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Plantas medicinais, aromáticas e tóxicas e Jardim Raízes

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Fotos: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH – Veja mais

 

O Jardim de Plantas Medicinais, Aromáticas e Tóxicas, juntamente com o Jardim Raízes, ocupa uma área de 1.000 m² destinada à coleção de espécies com relevância terapêutica, culinária, de potencial citotóxico e/ou sagradas para os povos de religiões afrobrasileiras. 

 

O objetivo de manter os dois jardins é evidenciar a importância do acervo no contexto da preservação, para salvaguardar os saberes tradicionais e o conhecimento científico atrelados à utilização dessas plantas pelo ser humano. 

 

Pela diversidade de espécies que representam o uso medicinal e/ou litúrgico das plantas, o espaço foi dividido em canteiros temáticos, a fim de facilitar a compreensão dos visitantes. 

 

São destaque no Jardim de Plantas Medicinais, Aromáticas e Tóxicas e no Jardim Raízes:

 

Espinheira–santa

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Maytenus truncata 

Família: Celastraceae

Origem: Brasil

Essa planta é considerada ornamental pela semelhança de suas folhas e frutos com o “azevinho” usado nas decorações de Natal no hemisfério norte. Na fitoterapia é usada no tratamento de úlceras estomacais com confirmação científica pela Central de Medicamentos do Ministério da Saúde do Brasil. Por ser morfologicamente parecida com outras espécies que podem causar danos à saúde, a indicação e as formas de uso deverão ser feitas por profissionais habilitados.

 

Coração-magoado

Nome científico: Iresine herbstii

Família: Amaranthaceae

Origem: América do Sul

Suas folhas têm o formato de coração, são roxas com nervuras vermelhas e rosadas. Os ramos também são vermelhos e semelhantes ao sistema vascular humano. Na “Doutrina dos sinais” é usada para tratamento de doenças do coração. Estudos farmacológicos mostraram que essa planta tem efeito cicatrizante e acelera o processo de reparação de ferida aberta em pele de rato. Pode ser tóxica ao organismo humano quando usada sem acompanhamento de profissional habilitado.

 

Calêndula

Nome científico: Calendula officinalis

Família: Asteraceae

Origem: Ilhas Canárias e região Mediterrânea

A calêndula é usada no tratamento da acne, como bactericida, antisséptico e anti-inflamatório. Na Espanha era considerada uma planta mágica. Para obter proteção contra todos os perigos, os feiticeiros aconselhavam usar um talismã de calêndulas colhidas quando o sol estivesse entrando no signo de virgem, embrulhadas junto com um dente de lobo e várias flores de louro.

 

Babosa

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Aloe vera

Família: Aloaceae

Origem: Mediterrâneo, Ilha da Madeira e Ilhas Canárias

A babosa é uma das plantas de uso tradicional mais antigas que se conhece, inclusive pelos judeus, que costumavam envolver os mortos em lençol embebido no sumo desta planta para retardar a putrefação e encobrir o cheiro da morte. A babosa foi um dos ingredientes secretos da beleza de Cleópatra. É usada no tratamento dos cabelos para dar brilho e força. O uso como cicatrizante é confirmado cientificamente, sendo necessários critérios de utilização. Quando ingerida pode provocar nefrite e problemas digestivos.

 

Espada-de-são-jorge

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Dracaena trifasciata

Família: Asparagaceae

Origem: África Ocidental

Suas folhas são eretas, rígidas e em formato de espada. Apresentam cores diferentes, dependendo da variedade, mas geralmente em tons de verde-escuro com faixas transversais de verde-claro, amarelo ou prateado. É uma das plantas mais populares e resilientes, cultivadas em ambientes internos e externos. Além de sua beleza ornamental e facilidade de cuidado, a espada-de-são-jorge é amplamente reconhecida por sua capacidade de purificar o ar, removendo toxinas como benzeno, formaldeído, tricloroetileno e xileno, tornando-a uma excelente escolha para melhorar a qualidade do ambiente em casas e escritórios. Sua popularidade também se deve às crenças populares de que ela atrai prosperidade e afasta energias negativas, o que a torna um elemento comum em muitas residências brasileiras.

 

Arruda

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Ruta graveolens

Família: Rutaceae

É muito tóxica quando ingerida: pode provocar queimaduras na pele e morte em mulheres grávidas. Na Idade Média, era considerada uma proteção poderosa contra as feiticeiras; e nos tribunais ingleses do séc. XVII, ramos de arruda eram colocados nos bancos para evitar as doenças de cadeira. A arruda é usada em banhos para combater todos os tipos de mau-olhado. Os ladrões que roubavam as vítimas da peste negra protegiam-se com o chamado “vinagre dos quatro ladrões”, que tinha em sua composição a arruda.

 

Alfavaca-cravo

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Ocimum gratíssimo L.

Família: Lamiaceae

Origem: Oriente

A alfavaca é uma planta aromática e tem ação no organismo humano como expectorante, bactericida e analgésico. Dentre as ações biológicas observadas, ela age como larvicida e repelente de insetos. Por seu sabor e odor semelhantes ao cravo da índia, é usada como condimento na culinária.

 

Pata-de-vaca, unha-de-anta, pé-de-boi, unha-de-veado

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Bauhinia forficata 

Família: Fabaceae

Origem: Brasil

Árvore espinhenta semidecídua de copa aberta, com tronco um pouco canelado e de cor clara, de 5-9 metros de altura. Folhas simples, coriáceas, divididas até acima do meio com aspecto de uma pata de vaca, de 8-12 centímetros de comprimento. Flores brancas, dispostas em racemos axilares. Os frutos são vagens achatadas e deiscentes. Suas folhas têm atividade hipoglicemiante, mas apenas um profissional da saúde deve recomendar o uso. Essa planta é muito confundida com outras espécies do mesmo gênero, que podem ser mais prejudiciais ainda para a saúde.

 

Acocô, akoko

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Newbouldia laevis

Família: Bignoniaceae

Origem: África Tropical Ocidental e Central

Arbusto perene ou pequena árvore de crescimento rápido. Atinge de 3 a 8 metros de altura no oeste de sua área de distribuição, mas pode atingir até 20 metros de altura no leste. O tronco pode ter até 90 centímetros de diâmetro, mas geralmente é menor. As flores do acocô são um de seus maiores atrativos: surgem em cachos densos e vistosos, de cor rosa-púrpura ou lilás, com garganta amarelada, que contrastam lindamente com a folhagem. Essas flores são seguidas por frutos capsulares alongados. Além do valor ornamental, é muito valorizada na medicina tradicional africana, onde diversas partes da planta são usadas para tratar uma variedade de condições. Sua adaptação a diferentes tipos de solo e sua resiliência a tornam uma excelente opção para paisagismo em climas tropicais, adicionando cor e imponência a jardins e espaços públicos. A árvore tem uma variedade de usos medicinais locais, para os quais é coletada na natureza.