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Acervo

atualizado em 25/09/2019 | 09:41

 

Homens posam para uma foto na sala durante inauguração do Museu em 1943
Inauguração do Museu Histórico de Belo Horizonte, em 1943 - Acervo MHAB

 

 

O Museu Histórico Abílio Barreto - MHAB, como museu da cidade de Belo Horizonte, constitui, preserva, pesquisa e comunica acervos históricos, toma a dinâmica urbana como objeto de investigação e promove o acesso do público aos bens culturais, incentivando sua participação como sujeito na construção da memória e do conhecimento sobre Belo Horizonte.


O acervo do MHAB é composto por cerca de 78 mil itens, divididos de acordo com os suportes: tridimensional, textual, iconográfico, bibliográfico e fotográfico. Esses objetos foram coletados ao longo dos anos dentro de linhas de recolhimento estabelecidas por orientação dos gestores da instituição e, recentemente, por comissão estabelecida para pensar na ampliação dos objetos colecionados pelo Museu.


A seleção inicial do acervo foi realizada a partir do entendimento que Abílio Barreto, primeiro diretor da instituição, tinha sobre a história. Em 1941, o Regulamento do Museu Histórico de Belo Horizonte  previa o recolhimento das “preciosidades históricas e artísticas” da Capital, divididas em duas seções: objetos remanescentes do Arraial de Belo Horizonte, antigo Curral del Rei, até a data de sua inauguração e peças relativas a Belo Horizonte. Nessa ocasião, foram recolhidos relatório da Comissão de Estudo das Localidades Indicadas para a Nova Capital, cadernetas de campo da Divisão de Estudos e Preparo do Solo da Comissão Construtora da Nova Capital - CCNC, projetos arquitetônicos e urbanísticos elaborados pela mesma comissão, pinturas representando o antigo arraial do Curral del Rei, recibos dos pagamentos das Obras, fotografias do antigo arraial do Curral del Rei e da Nova Capital, uniformes da Guarda Nacional, busto da República dos Estados Unidos do Brasil, locomotiva “Mariquinha” entre outros.


Dessa maneira, foram privilegiados documentos públicos, originados do mundo oficial. Foi feita uma seleção desses documentos e objetos, o que implicou em pesquisar e construir provas, ou seja, formar coleções com documentação comprobatória, em espaço museal. Os objetos históricos eram entendidos como relíquias ou provas autênticas do passado, as “preciosidades históricas” com o objetivo de conformar uma identidade para os habitantes da cidade. 


Até meados dos anos de 1950, a política de acervo do Museu Histórico de Belo Horizonte se enquadrava no modelo de museu sagrado à história e à pátria, destinado a formular uma representação da nacionalidade. Mário Lúcio Brandão, diretor da instituição entre 1955 e 1959 propôs uma ampliação do conceito da instituição, abarcando especializações diversas sobre o Estado de Minas Gerais.  Nessa ocasião,  foram incluídos na coleção do MHAB oratórios, crucifixo atribuído ao Mestre Piranga, relógios, equipamentos domésticos, bonde entre outros.


Entre 1993 e 2002, realizou-se o processo de “Revitalização do Museu”, com adoção de novas metodologias de tratamento do acervo e novas aquisições. Em consequência disso, em 2003, por portaria da Secretaria Municipal de Cultura, foi instaurada a Comissão Permanente de Política de Acervo do Museu Histórico Abílio Barreto (CPPA), responsável pela política de acervo da instituição, da avaliação da pertinência das doações e aprovação dos objetos que serão incorporados. A partir de então foram recolhidos objetos que buscavam complementar as coleções existentes. Destaca-se o coche de aluguel, cadeira do Cassino da Pampulha, mobiliário doméstico, entre outros.


Parte do acervo da instituição se encontra disposta nos jardins do MHAB, especialmente a Coleção Transporte - bonde, locomotiva, coche, elevador - bem como outros objetos de grande porte - esculturas banhista e caridade. No hall é possível visitar uma prensa que pertenceu à Imprensa Oficial, transferida ao Museu pelo Governo do Estado de Minas Gerais em outubro de 1944.