabalha na França. Como a maioria dos trabalhadores imigrantes, ele é empregado nos serviços mais duros e perigosos. Sidi e seus companheiros são explorados de forma sistemática e contínua, tanto pelos patrões quanto pelos próprios compatriotas, que sempre têm a oferecer carteiras de trabalho falsas e cortiços onde os imigrantes pagam caro pelo direito de dormir. Mas, enfrentando o racismo e a exploração econômica, os trabalhadores imigrantes se unem, se organizam…
Classificação indicativa: 12 anos8/5, sexta, 17h
Réou-Takh
(Mahama Johnson Traore | Senegal | 1972 |Drama | 45 min | Legendado)
Réou Takh é o nome dado a Dacar pelos senegaleses do campo. Um negro-americano desejoso de encontrar suas raízes (viagem de volta ao comércio de escravos em Gorée) fica surpreso em descobrir um país ocidentalizado e despersonalizado.
Classificação indicativa: 12 anos10/5, domingo, 16h30
Caméra d’Afrique - 20 Ans de Cinéma Africain
(Férid Boughedir | Tunísia |Documentário |1983 | 90 min| Legendado)
Depois de mais de meio século de cinema colonial usando a África como cenário exótico, muitas vezes na negação da humanidade e da dignidade de seus habitantes, 70 anos após a invenção do cinema, os africanos que se tornaram independentes, apesar da total falta de meios e infraestrutura, filmando contra o impossível, sem qualquer apoio africano ou estrangeiro, procuram transmitir a realidade de África na sua multiplicidade e diversidade, finalmente vista com olhos africanos. Caméra d’Afrique, fruto de uma filmagem que é escalonada em 10 anos, conta os 20 primeiros anos dos Cinemas de autor surgidos na África subsaariana.
Classificação indicativa: livre13/5, quarta, 17h
África sobre o Sena
(Afrique sur Seine | Paulin Soumanin Vieyra | Senegal |1955 | Documentário|21 min| Legendado)
África fica na África, nas margens do Sena ou no Quartier latin? Interrogações agridoces de uma geração de artistas e estudantes em busca de sua civilização, da sua cultura, do seu futuro. Esse filme, o primeiro teste de cineastas africanos, foi realizado sob o patronato do Comitê do filme etnográfico do Museu do Homem.
O Acervo do Cenário
(L’Envers du Décor | Paulin Soumanou Vieyra | Senegal/França |1981 | Documentário | 26 min| Legendado)
Making-of sobre o trabalho de Ousmane Sembène, um dos maiores cineastas da África Negra,a partir das filmagens de Ceddo (1979).
Lamb
(Lamb - La Lutte Sénégalaise | Paulin Vieyra |Senegal |1963 | Documentário | 18 min | Legendado)
A luta tradicional que se chama Lamb em Wolof e que lembra a luta greco-romana, é um esporte nacional muito apreciado no Senegal. Ela tem regras particulares e muito rígidas. Os lutadores treinam na praia.
Classificação indicativa da sessão: 12 anos
14/5, quinta, 17h
Concerto pour un exil
(Désiré Ecare | Costa do Marfim | 1967 |Comédia | 30 min | Legendado)
Para uma certa categoria de africanos, os estudantes, os intelectuais, os refugiados políticos, etc., que viveram anos longe da África, a reinserção em seus países de origem é sempre difícil. Constantemente, eles sentem necessidade de partir. Mas para onde? A Europa é o refúgio ideal desses amadores de exílio? Um jovem estudante volta para casa na Costa do Marfim, após ter se formado em Paris, com a esperança de se tornar embaixador um dia. Mas ele vai perder suas ilusões ao cruzar com outros jovens que também tiveram a mesma trajetória e mesmos sonhos.
Le Wazzou Polygame
(Oumarou Ganda | Drama | Níger |1970 | 38 min | Legendado)
O filme conta a história de um rico comerciante islâmico (El Hadji) que, ao retornar de uma peregrinação a Meca, decide se casar com Santou, a amiga de sua filha. Santou, no entanto, já está noiva de outro homem, Garba. O casamento imposto cria um drama familiar e comunitário, destacando a problemática da poligamia e as disparidades de poder.
Classificação indicativa da sessão: 12 anos
15/5, sexta, 17h
A Capela
(La Chapelle |Jean-Michel Tchissoukou| Congo |Comédia Dramática |1979 |84 min | Legendado)
Estamos nos anos 30. Em uma aldeia localizada a vários quilômetros do posto administrativo, homens apegados às tradições ancestrais não têm outra ambição senão viver em paz. A missão evangélica estabeleceu uma escola e pede à população que construa uma capela. Os trabalhos atrasam, o que exaspera o padre, que conta com o apoio do sacristão e do chefe da aldeia para acelerar a construção da capela. A chegada de um jovem mestre, cheio de ideias modernistas, e a atitude hostil do professor vão permitir que o padre reforce sua autoridade.
Classificação indicativa:12 anos22/5, sexta, 17h
O Mandato
(Mandabi |Ousmane Sembene| Senegal/França |Comédia |1968 |105 min | Legendado)
Numa periferia de Dacar, Ibrahim, pai de uma grande família, sem emprego, recebe um
mandato do sobrinho, operário na França. Para receber o dinheiro é preciso obter uma
carteira de identidade. Ingênuo, Ibrahim se perde no labirinto de formalidades administrativas para, no final, ver seu mandato ir pelos ares.
Classificação indicativa: 12 anos27/5, quarta, 17h
Tabataba
(Raymond Rajaonarivelo | Madagascar | Drama | 1988 | 76 min | Legendado)
A história de uma pequena aldeia malgaxe durante a revolta pela independência que ocorreu em 1947 no sul do país. Durante vários meses, parte da população malgaxe revoltou-se contra o exército colonial francês numa luta sangrenta. A repressão que se seguiu nas aldeias foi terrível, levando a incêndios, prisões e tortura. Mulheres, crianças e idosos foram as vítimas indiretas do conflito e sofreram particularmente com a fome e as doenças.
Classificação indicativa: 12 anos
SESSÃO INFANTIL
- Programação
2/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
9/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
16/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
23/5, sábado, 16h30
Classificação indicativa: livre
24/5, domingo, 16h30
Classificação indicativa: livre
SESSÃO AZUL
- Sobre a sessão
Sessão para todos os públicos, com atenção especial às pessoas com transtorno do espectro do autismo. Na Sessão Azul, o ambiente é adaptado com meia-luz, som mais baixo e livre acesso à sala de cinema.
- Filme
3/5, domingo, 16h15
Classificação indicativa: livre
LANÇAMENTO
- Programação
7/5, quinta, 19h
A menina que queria ser pedra
(Jackson Abacatu l Brasil l 2026 l 9 min )
Um curta que propõe algumas reflexões sobre a vida a partir de uma conversa despretensiosa entre um menino curioso e uma menina serena à beira de um lago. Afinal, o que é ser uma pedra?
Contrastes - impressões de Israel
(Jackson Abacatu l Brasil l 2018 l 10 min)
Uma jornada entre a calmaria e o caos inspirada por relatos de cadernos de desenhos. Em uma viagem a Israel iniciada em 2014, Jackson Abacatu registrou em seus desenhos algumas cenas que revelam momentos bons, ruins, calmos, caóticos e singulares da vida real.
Sviaz - Acaso
(Diego Akel/Leo Ribeiro/Felipe Thiroux/Adriane Puresa/David Mussel/Anna Thereza Menezes/Alexandre Bersot/Jackson Abacatu/Ronaldo Oliveira l Brasil l 2015 l 9 min)
O filme é uma livre adaptação do conto do escritor russo, Daniil Kharms. O curta foi produzido de forma coletiva, onde os diferentes estilos dos animadores complementam a ideia original de narrações desconexas dentro do trabalho de Kharms. A história gira em torno das desventuras de um violinista nas ruas do bairro de Santa Teresa.
Classificação indicativa da sessão: livre
Sessão comentada22/5, sexta, 19h
As dores do mundo: Hyldon
(Emílio Domingos/Felipe David Rodrigues | Brasil | 2025 | 90 min)
Hyldon é uma lenda viva. Seu álbum de estreia, Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, completa 50 anos — um clássico da música brasileira. Com canções inspiradas em histórias reais, o disco revela o soul romântico de um dos maiores nomes da nossa
música popular.
Classificação indicativa: 10 anos26/5, terça, 19h
O que é a COP da verdade?
(Dulcemar Costa/Lilian Ribas/Sarah Dutra l Brasil l 2026 l 19 min)
Minidocumentário que reúne múltiplas perspectivas sobre o significado da COP, revelando tensões, percepções e caminhos possíveis entre discurso e prática. Mais do que respostas únicas, o filme constrói um mosaico de verdades que coexistem — e que ajudam a compreender o papel real das conferências climáticas no mundo contemporâneo.
Classificação indicativa: livre
Sessão comentada
SESSÃO ESPECIAL VIVA TEUDA BARA!
- Programação:
19/5, terça, 19h
Misericórdia!
(Ricardo Mehdeff l Brasil l 2026 l 18 min)
Mãe e filha, Aparecida e Eliane vivem na zona rural de Entre Rios de Minas. Durante uma tempestade, sem luz e isoladas de tudo, um grito de espanto dá origem a três histórias
A primeira perda da minha vida
(Inês Peixoto l Brasil l 2021 l 24 min)
Ao se deparar com uma menina chorando, Kafka descobre que ela perdeu sua boneca. Ele resolve consolá-la, inventando a história de que a boneca saiu para viajar e que ele seria o portador das cartas contando suas aventuras
Ressaca
(Pedro Estrada l Brasil l 2024 l 15 mins)
Teatro e vida se confundem em uma toalete matinal, quando uma atriz que interpreta Teuda Bara tenta decorar o seu texto.
Classificação indicativa da sessão: 16 anos
QUELIMANE - MOSTRA DE FILMES MOÇAMBICANOS - 2ª EDIÇÃO
- Sobre a mostra
Neste ano de 2026, celebramos a segunda Década dos Povos Afrodescendentes, instituída pela Organização das Nações Unidas - ONU.
Também neste ano, Moçambique completa cinquenta e um anos de sua independência em relação ao jugo colonial.
Neste contexto, o Casarão das Artes Negras, em parceria com o Estúdio Olhar Artístico e com a Curadoria de Rosália Diogo, propõem o Projeto QUELIMANE – MOSTRA DE FILMES MOÇAMBICANOS - 2ª EDIÇÃO. Quelimane é o nome de uma cidade moçambicana, famosa por realizar um Carnaval similar ao que é realizado no Brasil.
Destacamos assim o filme Quelimane é Carnaval, do cineasta moçambicano, Alex Dau, que compõe essa Mostra de filmes.
- Programação
8/5, sexta, 18h
Apresentação Dj Vula, Leo Oliveira e Fabiano Silva, com músicas africanas.8/5, sexta, 19h30
Empregadas Domésticas
(Sérgio Libilo l Moçambique | 2016 l 10 min)
Do oitavo andar, Cecília representa milhares de mulheres moçambicanas que, em empregos domésticos precários, enfrentam diariamente a perda da autoestima e a violação da sua integridade física e psicológica.
Calei Demais
(Sérgio Libilo l Moçambique l 2016 l 23 min)
Baseado em um depoimento real, este docudrama revela a dura realidade de uma mulher moçambicana que sobreviveu à violência do próprio marido. Mais do que um relato individual, a obra expõe as formas silenciosas de dominação que ainda persistem nos lares do país.
Classificação indicativa da sessão: 14 anos
9/5, sábado, 19h
Vutomi Dza Ku Dzi N'ga Heli - É a vida que nunca acaba
(Gabriel Navajo/Carlos Daniel l Moçambique l 2024 l 82 min)
O Documentário Ponte Brasil Moçambique vem, por meio de entrevistas e registros de manifestações culturais diversas, mostrar um recorte sobre o universo musical e cultural na província de Maputo (Moçambique).
A narrativa faz aflorar reflexões e percepções sobre a vida dos músicos e artistas nessa cosmópolis e como se dão as expressões culturais nesse território, criando paralelos com a experiência e expressões culturais brasileiras e belohorizontinas.
Classificação indicativa: 14 anos
Sessão comentada10/5, domingo, 19h
Quelimane é Carnaval
(Alex Dau | Moçambique l 2024 l 75 min)
Uma série de entrevistados expõem os seus contributos na sua participação no Carnaval Quelimanense desde dos anos 60, 70 e 80. O interregno do carnaval no pós-independência de Moçambique e o ressurgimento desta folia é também abordada numa narrativa que se mistura com o ritmo carnavalesco.
Classificação indicativa: 12 anos
RETROSPECTIVA IMÃ DE MAMÃO FILMES
- Programação:
5/5, terça, 19h | 6/5, quarta, 17h
O Céu no Andar de Baixo
(Catapreta l Brasil l 2010 l 15 min)
Desde os 12 anos de idade, Francisco faz fotografias de céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias mudando a sua rotina.
Classificação indicativa 12 anos
Vento Virado
(Catapreta l Brasil l 2013 l 21 min)
Quando você levanta uma criança acima de sua cabeça, ela se assusta e o seu vento vira.
Classificação indicativa 12 anos
Órbita
(Catapreta l Brasil l 2021 l 4 min)
É quarentena, ela em órbita, ele em terra…
Dona Beatriz Ñsîmba Vita
(Catapreta l Brasil l 2024 l 20 min)
Filme livremente inspirado na vida e legado da personagem histórica conhecida como Kimpa Vita, heroína congolesa do século XVII. Ambientado na contemporânea cidade brasileira de Belo Horizonte, conhecemos uma mulher singular, determinada a cumprir a missão divina de criar seu próprio povo, usando uma habilidade única de produzir clones de si mesma, na cozinha de sua casa.
Classificação indicativa 16 anos
Fundura
(Catapreta l Brasil l 2026 l 23 min)
Um filho desgarrado é salvo por uma força ancestral que julgava ter deixado para trás.
Sessão comentada
SESSÃO ABRACCINE
- Programação
6/5, quarta, 19h
Jamex e o fim do medo
(Ramon Coutinho l Brasil l 2024 l 72 min)
Em meio às ruas apocalípticas da cidade radioativa de Salvadolores, Jamex precisa entregar um quadro seu a um misterioso comprador.Classificação Indicativa: 12 anos
Sessão comentada
MOSTRA POLÍTICAS DA TERRA
- Sobre a mostra
Ao longo de três anos, o projeto POLÍTICAS DA TERRA: ENCONTROS DA UNIVERSIDADE COM OS SABERES E FAZERES AFRO-INDÍGENAS realizou uma série de ações de ensino e pesquisa, envolvendo mestres e mestras de saberes tradicionais, pesquisadores e estudantes da UFMG. Agora, o projeto abre o espaço para compartilhar os resultados da experiência (as disciplinas na universidade e nos territórios, as publicações e os filmes), assim como refletir sobre desdobramentos por vir.
Constituído por conversas e exibições de filmes comentadas, o evento receberá os participantes para avaliarem juntos as possibilidades da pesquisa tendo o protagonismo de mestras e mestres dos saberes tradicionais, assim como suas repercussões no ensino e na extensão na universidade.
- Programação
20/5, quarta, 17h
Retrato de Seu Badu
(Pedro Aspahan/César Guimarães/André Brasil l Brasil l 2026 l Documentário l 90 min)
Seu Badu, ancião do Quilombo Mato do Tição, mestre candombeiro e terapeuta no cultivo da agricultura livre de agrotóxicos, nos recebeu em seu sítio, com a filha Aparecida Maria de Siqueira, para nos contar um pouco de sua infância e juventude, de seus saberes e práticas terapêuticas, de sua fé e experiência do sagrado.
Classificação indicativa: Livre
Sessão comentada por Silvio da Siqueira (Seu Badu, Quilombo do Mato do Tição, Jaboticatubas, Minas Gerais)20/5, quarta, 19h
Uma aldeia para os encantados
(Pedro Aspahan/César Guimarães/André Brasil l Brasil l 2025 l Documentário l 60 min)
No alto da Serra do Padeiro (BA), o povo Tupinambá resiste a invasões, reafirmando o seu direito originário ao território. Lideranças como Dona Maria da Glória e o pajé Seu Lírio conduzem um cotidiano de cuidado com a floresta, rituais e força espiritual. O filme é um testemunho íntimo e político de um processo contínuo de retomada e afirmação da existência tradicional do povo Tupinambá da Serra do Padeiro.
Classificação indicativa: Livre
Sessão comentada por Maria da Glória de Jesus Tupinambá (Aldeia Serra do Padeiro, Bahia)21/5, quinta, 18h
Retrato de Solange Brito
(Laboratório Audiovisual Saberes Tradicionais l Brasil l 2025 l Documentário l 65 min)
Aos pés da Terra do Bem-Virá, Solange Brito, liderança do Assentamento Terra Vista, rememora sua infância, sua formação de juventude e como liderança do MST e reflete sobre o protagonismo feminino na lida e na luta pela terra.
Retrato de Seu Lôro e Capixaba
(Laboratório Audiovisual Saberes Tradicionais l Brasil l 2026 l Documentário l 60 min)
Agricultores e plantadores de cacau do modo cabruca (na sombra da mata atlântica e na vizinhança com outras espécies), seu Lôro e seu Capixaba, fundadores do Assentamento Terra Vista (na região de Arataca, sul da Bahia) contam as suas lutas.
Classificação indicativa da sessão: livre
Sessão comentada por Deysiane Ferreira Almeida e Joelson Ferreira de Oliveira (Assentamento Terra Vista e Teia dos Povos, Arataca, Bahia)
ISTO É CINEMA - CURTA ARGENTINO
- Sobre a mostra
O Instituto Cervantes reúne uma mostra muito singular dedicada ao cinema argentino. Em duas sessões, serão exibidos curtas-metragens de autores emblemáticos desta cinematografia, que demonstram claramente a riqueza cinematográfica deste país.
Histórias cotidianas, comédia do absurdo, diálogos incisivos, personagens excêntricos ou um firme compromisso formal são a marca registrada do melhor cinema argentino.
Esta mostra foi selecionada por Marvin & Wayne.
- Programação
23/5, sábado, 19h
A canoa de Ulisses
(Diego Fió |Argentina | 2016 l 14 min)
Itaeté e Ulisses, um ancião e um adolescente guaranis, estão no mato construindo uma canoa. Itaeté tenta incutir nele seu legado tradicional, mas o rapaz não está muito interessado. Sua verdadeira vocação é a música. Ele é rapper. Esse confronto cultural coloca em risco mais do que a tradição.
Shakti
(Martín Rejtman l Argentina l 2019 l 20 min)
Federico decide se separar de Magda, mas ela se antecipa e ele cai em uma depressão. No entanto, sua vida começa a mudar quando ele encontra no freezer de sua casa alguns knishes de batata congelados que sua avó lhe deu alguns meses antes de morrer.
As credenciais
(Manuel Ferrari l Argentina l 2020 l 19 min)
O filme narra a viagem de Juan — que poderia ser Pedro ou María —, um homem que vive e trabalha no rio. Juan atravessa diferentes meios de transporte que o levam ao aeroporto. Após o voo, ele é aceito com hesitação pelas autoridades migratórias europeias. Juan conhece Johannes – que poderia ser Claus ou Franz –, que trabalha e vive na Alemanha e cuja vida não parece muito diferente da de Juan, mas ao mesmo tempo é.·
Três orações sobre a Argentina
(Nele Wohlatz | Argentina l 2016 l 4 min)
Um diálogo sobre um material de arquivo que se transforma em uma aula de idiomas, que se transforma em um olhar sobre um país e sua história, que se transforma em ficção.
Classificação indicativa da sessão: livre
24/5, domingo, 19h
As forças
(Paola Buontempo l Argentina l 2018 l 16 min)
As forças registra o aprendizado de um grupo de jóqueis. Sob uma lógica escolar, com métodos e avaliações semelhantes a qualquer aprendizado, a matéria a ser modelada é o corpo.
Eu matei Antoine Doinel
(Nicolás Prividera l Argentina l 2019 l 9 min)
Um cinéfilo faz sua autobiografia geracional relacionando os problemas de maturidade do cinema contemporâneo com o personagem Antoine Doinel. Quando descobre que o ator que o interpretou está visitando sua cidade, ele toma uma decisão drástica..
Presente imperfeito
(Lair Said l Argentina l 2015 l 17 min)
Martín faz aniversário. Um presente confuso o fará refletir e questionar como os outros o veem.
Um sonho recorrente
(Santiago Esteves l Argentina l 2013 l 23 min)
Ignacio tem o mesmo sonho todas as noites. Esse sonho está destruindo tudo dentro de sua cabeça: seu trabalho, sua parceira, sua personalidade, seu mundo. Trata-se de uma visão, de uma doença ou de um simples capricho?
Classificação indicativa da sessão: livre
MOSTRA DE CINEMA ÁRABE FEMININO
- Sobre a mostra
A MOSTRA DE CINEMA ÁRABE FEMININO traz a Belo Horizonte, pela primeira vez, mais de 15 filmes dirigidos por mulheres árabes. São 5 dias de programação gratuita, de 27/05 (quarta-feira) a 31/05/2026 (domingo).
Criada em 2019, a mostra tem se consolidado como uma das referências em cinema árabe no Brasil. A curadoria, feita por Analu Bambirra e Carol Almeida, apresenta obras de diretoras de 8 países: Catar, Emirados Árabes, Iraque, Líbano, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia.
Com filmes que se passam em diversos territórios concretos e abstratos, da Faixa de Gaza ao Sudão, até uma ilha virtual. A sessão de abertura, no dia 27 às 18:30, contará com a exibição do premiado filme Sudão, Lembre de Nós, da diretora tunisiana Hind Meddeb.
- Programação
27/5, quarta, 18h30
Sudão, Lembre de Nós - SESSÃO DE ABERTURA28/5, quinta, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino28/5, quinta, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino29/5, sexta, 15h
Mostra de Cinema Árabe Feminino29/5, sexta, 17h
Mostra de Cinema Árabe Feminino29/5, sexta, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino30/5, sábado, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino30/5, sábado, 19h
Mostra de Cinema Árabe Feminino31/5, domingo, 16h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino31/5, domingo, 18h30
Mostra de Cinema Árabe Feminino
QUERO RETIRAR MEUS INGRESSOS
Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 16h às 21h.
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