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Plantas da estufa de Mata Atlântica

atualizado em 27/03/2018 | 08:40

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A Mata Atlântica é formada por um conjunto de formações florestais e ecossistemas associados, que se estendiam originalmente por aproximadamente 1.300.000 km² em 17 estados do território brasileiro. Hoje os remanescentes de vegetação nativa estão reduzidos a cerca de 22% de sua cobertura original e são consideradas áreas altamente prioritárias para a conservação da biodiversidade mundial. Em Minas Gerais, está representada principalmente pela floresta estacional semidecidual. Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 35% das espécies existentes no Brasil). Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, tem importância vital para aproximadamente 120 milhões de brasileiros que vivem em seu domínio, onde são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro, prestando importantíssimos serviços ambientais. 



Esta estufa, constituída principalmente por espécies de sub-bosque, procura retratar um pouco desta imensa diversidade de árvores, arbustos e epífitas, promovendo o conhecimento e a valorização do Bioma.

 

Esta estufa está em fase de estudos para reforma de sua estrutura e de sua exposição.

 

Veja algumas espécies cultivadas nesta estufa:



Camecostus

Chamaecostus cuspidatus (Nees & Mart.) C. Specht & D. W. Stev.
Família: Costaceae
Erva ereta rizomatosa, de aspecto suculento, com 20-50 cm de altura. Apresenta inflorescência terminal com 1-12 flores grandes, de cor amarelo-alaranjada, de florescimento decorativo. O período de floração ocorre de outubro a dezembro. Nos meses de julho a agosto observou-se a dormência nos indivíduos cultivados. Distribuição geográfica: É uma espécie rara, com distribuição conhecida para os estados da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Encontra-se na lista de espécie ameaçadas do Brasil.

 

 

Heliconia Chapéu de Bispo

Espécie: Heliconia episcopalis Vell 
Família: Heliconiaceae
Origem: América do Sul
Herbácea ereta, rizomatosa, entouceirada, com 1,50-2,50 m de altura, de folhagem e florescimento decorativo. Encontrada na natureza próxima aos cursos d´água, esta planta tolera desde sol pleno a áreas com sombra moderada. Sua inflorescência típica, ereta, de brácteas amarelas imbricadas lembrando a mitra episcopal – daí o nome popular e o epíteto específico.

 

 

Heliconia

Espécie: Heliconia angusta Vell 
Família: Heliconiaceae
Herbácea ereta, rizomatosa, entouceirada, com 1,20-1,70 m de altura, de florescimento decorativo. Espécie endêmica do Brasil, ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica na região Nordeste (Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro). Encontra-se na lista de espécie ameaçadas do Brasil.

 

 

Palmiteiro Juçara ou Jussara ou Jiçara

Espécie: Euterpe edulis Mart. 
Família: Arecaceae
Distribuição geográfica: ocorre nos Domínios fitogeográfico do Cerrado e Mata Atlântica, nas regiões Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
A palmeira pode atingir até 20 metros de altura na idade adulta, possui tronco reto, cilíndrico sem brotação na base. No Brasil, várias palmeiras produzem palmito comestível, entre elas, a espécie mais conhecida e apreciada é a Euterpe edulis Mart.. Por seu alto valor econômico como alimento, é um dos produtos mais explorados na Floresta Atlântica e está na lista das espécies ameaçadas do Brasil.

 

 

Bromélia 

Espécie: Alcantarea imperialis (Carriere) Harms 
Família: Bromeliaceae
Erva acaule rupícola, com 1,0-1,5 m de altura, com folhagem ornamental. Endêmica do Brasil, ocorre no domínio fitogeográfico da Mata Atlântica, em Campos de Altitude e vegetação sobre afloramentos rochosos, nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Encontra-se na lista de espécie ameaçadas do Brasil.