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Acervo

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Além da edificação e de seu acervo botânico, o acervo do Museu Casa Kubitschek é formado por mais de oitenta peças de mobiliário dos anos de 1950 a 1970,  um painel de Alfredo Volpi e um mural de Paulo Werneck, integrados à edificação.

 

Fotografia em ângulo aberto de um pátio externo do Museu Casa Kubitschek, na Pampulha. Em primeiro plano, destaca-se uma grande mesa retangular revestida por pequenos azulejos decorados em tons de azul e branco, apoiada sobre um suporte metálico em V na cor azul. Atrás da mesa, há uma parede amarela de topo levemente curvo, ornada com um painel de pastilhas azuis e brancas com formas abstratas e onduladas. Ao lado e atrás da parede, observam-se estruturas brancas do edifício com portas e janelas com venezianas azuis. O chão do pátio é pavimentado com pedras irregulares de tom claro e calçada portuguesa.
Foto: Rafael Costa/PBH

 

 

Acervo Mobiliário

 

O acervo mobiliário retrata o modo de viver e habitar das décadas de 1940 a 1970 e pertenceu à Dona Juracy Guerra. É composto por sofás, poltronas, divãs, mesas de centro, mesa de telefone, mesas, cadeiras, camas, armários, cômodas, criados mudos, escrivaninhas, dentre outros. Este acervo foi adquirido pela Prefeitura de Belo Horizonte, juntamente com a casa, em 2005.

 

Foi nas décadas de 1940 e 1950 que a produção mobiliária brasileira adquiriu características modernistas. Essas características levaram ao enriquecimento da concepção do móvel e a particularização da utilização de elementos nacionais, como, por exemplo, a madeira, os tecidos e as fibras naturais. Essa nova forma de pensar o mobiliário trouxe mais autonomia para sua produção com características próprias que responderam às adequações das condições culturais e geográficas brasileiras. Assim, o móvel moderno brasileiro, reconhecido por um padrão estético harmônico com a época e o estilo vigente, com linhas leves e sem rebuscamento é um móvel artisticamente elaborado e causa uma ruptura significativa na estética do mobiliário brasileiro.

 

Fotografia em ângulo aberto do interior de uma sala de exposição com piso de taco de madeira em tom quente. Em primeiro plano, à direita, destaca-se uma plataforma baixa e curva na cor verde-petróleo, onde estão expostas peças de mobiliário de design. Sobre a plataforma, há uma poltrona de estofado claro com braços e pernas de madeira em formato geométrico. Ao fundo do expositor, dentro de um nicho da mesma cor verde-petróleo, vê-se uma poltrona baixa de couro escuro no nível do chão e, em uma prateleira suspensa acima dela, uma espreguiçadeira de madeira com estofado amarelo. Na parede branca à esquerda, há pequenos quadros explicativos na cor verde-petróleo alinhados na vertical e horizontal. Ao fundo, uma porta de madeira aberta revela outro ambiente iluminado e com itens expostos na parede.
Foto: Rafael Costa/PBH

 

 

Arte integrada


No Museu Casa Kubitschek, a integração das artes plásticas com a arquitetura, proposta pelo movimento modernista, pode ser observada com a presença dos painéis de Volpi e de Paulo Werneck.

 

O painel de Volpi, localizado na varanda, foi concebido e executado em parceria com Zanine e Osir, sendo sua confecção de responsabilidade da OSIRARTE. Esta empresa paulistana, agregou grandes nomes da arte moderna brasileira e executou inúmeros painéis de relevante importância, inclusive o painel de Portinari da Igreja da Pampulha.

 

No pátio interno, destaca-se o painel de Paulo Werneck, artista que introduziu no Brasil a técnica do mosaico. Com mais de trezentos painéis em prédios e residências, Paulo Werneck foi um incansável colaborador do Modernismo.

 

 

Acervo Botânico

 

Atualmente, encontram-se nos jardins do museu, mais de oitenta espécies, em sua maioria originárias de regiões tropicais. Esta é uma característica marcante da obra de Roberto Burle Marx, que a partir da década de 1930, quando elabora seus primeiros projetos, promove uma mudança radical em relação aos jardins tradicionais, que importavam modelos e flora europeias.

 

Fotografia ao ar livre, em plano médio, de uma casa modernista de dois andares com telhado em formato de borboleta, em um jardim exuberante. A fachada da casa é feita de vidro, madeira e concreto. O telhado é inclinado e as paredes são de vidro com painéis de madeira. O jardim é verde com árvores, arbustos e flores. Há uma calçada de pedra em primeiro plano. O céu está nublado. A imagem é bem iluminada e as cores são vibrantes. A composição é equilibrada e a foto é nítida.
Foto: Rafael Costa/PBH

 

As espécies vegetais do museu foram inventariadas e iniciou-se a elaboração de um herbário. Com o objetivo de divulgar esta pesquisa e contribuir para que o público perceba os jardins como patrimônio,  publicou-se um catálogo referente aos jardins do Museu Casa Kubitschek: clique aqui para acessar