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Dia Mundial do Leão

criado em 03/08/2021 - atualizado em 12/08/2021 | 10:59

10 de Agosto - Dia Mundial do Leão (World Lion Day)

 

DIA MUNDIAL LEÃO

 

Essa data foi criada com objetivo de sensibilizar as pessoas para a importância de se proteger o habitat desse felídeo e obter apoio para a conservação da espécie (Panthera leo), que aparece na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, na categoria “Vulnerável” (IUCN, 2021-1).

 

Por ser um predador do topo da cadeia alimentar, o leão desempenha um importante papel nos ecossistemas onde ocorre: o deslocamento desse animal pelo ambiente ajuda a modelar o número e o tipo de plantas e animais que ali vivem. Além disso, os leões contribuem para a diminuição de doenças infecciosas, uma vez que são responsáveis pela eliminação de indivíduos mais vulneráveis, garantindo assim um ambiente saudável.

 

Por tudo isto, nada mais justo do que um dia para lembrar a importância desse felídeo para o planeta.

 

O Zoológico de Belo Horizonte/Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica apoia essa ideia! Junte-se a nós! Nesse link, disponibilizamos uma máscara de leão (versão para colorir e versão já colorida) para que você possa celebrar conosco a caráter! Aproveite e compartilhe nas suas redes sociais, marcando a #prefeituradebelohorizonte

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LEÃO
Panthera leo
Lion

 

Características

Trata-se do único felídeo a apresentar juba, que é formada por longos e densos pelos que ficam na parte de trás da cabeça e em volta do pescoço. Somente os machos a possuem e sua função parece ser de proteção do pescoço em caso de briga com outros indivíduos e, também, para que o animal pareça mais imponente na conquista das fêmeas e na liderança do grupo.

 

O macho adulto chega a pesar 250Kg e medir 2,5 metros de comprimento. As fêmeas são menores, podendo atingir 1,75 metros de comprimento e pesar 182Kg.

 

Estado de conservação da espécie

Aparece na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção, na categoria “Vulnerável” (IUCN, 2021-1).

 

Estima-se que a população de leões sofreu uma redução de cerca de 43% nos últimos 21 anos (aproximadamente três gerações, 1993-2014). Essa estimativa baseou-se na análise temporal dos dados do censo para 47 subpopulações relativamente bem monitoradas.

 

Ocorrência

Em tempos passados era encontrado no sudoeste da Ásia e em quase toda África. Atualmente, as populações sobreviventes vivem, principalmente, em Parques Nacionais, criados na África Oriental e numa reserva da Índia.

 

Alimentação

Essencialmente carnívoro, o leão pode comer qualquer animal que possa apanhar e matar. Tem preferência por gnus, impalas, girafas, búfalos, porcos selvagens e zebras.

 

As fêmeas caçam para o grupo, cercando a presa até que ela não consiga escapar. Depois dividem a caça com os machos e com os filhotes.

 

Hábitos

É o mais sociável dos felídeos, podendo formar grupos de até 20 indivíduos.

 

Mesmo sendo muito maiores que as fêmeas, os machos caçam apenas enquanto não possuem um grupo. A partir do momento que assume o comando de um grupo, o macho reserva sua energia para combater outros leões, possíveis invasores. Quando um macho estranho invade o território de determinado grupo, o macho dominante tenta expulsá-lo com uma demonstração de força. Se não surtir efeito, os dois se enfrentam.

 

Os leões possuem nove vocalizações distintas, incluindo uma série de grunhidos que aparentemente denotam satisfação. Seu urro é breve e é emitido após o pôr do sol, quando em perseguição à presa e após a refeição. Aparentemente tem, também, função de defesa do território.

 

Reprodução

Os acasalamentos podem ocorrer em qualquer época do ano, mas as fêmeas de um mesmo grupo tendem a parir mais ou menos na mesma época, inclusive se ajudando nos cuidados com os filhotes.

 

O período de gestação é de três a quatro meses, e nascem de um a seis filhotes. Estes são amamentados até o sexto ou sétimo mês de vida. A partir do 11º mês de vida, os filhotes começam a acompanhar as caçadas, mas até os dois anos e meio de idade, são dependentes dos adultos para sobreviverem.

 

A espécie atinge a maturidade sexual aos três ou quatro anos. A partir daí, as fêmeas permanecem com o grupo, mas os machos são expulsos pelo macho dominante. Os machos jovens perambulam em grupos, até conseguirem assumir o comando do seu próprio grupo e se acasalarem.

 

Principais ameaças

A destruição do habitat faz com que várias populações se tornem pequenas e isoladas e pode levar à redução ou ao esgotamento da base de presas. Outro ameaça é a caça, tanto esportiva quanto para obtenção de partes do corpo (que são utilizadas na medicina tradicional) e, também, a perseguição a essa espécie, por atacar rebanhos. Outro fator é a transmissão de doenças por animais domésticos. Isto acontece, cada vez mais, devido à expansão das atividades humanas nas áreas de ocorrência dos leões.

 

Estratégias de conservação

Essa espécie aparece relacionada no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES) desde o ano de 1975.

 

Vale destacar, também, que foram desenvolvidas Estratégias de Conservação para a Espécie, tanto na África Ocidental e Central quanto na África Oriental e Sul. A Estratégia de Conservação na África Ocidental e Central visa a redução do conflito humano-animal, a conservação do habitat e o aumento da base de presas selvagens da espécie. Já a Estratégia de Conservação na África Oriental e Sul têm como principais objetivos o desenvolvimento e a implementação de mecanismos que possibilitem a expansão do uso da terra integrado aos animais selvagens, de maneira harmônica. Além disso, a maioria dos estados dessas regiões possui uma infraestrutura que apoia o turismo sustentável para apreciação da vida selvagem e, dessa forma, gera-se uma receita monetária significativa para o gerenciamento dos parques e das comunidades locais, constituindo um incentivo para a preservação dessas áreas naturais e a implantação de outras.

 

É importante, também, a realização de avaliações periódicas da necessidade de se estabelecer um programa de conservação ex situ como parte de uma estratégia integrada de conservação para a espécie, que preveja o fornecimento de indivíduos para futuros projetos de reintrodução.

 

Atualmente, as instituições que mantêm leões sob cuidados humanos, como os zoológicos, desenvolvem ações de educação para conservação que possibilitam a conexão das pessoas a esses animais, uma contribuição valiosa na luta para proteger a espécie da extinção.