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Plantas da estufa de Mata Atlântica

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Fotos: Suziane Brugnara - FPMZB/PBH – Veja mais

 

A Mata Atlântica é formada por um conjunto de formações florestais e ecossistemas associados que se estendiam originalmente por aproximadamente 1.300.000 km² em 17 estados do território brasileiro. 

 

Hoje os remanescentes de vegetação nativa estão reduzidos a cerca de 22% de sua cobertura original e sua área é considerada altamente prioritária para a conservação da biodiversidade mundial. Em Minas Gerais, está representada principalmente pela floresta estacional semidecidual. 

 

Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 35% das espécies existentes no Brasil). Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, tem importância vital para aproximadamente 120 milhões de brasileiros que vivem em seu domínio, onde são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro, prestando importantíssimos serviços ambientais. 

 

Esta estufa, constituída principalmente por espécies de sub-bosque, procura retratar um pouco desta imensa diversidade de árvores, arbustos e epífitas, promovendo o conhecimento e a valorização do bioma.

 

Algumas espécies cultivadas nesta estufa:

 

Camecostus

Nome científico: Chamaecostus cuspidatus

Família: Costaceae

Distribuição geográfica: É uma espécie rara, encontrada nos estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. 

Erva ereta rizomatosa, de aspecto suculento, com 20-50 centímetros de altura. Apresenta inflorescência terminal com 1-12 flores grandes, de cor amarelo-alaranjada, de florescimento decorativo. O período de floração ocorre de outubro a dezembro. Nos meses de julho a agosto observa-se dormência nos indivíduos cultivados. Integra a lista de espécies ameaçadas do Brasil.

 

Heliconia chapéu-de-bispo

Nome científico: Heliconia episcopalis 

Família: Heliconiaceae

Origem: América do Sul

Herbácea ereta, rizomatosa, entouceirada, com 1,50-2,50 metros de altura, de folhagem e florescimento decorativo. Encontrada na natureza próxima aos cursos d´água, essa planta tolera desde sol pleno a áreas com sombra moderada. Sua inflorescência típica, ereta, de brácteas amarelas imbricadas lembra a mitra episcopal – daí o nome popular e o epíteto específico.

 

Heliconia

Nome científico: Heliconia angusta

Família: Heliconiaceae

Origem: Espécie endêmica do Brasil, ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica na região nordeste (Bahia) e sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro).

Herbácea ereta, rizomatosa, entouceirada, com 1,20-1,70 metro de altura, de florescimento decorativo. Encontra-se na lista de espécies ameaçadas do Brasil.

 

Palmiteiro, palmito-jussara, palmito-juçara 

Nome científico: Euterpe edulis 

Família: Arecaceae

Distribuição geográfica: ocorre nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Mata Atlântica, nas regiões nordeste, centro-oeste, sudeste e sul do Brasil.

A palmeira pode atingir até 20 metros de altura na idade adulta, possui tronco reto, cilíndrico, sem brotação na base. No Brasil, várias palmeiras produzem palmito comestível, entre elas a espécie mais conhecida e apreciada é a Euterpe edulis. Por seu alto valor econômico como alimento, é um dos produtos mais explorados na Mata Atlântica e está na lista das espécies ameaçadas do Brasil.