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Dia Mundial do Elefante

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12 de Agosto - Dia Mundial do Elefante (World Elephant Day)

 

dia mundial do elefante

Fotos: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

A data foi instituída com objetivo de proteger todas as espécies de elefantes e obter apoio para a conservação dos maiores mamíferos terrestres do planeta.

 

As principais ameaças a essa espécie são a caça predatória para obtenção do marfim, produto muito cobiçado pelo tráfico, bem como a perda e a fragmentação dos ambientes naturais. Com isso, torna-se cada vez mais importante chamar atenção para o que vem acontecendo com as espécies silvestres e seus habitats em todo o mundo.

 

O Zoológico de Belo Horizonte mantém sob os seus cuidados a espécie Loxodonta africana, que consta na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, na categoria “Em Perigo” (IUCN, 2025-2).

 

A Instituição apoia as ações de conservação em prol da espécie. Junte-se a nós! 

 

Abaixo, seguem uma atividade educativa e informações sobre a espécie para que você nos ajude nesse desafio de preservá-la, compartilhando conhecimento. 

 

Caça-palavras Dia Mundial do Elefante

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Elefante-africano

Loxodonta africana

African Elephant

 

Estado de conservação da espécie

Aparece na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, na categoria “Em Perigo” (IUCN, 2025-2).

 

A análise das estimativas de 334 localidades em toda sua área de ocorrência indica uma redução de mais de 50% da população continental nas últimas três gerações (75 anos), redução essa que é considerada contínua e provavelmente irreversível. Entretanto, a tendência não é espacialmente uniforme em todo o continente. Algumas subpopulações estão aumentando em quantidades estáveis, enquanto outras estão diminuindo bem mais rápido do que a taxa continental. Muitas subpopulações locais se extinguiram.

Principais ameaças

Tradicionalmente, a caça predatória para obtenção de marfim e de carne foi a principal causa de declínio populacional de elefante-africano na sua área de ocorrência. Embora a caça ilegal continue sendo um fator significativo em algumas áreas, principalmente na África Central, atualmente a perda e fragmentação de habitats causada pela contínua expansão da população humana e pela rápida substituição da vegetação nativa por pastagens e por campos agricultáveis constituem as principais ameaças à espécie. Esse fator contribui para o aumento do conflito entre seres humanos e elefantes, o que agrava ainda mais as ameaças a esses animais.

 

Além disso, por possuírem baixa taxa reprodutiva, já que a fêmea gera normalmente um filhote após uma gestação que dura cerca de dois anos, faz com que os danos a uma população sejam muito difíceis de serem revertidos.

Estratégias de conservação

O elefante-africano está listado no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) desde 1989.  No entanto, as populações de alguns países como Botsuana, Namíbia, África do Sul e Zimbábue voltaram ao Apêndice II dessa mesma Convenção. Vale esclarecer que as espécies incluídas no Apêndice I da CITES são consideradas ameaçadas de extinção e são ou podem ser afetadas pelo comércio, e as que são incluídas no Apêndice II são aquelas que, embora atualmente não se encontrem ameaçadas de extinção, poderão chegar a essa situação, a menos que o comércio esteja sujeito a regulamentação rigorosa.

 

Além disso, os países situados na área de distribuição da espécie estabeleceram um Plano de Ação e um Fundo para o elefante-africano. Este Plano de Ação tem os seguintes objetivos: reduzir o abate ilegal de elefantes e o comércio ilegal de produtos dessa espécie; manter os habitats dos elefantes e restaurar a conexão entre eles; reduzir o conflito entre seres humanos e elefantes; aumentar a conscientização em relação à conservação dos elefantes; reforçar o conhecimento dos países da área de distribuição da espécie sobre o estado das suas populações e seus habitats; reforçar a cooperação entre os países da área de distribuição da espécie; aumentar a cooperação com as comunidades que compartilham a terra e os recursos com os elefantes-africanos e executar eficazmente esse Plano.

 

As instituições que mantêm esses animais sob cuidados humanos, como os zoológicos que têm condições de lhes oferecer elevados níveis de bem-estar, exercem um papel fundamental na conservação integrada da espécie. Dentre as várias ações desenvolvidas nesses locais, vale destacar as pesquisas científicas em diversas áreas, o que tem possibilitado conhecê-los melhor. Outra contribuição importante é a sensibilização das pessoas para essa causa.

Ocorrência

Atualmente, ocorre principalmente no centro e sul da África. Vive em vários tipos de habitats, incluindo florestas densas, savanas abertas, pântanos, matas espinhentas e matas semidesérticas.

Características

O elefante-africano é o maior mamífero terrestre vivente. Chega a quatro metros de altura e o peso varia de quatro a sete toneladas e meia. É muito ágil e ótimo nadador.

 

A tromba desse animal consiste em um prolongamento do nariz e do lábio superior e se caracteriza pela sua mobilidade, sensibilidade e, especialmente, pela capacidade de apanhar objetos. Trata-se de um órgão ao mesmo tempo tátil, olfativo e preênsil. Suas presas são formadas pelo grande desenvolvimento do segundo par de dentes incisivos superiores (marfim).

 

Possui olhos pequenos, embora a visão seja bastante desenvolvida; as orelhas são muito grandes e em forma de abano; a audição e o olfato são excelentes. Tem quatro unhas fortes, largas e aplainadas nas patas anteriores e três nas posteriores. Possui uma vocalização bastante sonora, que se assemelha a um trombone quando enfurecido.

 

Poucos machos vivem mais de 50 anos, enquanto as fêmeas, por vezes, ultrapassam os 60 anos.

Hábitos

Não existe um período do dia em que se concentra a maior parte das atividades, mas alguns estudos mostram que nas primeiras horas da manhã a sua atividade é muito reduzida.

 

Vive em manadas constituídas geralmente de 15 a 25 indivíduos: fêmeas, machos jovens e filhotes, liderados por uma fêmea adulta entre as mais velhas e experientes. Quando a matriarca morre, é abatida ou removida. O grupo tende a se dividir e cada uma das filhas forma um novo grupo matriarcal próprio, ou juntam-se a outros grupos que normalmente mantêm contato social próximo.

 

Esses animais seguem rotas migratórias definidas em busca de água e alimentos. É muito habilidoso e inteligente. Comunica-se por meio de mais de 33 tipos de chamados e muitos são infrassons, ou seja, ondas sonoras extremamente graves e com frequência abaixo de 20Hz. Esses são percebidos pelos indivíduos da espécie a longas distâncias e é com a ajuda deles que os machos em idade reprodutiva localizam as manadas nos períodos de acasalamento.

 

Para refrescar, primeiro banham-se na água e depois se cobrem de lama fresca. Essa estratégia serve também para proteger a sua pele contra o ressecamento, das picadas de insetos e de ectoparasitos. Possuem a capacidade de regular a temperatura do corpo com auxílio de suas orelhas, que são grandes e dispõem de uma rede complexa de vasos sanguíneos, e, quando o animal as abana, o sangue que as irriga chega a resfriar em 5°C.

Alimentação

Alimenta-se de gramíneas, cascas, raízes, folhas e frutos de árvores e de arbustos. Pode consumir até 225kg de alimento por dia. No período das chuvas, tem a sua alimentação baseada predominantemente em pastagem, passando, na época da seca, para uma alimentação a base de folhas de árvores e arbustos (browsing).

Reprodução

Os acasalamentos podem ocorrer durante o ano todo, embora exista um pico durante a época das chuvas.

 

A gestação tem duração de cerca de 22 meses, mas pode variar de 17 a 25 meses. Nasce normalmente um único filhote, mas pode acontecer de nascerem gêmeos. O recém-nascido pesa de 90 a 120 Kg e pode levantar-se 30 minutos após o nascimento. O filhote é amamentado durante dois a três anos.

 

Em geral, os machos deixam o seu grupo familiar por volta dos 14 anos, já as fêmeas permanecem com suas mães enquanto ambas estiverem vivas. Isso possibilita a formação de grupos matriarcais com relacionamentos complexos.

 

O período de atividade sexual dos machos, denominado “musth”, é um período anual durante o qual o nível de testosterona circulante no sangue dos machos está muito elevado. Pode durar semanas ou meses, dependendo da idade e da condição física do indivíduo. O momento certo depende da sua posição hierárquica. O macho dominante entra em atividade sexual no auge da estação reprodutiva, quando grande número de fêmeas entra em cio. Em populações naturais, os machos experimentam pela primeira vez o “musth” quando têm entre 25 a 30 anos. A duração desse período aumenta conforme ficam mais velhos – de poucos dias a algumas semanas para animais nessa faixa etária, e de dois a quatro meses para animais com mais de 40 anos.

 

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