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Palmeiras

atualizado em 27/03/2018 | 09:12

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As Arecaceas são uma das famílias botânicas mais importantes em razão de sua ampla distribuição, abundância nos mais diversos ecossistemas e, principalmente, da diversidade de usos e importância sócio-cultural, ambiental e econômica de um grande número de espécies. A palavra palma é de origem remota. Os povos itálicos aplicavam-na a tamareira (Phoenix dactilifera) da África Mediterrânea e do Oriente Médio. Os gregos chamavam-na fóinix palavra de origem fenícia que, por influência árabe e aramaica, foi aplicada à antiga cidade turca Palmira, com o significado de “cidade onde havia palmas”. No Jardim de Palmeiras estão cultivados exemplares de palmeiras brasileiras como os butiás (Butia spp.), licuris e gerivás (Syagrus spp.). Você também poderá admirar côco da Bahia e dendezeiro.

 

Jerivá

Nome científico: Syagrus romanzoffiana

Origem: Nos estados do Sul, onde ocorre com grande freqüência e nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Apresenta grandes variações morfológicas regionais e ocorre em varias formações vegetais. Ocorre ainda no Paraguai, Argentina e Uruguai.
O Caule é simples de 8 a 15m de altura e 35 a50 m de diâmetro. Folhas arqueadas. Frutos globosos, de cor amarela quando maduros. Palmeira altamente decorativa, muito usada no paisagismo, principalmente no sul do país, é a palmeira nativa mais cultivada. É resistente a geadas assim como ao transplante, mesmo quando adulta. Frutos apreciados pela fauna.

 

Coqueiro-da-praia; côco da Bahia

Nome científico: Cocos nucifera L.
Origem: A origem desta espécie até hoje é uma incógnita, fato raro entre as palmeiras. Alguns autores citam a origem da espécie no Istmo do Paraná. Henderson, Lorenzi, entre outros autores, citam em seus livros como de origem brasileira, onde ocorre espontaneamente na costa atlântica nordeste, principalmente entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, na restinga.
Cocos nucifera é uma palmeira bastante difundida em todo o mundo de tronco simples, ereto ou levemente curvado, irregularmente anelado, de até 20m de altura. Seus preciosos frutos são grandes, ovóides, fibrosos, variáveis em cor e forma. Existem as variedades anã e gigante, além de híbridas.
É a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo. O endosperma maduro, usado como alimento, é também matéria-prima de muitos produtos. As fibras do mesocarpo são utilizadas na indústria têxtil para obtenção de cordas, capachos, esteiras, estofados, etc. Do endosperma líquido, imaturo, se retira a água-de-coco. Espécie amplamente utilizada no paisagismo e cultivada nos trópicos.


Caiué; dendê-do-pará

Nome científico: Elaeis oleifera (Kunth) Cortés
Origem: No Amazonas, nas margens do rio Madeira, onde forma grandes colônias. Ocorre também na América Central, desde Honduras até o Panamá e na América do Sul, da Venezuela até o Equador.
O gênero Elaeis possui somente duas espécies, sendo uma americana e outra africana. As plantas possuem caule solitário, muito grosso e desprovido de palmito no topo. As inflorescências masculinas e femininas são separadas e nunca ocorrem simultaneamente. E. oleifera possui caule de 1-6m de altura e 30-40 cm de diâmetro, com aspecto grosseiro e marcado pela cicatrizes das folhas já caídas. Folhas pinadas, arqueadas, planas, de 2,5-3,5m de comprimento, pinas lineares. Pecíolo longo e coberto por espinhos fortes e recurvados nas margens. Os frutos de mesorcapo alaranjado são ricos em caroteno, calorias e vitaminas A. A torta do fruto é utilizada na composição de rações para animais. É também empregada na composição de cremes para cabelo e na produção de óleo comestível.