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Histórico

atualizado em 06/09/2019 | 15:19

 

Fachada do Edifício Chagas Dória

Edifício Chagas Dória - segunda sede do antigo CRAV
Foto: Glenio Campregher

 

A perspectiva de se criar uma instituição que preservasse a produção audiovisual de Belo Horizonte remonta às discussões realizadas nos anos de 1980 por produtores, cineastas, pesquisadores, artistas, etc. Com a lei Nº 5.553, de 09 de março de 1989, essa ideia se materializa. Em seu artigo 1º declara: “Fica o poder Executivo autorizado a instituir, por decreto, a Fundação ‘Museu da Imagem e do Som’”. Com vistas a se tornar base para a futura implantação do Museu da Imagem e do Som, é criado, em 1992, o Centro de Referência Audiovisual – CRAV, cuja efetiva inauguração ocorreu somente em 1995, no dia 16 de novembro.


O CRAV foi fundado pela Prefeitura de Belo Horizonte e integrado à então Secretaria Municipal de Cultura. Sua primeira sede foi no casarão na Rua Estevão Pinto, 601, no bairro Serra. Em 2001 passou a ocupar o 5º andar do Edifício Chagas Dória, à Rua Sapucaí, 571, no bairro Floresta. Em 2005, o CRAV passou a fazer parte da estrutura da recém-criada Fundação Municipal de Cultura – FMC. Em 2008 a instituição foi instalada na Avenida Álvares Cabral, 560, na região central de Belo Horizonte, onde permanece até os dias atuais.


No final de 2014, após a mudança administrativa ocorrida na Fundação Municipal de Cultura, por meio do decreto Nº 15.775, de 18 de novembro de 2014, o CRAV tornou-se Museu da Imagem e do Som – MIS BH. No presente, o MIS BH está subordinado à Diretoria de Museus da FMC e tem na preservação do acervo audiovisual da cidade de Belo Horizonte a sua principal diretriz de atuação.


A atual sede trata-se de uma edificação histórica, localizada na região central de Belo Horizonte. O imóvel, que integra o Patrimônio Cultural da cidade, é exemplar da arquitetura residencial da década de 1920, de estilo eclético, influenciado pelo art-noveau. A casa foi projetada pelo arquiteto e pintor Luiz Signorelli, formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e que, em Belo Horizonte, além de ter projetado numerosas edificações, foi um dos fundadores e organizadores da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. O primeiro projeto para o imóvel foi aprovado na Prefeitura de Belo Horizonte em 1927, constando como proprietário o Dr. Balbino Ribeiro da Silva. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte aprovou em sessão ordinária no dia 10 de novembro de 1994 a inscrição do Conjunto Urbano Avenida Álvares Cabral no livro do tombo histórico, conjunto este no qual se insere a edificação que abriga o MIS. No mesmo ato, considerando o seu relevante valor cultural para o município, o referido Conselho deliberou também tombar as fachadas e o volume de tal edificação, conforme publicação no Minas Gerais de 18/11/94 e notificação 271/94. Na sessão de 25 de fevereiro de 1995, foi ratificado o tombamento do referido bem cultural, conforme folhas 348 a 351 do processo administrativo 01.059212.95.91.


Em sua sede, o MIS abriga reserva técnica climatizada com uma antecâmara e cinco depósitos com temperatura e umidade relativa controladas. Possui também uma área de tratamento de acervo com mesas de revisão e higienização, atelier de conservação/restauração, sala de edição e digitalização, espaço expositivo, sala para atendimento a pesquisas e consulta de imagens e espaço para realização de suas ações educativas.


Além das ações voltadas ao público, como oficinas, visitas mediadas e técnicas, atendimento às consultas ao acervo e atividades de difusão, a equipe do MIS BH realiza um trabalho contínuo de tratamento de acervo, em seus mais diversos suportes. São ações de catalogação, conservação, restauração, digitalização e acondicionamento e a conservação preventiva da edificação que abriga o Museu.