Você sabe o que é a Febre Maculosa?
A febre maculosa brasileira é uma doença grave, transmitida ao homem pela picada do carrapato-estrela, infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. O carrapato se alimenta do sangue de animais, como cavalos, bois, cães e capivaras.
É de extrema importância que sejam tomados cuidados preventivos, especialmente nos períodos secos, quando é mais comum a proliferação do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. Por isso, a atenção deve ser redobrada ao realizar-se passeios ao ar livre, sejam em áreas públicas, como parques municipais, estaduais e federais, ou mesmo em áreas particulares, como sítios, chácaras e fazendas.
Onde ocorre a febre maculosa?
Os casos da doença são mais comuns nas áreas rurais, mas recentemente os casos da doença têm sido registrados nas áreas urbanas de várias cidades do Brasil, relacionados às atividades de lazer e trabalho.
Entenda os sintomas, diagnóstico e tratamento.
- Posso frequentar os parques municipais de BH?
Assim como em quaisquer áreas com vegetação, presença de fauna e circulação de animais, existe a possibilidade de ocorrência de carrapatos nos parques. No entanto, não há impeditivos para visitas a essas áreas verdes, desde que as medidas preventivas sejam adotadas pelos frequentadores.
Medidas preventivas e de controle também são adotadas pela administração dos parques municipais em BH a fim de evitar a presença de animais domésticos de vida livre (que não têm tutores) ou silvestres não nativos nas áreas em que possam contribuir para infestações de carrapatos.
Além disso, desde 2017, em alinhamento e apoio às políticas sanitárias estabelecidas pela Secretaria Municipal de Saúde, se for identificada a necessidade, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) realiza campanhas educativas preventivas nos parques, com distribuição de material informativo, sinalização dos espaços com informes de medidas de segurança a serem adotadas, entre outras ações.
As medidas já adotadas para prevenção de incêndios também contribuem para um ambiente menos propício para a proliferação de carrapatos. Dentre elas, está a manutenção dos gramados dos parques – nas áreas de uso público – sempre em níveis baixos, por meio de podas regulares e a irrigação regular, que ajuda a impedir a infestação. As roçadas constantes são feitas não somente nos gramados, mas também nas áreas de capim.
- Há capivaras no Parque Ecológico da Pampulha (PEP)?
Embora frequentemente associadas à febre maculosa, as capivaras não são transmissoras da doença. A infecção ocorre apenas pela picada do carrapato contaminado. As capivaras fazem parte da fauna brasileira e desempenham papel ecológico nos ambientes naturais. A prevenção deve estar voltada para a redução do contato com carrapatos e para a conscientização da população sobre os cuidados necessários em áreas onde esses parasitas podem estar presentes.
É importante esclarecer ainda que as capivaras não conseguem ter acesso à área interna do PEP. Em 2013, mesmo antes do trabalho de esterilização para controle populacional das capivaras na região da Pampulha, conduzido pela PBH, a FPMZB realizou, como medida preventiva, o cercamento da área limite do parque, impedindo o acesso de capivaras à área de uso público dos visitantes do parque.
- O que fazer ao encontrar um carrapato em algum parque?
No caso de o visitante identificar a presença de algum carrapato dentro dos parques, ele deve informar, se possível no mesmo momento da identificação, à administração da unidade, para imediato acionamento da equipe de Zoonoses da Regional. É importante não matar o carrapato por esmagamento, pois pode dispersar as bactérias e ovos. De preferência retirar com pinça e luvas, o carrapato pode ser acondicionado em um recipiente e pode ser encaminhado para a Zoonoses para identificação da espécie.
- Como prevenir-se?
Ambientes com vegetação e presença de animais, como cavalos, capivaras e cães, tais como beira ou orla de lagoas, parques ou reservas ecológicas e áreas de gramados, são favoráveis à infestação de carrapatos. Portanto, nestes locais, previna-se:
- Use roupas de cor clara e calçados fechados, preferencialmente com meias brancas e de cano longo, para facilitar a visualização do carrapato;
- Evite sentar-se e deitar-se em gramados nas atividades de lazer, como caminhadas, piqueniques, pescarias e prática de slackline;
- Use equipamentos de proteção individual nas atividades ocupacionais (capina e limpeza);
- Mantenha os terrenos e gramados capinados rente ao solo, facilitando a penetração dos raios solares;
- Aplique carrapaticidas em cães e cavalos, segundo recomendação do médico veterinário.
- Recomendações importantes
- Evite frequentar áreas infestadas por carrapatos;
- Examine seu corpo cuidadosamente a cada duas horas, pelo menos, porque o carrapato necessita de algum tempo aderido à pele para transmitir a bactéria;
- Verifique atentamente o corpo das crianças;
- Atividades que envolvam o contato direto com o cavalo, sejam de lazer (equitação, cavalgada e equoterapia) ou trabalho, requerem especial atenção;
- Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado em sua pele. Se possível utilize luvas e pinças. Evite esmagar os carrapatos para não se contaminar;
- Caso tenha sido picado por carrapatos e apresente sintomas da doença (febre alta, dor de cabeça, dor no corpo), procure imediatamente o serviço de saúde e relate este contato ao médico, para que ele possa avaliar a possibilidade de ser um caso de febre maculosa.