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CINE SANTA TEREZA - CST

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Foto: Ricardo Laf/FMCBH

Foto: Ricardo Laf/FMCBH

 

O Cine Santa Tereza apresenta uma programação totalmente gratuita de terça a domingo.

 

Horário de funcionamento: terça-feira a sexta, das 10h às 21h;  Sábado e domingo: das 16h às 21h. Os ingressos para as sessões podem ser retirados pelo site da Sympla ou na bilheteria do Cinema. 

 

As atividades no Cine Santa Tereza segue todos os protocolos sanitários determinados pela Prefeitura de Belo Horizonte.  Acesse a programação e as informações sobre retirada de ingressos logo abaixo. 

 

 

Programação de Setembro de 2025

 

CENAS EM BERLIM
Sobre a mostra

Berlim é uma cidade com muitas histórias para contar. Destruída e reconstruída mais de uma vez no decorrer dos séculos, ela carrega em suas ruas as lembranças de traumas coletivos, assim como narrativas de superação e organização coletiva.

 Sua relação com a arte sempre foi muito estreita - no caso específico do cinema, sabe-se que a Alemanha sempre se destacou enquanto importante pólo de realização, tanto para o cinema independente, de vanguarda, como para iniciativas comerciais. Reunimos nesta mostra filmes de diferentes estilos, gêneros e períodos, a maior parte contemporâneos, que têm em comum a capital alemã como cenário. 

Nem todos são produções alemãs, mas todos fazem de Berlim o palco de seus dramas, aventuras e suspenses. Além de permitir ao espectador do Brasil conhecer um pouco melhor uma das cidades europeias mais instigantes e complexas, a mostra permite pensar sobre a estreita relação do cinema com seus espaços de realização, em especial, o espaço urbano, que abriga e acolhe inúmeras experiências cinematográficas. 

A mostra conta com o apoio do Instituto Goethe.

Programação

3/9, quarta, 16h30
Atômica
(Atomic Blonde | David Leitch | EUA| 2017 | Ação | 115 min | Legendado)
Lorraine Broughton, uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival , chefe da localidade, a assassina brutal usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões.
Classificação indicativa: 16 anos


4/9, quinta, 16h30
A Supremacia Bourne
(The Bourne Supremacy | Paul Greengrass | ALE/EUA | 2004 | Ação | 108 min | Legendado)
Há 2 anos Jason Bourne achou que tivesse deixado para trás seu passado como assassino
frio e calculista criado pela Treadstone. Desde então ele vem mantendo uma existência
anônima, abrindo mão da estabilidade de ter um lar e se mudando com Marie sempre que
surge a ameaça de ser descoberto. Quando um agente aparece na vila onde Jason e Marie
vivem, eles não têm outra alternativa senão fugir. Porém um novo jogo internacional de
perseguição faz com que Jason tenha que enfrentar velhos inimigos.
Classificação indicativa: 14 anos


6/9, sábado, 18h30
Ponte de Espiões
(Bridge of Spies | Steven Spielberg | ALE/EUA/Índia | Drama | 142 min | Legendado)

James Donovan, um advogado de créditos de seguros do Brooklyn, encontra-se no centro da
Guerra Fria quando a CIA o envia a uma tarefa quase impossível de negociar: a libertação de
um piloto americano capturado.
Classificação indicativa: 12 anos


9/9, terça, 18h30
Bastardos Inglórios
(Inglorious Basterds | Quentin Tarantino | ALE/EUA | 2009 | Guerra | 153 min | Legendado)
Durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna
Dreyfus testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Land. Porém, ela
consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris,
enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine
organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas, conhecido pelo inimigo
como Os Bastardos.
Classificação indicativa: 18 anos


12/9, sexta, 16h30
Oh Boy
(Jan Ole Gerster | ALE | 2012 | Drama | 83 min | Legendado)
Niko está se aproximando dos 30 anos e só há pouco tempo saiu da faculdade. Ele vive o
momento, indiferente à sua condição de outsider, até o dia em que se vê forçado a
confrontar as consequências de sua inércia. Sua namorada termina com ele, seu pai corta
sua mesada, um psiquiatra atesta seu desequilíbrio emocional, e uma linda garota do
passado volta a aparecer na sua vida. Mas tudo o que Niko quer é um bom café.
Classificação indicativa: 14 anos


17/9, quarta, 16h30
De Hilde, com amor
(In Liebe, Eure Hilde | Andreas Dresen | ALE | 2024 | Drama | 124 min | Legendado)
Berlim, 1942: foi o verão mais lindo para Hilde – loucamente apaixonada por Hans e
alegremente grávida. Mas em meio à paixão há um grave perigo. Hans se envolve na
resistência antinazista, com um grupo de jovens que mais tarde será chamado de “Orquestra
Vermelha”. Apesar dos enormes riscos, Hilde decide se envolver, mas é presa pela Gestapo e
dá à luz seu filho na prisão. Agora em uma situação desesperadora, Hilde desenvolve uma
força inspiradora silenciosa, mas ela só tem alguns meses restantes com seu filho.
Classificação indicativa: 12 anos

 

17/9, quarta, 19h
A Vida dos Outros
(Das Leben der Anderen | Florian Henckel von Donnersmarck | ALE | 2006 | Drama | 138
min | Legendado)
Georg Dreyman é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado
o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime

político. Apesar disto, o ministro Bruno Hempf acha por bem acompanhar seus passos, para
descobrir se Dreyman tem algo a esconder.
Classificação indicativa: 12 anos


18/9, quinta, 16h30
Victoria
(Sebastian Schipper |ALE | 2015 | Drama | 138 min | Legendado)
Em um clube, Victoria conhece Sonne, que está no local com seus amigos, e, rapidamente,
há uma forte conexão entre eles. Mas o início do romance é interrompido quando o grupo
de jovens é forçado a pagar uma antiga dívida. Victoria, impulsivamente, decide ajudá-los e
entra no jogo como uma motorista. Mas o que começou como uma louca aventura pode se
tornar um pesadelo.
Classificação indicativa: 16 anos


18/9, quinta, 19h
Hannah Arendt -Ideias que chocaram o mundo
(Margarethe Von Trotta | ALE | 2012 | Drama | 113 min | Legendado)
Depois de acompanhar o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann em Jerusalém,
Hannah Arendt ousa escrever sobre o Holocausto como nunca havia sido feito antes. Seu
trabalho provoca um escândalo, e Arendt permanece firme enquanto é atacada por amigos
e inimigos. Mas enquanto a imigrante judia-alemã luta para romper suas ligações dolorosas
com o passado, a sedutora mistura entre arrogância e vulnerabilidade de sua personalidade
é exposta, revelando uma mulher lapidada pelo exílio.
Classificação indicativa: 14 anos


19/9, sexta, 16h30
O Casamento de Maria Braun
(Die Ehe der Maria Braun |Rainer Werner Fassbinder | ALE | 1979 |Drama | 120 min |
Legendado)
Em meio a Segunda Guerra Mundial, Maria se casa com Hermann Braun, um soldado
alemão. Ele desaparece em combate, mas Maria se recusa a acreditar em sua morte.
Trabalhando num cabaré, ela se envolve com um soldado norte-americano, até que o
marido reaparece e o amante é acidentalmente assassinado.
Classificação indicativa: 14 anos

 

19/9, sexta, 19h
Adeus Lênin
(Good Bye Lenin! | Wolfgang Becker | ALE | 2003 | Drama | 121 min | Legendado)
Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner passa mal, entra em coma
e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando
ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente
modificada. Seu filho Alexander, temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças
possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos.
Classificação indicativa: 14 anos

FOCO CHRISTIAN PETZOLD
Sobre a mostra

Christian Petzold, nascido em 14 de setembro de 1960, é considerado um dos mais importantes diretores alemães em atividade e um dos principais expoentes do movimento conhecido como Escola de Berlim, surgido após a queda do muro de Berlim. 

Em comum, os cineastas deste movimento compartilharam a busca por uma nova identidade alemã e abordaram temáticas nas quais suas personagens lutavam para se adaptar a um mundo em transformação. 

Dentre outros prêmios, Petzold recebeu o Urso de Prata de melhor diretor no Festival de Berlim, em 2012, pelo filme Bárbara, um dos títulos presentes no Especial, que conta com quatro de seus filmes, realizados entre 2012 e 2023. A programação conta com o apoio do Instituto Goethe.

Programação

11/9, quinta, 17h
Em Trânsito
(Christian Petzold | ALE/FRA | 2018 | Drama |101 min| Legendado)
Quando Georg tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie, que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido - o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.
Classificação indicativa: 12 anos
 

 

11/9, quinta, 19h
Undine
(Christian Petzold | ALE | 2020 | Drama |91 min | Legendado)
Undine trabalha como historiadora dando palestras sobre o desenvolvimento urbano de Berlim. Mas quando o homem que ela ama a abandona, o velho mito a alcança. Undine tem que matar o homem que a trai e voltar para a água.
Classificação indicativa: 14 anos


21/9, domingo, 16h30
Bárbara
(Christian Petzold | ALE | 2012 | Drama |105 min | Legendado)
Uma médica da Alemanha Oriental falha ao tentar obter um visto para deixar o país. Para ser punida, é enviada para um pequeno hospital, no interior da nação. A personagem, então, se vê dividida entre o desejo de escapar e uma crescente atração por um novo colega de profissão.
Classificação indicativa: 14 anos

 

21/9, domingo, 19h
Afire
(Roter Himmel | Christian Petzold | ALE | 2023 | Drama | 103 min | Legendado)
Uma pequena casa de férias junto ao mar Báltico. Os dias estão quentes e não chove há semanas. Quatro jovens se reúnem, velhos e novos amigos. À medida que as florestas secas ao seu redor começam a pegar fogo, o mesmo acontece com suas emoções. Felicidade, luxúria e amor; mas também ciúmes, ressentimentos e tensões.

Classificação indicativa: 12 anos

MOSTRA CINEMA MARGINAL PIAUIENSE
Sobre a mostra:

No início dos anos 1970, um coletivo de artistas, jornalistas, cineastas e agitadores culturais de Teresina transformou o Super-8, então tecnologia doméstica da Kodak, em linguagem cinematográfica de vanguarda. Influenciados pela Tropicália, pelo cinema marginal brasileiro e por figuras como Torquato Neto, Ivan Cardoso, e Luiz Otávio Pimentel, nomes como Edmar Oliveira, Xico Pereira, José Alencar, Carlos Galvão, Arnaldo Albuquerque, Durvalino Couto, Haroldo Barradas, Rubem Gordim, e Nelson Nunes criaram filmes que desafiavam os códigos narrativos e a repressão da ditadura com liberdade, humor e crítica. 

Esse grupo articulou uma produção descentralizada e colaborativa entre Teresina, Rio de Janeiro e Belém, usando o cinema como ferramenta de invenção estética e resistência política. Hoje essa produção é reconhecida como CINEMA MARGINAL PIAUIENSE, símbolo de uma experiência intensa de experimentação, amizade e rebeldia que transformou a margem em potência criativa. 

A mostra Cinema Marginal Piauiense é inovadora ao usar a preservação cinematográfica para expandir a historiografia brasileira, revelando um ciclo até então desconhecido de produção no nordeste que redefine nossa compreensão do termo Cinema Marginal e evidencia o impacto nacional dos primeiros precursores do Cinema de Invenção. 

E se toda história guarda segredos, dentro desse ciclo ainda permanecem mistérios e obras a serem descobertas. A mostra é uma realização da Cinelimite, em parceria com o Cine Santa Tereza.

Filmes: 

13/9, sábado, 19h
 

Sessão 1
Os filmes do ciclo Cinema Marginal Piauiense estão entre os primeiros já realizados no estado. Antes do surgimento desse grupo de cineastas e artistas, a ideia de fazer cinema em Teresina não passava de um sonho distante. A chegada das câmeras Super‐8 representou uma verdadeira revolução, tornando não apenas a filmagem, mas também o processo de revelação muito mais acessível e democrático. Nossa sessão de abertura apresenta as obras pioneiras desse ciclo. Após a conclusão de O Terror da Vermelha (1972), muitos dos participantes deixaram Teresina em busca de estudo e trabalho, mas o legado underground permaneceu e a semente do cinema já havia sido plantada. Esta sessão acompanha esse primeiro momento de crescimento.
 

Carcará, Pega, Mata e Come
(Arnaldo Albuquerque | Brasil | 1977 | Animação | 3min)
Animação em Super-8, considerada a primeira do Piauí. O filme apresenta uma alegoria crítica ao imperialismo cultural, na qual uma família sertaneja enfrenta um carcará que assume a figura do Capitão América, simbolizando a resistência popular diante da dominação estrangeira.
 

O Terror da Vermelha
(Torquato Neto | Brasil | 1972 | Experimental | 34 min)
Misturando imagens violentas, sons inesperados e elementos da poesia concreta, a obra dialoga com o cinema marginal e a contracultura tropicalista. Filmado durante uma breve passagem de Torquato por sua cidade natal, o curta é um gesto radical de invenção, onde corpo, linguagem e cidade se misturam num delírio estético e simbólico.
 

Um Sonho Americano
(Arnaldo Albuquerque | Brasil | 1973 | Experimental | 5 min)
Filme de vampiro feito em Teresina, Piauí, que mistura humor, crítica social e experimentação formal com um olhar inventivo e provocador. A trama começa quando uma jovem toma uma garrafa de Coca- Cola e se transforma em vampira, desencadeando uma onda de ataques sanguinolentos e cômicos pela cidade.
 

Coração Materno
(Arnaldo Albuquerque | Brasil | 1974 | Experimental | 15 min)
No início de 1974, Arnaldo Albuquerque, Edmar Oliveira e Durvalino Couto realizaram um filme intitulado Coração Materno, baseado em uma canção popular dos anos 1950. A letra fala da promessa inconsequente de um amante apaixonado: entregar à amada o coração da própria mãe como prova de amor. Após uma exibição privada, a película foi destruída por um cão da casa, restando apenas pequenos fragmentos. No final do mesmo ano, Haroldo Barradas decidiu refilmar todo o roteiro com um novo elenco, incorporando ao novo trabalho as partes resgatadas da versão original. O resultado é um curioso exemplo de “filme dentro do filme” , em que recriação e memória se entrelaçam para preservar uma história marcada por perda, reconstrução e afeto.
 

Miss Dora
(Edmar Oliveira | Brasil | 1974 | Experimental | 18 min)
Em um bloco de Carnaval com fantasias vermelhas, “loucura” lidera um grupo de “proletários” pelas ruas de Teresina. As ações do grupo simulam movimentos guerrilheiros contra a repressão da ditadura militar da época, refletindo a tensão política vivida no Brasil nos anos 1970. Dora, a protagonista, é uma mulher à frente de seu tempo, conhecida por sua história de resistência contra repressões psiquiátricas. Ela foi uma figura real da cidade e a estrela do filme, cujo elenco é formado por amigos e familiares de Edmar Oliveira, autor e diretor da obra. Edmar, hoje psiquiatra, foi um participante ativo do movimento contracultural dos anos 1970 e, através deste filme, oferece uma reflexão sobre os desafios da época, utilizando o cinema como forma de resistência e expressão.
 

David Aguiar
(Durvalino Couto | Brasil | 1975 | Experimental | 17 min)
A trilha sonora é composta por faixas do disco Atom Heart Mother, do Pink Floyd, popularmente conhecido como “o disco da vaca”. A figura central é David Aguiar, jovem de classe alta, neto de um ex-governador, talentoso pintor e conhecido como o primeiro hippie de Teresina. Com cabelos longos, atitude transgressora e um estilo de vida alternativo,
tornou-se símbolo de rebeldia e provocação à moral conservadora da cidade. Uma breve narrativa sobre um nazista em fúria armada aparece no início, mas logo cede lugar a algo mais livre e impressionista. O filme se transforma num retrato caleidoscópico da juventude contracultural de Teresina, guiado pela presença magnética de David e por uma câmera que passeia entre o delírio, o afeto e o improviso. 

Classificação indicativa da sessão: 18 anos


14/9, domingo, 16h30
 

Sessão 2
Em 1971, vivendo no Rio de Janeiro e pouco antes de retornar a Teresina, Torquato Neto atuou como prostituta travestida no filme pioneiro de temática gay Helô e Dirce (1971), de Luiz Otávio Pimentel. Essa produção, assim como Nosferato no Brasil (1971) de Ivan Cardoso, teve um impacto profundo sobre o jovem tropicalista. Torquato levou essas experiências e influências — como o interesse em desconstruir o cinema de gênero e em adotar um experimentalismo underground — de volta a Teresina, onde as compartilhou com seus pares. Com isso em mente, um dos filmes de abertura desta sessão é a cópia resgatada da obra de Pimentel. Esta sessão destaca as primeiras influências de Torquato Neto no Rio de Janeiro e acompanha a trajetória dos cineastas piauienses à medida que levaram essa energia para além de seu estado natal, continuando a redefinir o cinema brasileiro por meio da prática coletiva.
 

Mergulho
(Arnaldo Albuquerque | Brasil | 1980 | Animação | 3min)
Em chave alegórica sobre Amor e Morte, o filme acompanha um homem que se lança em um abismo levando uma chave e mergulha rumo a um encontro amoroso, imagem que articula desejo, corpo e transformação.
 

Helô e Dirce
(Luiz Otávio Pimentel | Brasil | 1971 | Experimental | 19 min)
O filme acompanha Torquato Neto e Zé Português como prostitutas travestidas que circulam pelas ruas do Rio de Janeiro, explorando o desejo, a intimidade e a marginalidade em espaços públicos. A presença explícita do corpo queer, somada à representação direta de uma relação sexual e afetiva entre Torquato Neto e Zé Português, desafia abertamente as normas sociais da época e faz de Helô e Dirce uma obra pioneira no cinema queer brasileiro.


Porenquanto
(Carlos Galvão | Brasil | 1973-1974 | Experimental | 15 min)
Uma espécie de Anjo Exterminador percorre, de forma enigmática e desafiadora, o Rio de Janeiro dos anos 1970, carregando uma foice no ombro. Ele observa, intervém e transforma os destinos de diferentes personagens — em alguns casos com desfechos fatais, em outros, como aliado em projetos de natureza messiânica. Realizado entre 1973 e 1974, o filme explora o tensionamento entre arte e política durante o período da ditadura militar.
 

Escorpião Vermelho
(Carlos Galvão | Brasil | 1974 | Experimental | 3 min)
Concebido como uma versão satírica de Nosferatu, o filme apresenta uma releitura livre do mito do vampiro com toques de humor, erotismo e violência. Mesmo incompleto, o filme revela um interesse evidente pelo cinema de gênero e pelo potencial narrativo do exploitation, sugerindo caminhos criativos que infelizmente não chegaram a se desenvolver por completo.
 

Marginália
(Nelson Nunes | Brasil | 1974 | Experimental | 14 min)
O filme acompanha um jovem universitário que vaga pelas ruas de Belém, tomado por angústia e inquietação. Aos poucos, revela-se sua participação no movimento estudantil contra a ditadura militar e a perseguição que sofre por parte da polícia. Fragmentado e introspectivo, o filme entrelaça o contexto político com conflitos pessoais, sugeridos por sua relação tensa com uma figura amorosa. Com a participação de estudantes paraenses de teatro, o filme propõe um retrato sensível e crítico de uma juventude que buscava resistir à repressão através da arte e da ação coletiva.
 

Tupy Nikim
(Xico Pereira | Brasil | 1974 | Experimental | 17min)
Um personagem indígena caminha livre pelo Rio de Janeiro, território ancestral, e passa a ser seguido por uma figura sombria que o considera fora de lugar. Essa perseguição se desenrola por diversos espaços da cidade, acompanhando as tentativas do personagem de se integrar a um “tempo novo”.
 

Classificação indicativa da sessão: 18 anos


14/9, domingo, 19h
 

Sessão 3
A terceira sessão ilumina sub-histórias do cinema marginal no Piauí e aponta para os caminhos que o cinema do estado começava a trilhar. Além da ficção, aparecem aqui documentários radicais, incluindo também obras realizadas por piauienses em outras regiões do Brasil.
 

Vã-pirações
(Arnaldo Albuquerque | Brasil | 1980 | Experimental | 3 min)
O filme acompanha um vampiro que vaga pela cidade em busca de sangue, confronta a violência cotidiana amplificada pelos noticiários e decide abdicar da caça, num registro de humor mordaz. A sátira mira a espetacularização da violência e a cultura de massa no fim da ditadura, aproximando iconografia de horror e crônica urbana piauiense.
 

O guru das sexy cidades
(ntônio Noronha | Brasil | 1973| Experimental | 10 min)
Concebido como paródia e resposta direta ao longa oficial “Guru das Sete Cidades” de Carlos Roberto Bini, produção financiada pelo governo Alberto Silva para promover um Piauí moderno e turístico, o filme de Noronha reaproveita locações e signos do original para desmontar com humor e irreverência a retórica propagandística em torno do desenvolvimento local. A narrativa gira em torno de um guru que enlouquece seus seguidores, retratados em momentos de adoração coletiva, êxtase e descontrole.
 

Cabeça de cuia
(Lindemberg Pirajá | Brasil | 1979 | Experimental | 13 min)
A obra adapta a lenda do pescador Crispim, amaldiçoado após matar a mãe e condenado a vagar pelo rio Parnaíba até devorar sete virgens para quebrar o feitiço. Por décadas considerado perdido e envolto em caráter mítico, o curta sobreviveu apenas em fragmentos. Esses trechos foram recuperados pela Cinelimite durante o projeto Digitalização Viajante e serviram de base, junto a registros gráficos e teatrais, para a recriação de uma nova versão em 2025, que devolve à obra seu lugar na história do cinema marginal piauiense.
 

Festa Junina no hospital Areolino de Abreu
(Edmar Oliveira | Brasil |1973 | Experimental | 13 min)
Um registro em Super-8 filmado por Edmar Oliveira em 1973, quando era estudante de medicina e plantonista no Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu, em Teresina. O filme acompanha uma festa junina dentro da instituição, revelando tanto o caráter festivo quanto a dureza das práticas psiquiátricas da época, incluindo a crise de um paciente causada por medicação.
 

Aterro
(Dogno Içaino | Brasil | 1979 | Experimental | 9 min)
O filme acompanha o cotidiano das comunidades que viviam em torno de um lixão em Fortaleza, onde famílias inteiras buscavam alimento e sustento entre os resíduos descartados. Com entrevistas em voz over e observação direta, o documentário revela estratégias de sobrevivência e laços de solidariedade invisíveis para grande parte da sociedade.
 

Tio João
(Antônio Noronha | Brasil | 1978 | Experimental | 9 min)
Em chave lírico-documental, recria a história do devoto João Batista, o “Tio João” , que ergue a igreja local e esculpe a imagem de São João. A narrativa é conduzida por sextilhas de João José Piripiri e pelo Hino a São João, articulando cordel, canto e reencenação num docudrama sertanejo. Pesquisas situam a obra entre os títulos de maior visibilidade do ciclo piauiense dos anos 1970, com reconhecimento no Festival JB de Cinema em São Paulo.
 

Classificação indicativa da sessão: 18 anos

PENSAR CONVERSANDO - ENCONTRO COM RITA SEGATO
Sobre a mostra:

O grupo de Pesquisa Poéticas da Experiência (UFMG) recebe a antropóloga argentina, professora emérita da Universidade de Brasília, e uma das grandes referências na reflexão sobre colonialidade de gênero, direitos humanos e violência contra as mulheres no contexto latino-americano. Defensora de uma “antropologia por demanda” - interpelada pelos sujeitos e comunidades estudadas -, Rita Segato é autora de Crítica da colonialidade em oito ensaios, Cenas de um pensamento incômodo e Estruturas elementares da violência (Bazar do Tempo), entre outros livros. 

Colaborou com diversas organizações de direitos humanos, participou de tribunais éticos e foi co-autora da primeira proposta de cotas para estudantes negros e indígenas na educação superior no Brasil.

Programação

5/9, sexta-feira, 14h30
Conferência de Rita Segato
Mediação: Vitória Gomes
Classificação indicativa: livre
 

5/9, sexta-feira, 17h
Sessão especial “Poéticas recebe Rita Segato"

Mulheres no Front (Eduardo Coutinho | 1996 |36 min)
A Sússia (Lucrécia Dias | 2018 |17 min)
Nhe'ẽ Kuery Jogueru Teri - Nossos espíritos seguem chegando (A. Ortega/B. Huye | 2021 |15 min)
Rami Rami Kirani (Lira HuniKuin/ Luciana HuniKuin |2024 | 34 min)
Classificação indicativa da sessão: 12 anos
Sessão comentada
 

5/9, sexta-feira, 19h30
Sessão de filme + Lançamento do livro "Cinemas da Terra"
O Bem Virá
(Uilma Queirós| Brasil |2020 | Documentário | 80 min)
Treze mulheres, treze ventres, treze esperanças, uma foto. Busca pelas mulheres que, em 1983, em uma seca no sertão do Pajeú (PE), lutaram pela sobrevivência, num contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.
Classificação indicativa: 12 anos
 

Sessão comentada

PROGRAMA ESPECIAL: LITERATURAS AMERÍNDIAS
Sobre a mostra

As artes indígenas contemporâneas mostram como a literatura se expande em diálogo com o cinema, a animação e a performance, recriando tradições e projetando novas formas de expressão. Pensando nisso, o VIII Encontro Intercultural de Literaturas Ameríndias (EILA), realizado pela Faculdade de Letras da UFMG com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), apresenta parte de sua programação no Cine Santa Tereza. 

 

A programação conta com duas sessões de cinema, além de mesas de debates e lançamento de livros. Na primeira sessão, a Pajé Filmes traz ao público produções realizadas por cineastas do povo Maxakali em parceria com o diretor Charles Bicalho, incluindo Xupapoynãg (2012) de Isael Maxakali, a trilogia formada por Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (2016) de Isael Maxakali e Charles Bicalho e Mãtãnãg, A Encantada (2019) de Shawara Maxakali e Charles Bicalho, além da estreia de Kakxop pahok: as crianças cegas (2025) de Cassiano Maxakali e Charles Bicalho. 

 

A programação também dedica uma sessão à produção audiovisual do multiartista Gustavo Caboco, que fará uma conversa sobre sua obra, incluindo a animação Kanau’Kyba: caminhos das pedras Wapichana (2021) e o vídeo-performance Recado do Bendegó (2021), Canto para acordar nossas histórias Wapichana que estão no Museu Britânico (2022) e Vídeo-Críticas: Memórias Inviabilizadas (2025). A obra de Caboco articula diferentes paisagens e conecta memórias, desde a Serra da Lua em Roraima até Curitiba, reafirmando que a memória indígena não será apagada. As sessões serão comentadas pelos diretores e convidam à escuta de obras que unem mito e memória, ancestralidade e futuro. O dia contará ainda com o lançamento do livro Roteiros para Makunaimar (vol.1) (2025) de Gustavo Caboco e a apresentação do fotolivro Hêmba (2023), de Edgar Kanaykõ Xakriabá. 

 

Será uma oportunidade de experienciar como as palavras e visões ancestrais se manifestam e se fortalecem no ambiente das artes contemporâneas.

Programação

10/9, quarta-feira, 17h
Sessão Pajé Filmes
A Pajé Filmes é uma produtora de conteúdo audiovisual voltada para temas indígenas, fundada na cidade de Belo Horizonte, em 2008. Sua produção é baseada em trabalhos de pesquisa sobre a tradição cultural e artística dos povos indígenas, principalmente com os Maxakali ou Tikmû’ûn. Com uma população de cerca de 2000 indivíduos, falantes de sua língua a cestral, chamada Maxakali, esse povo é conhecido por sua integridade cultural, preservando seu modo de vida tradicional com base em sua mitologia, rituais, religião e organização social. Eles são detentores de um rico acervo literário com histórias e cantos de tradição oral que fornecem subsídios para a produção de livros, filmes e outros produtos em mídias modernas, que foram apropriadas por eles como forma de traduzir suas expressões para o atual ambiente midiático digital.

 

Xupapoynãg
(Isael Maxakali | Brasil | 2012 | Documentário | 16 min)
As lontras invadem a aldeia para vingar a exploração e morte de seus parentes, caçados e devorados pelos humanos. Cabe às mulheres travar uma batalha para expulsar os invasores.
 

Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali
(Isael Maxakali/Charles Bicalho | Brasil | 2016 | Animação | 13 min)

Konãgxeka na língua indígena maxakali quer dizer “água grande”. Trata-se da versão maxakali da história do dilúvio. Como um castigo, por causa do egoísmo e da ganância dos homens, os espíritos yãmîy enviam a “grande água”. Um dos diretores é representante do povo indígena Maxakali, de Minas Gerais. Filme falado em língua Maxakali, com legenda.
 

Mãtãnãg, A Encantada
(Shawara Maxakali/Charles Bicalho Brasil | 2019 | Animação | 14 min)
A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Uma vez na terra dos espíritos, as coisas são diferentes: outros modos regem o sobrenatural. Mas Mãtãnãg não está morta e sua alma deve retornar ao convívio dos vivos. Falado em língua Maxakali e legendado, Mãtãnãg se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali. As ilustrações para o filme foram realizadas em oficina na Aldeia Verde, no município de Ladainha, em Minas Gerais. 

 

Kakxop paok: as crianças cegas
(Cassiano Maxakali/Charles Bicalho | Brasil | 2025 | Animação | 17 min)
Um dia todos os homens da aldeia saíram para caçar. Dias, semanas e meses se passaram... E eles não retornaram. As m lheres da aldeia então trocaram seus filhos entre si, para não ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Porém, um dia os homens voltaram da caçada. E se depararam com um estado de coisas muito diferente daquele que haviam deixado. Falado no idioma Maxakali e ilustrado pelos moradores da Aldeia Escola Floresta no município de Teófilo Otoni, em
Minas Gerais, Kakxop pahok se baseia em história tradicional do povo Maxakali (Tikmû ́ûn). Forma a Trilogia Hãmnõgnõy de animações indígenas com Konãgxeka: o dilúvio maxakali (2016) e Mãtãnãg, a encantada (2019).
 

Classificação indicativa: livre


10/9, quarta-feira, 19h

Kanau’Kyba: caminhos das pedras Wapichana
(Gustavo Caboco | Brasil | 2021 | Animação | 11 min)
Há um fogo que ultrapassa a borda academicista, incendeia a pesquisa-extrativista e que, com apoio de artefatos-coloniais, contribuíram para um apagamento do pensamento indígena. Identificar este campo em chamas nos possibilita atualizar estruturas e edificações. As chamas-chamados nos convocam a pensar para além da ideia da tradição-museu. O curta foi idealizado durante o período de pesquisa da instalação Kanau'Kyba apresentada na 34a Bienal de São Paulo e retrata pontos importantes do ateliê em deslocamento idealizado pelo artista Gustavo Caboco e seus familiares Lucilene Wapichana, Roseane Cadete, Wanderson Wapixana, Emmanuel Wapixana. A proposta do filme é nos conduzir dentro daquilo que se estabelece como um campo de disputa: a memória indígena.
 

Recado do Bendegó
(Gustavo Caboco | Brasil | 2021 | Vídeo Performance | 11 min)
"Conversas com a pedra" é uma das propostas que Gustavo Caboco e seus familiares realizaram no Museu Nacional do Rio de Janeiro em 2021, morada da pedra do Bendegó. Ouvir a pedra surge como uma proposta de escuta da perspectiva do meteorito frente às chamas e narrativas de reconstrução do museu. Recado do Bendegó se apresenta como uma forma de ecoar os recados desta pedra do céu, que ao ser questionada, revela uma perspectiva da história do brasil colonial, desde seus encontros com Dom Pedro II, Spix e Martius em Monte Santo no sertão da Bahia, o interesse da comunidade científica nessa pedra em detrimento da ciência indígena e popular frente a pedra e seu deslocamento ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.
 

Canto para acordar nossas histórias Wapichana que estão no Museu Britânico
(Gustavo Caboco | Brasil | 2022 | Documenário | 11 min)

A relação entre a República da Guyana e o Brasil reflete diretamente as relações coloniais entre a Inglaterra e o Brasil e os impactos que dividiram os territórios e famílias Wapichana no século XIX. Para desenhar essas linhas de fronteira, o Reino Unido enviou uma equipe para que pudessem mapear a topografia da região, criar relatórios sobre as populações indígenas da região e coletar objetos que passaram a ocupar o acervo etnográfico do Museu Britânico. O artista Gustavo Caboco
enxerga estes objetos enquanto evidências coloniais, ou seja, objetos indígenas que contém a memória das relações que desarticularam nosso povo durante este período.
 

Vídeo-Críticas: Memórias Inviabilizadas
(Gustavo Caboco Brasil | 2025 | Documentário | 5 min)
Comissionado pelo Centro de Pesquisa e Documentação indígena em São Paulo, memórias inviabilizada, Memórias Inviabilizadas dá continuidade à prática das vídeo-críticas de Gustavo Caboco, iniciada em 2021. Na obra proposta em 2025, o artista parte da imagem de um centro de documentação vazio para refletir sobre a ausência de registros indígenas e a inviabilização do acesso de suas memórias. A metáfora da coivara — preparação da terra para o plantio — marca o
gesto simbólico de abertura para novas relações entre arquivos e povos indígenas. Parte da série Arquivos Indígenas, o vídeo "Memórias inviabilizadas" conjuga crítica, performance e memória em uma proposta contínua de ativação de arquivos por meio da arte.
 

Classificação indicativa: livre

CINE PARAOPEBA
Sobre a mostra: 

Após o desastre-crime causado pelo rompimento da Barragem da Vale, em Brumadinho, constatou-se uma multiplicação das narrativas audiovisuais sobre o rio Paraopeba e sua gente. 

Com a implementação do Acordo Judicial, as Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) ingressaram no território que vai de Brumadinho à Represa de Três Marias, produzindo um vasto material audiovisual em parceria com as pessoas atingidas, evidenciando suas histórias de luta e suas narrativas sobre o que foi o rompimento e suas consequências, que ainda perduram.  

O Cine Paraopeba é uma proposta pedagógica, no qual o trabalho de formação audiovisual está voltado às pessoas atingidas e aos usuários do Cinema Santa Tereza, com foco em oficinas, debates formativos e exibição de filmes, produzidos pelas pessoas atingidas, pelos comunicadores das ATIs e outras realizações que já circularam em alguns festivais.  

A realização é da Aedas,  uma organização que trabalha em defesa dos direitos das comunidades atingidas por barragens e, desde 2019, foi escolhida para ser Assessoria Técnica Independente das comunidades de duas regiões da Bacia do Paraopeba: Brumadinho (Região 1) e os municípios de Betim, Mário Campos, Juatuba, São Joaquim de Bicas, Igarapé e Mateus Leme (que compõem a Região 2).  

Programação

29/8, sexta-feira, 19h
Abertura • Sessão Aedas • Masterclass
Em outubro de 2024, foram realizadas duas oficinas de Comunicadores Populares nas Regiões 1 e 2 da Bacia do Paraopeba. Como resultado desse processo, foram produzidos um total de nove filmes feitos por adultos, adolescentes e crianças, a partir de suas próprias imagens de afeto, registros fotográficos e debates para a criação de narrativas coletivas. 
Sessão seguida de debate com os diretores e masterclass com Liana Lobo

 

Resgatando os trilhos da vida 
(Iris Piedade, Kelma Regina, Margarete Piedade, Maria de Fátima, Rosemeire Souto, Valeska Laruska | Brasil | 2024 | Documentário | 5 min) 
Em uma cidade atravessada pelos trilhos da mineração, o curta questiona quem está estreitando as comunidades atingidas. Produzido durante oficina em Brumadinho, o filme conta que, para além dos trilhos, as memórias também atravessam as comunidades atingidas e dão valor aos seus festejos, cavalgadas, congados e muitos outros. 
Classificação indicativa: Livre

 

Retalhos 
(Aline Naira, Catarina Magalhães, Cleria de Lourdes, Elizete Fernandes, Jandira Silva, Ramon Gomes, Rejane Fernandes, Rosemilda Fontes, Thalys Henrique | Brasil | 2024 | Documentário | 6 min) 
Um passeio pelas memórias cartográficas das pessoas atingidas de Brumadinho reúne retalhos afetivos sobre as perdas, o que se guarda, o que se colhe e os processos de luta. O filme é um trabalho colaborativo feito por múltiplas mãos que rememoram suas vivências olhando e escutando as minúcias do território. 
Classificação indicativa: Livre

 

Nós 
(Anastácia do Carmo Silva, Eliane Torino Ribeiro, Leandro Damasceno Jorge, Maria Aparecida Soares, Milena Eduarda, Valdeci de Freitas | Brasil | 2024 | Experimental | 3 min) 
Imagens e memórias das pessoas atingidas de Brumadinho encontram unidade em ‘Nós’. O filme reflete sobre o lugar e o território através de fotografias que revelam passado, presente e a esperança por um futuro de justiça para as pessoas atingidas pelo desastre-crime da Vale na Bacia do Rio Paraopeba. 
Classificação indicativa: Livre

 

A Vida, a Ganância e a Esperança 
(Anely Santos, Canaã da Silva, Edemar Oliveira, Geisa Cristina, Gelza da Silva, Joelisia Feitosa, Lourdes Bernardete, Mara Soares, Márcia Feitosa, Nelina Fernandes, Paulo Gustavo, Soraya Cristina | Brasil | 2024 | Documentário | 8 min) 
Produzido por pessoas atingidas da Região 2, o filme-memória traz relatos do pesar da saudade, do fim do lazer no rio, da proibição da pesca e das plantações e de uma série de modos de viver que foram atingidos pelo rompimento da barragem. O curta também anuncia a esperança que insiste em ser semeada nas novas gerações, no trabalho voluntário e na união em busca por justiça. 
Classificação indicativa: Livre

 

Caranguejo 
(Edalgisa Martins, Eliane Ribeiro, Lucimar Benfica, Maria do Socorro Deolindo | Brasil | 2024 | Documentário | 4 min) 
Bicho resiliente, identidade demarcada de quem escolheu um canto em Igarapé para construir a vida. Este filme-memória recorre as lembranças doces, cruéis e de resistência dos atingidos pelo desastre-crime da Vale na Região 2. 
Classificação indicativa: Livre

 

Existe um rio vivo dentro de mim 
(Andreia Guimarães, Ilídia Caetano, Mametu Kymazande, Margarida Teixeira, Maria Aparecida, Maria de Lourdes, Maria Santana Alves, Marilene Neves, Mellina Angel, Moisés dos Santos, Renata Resende, Sueli dos Reis, Tatiana Oliveira | 2024 | Documentário | 8 min) 
Dentro de cada pessoa há um rio caudaloso de memórias e afetos. Feito por moradores de Mário Campos e São Joaquim de Bicas, em Existe um rio vivo dentro de mim as atingidas expressam suas sensações ao confrontar com fotos que revelam sagrado, família, meio ambiente, saúde, lazer, luto e luta. 
Classificação indicativa: Livre

 

Adolescer 
(Ana Silva, Laura Deolindo, Marcos Rocha, Stefany Queren, Yasmim Ribeiro | 2024 | Experimental | 2 min) 
O curta acompanha a jornada dos jovens das comunidades da Região 2. A narrativa poética explora como as memórias do rompimento impactam o processo de se tornar adolescente. O filme questiona como as cicatrizes podem representar, ao mesmo tempo, um grande desafio e uma fonte de força, oferecendo um retrato sensível das descobertas, perdas e transformações que marcam essa fase de suas vidas. 
Classificação indicativa: Livre

 

Ciranda Encantada 
(Ana Flor, Eloa Carolina, João Antônio, Luysa Eduarda, Sophia Emanuely, Maria Clara, Milena Mendes, Mirella Beatriz, Ravy Anthony | Brasil | 2024 | Documentário | 5 min) 
Criado pelas crianças de Brumadinho, o filme traz relatos de como a Ciranda se relaciona com suas vidas, oferecendo momentos de alegria, de amizades e a chance de resgatar a infância através do brincar e da conscientização sobre seus direitos. Ciranda Encantada mostra que a esperança para essas crianças está na preservação de seu direito de sonhar, brincar e lutar por justiça. 
Classificação indicativa: Livre

 

Vale cara de pau 
(Alejandro Rocha, Ana Luisa Silva, Augusto Barbosa, Enzo Oliveira, Leonardo Rocha, Marya Fernanda, Natasha Soares, Pyetra Santos, Pyetro Costa, Spilvia Santana, Thayla Gomes, Janaina Rocha, Julimagda Medeiros, Luana Farias| Brasil | 2024 | Documentário | 5 min 
As crianças atingidas da Região 2 contam suas impressões e compartilham preocupações enquanto moradoras de um território com risco de contaminação. Com fotografias, cartazes e desenhos, as crianças cobram justiça e mostram que também precisam ser reconhecidas e ter direito à dignidade no processo de reparação integral. 
Classificação indicativa: Livre
Sessão seguida de debate com os diretores e masterclass com Liana Lobo


MASTERCLASS 
Masterclass com Liana Lobo, cineasta, professora efetiva de audiovisual no Centro Pedagógico/UFMG, primeiro colégio de aplicação a incluir o audiovisual no currículo de arte. Formada em Cinema e Audiovisual-Licenciatura na UFF. Mestra em educação pela UFMG. Integra a coordenação da Rede Latino-americana de Educação, Cinema e Audiovisual.

 

30/8, sábado, 17h
Sessão Águas Infantil
A água, elemento crucial da existência, é o caminho onde flui a vida, as lutas e as tradições. A sessão apresenta produções que têm como tônica o encontro com as águas e as tradicionalidades. Nos filmes, indígenas, ribeirinhos, pescadores, brincantes, foliões, que resistem e lutam em seus territórios, são protagonistas de suas histórias.
Sessão seguida de debate com a equipe de Pedagogia da Aedas

 

"Osiba Kangamuke - Vamos lá, criançada" 
(Haya Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini de Carvalho | Brasil | 2019| Documentário| 19 min) 
Osiba Kangamuke é uma produção coletiva entre cineastas indígenas, nãoindígenas e antropólogos. O curta é resultado de uma oficina realizada com as crianças Kalapalo, que participaram não só na frente das câmeras, como de todo o processo de gravação. Da escola, onde aprendem o português, ́até os rituais e a luta ikindene, os pequenos Kalapalo apresentam as tradições a partir de sua própria perspectiva.
Classificação indicativa: Livre

 

Memórias do Córrego das Areias 
(Sheila Rodrigues | Brasil | 2024 | Documentário | 13 min) 
O menino que ouve a voz do córrego e lhe conta as suas memórias, alegrias e tristezas. 
Classificação indicativa: Livre

 

Menina Semente 
(Túlio Beat | Brasil | 2023 | Aventura | 10 min) 
Numa cidade poluída, repleta de contrastes, brota uma semente singular: uma menina indígena do passado. 
Classificação indicativa: Livre

 

Abuela Grillo 
(Denis Chapon | Dinamarca/Bolívia | 2009 | Animação | 13 min) 
Abuela Grillo é a adaptação de um mito Ayoreo que conta a história de uma fada chamada Abuela Grillo “Vovó Grilo” que tem o poder de trazer chuva para as comunidades cantando. A história segue a jornada de Abuela Grillo enquanto nos mostra como devemos proteger o meio ambiente e os recursos hídricos do mundo para todas as comunidades e todas as espécies 
Classificação indicativa: Livre

 

Maréu 
(Nicole Schlegel | Brasil | 2023 | Animação | 13 min) 
Maréu tem uma concha do mar bem grande e só consegue dormir com ela ao ouvido. Quando a concha cai e quebra, a criança busca ajuda do Mar e do Céu para reencontrar o som das ondas e voltar a dormir. 
Classificação indicativa: Livre


30/8, sábado, 19h
Mostra Águas Adulto
A água, elemento crucial da existência, é o caminho onde flui a vida e as tradições. A sessão apresenta produções que têm como tônica o encontro com as águas e as tradicionalidades. Nos filmes, indígenas, ribeirinhos, pescadores e foliões, que resistem e lutam em seus territórios, são personagens de histórias atravessadas pela ganância dos poderosos.
Sessão seguida de debate com representantes dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bacia do Paraopeba

 

Das Águas 
(Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo | Brasil | 2023 | Documentário | 17 min) 
O filme é um recorte do espaço-tempo na história da cidade e mostra o cotidiano de mulheres e homens que vivem da pesca no rio Capibaribe, em Recife, Pernambuco. Também são abordados temas como direito à cidade, planejamento urbano, meio ambiente, e a luta das pessoas para manter a tradição da pesca, bem como seus sonhos, e a relação delas com o rio, que é parte fundamental de sua identidade cultural. 
Classificação indicativa: Livre

 

Lambari 
(Rodrigo Freitas | Brasil | 2016 | Documentário | 15 min) 
Lambari é um documentário de imersão sobre os impactos afetivos provocados pela lama da Samarco Mineradora S/A - controlada pela Vale S.A e BH Billiton- em moradores de Barra Longa, um dos municípios mineiros mais afetados pelo rompimento da barragem em Bento Rodrigues. Por quatro dias a equipe documentou o cotidiano de moradores do maior desastre ambiental do gênero da história mundial dos últimos 100 anos, tendo como dispositivo a morada e intimidade do pescador João de Freitas. 
Classificação indicativa: Livre

 

Mariana Território Atingido - A Folia de Seu Zezinho 
(Paula Zanardi | Brasil | 2024 | Documentário | 24 min) 
Celebrada há mais de 60 anos, a Folia de Reis de seu Zezinho é uma das mais importantes manifestações da cultura popular da comunidade de Paracatu de Baixo, atingida pelo rompimento da barragem de Fundão. Após o falecimento de Seu Zezinho, seus filhos se empenham para dar continuidade à tradição em seu território de origem face à sua destruição pela lama de rejeitos das mineradoras Samarco, Vale e BHP em novembro de 2015. O filme é parte da série de curtasmetragens do projeto “Mariana Território Atingido”, da Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, Assessoria Técnica Independente em Mariana. 
Classificação indicativa: Livre

 

Histórias Atingidas: Raízes dos Aranã – Onde a terra grita e a memória floresce 
(Felipe Cunha e Douglas Keesen | Brasil | 2025 | Documentário | 4 min) 
Na terra e nas memórias da Comunidade Indígena Aranã, em Juatuba, ecoa a força ancestral de quem resiste, mesmo em solo ferido. Sua história é de resistência, memória e luta por reconhecimento diante dos danos causados pela mineração no rio Paraopeba. Para os Aranã, é tempo de semear justiça, visibilidade e o direito de existir em plenitude. 
Classificação indicativa: Livre


31/8, domingo, 17h
Sessão ATI's

Desde 2019 as Assessorias Técnicas Independentes vem colaborando para narração de outras histórias na Bacia do Paraopeba. Seja através da escrita, da imagem ou do som, cada modo de ser e de estar no território atingido narra as especificidades do processo de resistência e luta, num espaço que ganhou outros signos após rompimento da barragem Córrego do Feijão. Essa sessão é um pequeno retalho do que é produzido por, com e para as pessoas atingidas que lutam pela reparação integral na Bacia do Paraopeba. 
Sessão seguida de debate com representantes dos filmes.

 

Amianto 
(Comunidade Ribeirinha Rua Amianto | Brasil | 2025 | Documentário | 23 min) 
Na Rua Amianto, as crianças ribeirinhas buscam a memória da sua comunidade tradicional. O filme, construído a partir das vivências e sensibilidades dessas crianças, é um poderoso registro de memória, defesa do território, da cultura e dos direitos da comunidade. Mais que um documentário, é a infância narrando sua história com câmera na mão e pertencimento no coração — mostrando como o audiovisual pode ser um instrumento de resistência e expressão coletiva. O Filme Amianto é um produto do Protocolo de Consulta da Comunidade Tradicional Ribeirinha Rua Amianto, ferramenta fundamental para garantir que seus direitos sejam respeitados em decisões que impactam diretamente sua vida e seu território. Classificação indicativa: Livre

 

Entre Mundos 
(Everton Martins - Pai Tozinho | Brasil | 2025 | Filme-poema | 4 min) 
Mestre Bem-te-vi é um griô das encruzilhadas do Cerrado mineiro. Curandeiro, contador de causos, guia de almas e das gentes. Seu canto ressoa entre o visível e o invisível, entre a terra batida dos terreiros e os sonhos que atravessam gerações. ‘Entre Mundos’ é um filme-poema, uma travessia onde o tempo não corre em linha reta. É memória viva, ritual e resistência. Uma jornada onde corpo, voz e espírito se fundem para manter acesa a chama do saber ancestral. 
Classificação indicativa: Livre

 

Festa de Preto Velho 
(Everton Martins - Pai Tozinho | Brasil | 2024 | Documentário | 2 min) 
Registro da tradicional Festa de Preto Velho, realizada pela Aldeia das Folhas Tenda Pai Julião das Almas, dirigida pelo Pai Tozinho e aberta às pessoas desde 2010, em Paraopeba (MG). Participação do artista visual Mura com uma exposição de pinturas que mergulham na beleza dos povos tradicionais do Congado e das entidades de Pretos Velhos, figuras centrais da ancestralidade afro-brasileira. Classificação indicativa: Livre

 

Fazendinhas Baú - Comunidade atingida pela Vale luta pelo direito à água 
(Daniela Paoliello e Mathias Botelho| Brasil | 2023 | Documentário | 17 min) 
A comunidade de Fazendinhas Baú, no município de Pompéu (MG), foi uma das atingidas pelo desastre-crime da Vale em Brumadinho (2019). Os moradores, além de conviverem com diversos danos causados pelo rompimento da barragem, como a desvalorização imobiliária, a proibição do uso do rio para o trabalho e para o lazer e a diminuição do turismo e do comércio, também enfrentam outro grande problema: a insegurança em relação ao consumo de água. O documentário realizado pelo Instituto Guaicuy apresenta a dura luta das pessoas de Fazendinhas Baú pelo acesso à água mineral e potável de qualidade. Classificação indicativa: Livre

 

Naô Xohã: cinco anos de resistência e luta 
(Marcos Gomes e André Carvalho| Brasil | 2022 | Documentário | 30 min) 
Pataxó e Pataxó Hãhãhãe mostram o porquê de serem etnias guerreiras neste filme, que registra a vida dos indígenas da aldeia Naô Xohã depois que o território foi atingido pelo crime da Vale. A lama levou o sonho e elementos fundamentais de sua cultura ancestral: a pureza do ar, o banho no rio, o plantio e a cura. Nada ainda foi reparado. 
Classificação indicativa: Livre
Sessão seguida de debate com representantes dos filmes.


31/8, domingo, 19h
A produtora Filmes de Plástico conquistou notoriedade internacional ao lançar um olhar sensível e autêntico sobre as bordas — geográficas, sociais e simbólicas — de Minas Gerais. Suas obras mergulham nas vivências de personagens que habitam os arredores da capital, revelando um cotidiano profundamente mineiro e, ao mesmo tempo, universal. Com uma estética própria e narrativas que se distanciam dos centros de poder e representação, a produtora se firmou como um dos nomes mais relevantes do cinema contemporâneo brasileiro. Esta sessão da Mostra é dedicada às suas histórias da diferença, da resistência e da pluralidade, em sintonia com o propósito de romper com as imposições narrativas hegemônicas e abrir espaço para as diversas narrativas no audiovisual.
Sessão seguida de debate e encerramento da Mostra

 

Quintal 
(André novais | Brasil | 2015 | 20 min 
Mais um dia na vida de um casal de idosos da periferia. 
Classificação: 18 anos

 

Nada 
(Gabriel Martins | Brasil | 2017 | 27 min) 
Bia acaba de fazer 18 anos. O final do ano se aproxima e junto dele o ENEM. A escola e os pais de Bia estão pressionando para que ela decida em qual curso vai se inscrever. Bia não quer fazer nada. 
Classificação: Livre

 

Constelações 
(Maurilio Martins | Brasil | 2016 | 25 min) 
Dois estranhos em uma jornada noite – e alma – adentro. 
Classificação: Livre
Sessão seguida de debate e encerramento da Mostra 

CINECLUBE COMUM
Sobre a mostra:

O Cineclube Comum é um projeto de curadoria, exibição e discussão cinematográfica em atividade em Belo Horizonte desde 2012. A premissa consiste em apostar no potencial que as salas de cinema possuem de serem espaços de troca, partilha de ideias e efervescência cultural e política.

Programação

2/9, terça-feira, 19h
 

Material Bruto
(Ricardo Alves Jr. | Brasil | 2006 | Experimental | 18 min)
Três personagens estão sentados na mesa de um centro de convivência da rede pública de saúde mental de Belo Horizonte. Cada um performa um gesto de resistência ao embargo que a patologia impõe sobre seus corpos.
 

Permanências
(Ricardo Alves Jr. | Brasil | 2010 | Experimental | 34 min)

Personagens desconhecidos se apresentam nos interstícios, nas esperas e nos cigarros. Os
ecos de um condomínio invadem os planos de escadas vazias, de paredes descascadas. Nos
silêncios e poucas frases emitidas, uma intimidade provisória se revela.
 

Tremor
(Ricardo Alves Jr. | Brasil | 2013 | Experimental | 14 min)
Um cavalo branco vaga pelas ruas de Belo Horizonte. Um homem acorda em busca de sua esposa, percorrendo a máquina burocrática.
 

Classificação indicativa: 12 anos
Sessão Comentada

LANÇAMENTO
Programação: 

3/9, quarta-feira, 19h
 

Fía
(Pri Garcia | Brasil | 2021 | Drama | 5 min)

A linha que tece as memórias, atravessa o tempo, ligam nossas existências e aproximam nossas raízes. Fía percorre sua história com a fé de quem crê que nunca estamos sozinhas. Entre elas um acordo com a eternidade onde carrega a sabedoria ancestral do amor e do mistério que nos guiam para tecer a história do mundo.
 

Metamorfike
(Lui Nascimento | Brasil | 2025 | Ficção Científica | 15 min)
Lolo é ume jovem não-binárie que trabalha com entregas. Após receber uma encomenda misteriosa, coisas estranhas acontecem.
 

Dona
(Anna Mol | Brasil | 2025 | Drama | 19 min)
Entre a crise dos cinemas de rua e o sucesso dos grandes shopping centers, acompanhamos a trajetória de Dona, uma faxineira que trabalhou toda a juventude em um cinema de rua na capital mineira.
 

Classificação indicativa: 14 anos
Sessão comentada


16/9, terça-feira, 19h
 

Texturas do Pinho: Dez Estudos & Outros Temas
(Gabriel Caram/Tabajara Belo | Brasil | 2025 | Documentário | 66 min)
Documentário protagonizado e co-dirigido pelo violonista e compositor Tabajara Belo, focalizando sua premiada pesquisa de doutorado desenvolvida na Universidade da Flórida.
 

Classificação indicativa: livre
Sessão comentada


30/9, terça-feira, 19h
 

Sinos e Cordões de Além-mar
(Yuji Kodato/Jeremias Brasileiro | Brasil | 2025 | Documentário/Experimental | 20 min)
Mesclando vídeo digital e fotografias analógicas de dupla exposição, o filme apresenta personagens e elementos que compõem os bastidores do Congado, além das festas nos municípios de Ibiá, Machado, Uberlândia e no Quilombo dos Arturos em Contagem.
 

Classificação indicativa: livre
Sessão comentada

CINE DIVERSIDADE
Sobre a mostra

O Cine Diversidade é uma programação mensal proposta pelo Conselho Regional de Psicologia, que fomenta, pelo cinema, discussões relevantes em sessões comentadas de filmes nacionais e internacionais que ampliam o debate sobre gênero e sexualidade, fortalecendo o combate à LGBTfobia e consolidando esta pauta dentro da agenda cultural de Belo Horizonte. 

Em setembro, a temática abordada é “Pensando direitos sexuais e (não) reprodutivos”.

Programação

23/9, terça-feira, 19h
 

Inventar Passarinhos
Isabela Alves | Brasil | 2024 | Drama | 8 minutos
Em uma manhã cotidiana, um casal se senta à mesa de café da manhã. Enquanto conversam sobre sua relação, refletem sobre mudanças e planos para construir uma família.
 

Fluido
Eli Nunes | Brasil | 2021 | Performance documental | 12min
Escorrendo pelas beiradas, narrativas de corpos transmasculinos vazam pelas fissuras e tomam o centro da cena rubra de Fluido. Tais vozes embalam os movimentos que imprimem e pintam possibilidades de um corpo não binário, fluindo através de suas energias masculinas, femininas e tantas outras, a medida que sangra.
Classificação indicativa: 14 anos
 

Parto, mas volto
Lui Foito | Brasil | 2024 | Animação | 5 min.
Como uma carta que fabula com as sensações do nascimento de uma vida, nas suas mais diversas formas, a água de rio se transforma em líquido amniótico que sonda o primeiro respiro. Dar a luz significa parir nós mesmos, como gestar e transmutar a si.
Classificação indicativa da sessão: 14 anos.
Sessão Comentada

I MOSTRA URSANA FILMES
Programação

12/9, sexta-feira, 19h
 

Boulevard Arrudas
(Matheus Moura | Brasil | 2025 | Drama | 11 min)
Nilson, guia do Aquário Municipal de Belo Horizonte, Brasil, é um dos afetados pelas constantes inundações causadas pelas chuvas torrenciais e enchentes das bacias do Rio Arrudas, na cidade, que agora enfrenta o maior dilúvio da sua história.
 

Nosso Amigo Romário
(Antonio Pedroni | Brasil | 2025 | Fantasia | 19 min)
1994, interior de Minas Gerais, Brasil. A inércia dos últimos dias da vida de Francisco é rompida por uma visita inesperada.
 

Classificação indicativa: 12 anos
Sessão comentada

SESSÃO INFANTIL
Programação: 

6/9, sábado, 16h30
Branca de Neve e os Sete Anões
(Snow White and the Seven Dwarfs | Ben Sharpsteen/outros | EUA | 1939 | Animação/Fantasia | 83 min | Dublado)
Uma rainha má e bela resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve, a mais linda de todas. Mas o carrasco que deveria assassiná-la a deixa partir e, durante sua fuga pela floresta, encontra a cabana dos sete anões, que trabalham em uma mina e passam a protegê-la.
Classificação indicativa: livre


13/9, sábado, 16h30
Enrolados
(Tangled | Byron Howard/Nathan Greno | EUA | 2010 | Animação | 100 min | Dublado)
Quando o bandido mais procurado do reino, Flynn Rider, se esconde em uma torre, imediatamente se torna prisioneiro de Rapunzel, residente de longa data da torre. Dona de cabelos dourados mágicos com 21 metros de comprimento, ela está trancada há anos e quer a liberdade. A adolescente determinada faz um acordo com Flynn e, juntos, partem para uma aventura emocionante.
Classificação indicativa: livre

SESSÃO AZUL
Sobre a sessão:

Sessão para todos os públicos, com atenção especial às pessoas com transtorno do espectro do autismo. Na Sessão Azul, o ambiente é adaptado com meia-luz, som mais baixo e livre acesso à sala de cinema.

Filme

20/9, sábado, 16h30
A História sem fim
(Die Unendliche Geschichte | Wolfgang Petersen | Alemanha | 1984 |Aventura | 94 min | Dublado)
Quando o jovem Bastian pegou emprestado um livro misterioso, ele jamais sonhou que, ao virar uma página, seria levado a um mundo de fantasia.
 

Classificação indicativa: livre

SESSÃO ESPECIAL
Programação

4/9, quinta, 19h
Hutsulka Ksenya
(Гуцулка Ксеня | Olena Demyanenko | Ucrânia | 2019 | Comédia musical | 90 min)
Baseado na opereta homônima do compositor ucraniano Yaroslav Barnych. Ano 1939, poucas semanas antes da ocupação da Ucrânia Ocidental pelo exército soviético e do início da Segunda Guerra Mundial. Um grupo de americanos chega da América à cidade ucraniana de Vorokhta com uma importante missão: encontrar uma noiva para o jovem Yaro, americano de origem ucraniana. O pai do jovem deixou um testamento segundo o qual Yaro herdará um milhão de dólares se se casar com uma ucraniana que se orgulha da cultura ucraniana.


Classificação indicativa: livre


20/9, sábado, 19h
Os Homens que Eu Tive
(Tereza Trautman | Brasil | 1973 | Drama | 90 min)
Dodi é um cara de mente aberta que liberou sua esposa Piti para viverem em um casamento aberto. Quando um dos amantes de Piti se hospeda na casa dos dois, a moça se apaixona pelo rapaz e começa a manifestar um desejo de ir seguir sua vida.


Classificação indicativa da sessão: 18 anos
Sessão Comentada

19a CINEBH
Sobre a mostra

Em 2025, a CineBH chega a sua 19a edição, com uma programação voltada para o cinema latino-americano. No CST, as sessões acontecem entre os dias 24 e 28 de setembro. A programação completa pode ser conferida em https://cinebh.com.br/

Programação

24/9, quarta-feira
25/9, quinta-feira
26/9, sexta-feira
27/9, sábado
28/9, domingo

 
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Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 16h às 21h.

 

Endereço: Rua Estrela do Sul, Nº 89 - Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte - MG - CEP 31.010-240


Telefone: 31 3277 4699

Email: cst-fmc@pbh.gov.br 

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