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MUSEU DA MODA – MUMO

MUSEU DA MODA – MUMO
Foto: Adão de Souza
atualizado em 25/01/2018 | 19:26

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, inaugurou em 2016 o primeiro museu público de moda do Brasil, em um projeto inédito e de vanguarda.


O Museu da Moda de Belo Horizonte surgiu como uma evolução do Centro de Referência da Moda, criado em 2012, importante marco para o reconhecimento da moda como bem cultural da capital.


Com essa iniciativa, nossa cidade inclui a moda como bem cultural e patrimônio nacional, inovando sua própria função institucional por meio de um programa dinâmico, dotado de espaços que vão além de exposições, abertos para criação, fruição e experimentação.


O Mumo tem como missão preservar, pesquisar e difundir acervos referentes à moda na capital mineira, em suas múltiplas facetas, dialogando com a contemporaneidade e estimulando o pensamento crítico. Seu objetivo é ser uma instituição de referência em memória, conservação e pesquisa de moda, indumentária e comportamento.


O Museu da Moda de Belo Horizonte pretende ampliar a execução de novos instrumentos para a produção da moda, proporcionando diferentes perspectivas mercadológicas da economia criativa, do desenvolvimento cultural, da inclusão social, da atividade artística, da cidadania e da valorização do patrimônio e memória de Belo Horizonte.


Desejamos que cada visitante sinta-se parte desse museu, lugar público, colaborativo, contemporâneo e histórico.


Sejam bem-vindos!


O Castelinho da Rua da Bahia


O Museu da Moda de Belo Horizonte situa-se no belo edifício conhecido popularmente como “Castelinho da Bahia”, uma joia arquitetônica ímpar na cidade. Sua história encontra-se intimamente ligada à história da capital e, em especial, do corredor cultural da Rua da Bahia. O edifício de arquitetura neogótica foi inaugurado em setembro de 1914 para abrigar o Conselho Deliberativo da Capital - primeiro órgão legislativo municipal – e a primeira Biblioteca Pública Municipal. O projeto arquitetônico foi realizado por Francisco Isidro Monteiro, membro da Comissão Construtora da Nova Capital. Sua importância histórica e estilística foi reconhecida por meio do tombamento pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de MG e também pelo Patrimônio Cultural do Município. Esse prédio imponente sempre foi um local destinado ao público, em diferentes formas de utilização: Estação de Rádio, Museu de Mineralogia, Museu da Força Expedicionária Brasileira e o Centro de Cultura Belo Horizonte - além de ter abrigado sessões da Academia Mineira de Letras, do Instituto Geográfico e das Escolas de Arquitetura e de Belas Artes da UFMG. Agora, como o primeiro museu público de moda do Brasil, o Mumo mantém áreas destinadas a exposições que dialoguem com a moda e o design, biblioteca, teatro de bolso e café. Sua programação constante e majoritariamente gratuita conta com exposições, debates, oficinas, visitas mediadas, rodas de leitura, além de apresentações artísticas e culturais nas áreas de música, teatro, dança, cinema e literatura.


Trata-se, portanto, da utilização deste belíssimo patrimônio em sua real vocação pública, assumindo a flexibilidade que a cultura contemporânea exige, permitindo maior presença social, assentado no reconhecimento do espaço para novas formas de difusão crítica.