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Perfil Nutricional da População Brasileira

atualizado em 16/02/2018 | 16:20

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE, realizada em 2012, a partir de convênio celebrado com o Ministério da Saúde. Nesta pesquisa, foram contemplados alunos do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas de todo o país.


A PeNSE investigou diversos fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes, tais como hábitos alimentares, prática de atividade física, consumo de cigarro, álcool e outras drogas, violência, segurança e acidentes, hábitos de higiene, percepção corporal e saúde mental.


Dessa forma, o IBGE e Ministério da Saúde ampliam os conhecimentos sobre as características de saúde dos escolares e passam a ter importantes informações para a orientação e avaliação de um conjunto de políticas de saúde destinado aos adolescentes.


Alguns destaques da pesquisa:


PeNSE – Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar – Ano 2012


Consumo Alimentar (p.53)
A PeNSE 2012 identificou a frequência semanal de consumo de alimentos considerados como marcadores de alimentação saudável (feijão, hortaliças cruas ou cozidas, hortaliças cruas, hortaliças cozidas, frutas e leite) e de alimentação não saudável (frituras, embutidos, biscoitos salgados e doces, salgados fritos, salgados de pacotes, guloseimas e refrigerantes), em cinco dias ou mais na semana.


Consumo de alimentos marcadores de alimentação saudável (p.53)
A pesquisa identificou que apenas 69,9%, 43,4% e 51,5% dos estudantes consumiam feijão, hortaliças, frutas frescas e leite, respectivamente.


Consumo de alimentos marcadores de alimentação não saudável (p.53)
Foi verificada alta prevalência no consumo de alimentos não saudáveis em cinco dias ou mais na semana dentre os escolares como guloseimas (doces, balas, chocolates, chicletes, bombons ou pirulitos) (41,3%), biscoitos salgados (35,1%) e refrigerantes (33,2%)


Hábito de tomar café da manhã (p.54)
O hábito de tomar café da manhã está associado a um maior consumo de micronutrientes e a hábitos alimentares mais adequados, os quais incluem o consumo de frutas e hortaliças e menor consumo de refrigerantes.
Os resultados do PeNSE indicaram que 61,9% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental tomam café da manhã cinco dias ou mais na semana, sendo esta mais elevada entre os meninos (69,5%) e entre os alunos de escolas públicas (63,1%). Este comportamento foi mais frequentemente observado nas Regiões Nordeste (71,2%) e Norte (70,2%).


Atividade física na escola (p.57)
A escola é um espaço privilegiado para a prática de atividade física de crianças e jovens. Além disso, é um espaço importante para a promoção de saúde, desenvolvendo o interesse dos alunos pelas atividades, esportes e exercícios.


Segundo os dados obtidos pela pesquisa, 38,6% dos estudantes frequentaram dois dias ou mais as aulas de educação física e18,3% não frequentaram nenhuma aula. Entre os meninos, a proporção dos que informaram dois dias ou mais de aulas de Educação Física foi de 40,6%; entre as meninas, 36,8%. As porcentagens observadas entre os alunos das redes privada e pública foram, respectivamente, 30,5% e 40,3%.


Hábito sedentário: tempo assistindo TV (p.58)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes não devem estar mais que uma ou duas horas em frente à TV e videogame diariamente. O tempo em frente à TV está associado ao consumo de alimentos calóricos, refrigerante e baixo consumo de frutas e vegetais, além de pouco gasto de energia.


Em 2012,o hábito de assistir duas horas ou mais de televisão foi relatado por 78% dos estudantes. Constatou-se que 79,2% das meninas e 76,7% dos meninos possui este hábito. A Região Sudeste apresentou a maior frequência do hábito de assistir a duas horas ou mais diárias de televisão (80,2%).


Hábito de comer assistindo TV (p.54)
A pesquisa revelou que 64,0%, dos escolares costumam comer enquanto assistem TV, não havendo diferença relevante por sexo e dependência administrativa da escola. A região Sudeste destacou-se por apresentar maior proporção deste hábito nos adolescestes (67,9%).


Alimentação na Escola (p.55)
Noventa e oito por cento dos estudantes de escolas públicas no país respondeu que a Escola oferece refeição escolar, sendo que este padrão se mantém de modo semelhante nas Grandes Regiões brasileiras. A proporção de alimentação oferecida nas escolas privadas é menor, correspondendo a 41,4%.


O hábito de consumir a alimentação oferecida na escola foi de 22,8% entre aqueles que estudavam em escolas públicas e de apenas 11,9% para os alunos das escolas privadas. Os escolares do sexo masculino foram mais frequentes em responder afirmativamente ao hábito de comer a comida oferecida pela escola do que os do sexo feminino: 18,2% e 13,9%, respectivamente.


Percepção da imagem corporal (p.73)
No que diz respeito à percepção da imagem corporal, constatou-se que 19,1% das meninas se consideraram gordas ou muito gordas, enquanto que uma proporção menor (13,1%) dos estudantes do sexo masculino se incluiu nessa categoria. Observou-se que 22,8% dos alunos das escolas privadas se achavam gordos ou muito gordos, enquanto que uma parcela menor (14,9%) dos que frequentavam escolas públicas percebiam-se dessa maneira.


Atitudes em relação ao peso corporal (p. 74)
A pesquisa revelou que 16,0% das meninas e 19,6% dos meninos tentavam engordar. Enquanto que 31,1% e 21,1% de meninas e meninos, respectivamente, tinha como objetivo perder peso. A proporção de alunos de escola particular que tentavam perder peso foi superior ao encontrado em estudantes de escolas públicas (36,4% vs. 24,2%).


Acesse a pesquisa completa



POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009


Antropometria de crianças, adolescentes e adultos no Brasil


A POF é uma pesquisa que visa principalmente mensurar as estruturas de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias. Possibilita traçar, portanto, um perfil das condições de vida da população brasileira a partir da análise de seus orçamentos domésticos. O estudo é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde.


Veja, abaixo, algusn dos resultados da pesquisa:


Desnutrição cai e peso das crianças brasileiras ultrapassa padrão internacional


O peso dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos. Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já o déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu de 29,3% (1974-75) em para 7,2% (2008-09) entre meninos, e de 26,7% para 6,3% nas meninas, mas se sobressaiu no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças, o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1%, e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%. Nesse panorama, destaca-se a Região Sul (56,8% de homens, 51,6% de mulheres), que também apresenta os maiores percentuais de obesidade: 15,9% e homens e 19,6% de mulheres. O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda.


O excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Já o déficit de altura nos primeiros anos de vida (um importante indicador da desnutrição infantil) está concentrado em famílias com menor renda e, do ponto de vista geográfico, na região Norte.


Em 2008, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos tinha excesso de peso


Em 2008, o excesso de peso atingia 33,5% das crianças de cinco a nove anos, sendo que 16,6% do total de meninos também eram obesos; entre as meninas, a obesidade apareceu em 11,8%. O excesso de peso foi maior na área urbana do que na rural: 37,5% e 23,9% para meninos e 33,9% e 24,6% para meninas, respectivamente. O Sudeste se destacou, com 40,3% dos meninos e 38% das meninas com sobrepeso nessa faixa etária.


A POF revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.


Gráfico 1 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 5 a 9 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009


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A Região Centro-Oeste foi a que teve a maior variação de meninos com excesso de peso em dez anos, de 13,8% em 1989 para 37,9% em 2008-09. Para meninas no mesmo período, o crescimento foi maior na Região Sudeste: de 15% para 37,9%. Essa região se destacou também por ter mais de um quinto de uma população infantil obesa em 2008-09: 20,6% dos meninos. Os menores índices de obesidade em crianças de 5 a 9 anos estavam no Norte para meninos (11,4%) e no Nordeste para meninas (8,9%).


A pesquisa mostra, ainda, que, desde 1989, entre os meninos de 5 a 9 anos de idade nas famílias dos 20% da população com menor renda, houve um forte crescimento daqueles com excesso de peso, passando de 8,9% para 26,5%. Na faixa de maior rendimento, o aumento notado foi de 25,8% para 46,2% no mesmo período. A obesidade, que atingia 6% dos meninos das famílias de maior renda em 1974-75 e 10% em 1989, foi registrada em 23,6% deles em 2008-09.


Déficit de peso e de altura das crianças de 5 a 9 anos de idade em queda


Por outro lado, o déficit de peso em 2008-2009 entre as crianças de 5 a 9 anos foi baixo em todas as regiões, oscilando ao redor da média nacional (4%), e o déficit de altura diminuía com o aumento da renda: nos domicílios de menor renda, chegava a 11% para meninos e 9,6% para meninas, contra 3,3% e 2,1%, respectivamente, nos domicílios de maior renda. Esses resultados são coerentes com a progressiva queda da desnutrição infantil observada pela POF.


Em 2008-09, o déficit de altura atingia 6,8% das crianças entre cinco e nove anos, sendo ligeiramente maior em meninos (7,2%) que em meninas (6,3%) e tendendo a diminuir com o avanço da idade. Era maior no Norte (12,2% dos meninos e 10,3% das meninas) e menor no Sul (4,7% e 4,0%, respectivamente). Já o déficit de peso estava presente entre 4,1% das crianças, com pouca variação entre os sexos. Esta distribuição, semelhante à verificada entre as crianças menores de cinco anos, mostra a manutenção do padrão regional de desnutrição infantil nas duas metades da década de 2000.


Ao contrário do observado entre as crianças menores de cinco anos, o déficit de altura tendeu a ser maior no meio rural que no urbano, com destaque negativo no Norte: 16,0% dos meninos e 13,5% das meninas de 5 a 9 anos na região apresentavam déficit de altura (no meio urbano, eram respectivamente de 10,5% e 8,8%). A desigualdade urbano-rural entre as crianças de cinco a nove anos, mas não na faixa de idade anterior, sugere redução das desigualdades sociais na desnutrição infantil entre a primeira e a segunda metades desta década.


A medida de altura é um dos fatores que ajudam a detectar a desnutrição infantil. Os déficits de altura revelam atraso no crescimento linear da criança ocorrido em algum momento, que pode ser desde a gestação, com prevalência nos dois primeiros anos de vida. Portanto, o déficit de altura na faixa etária entre cinco e nove anos na POF 2008-2009 reflete a desnutrição infantil na primeira metade da década de 2000. Observou-se, por exemplo, uma queda expressiva dos 29,3% dos meninos de cinco a nove anos em 1974-75 para 7,2% em 2008-09. Entre as meninas, o índice caiu de 26,7% para 6,3% em 34 anos.


No Nordeste, de 1989 a 2008-09, o déficit de altura caiu de 24,5% para 7,9% em meninos e de 23,6% para 6,9% em meninas, próximo aos índices das regiões Sudeste (6,2% para meninos e 5,3% para meninas) e Centro-Oeste (6,8% para meninos e 7,4% para meninas), mostrando a redução nas desigualdades regionais no crescimento infantil. O mesmo não ocorreu na Região Norte: embora o déficit de altura tenha se reduzido, ele ainda ficou em 12,2% para meninos e 10,3% para meninas.


Crianças menores de 5 anos de idade com déficit de altura em 6%


Para as crianças com menos de cinco anos, foi elaborado um padrão nacional específico, levando em conta a influência da renda familiar sobre o crescimento infantil: a base foi a medida de altura de crianças de famílias com renda mensal maior que um salário mínimo per capita. Com essa referência, a POF estima em 6,0% o déficit de altura em crianças até 5 anos, abaixo da estimativa de 7,1% obtida em 2006-2007 em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, com no padrão da OMS.


Segundo a POF 2008-09, o déficit de altura em menores de cinco anos atingiu de forma semelhante os meninos e meninas: 6,3% e 5,7%, respectivamente, com ênfase no primeiro ano de vida (8,4% e 9,4%, respectivamente), diminuindo para cerca de 7% no segundo ano e oscilando em torno de 4% a 6% nas idades de dois a quatro anos. Além disso, foi maior no Norte (8,5%) e menor no Sul (3,9%). Não houve grandes variações para os meios urbano e rural. A maior diferença em pontos percentuais ocorreu nos estratos de renda: existia déficit em 8,2% das crianças até cinco anos das famílias no estrato com rendimento per capita até ¼ de salário mínimo e em 3,1%, quando esses rendimentos superavam 5 salários mínimos.


Obesidade é maior entre adolescentes com mais renda


A avaliação do estado nutricional dos jovens de 10 a 19 anos considerou a relação entre IMC e idade, com referencial da OMS, revelando que 3,4% do total de adolescentes tinham déficit de peso, com pouca variação por sexo, região e situação de domicílio. A maior variação foi na faixa de renda: 4% das moças e 5,6% dos rapazes na classe de renda familiar per capita até ¼ de salário mínimo, contra de 1,7% e 1,4%, respectivamente, na classe de maior renda.


O excesso de peso, por sua vez, atingia 21,5% dos adolescentes, oscilando entre 16% e 18% no Norte e no Nordeste e entre 20% e 27% no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nos dois sexos, tendeu a ser mais freqüente em áreas urbanas que em rurais, em particular no Norte e Nordeste. A obesidade, que foi verificada em um quarto dos casos de excesso de peso nos dois sexos, teve distribuição geográfica semelhante.


A renda era diretamente vinculada ao excesso de peso: ocorrendo três vezes mais entre os rapazes de maior renda do que nos de menor renda (34,5% contra 11,5%); no sexo feminino, a diferença foi de 24% para 14,2%. A obesidade foi registrada em 8,2% dos jovens de maior renda e 9,2% na faixa de um a dois salários mínimos; entre as moças, variou em torno de 4% nas faixas intermediárias de renda, sendo menor nos dois extremos.


Dos 10 aos 19 anos, sobrepeso aumentou seis vezes para homens e três para mulheres em 34 anos


O aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos. Isso é mais perceptível no sexo masculino, em que o índice passou de 3,7% para 21,7%, o que representa um acréscimo de seis vezes. Já entre as jovens, as estatísticas triplicaram: de 7,6% para 19,% entre 1974-75 e 2008-09.


Quanto à obesidade, mostra-se menos intensa, mas também com tendência ascendente, indo de 0,4% para 5,9% entre meninos e rapazes e de 0,7% para 4,0% no sexo feminino.


Déficit de peso se reduz entre adolescentes


Comportamento oposto ao da obesidade ocorre com o déficit de peso, que teve declínio nesses 34 anos, indo de 10,1% para 3,7% entre os homens e de 5,1% para 3,0% entre as mulheres. Este quadro caracteriza a população adolescente em todas as regiões brasileiras, com destaque para a Região Sul, cuja evolução do excesso de peso passou de 4,7% para 27,2% para os adolescentes e 9,7% para 22,0% para as adolescentes.


Gráfico 2 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 10 a 19 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009


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Entre adultos, déficit médio de peso não caracteriza desnutrição


Entre adultos, a avaliação do estado nutricional foi feita pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Pessoas com IMC inferior a 18,5 kg/m2 têm déficit de peso, e uma população é caracterizada como desnutrida quando 5% de seus integrantes encontram-se abaixo desse índice. Já o excesso de peso e a obesidade são definidos por IMC iguais ou superiores a 25 kg/m2 e 30 kg/m2, respectivamente.


Dos adultos, 2,7% tinham déficit de peso (1,8% dos homens e 3,6% das mulheres) – percentuais que diminuíam com o incremento de renda em ambos os sexos, sem grandes variações regionais ou por situação de domicílio (urbano e rural).


Apenas em algumas faixas de idade da população feminina esse déficit ultrapassava 5%: chegou a 8,3% entre as mulheres de 20 a 24 anos e a 5,4% entre aquelas com 75 anos ou mais. Atingia 5,5% das mulheres de domicílios rurais do Nordeste e 5,7% das de menor classe de renda.


Gráfico 3 – Evolução de indicadores na população de 20+ anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989, 2002-2003 e 2008-2009


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Metade da população adulta tinha excesso de peso


Em 2008-09 o excesso de peso, por sua vez, atingiu cerca de metade dos homens e das mulheres, excedendo em 28 vezes a frequência do déficit de peso no caso masculino e em 13 vezes no feminino. Eram obesos 12,5% dos homens (1/4 dos casos de excesso) e 16,9% das mulheres (1/3). Ambas as condições aumentavam de frequência até a faixa de 45 a 54 anos, no caso dos homens; e de 55 a 64 anos, entre as mulheres, para depois declinarem.


O excesso de peso e a obesidade atingiam duas a três vezes mais os homens de maior renda, além de se destacarem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nos domicílios urbanos. Nas mulheres, as duas condições se destacaram no Sul do país e nas classes intermediárias de renda.


Quantidade de obesos é quatro vezes maior entre homens a partir de 20 anos de idade


A POF também observou um aumento contínuo de excesso de peso e obesidade na população de 20 anos ou mais de 1974 para cá. O excesso de peso quase triplicou entre homens, de 18,5% em 1974-75 para 50,1% em 2008-09. Nas mulheres, o aumento foi menor: de 28,7% para 48%. Já a obesidade cresceu mais de quatro vezes entre os homens, de 2,8% para 12,4% e mais de duas vezes entre as mulheres, de 8% para 16,9%.


Isso ocorreu em todas as regiões brasileiras. No Sul, o excesso de peso masculino subiu de 23% para 56,8%. Entre as mulheres, este aumento é mais perceptível na Região Nordeste: de 19,5% para 46%. Lá, o aumento foi contínuo, enquanto que, nas outras regiões, houve interrupção no crescimento entre 1989 e 2002-2003, voltando a crescer daí até 2008-09. É o caso do Sul do país, onde o excesso de peso era de 36,6% em 1974-75, 47,3% em 1989, caiu para 44,8% em 2002-2003 e voltou a subir para 51,6% em 2008-09.


Este aumento é perceptível em todos os estratos de renda da população masculina. Entre as mulheres, o crescimento é mais acentuado entre os 20% de menor rendimento, passando de 14,6% para 45%. A obesidade passou de 2,4% para 15,1%. Entre os 20% de maior rendimento, o aumento foi de 10,8% para 16,9%, mas houve queda entre 1989 (15,4%) e 2002-2003 (13,5%).


Já o déficit de peso segue no declínio, regredindo de 8% em 1974-75 para 1,8% entre os homens e de 11,8% para 3,6% entre as mulheres, em todos os estratos de renda. Isso retrata, segundo a pesquisa, controle nos índices de desnutrição da população adulta brasileira.


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