Pular para o conteúdo principal

Palmeiras

criado em - atualizado em
Fotos: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH – Veja mais

 

As palmeiras pertencem às Arecaceas, uma das famílias botânicas mais importantes em razão de sua ampla distribuição, abundância nos mais diversos ecossistemas e, principalmente, da diversidade de usos e relevância sociocultural, ambiental e econômica de um grande número de espécies. 

 

A palavra palma é de origem remota. Os povos itálicos aplicavam-na à tamareira (Phoenix dactilifera) da África Mediterrânea e do Oriente Médio. Os gregos chamavam-na phoínix, palavra de origem fenícia que, por influência árabe e aramaica, foi aplicada à antiga cidade turca Palmira, com o significado de “cidade onde havia palmas”. 

 

No Jardim de Palmeiras, estão cultivados exemplares de palmeiras brasileiras como os butiás (Butia spp.), licuris e gerivás (Syagrus spp.). Há também coco-da-baía e dendezeiro. 

 

São destaque no Jardim das Palmeiras:

 

Jerivá

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Syagrus romanzoffiana

Família: Arecaceae

Origem: É nativa dos estados do sul, onde ocorre com grande frequência, e dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

A espécie apresenta grandes variações morfológicas regionais e ocorre em várias formações vegetais. Também é encontrada no Paraguai, Argentina e Uruguai.

O caule é simples, de 8 a 15 metros de altura e 35 a 50 centímetros de diâmetro. Possui folhas arqueadas e frutos globosos, de cor amarela quando maduros. Palmeira altamente decorativa, muito usada no paisagismo, principalmente no sul do país, é a palmeira nativa mais cultivada. É resistente a geadas assim como ao transplante, mesmo quando adulta. Frutos apreciados pela fauna.

 

Coqueiro-da-praia; coco-da-baía

Nome científico: Cocos nucifera 

Família: Arecaceae

Origem: A origem desta espécie até hoje é uma incógnita, fato raro entre as palmeiras. Alguns autores citam que ela é nativa do Istmo do Paraná. Henderson, Lorenzi, entre outros autores, a citam em seus livros como de origem brasileira, onde ocorre espontaneamente na costa atlântica nordeste, principalmente entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, na restinga.

Cocos nucifera é uma palmeira bastante difundida em todo o mundo, de tronco simples, ereto ou levemente curvado, irregularmente anelado, de até 20 metros de altura. Seus preciosos frutos são grandes, ovoides, fibrosos, variáveis em cor e forma. Existem as variedades anãs e gigantes, além de híbridas.

É a palmeira de maior importância econômica em todo o mundo. O endosperma maduro, usado como alimento, é também matéria-prima de muitos produtos. As fibras do mesocarpo são utilizadas na indústria têxtil para obtenção de cordas, capachos, esteiras, estofados, etc. Do endosperma líquido, imaturo, se retira a água de coco. Espécie amplamente utilizada no paisagismo e cultivada nos trópicos.


Dendê-do-pará; Caiaué

Foto: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH

 

Nome científico: Elaeis oleífera

Família: Arecaceae

Origem: É nativa do estado do Amazonas, nas margens do rio Madeira, onde forma grandes colônias. Ocorre também na América Central, desde Honduras até o Panamá e na América do Sul, da Venezuela até o Equador.

O gênero Elaeis possui somente duas espécies, sendo uma americana e outra africana. As plantas possuem caule solitário, muito grosso e desprovido de palmito no topo. As inflorescências masculinas e femininas são separadas e nunca ocorrem simultaneamente. E. oleifera possui caule de 1-6 metros de altura e 30-40 centímetros de diâmetro, com aspecto grosseiro e marcado pelas cicatrizes das folhas já caídas. Apresenta folhas pinadas, arqueadas, planas, de 2,5-3,5 metros de comprimento e pinas lineares. O pecíolo é longo e coberto por espinhos fortes e recurvados nas margens. Os frutos têm o mesocarpo alaranjado e são ricos em caroteno, calorias e vitamina A. A polpa do fruto é utilizada na composição de rações para animais. É também empregada na composição de cremes para cabelo e na produção de óleo comestível.