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BOAS PRÁTICAS

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Conheça o Boas Práticas, fique por dentro das ações desenvolvidas e fortaleça sua confiança na educação municipal.


Boas Práticas da semana – 20 a 22 de maio

 

Desvendando práticas e desafios da Agricultura Familiar e da Agroecologia

 

Com o objetivo de desenvolver uma aprendizagem que une a prática à teoria, a Escola Municipal Ignácio de Andrade Melo desenvolveu um projeto sobre Agricultura Familiar e Agroecologia com os(as) estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O projeto possibilitou ampliação da percepção do espaço geográfico, além da apresentação de técnicas que visam ao equilíbrio das ações humanas com o meio ambiente e sua preservação.

 

O desenvolvimento teórico inicial ocorreu no espaço escolar, partindo do conhecimento prévio dos(as) alunos(as) e dialogando sobre as temáticas listadas, o que possibilitou o desenvolvimento de leitura, escrita, interpretação, formulação de questões, dentre outras atividades e sequências didáticas que contemplaram todos os níveis da aprendizagem.

 

A parte prática do projeto ocorreu em abril, por meio de uma visita técnica, participativa, cooperativa e interativa junto à Associação Amanu, na cidade de Jaboticatubas, Minas Gerais. Os conhecimentos teóricos, estruturados em sala de aula, embasaram as práticas, que contribuíram para o aprofundamento teórico. As vivências no trabalho de campo permitiram questionamentos e problematizações, assim como conhecimento de outras estruturas econômicas e familiares. Assim, foi possível uma assimilação mais dinâmica das questões que permeiam o mundo do trabalho, o uso da terra, a migração e o êxodo rural, bem como as memórias associadas a esses espaços.

 

Geraldo Gomes Ramalho, estudante da EJA que participou da atividade, relata sua experiência: “Fui privilegiado na visita à Associação Amanu. Aprendi muito sobre o aproveitamento do bambu na construção de casas, da terra ensacada e também dos banheiros secos. Na agricultura aprendi como fazer as plantações da forma correta. Foi um grande aprendizado!”

 

#paratodosverem: fotografia colorida que mostra um campo verde. O céu está nublado, mas é possível ver o azul claro, sinalizando que a foto foi tirada durante o dia. Dezessete pessoas adultas estão de costas, como se estivessem andando para a frente. Uma mulher e um homem estão em primeiro plano. A mulher utiliza um boné roxo e blusa branca, enquanto o homem veste camisa xadrez azul e branca e porta uma mochila. O rosto de ambos aparece parcialmente na foto e seguram celulares, registrando o momento.

Foto por: acervo da EM Ignácio de Andrade Melo.
Legenda: estudantes da EJA visitam Associação Amanu, em Jaboticatubas (MG).

 


Projeto Dia da Beleza: beleza ao alcance de todos(as)


Executado uma vez por mês, com todos(as) os(as) estudantes da Escola Municipal Doutor Júlio Soares (EMDJS), o projeto “Dia da Beleza: beleza ao alcance de todos” surgiu após observação dos(as) monitores(as) do Programa Escola Integrada (PEI) em relação à baixa autoestima de muitos(as) dos(as) alunos(as) e à falta de cuidado destes(as) com o próprio corpo. Por meio de rodas de conversa, constatou-se que alguns(mas) dos(as) educandos(as) tinham necessidade de maior afeto e autocuidado.

 

Dessa forma, foram e estão sendo realizadas oficinas de cabelo (com penteados, escovas e corte de cabelo, por exemplo), manicure e maquiagem. A prática é realizada por monitores e monitoras do PEI e alguns(mas) voluntários(as), que são ex-alunos(as) da escola, capacitados(as) por um curso gratuito de cabeleireiro(a) na instituição e um estágio, ministrados pelo monitor Mike David. "Tivemos a iniciativa desse projeto vendo que algumas crianças da nossa escola têm uma certa carência de cuidado com o visual, com a aparência. Em certos momentos, as próprias crianças pediram ajuda com certos cuidados. A importância desse projeto é elevar a autoestima dos nossos alunos e mostrar o quão importante eles são", explica Mike.

 

Édila Caetano da Silva, diretora da EMDJS, ressalta a relevância do projeto: “O Dia da Beleza é muito importante porque ele faz parte de um projeto maior que é nosso Projeto Étnico-Racial, onde nós trabalhamos as questões da valorização da cultura negra e a autoestima de meninas e meninos para que eles se vejam como protagonistas de seu próprio processo de aprendizagem. Depois que começamos esse projeto, vimos as crianças muito mais felizes. As questões de racismo, principalmente as questões dos meninos menores, acabaram. Não temos visto mais injúrias raciais ou alguma palavra de cunho racista que essas crianças tenham falado. Elas entenderam que são belas e que todos têm beleza."

 


#paratodosverem: duas fotografias mostram as atividades que ocorreram na EM Doutor Júlio Soares. A da esquerda exibe aluna com penteado, o cabelo preso com elásticos cor-de-rosa e presilhas de flor. Já a da foto da direita mostra três profissionais que participaram da ação penteando o cabelo de três alunas, à frente delas, mesas com caixas repletas de utensílios de cabelo.
Foto por: acervo da EM Ignácio de Andrade Melo.
Legenda: estudantes recebem, mensalmente, oficinas de cabelo, manicure e maquiagem na EM Doutor Júlio Soares.

 

Maluquinhos por Leitura


Considerando que, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a leitura deve ser entendida como um ato de prazer que estimula a busca por novos textos, a equipe de profissionais da Escola Municipal Santa Terezinha vem promovendo ações criativas e dinâmicas para o incentivo à leitura, em parceria com o projeto “Leituras e Conexões”. Uma dessas práticas foi o trabalho desenvolvido com o livro “O Menino Maluquinho”.

 

A equipe da biblioteca decorou o espaço com cartazes e selecionou todos os livros escritos por Ziraldo, colocando-os em destaque nas estantes. Depois, houve uma atividade de contação de histórias, seguida do empréstimo  dos livros, para que os(as) estudantes os levassem para casa.

 

Em sala de aula, as atividades foram elaboradas em formato de sequência didática aliada ao tema do Menino Maluquinho, com o objetivo de vincular sentido à prática que os(as) alunos(as) estão vivenciando, de forma que cada um(a) criou o seu "Maluquinho". Esses trabalhos realizados por eles(as) foram expostos em murais da escola. As atividades foram encerradas com a interpretação de um(a) estudante caracterizado de Menino Maluquinho. Ele encenou diversas passagens do livro, divertindo e despertando o interesse de todos(as).

 

De acordo com Janaína Vidal Pereira Oliveira, professora do primeiro ano, a prática desenvolvida durante a realização do projeto “Maluquinhos por Leitura” despertou o encantamento de seus alunos(as) pela leitura: “No decorrer do planejamento, a cada atividade foi possível perceber o brilho nos olhos das crianças, que se deliciaram ouvindo as histórias, registrando de diferentes formas (desenho, pintura e escrita), e o desejo de interagir com o universo literário.”

 


#paratodosverem: fotografia colorida de um menino vestindo blusa amarela, jaqueta jeans, calça e tênis. Ele tem uma panela na cabeça. Ao fundo, há um mural escrito “O Menino Maluquinho; Autor: Ziraldo”, com vários desenhos feitos pelas crianças.

Foto por: Escola Municipal Santa Terezinha
Legenda: aluno performa Menino Maluquinho em projeto literário da EM Santa Terezinha.
 

Boas Práticas da semana – 13 a 17 de maio

O Boas Práticas da semana apresenta comemorações que celebram a família e projetos que promovem a cultura da paz e a saúde, além de reforçarem os laços entre a família e a escola.

 

Festa da Família


O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente, no dia 15 de maio, data que visa homenagear um núcleo tão fundamental para a formação de qualquer indivíduo. A participação familiar na vivência escolar das crianças é indispensável para a construção de um ambiente educacional enriquecedor, estimulante e acolhedor, permitindo seu desenvolvimento saudável e adequado.

 

Pensando na importância da integração entre família e escola, diversas instituições da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte (RME/BH) promoveram suas próprias Festas da Família, incentivando a integração entre os componentes da comunidade escolar. Confira, a seguir, algumas dessas ações.

 

EMEI Cavalinho de Pau


Na manhã do dia 4/5, no Parque Tião do Santos, ocorreu a Festa da Família da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Cavalinho de Pau, que contou com a participação do grupo Quintal da Guegué, oficina de pintura facial, cantinho da leitura, interação entre professoras, famílias e crianças por meio de brincadeiras e um delicioso piquenique em família. Dessa forma, diante do cenário ecológico do parque, enfeitado por toda a equipe da escola, as famílias puderam vivenciar práticas de brincadeiras como bambolê, corda e bola, proporcionando momentos marcantes e alegres entre todos(as) os(as) envolvidos(as).

 

#paratodosverem: fotografia colorida do parque enfeitado com cataventos coloridos. A foto, tirada muito próxima ao chão, centraliza uma faixa de grama decorada com cataventos azuis, verdes, vermelhos e amarelos nas suas duas extremidades. Ao fundo, é possível ver os brinquedos e a estrutura do parque destinada a festa

Legenda: Parque Tião dos Santos decorado para receber a Festa da Família da EMEI Cavalinho de Pau.
Foto por: Acervo EMEI Cavalinho de Pau.
#paratodosverem: fotografia colorida do parque enfeitado com cataventos coloridos. A foto, tirada muito próxima ao chão, centraliza uma faixa de grama decorada com cataventos azuis, verdes, vermelhos e amarelos nas suas duas extremidades. Ao fundo, é possível ver os brinquedos e a estrutura do parque destinada a festa.

 

EM Américo Renê Giannetti

 

Também no dia 4/5, a Escola Municipal Américo Renê Giannetti (EMARG), regional Nordeste, abriu suas portas para a Festa da Família 2024. A ação contou com diversas atividades, incluindo um "aulão" de dança e alongamento e uma apresentação musical em que as crianças subiram ao palco para apresentar a música "Fico assim sem você". O evento ainda foi incrementado com a realização de um sorteio de cestas com itens de alimentação e higiene. Ao final, houve um lanche coletivo que permitiu o compartilhamento de experiências entre a comunidade escolar.

 

"A Festa da Família 2024 foi uma celebração memorável, que estreitou os laços entre a escola e as famílias, destacando a importância da união e do apoio mútuo. Foi uma lembrança poderosa de que, juntos, podemos criar um ambiente educacional rico e estimulante, onde nossos filhos podem crescer, aprender e prosperar. Estamos ansiosos pelos próximos eventos!", afirma Jeniffer Lima, Coordenadora Geral.

 

#paratodosverem: fotografia colorida do pátio da escola repleto de pessoas comemorando a Festa da Família. Ao fundo, dezenas de crianças estão reunidas em filas enquanto diversos adultos ao seu redor observam e fotografam o momento com o celular.
Legenda: A EMARG abriu suas portas para realizar a Festa da Família.
Foto por: Mariana Soares.
#paratodosverem: fotografia colorida do pátio da escola repleto de pessoas comemorando a Festa da Família. Ao fundo, dezenas de crianças estão reunidas em filas enquanto diversos adultos ao seu redor observam e fotografam o momento com o celular.

 

EM Israel Pinheiro

 

A Festa da Família da Escola Municipal Israel Pinheiro (EMIP), regional Leste, também realizada no dia 4/5, contou com um momento especial preparado pelos(as) estudantes do 6º ano. Inicialmente encorajados a realizarem pesquisas acerca das diferentes formas de cumprimento ao redor do mundo para a disciplina Inglês, as professoras de Matemática e de Português propuseram outras pesquisas sobre os diferentes aspectos culturais entre os países. Dessa forma, foram produzidos vários cartazes abordando, por exemplo, receitas de pratos típicos. Reunidos(as) para o evento, os(as) alunos(as) apresentaram suas pesquisas para seus familiares e convidados(as) e propiciaram a degustação de algumas comidas preparadas por eles(as) na Escola Integrada.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um menino participando da exposição da pipoca como alimento típico dos Estados Unidos. Atrás de uma mesa contendo vários pacotes de pipoca, a criança segura dois deles enquanto usa um chapéu azul e vermelho. Atrás dele, pregada na parede, está uma cartolina branca com a bandeira do país e um texto escrito com o título “Comidas Típicas dos Estados Unidos - 6º ano”.
Legenda: Apresentação de comida típica dos Estados Unidos.
Foto por: Sônia Ferreira.
#paratodosverem: fotografia colorida de um menino participando da exposição da pipoca como alimento típico dos Estados Unidos. Atrás de uma mesa contendo vários pacotes de pipoca, a criança segura dois deles enquanto usa um chapéu azul e vermelho. Atrás dele, pregada na parede, está uma cartolina branca com a bandeira do país e um texto escrito com o título “Comidas Típicas dos Estados Unidos - 6º ano”.

 

EMEI Belmonte

 

Na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Belmonte, regional Nordeste, a Festa da Família teve o tema "Literarte", sendo um evento no qual as crianças e toda a comunidade escolar foram inseridas num contexto lúdico em que foram exploradas poesias, músicas, contos clássicos, entre outros. A ação partiu da leitura e da arte como meios para as crianças desenvolverem maneiras de compreender o mundo, explorá-lo, interagir, representar, comunicar-se e construir seus conhecimentos e suas identidades, buscando tornar os(as) estudantes mais reflexivos(as) e críticos(as) frente à realidade social em que vivem e atuam.

 

A ação culminou em uma exposição interativa enriquecedora, além de momentos de descontração com um piquenique no parque. “O Dia da Família da EMEI Belmonte foi um momento maravilhoso para estar em família, compartilhando a interação com nossos filhos, outras famílias e professores. Ter um tempo dedicado e direcionado para brincar dessa forma com os filhos e com outras famílias foi muito rico, proporcionando a todos experimentar alegrias da infância, conexão familiar, aprendizado lúdico e parceria entre escola e a família.”, afirma Sabrina Gonçalves, mãe do estudante Oliver Gonçalves.

 

#paratodosverem: colagem com quatro fotografias retratando atividades do evento. Nas fotos, é possível ver uma apresentação de um palhaço, um espetáculo musical, uma corrida de sacos entre os adultos e uma corrida entre as crianças.
Legenda: A EMEI Belmonte ofereceu uma vasta programação para a Festa da Família.
Foto por: Acervo EMEI Belmonte.
#paratodosverem: colagem com quatro fotografias retratando atividades do evento. Nas fotos, é possível ver uma apresentação de um palhaço, um espetáculo musical, uma corrida de sacos entre os adultos e uma corrida entre as crianças.

 

EM José Maria Alkmim contra o bullying


O Projeto Cinemateca, encabeçado pela biblioteca da Escola Municipal José Maria Alckmin (EMJMA), regional Venda Nova, enfocou o tema “Bullying”, cujo combate no âmbito escolar deve ser prioridade. Dessa forma, por meio da exposição de vídeos de conscientização, de obras que abordam o tema e da participação da equipe do Projeto PAS para em uma palestra, a EMJMA destacou o seu empenho e engajamento no objetivo de promover a cultura da paz e da empatia em seu ambiente.

 

Assim, a campanha “Diga não ao Bullying” contou com a participação da Equipe do Projeto PAS, em que a psicóloga Marina proferiu uma importante palestra. A construção por meio do conhecimento é vista como um importante caminho para conscientização de práticas devidas e indevidas em ambiente escolar, demonstrando os impactos do bullying na vida dos(das) estudantes.

 

Nesse sentido, a ação transformou a Biblioteca em um cenário cinematográfico, criando um ambiente envolvente para os(as) alunos(as) debaterem o tema após a exposição de vídeos conscientizadores, com direito a pipoca. A sensibilização ocorreu mediante um importante diálogo envolvendo docentes, direção e coordenação com os(as) jovens.

 

A bibliotecária da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (RME/BH), Érica Lopes, destaca como os frutos que o projeto vem colhendo são tão significativos que se espera que ele tome maiores proporções na Rede: "Tem sido muito edificante ver como esse trabalho tem impactado os nossos estudantes! A proposta da Escola é minimizar ao máximo o bullying no ambiente escolar. Eu, como bibliotecária encarregada pela escola, estou engajada nessa missão e tem sido maravilhoso. Pretendo levar o projeto para outras escolas que acompanho!"

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um estudante participando da apresentação contra o bullying. Em uma sala escura, diversos(as) estudantes assistem a uma apresentação e um deles está na frente de todos. Atrás dele, uma televisão projeta uma imagem com os dizeres “Através do amor-próprio (sentimento de dignidade, respeito que cada um tem por si mesmo).”
Legenda: O projeto transformou a biblioteca da escola em uma experiência cinematográfica de conscientização.
Foto por: Érica Lopes.
#paratodosverem: fotografia colorida de um estudante participando da apresentação contra o bullying. Em uma sala escura, diversos(as) estudantes assistem a uma apresentação e um deles está na frente de todos. Atrás dele, uma televisão projeta uma imagem com os dizeres “Através do amor-próprio (sentimento de dignidade, respeito que cada um tem por si mesmo).”

 

Ação contra a dengue mistura conscientização com capoeira

 

A Escola Municipal Wladimir de Paula Gomes sediou um evento, em parceria com as escolas municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) e de Educação Infantil (EMEIs), bem como da Rede Parceira da região, chamado “Tecendo a Rede com o Conselho Tutelar”. A iniciativa busca acolher os(as) novos(as) conselheiros(as) tutelares(as) e discutir os fluxos e as parcerias.


O encontro contou com a apresentação do grupo de capoeira da EM Wladimir de Paula Gomes, conduzida pelo mestre capoeirista Vagner Bublitz, conhecido como Magrão. Na exibição, o grupo jogou capoeira, tocou instrumentos e cantou a música autoral de Magrão "A capoeira contra o mosquitinho", que divulga a importância da Capoeira e das artes na luta contra o mosquito causador da dengue.


Alunos(as) e educadores(as) presentes no dia da apresentação relataram ter sido uma experiência emocionante, o professor e diretor da EM Wladimir de Paula Gomes, Felipe Júnio de Souza Oliveira, comenta a grandeza dessa demonstração cultural: “(...) A capoeira com a música do mosquitinho, mais uma vez, nos mostra como uma luta, uma arte ancestral tão significativa, também se mostra potente na proteção da saúde e na conscientização de crianças e adolescentes.”


O mestre de capoeira Magrão ressaltou que foi muito gratificante e positivo mostrar essa perspectiva de conscientização dentro da capoeira, principalmente para seus(suas) alunos(as).


#paratodosverem: fotografia colorida em plano aberto da equipe de capoeira da EM Wladimir de Paula Gomes, uniformizada, posando em uma sala com tatames e equipamentos de luta.
Legenda: Grupo de capoeira da EM Wladimir de Paula Gomes.
Foto por: Acervo EM Wladimir de Paula Gomes
#paratodosverem: fotografia colorida em plano aberto da equipe de capoeira da EM Wladimir de Paula Gomes, uniformizada, posando em uma sala com tatames e equipamentos de luta.


EM Carmelita Carvalho Garcia fortalece a relação família/escola

 

A Escola Municipal Carmelita Carvalho Garcia, regional Pampulha, promove momentos de descontração e reflexão com as mães e os pais dos(as) alunos(as) do Ensino Fundamental, Anos Iniciais e Finais. Essas atividades são chamadas de “Café com os Pais” e trazem apresentações feitas pelos(as) estudantes e orientadas pelos(as) educadores(as), buscando fortalecer a parceria entre família e escola.

 

Na última sexta, dia 3 de maio, as mães e os pais do 6º ano foram recebidos(as) pela professora Edna Patrícia Ladislau e pelo professor Marcílio Roberto Pereira Martin, pela diretora Ana Paula Moreira Julião e pela coordenadora-geral pedagógica Renata Ramires, para participar do primeiro “Café com os Pais” do turno da tarde.

 

As crianças apresentaram a música “Águas de março”, do compositor Tom Jobim, para a família, em forma de jogral - apresentação na qual se recitam poemas em coro. Além disso, a professora Edna explicou a importância da presença dos(as) progenitores(as) na vida escolar dos(as) estudantes, dando ênfase na importância dessa companhia nos momentos de leitura. A educadora também indicou a leitura do livro “Holy Cow”, do autor David Duchovny, que está sendo trabalhado com a turma, em projeto conjunto com a equipe da Biblioteca.  

 

A professora Ana Luiza Silva de Oliveira relatou sobre o sucesso que foi o Café, apontando que “É muito importante a parceria entre escola e família, para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.” Após as discussões, todos(as) puderam aproveitar um delicioso e descontraído lanche.

 

#paratodosverem: fotografia colorida tirada em plano aberto de uma sala de aula. Os(As) estudantes estão em frente às mães e aos pais, com papéis coloridos na mão, para recitarem a música citada no texto.
Legenda: Apresentação dos(as) alunos(as)
Foto por: Acervo EM Carmelita Carvalho Garcia
#paratodosverem: fotografia colorida tirada em plano aberto de uma sala de aula. Os(As) estudantes estão em frente às mães e aos pais, com papéis coloridos na mão, para recitarem a música citada no texto.


 

O Boas Práticas da semana apresenta projetos que fortalecem família e comunidade e ensinam sobre arte e literatura.

 

Festa da Família da Emei Barreiro

 

Os projetos realizados na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte (RME-BH) promovem a construção de um ambiente confortável e que preze pela escuta ativa e pelo respeito às diferenças como fatores potencializadores da educação. Tendo em vista essa característica,foi promovida a “Festa da Família da Emei Barreiro”, no dia 27/04, realizada no Parque Estrela Dalva. O evento foi reconhecido como um momento de confraternização entre as famílias, as crianças e toda a equipe pedagógica da escola.

 

A realização da ação teve como objetivo estreitar os laços entre família e escola, promover um momento de interação, confraternização e  lazer entre e com a comunidade escolar. A manhã da festa foi marcada por oficinas de balão e pintura de rosto, um piquenique promovido entre as famílias, apresentação musical das crianças e  participação especial do grupo musical “Quintal da Guegué". Além disso, houve uma pequena exposição artística por parte das crianças, que também participaram da decoração do local. 

 

A professora Maria Beatriz da Silva Pereira relata sua experiência na festa da família: “Foi um momento muito gratificante, no qual percebi o envolvimento e a alegria das famílias presentes. Foi também um momento de maior aproximação das famílias, pois o dia a dia é muito corrido. Percebi a alegria das crianças no decorrer do evento, ao participarem das oficinas, da apresentação musical e do show do Quintal da Guegué. Todos estavam bem à vontade e o quantitativo de pessoas presentes  surpreendeu-me”.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de uma família realizando um piquenique durante o evento. Ao redor de duas toalhas que apoiam vários comes e bebes, como cafés, sucos e pães de queijo, sete adultos e quatro crianças posam para a foto. Ao fundo, é possível ver outras famílias e outros grupos reunidos e fazendo seu piquenique.

Foto por: Acervo Emei Barreiro

A Festa da Família possibilitou a aproximação entre toda a comunidade escolar da EMEI Barreiro

 

Emei Jardim Felicidade promove projeto Padrinho Literário

 

As histórias são uma maneira de se conectar com o mundo, pois nos mostram diferentes possibilidades e realidades. No processo de formação desenvolvido na educação infantil, sua importância é mais do que comprovada. Todavia, para além do essencial incentivo à prática de leitura e à ocupação das bibliotecas pelos(as) estudantes, a Escola Municipal Jardim Felicidade também trabalha a integração de toda a comunidade escolar por meio das histórias, demonstrando como todos e todas têm algo a compartilhar.

 

Dessa forma, o projeto "Padrinho literário: Todos têm histórias para contar" , que teve início em 2023, reúne os(as) funcionários(as) da escola (com exceção de professores(as) e funcionários(as) da biblioteca) uma vez por mês. Na ocasião, eles(elas) são convidados a contar uma história para uma turma na biblioteca. Podem ser compartilhadas histórias que ouviram, leram, vivenciaram ou pelas quais se interessam.

 

Na escola, as histórias saem dos livros para promover laços entre os participantes: "Eu nunca pensei em contar histórias, mas, quando fiquei sabendo do projeto e ouvi uma história, fiquei com vontade de contar também. Fiquei muito feliz em saber que posso contribuir de outra forma com a escola e muito feliz com o carinho e a atenção das crianças", afirma a cantineira Alcione Ferreira Barbosa. Além dela, outros(as) funcionários(as) também participam da proposta, como a auxiliar de secretaria, o auxiliar de apoio ao educando e o estagiário do laboratório de ciências.

 

Assim, o projeto promove a contação de histórias pelos padrinhos literários das turmas. Por exemplo, a diretora Luci Correia, madrinha literária de uma das turmas do primeiro ano, contou a história "A verdadeira história dos três porquinhos", de Jon Scieszka. Ao final da leitura, aclamada pelas crianças, ainda foi feito um júri para julgamento do Lobo. Uma aluna fez o papel de  advogada de defesa e outro aluno fez o de acusação, argumentando, tendo como referência o conto tradicional e comparando-o com a releitura de Scieszka. A votação, realizada pelos(as) demais estudantes, decretou que o Lobo foi injustiçado e que tudo não havia passado de um mal entendido.

 

De acordo com os(as) organizadores(as), o projeto tem despertado o gosto de contar e ouvir histórias."Eu nunca tinha ouvido uma diretora contar história, só minha mãe e a professora. A história que a Luci contou mostrou que o Lobo é muito "recriminado", sendo que ele só queria uma xícara de açúcar para fazer um bolo para a vozinha dele. Eu gostei muito da história e de ouvir a Luci contar.”, afirma Vitória Alice Alpoim da Silva, estudante do primeiro ano.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de uma turma de estudantes em que cada um está apresentando alguma obra literária. Aparecem 15 crianças e quatro adultos divididos em três fileiras horizontais em que praticamente todos estão mostrando algum livro, quadrinho ou revista para a câmera. 

Foto por: acervo EM Jardim Felicidade

Padrinho Literário compartilha uma  diversidade de histórias

 

De onde vêm as cores?

 

O projeto “De onde vêm as cores” pode ser reconhecido como uma forma criativa e divertida por meio da qual os(as) alunos(as) do 6º ano da Escola Municipal Francisco Campos estão descobrindo a origem e a diversidade das cores. A proposta surgiu de uma  pergunta realizada pela professora Marli Pereira Alves Moreira: De onde vêm as cores? 

 

A professora relata que, no início, os(as) estudantes elaboraram uma hipótese. Como estavam estudando sobre as pinturas rupestres, sabiam que, na pré-história, os homens faziam suas pinturas nas paredes das cavernas usando “mãos em negativo”. Eles colocavam as mãos nas paredes e assopravam pigmentos em pó (feitos com terra e rochas) sobre elas, fazendo surgir a imagem da silhueta das mãos. Então, o homem, desde a pré-história, já sabia colorir. “A partir desse dado, eu expliquei para eles a teoria de Isaac Newton do século XVII”, conta Moreira.

 

Após propor essa reflexão, a professora realizou um passeio pela escola com os(as) estudantes, com o objetivo de observar as cores das flores. Dessa forma, puderam perceber tonalidades mais claras e mais escuras, e observar como essas cores se misturam. “Depois trabalhamos com as três cores puras e como elas foram usadas na história da arte”, conta Moreira. Os(As) alunos(as) concluíram a atividade com uma experimentação a partir das cores primárias. 

 

#paratodosverem: A fotografia colorida da pintura realizada por uma criança. O fundo é azul, com diferentes tonalidades. Há alguns pontos pintados de amarelo acima do fundo azul, o que provavelmente representa um céu estrelado. 

Foto por: acervo da escola.

 

 De forma dinâmica e lúdica, alunos do 6º ano aprendem sobre as cores

 

 


 

O Boas Práticas da semana explora o mundo da literatura e o mundo das ciências. As escolas da Rede Municipal de Educação promovem ações que contribuem para a formação de novos leitores e despertam o interesse pelo universo da investigação científica.

 

 

EM Adauto Lúcio Cardoso explora a ciência na prática

 

Dentro do contexto pedagógico, a comprovação prática de ensinamentos é um excelente caminho para melhor a compreensão dos assuntos abordados. Diante disso, estudantes do 8º ano da Escola Municipal Adauto Lúcio Cardoso tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência científica partindo da aprendizagem investigativa para reforçar um conteúdo indispensável nas aulas de ciência: a digestão dos alimentos.

 

Para isso, foi apresentada para a turma uma situação problema em que um paciente apresentava sintomas que  levaram o médico a desconfiar de uma possível deficiência na produção de enzimas digestivas. Assim, foi pedido que o paciente realizasse alguns exames para avaliar a hipótese médica. Dessa forma, os (as) estudantes simularam dois processos digestivos: a digestão do amido pela saliva e a digestão de proteínas pelo estômago. 

 

Para essa simulação, foram feitos experimentos testando a digestão de amido em batatas, com o uso de iodo e saliva; e a digestão da proteína do ovo pelo suco de abacaxi. Por meio dessa prática, os(as) estudantes foram estimulados a elaborar hipóteses, registrar os resultados observados, elaborar explicações para os fenômenos observados, discutir e comparar suas ideias com os pares. A turma ainda participou de discussões acerca da importância da mastigação para favorecer a digestão dos alimentos e conheceu algumas doenças relacionadas à baixa produção de enzimas digestivas, além de suas consequências para a saúde.

 

As práticas investigativas são muito importantes no ensino de ciências por favorecerem a aproximação das experiências de aprendizagem que ocorrem na escola aos processos e práticas científicas. Além disso,  ao observarem diretamente os fenômenos biológicos da digestão, os(as) estudantes puderam tornar concretos conceitos que geralmente são abstratos, possibilitando sua apreensão. Esse tipo de atividade também confere engajamento, demonstrando ao(à) aluno(a) que ele(a) é um protagonista no processo. 

 

Ao proporcionar uma abordagem prática e investigativa, essas atividades contribuem para uma educação mais significativa e inspiradora, despertando o interesse pela ciência e pela pesquisa. “Achei muito legal a comparação do suco de abacaxi com o ácido do estômago e o experimento da batata com a saliva. Foi legal visualizar as reações que têm dentro do nosso corpo. Gostei também de primeiro fazermos as hipóteses, para depois sabermos os resultados.”, afirma Emília Moreira, estudante da turma.

 

Conhecendo a horta na Emei Ipiranga

 

Ao longo de 2024, o “Projeto Alimentação Saudável” buscou conscientizar estudantes, famílias e  funcionários(as) da Emei Ipiranga em relação à importância de uma alimentação saudável, demonstrando que ela é culminância de um processo de várias etapas. Tal ação busca demonstrar como a relação humano-natureza pode ser harmoniosa, desde que trabalhada com cuidado e conhecimento, construindo sujeitos preocupados(as) com o ambiente em que crescem.

 

Assim, o projeto procurou demonstrar como o processo da alimentação se inicia com antecedência, desde o plantio até  etapas como o processamento (ou não) do alimento, a escolha de compra, a armazenagem, o preparo, a ingestão e o desperdício, por exemplo. A proposta procurou orientar as crianças em um caminho pautado por melhores escolhas, que busquem causar menos impacto ambiental, fortalecer o comércio local e reconhecer o processo alimentar como um pilar indispensável para a manutenção da saúde individual. 

 

As professoras levaram as crianças da faixa etária entre um e dois anos para conhecer a horta. Elas puderam caminhar pelo espaço, com a tarefa de tentar sentir o cheiro do manjericão e da salsinha, algumas das culturas presentes na horta escolar. Ainda tiveram a oportunidade de colher tomates maduros e degustá-los. 

 

Hiolauza, uma das professoras responsáveis pelo projeto, relata suas percepções acerca dos impactos da proposta:  “Proporcionamos para as nossas pequenas crianças um excelente momento de vivência e experimentação. Elas puderam tocar, sentir a terra entre os dedos, cheirar o manjericão, além de saborear um tomate colhido por elas mesmas. Puderam perceber as diferentes texturas de cada folha: algumas mais lisas, outras já ásperas. Foi uma atividade que, através da interação e mediação pedagógica, fez com que os alunos adquirissem novas habilidades e conhecimentos”. 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de uma turma de crianças de um e dois anos conhecendo a horta da escola. É possível ver cerca de 10 meninos e meninas na frente de uma das plantações, com as folhas verdes já para fora da terra. Uma professora posa sorridente ao lado delas. 

Foto por: acervo Emei Ipiranga.

Crianças da Emei Ipiranga conhecendo a horta da escola

 

EM Marlene Pereira Rancante comemora o “Dia Mundial do Livro”

 

No dia 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil e, no dia 23, o Dia Mundial do Livro. Trata-se de datas que nos convidam a incentivar a leitura e a homenagear autores(as), além de movimentar a escola no mês de abril, com ações que  celebram a leitura e cumprem o papel de incentivar novos leitores e amantes da literatura. Pensando nisso, a EM Marlene Pereira Rancante propôs ações pedagógicas com o objetivo de incentivar e demonstrar a importância da leitura para os(as)  762 estudantes da instituição, além professores(as) e funcionários(as). 

 

Atividades lúdicas alusivas ao livro e à leitura aconteceram tanto no turno da manhã como no da tarde. Nas salas de aula, em forma de uma ação surpresa, estudantes e professores(as) receberam a vista da "Turma do Livro" - professores fantasiados de personagens presentes nas histórias - Dom Pedro I, Chapeuzinho vermelho, Branca de neve, Cleópatra e uma fada. A ideia era lembrar dos contos e de seus ensinamentos, além de trazer novos conhecimentos e estimular os(as) estudantes a frequentarem a biblioteca. 

 

Soma-se a isso a realização do sorteio de um livro para cada uma das turmas visitadas. Durante o recreio dos dois turnos, na biblioteca, houve a leitura de um poema e a distribuição de mensagens sobre o dia do livro e sobre a importância da leitura. Já na sala dos(das) professores(as), foi realizada a leitura de um poema por dois estudantes, uma música foi apresentada ao som do violão e mensagens foram entregues aos(às) docentes.

 

Por fim, todos os(as) funcionários(as) da escola também participaram da ação pedagógica: receberam mensagens sobre o dia do livro e foram incentivados a, além de serem leitores, também serem contadores de suas próprias histórias. Alguns sorteios também foram realizados, tornando-se um momento compartilhado por toda a comunidade escolar.

 

“Como articulador de leitura, avalio como positiva as ações desenvolvidas e destaco a alegria, a surpresa e a interação com os estudantes, sem contar a satisfação dos funcionários de também terem participado.”, afirma Sidnei Marinho, professor responsável pela intervenção pedagógica realizada.

 

 

#paratodosverem: Fotografia colorida de uma aluna mostrando um livro de capa amarela adquirido durante o projeto. Dentro de uma sala de aula, ela posa ao lado de duas mulheres, uma fantasiada de Chapeuzinho Vermelho e outra de Cleópatra.

Foto por: Acervo Marlene Pereira Rancante.

A “Turma do Livro” espalhou os benefícios da leitura pelas salas

 

Os clássicos da Literatura Infantil e seus valores no mundo contemporâneo

 

A literatura é uma aliada fundamental da educação. Além de desenvolver o hábito de interpretação dos fatos, também incentiva um melhor entendimento da própria realidade. Considerando a importância pedagógica da literatura, o projeto "Os clássicos da literatura infantil e seus valores no mundo contemporâneo", desenvolvido pela professora Luciane Alves com o 1º ano do Ensino Fundamental da EM Professor João Camilo de Oliveira Torres, tem como objetivo permitir que os(as) alunos(as) tenham uma relação lúdica e prazerosa com os clássicos literários infantis. Por meio desse trabalho, os(as) estudantes ocupam, ao mesmo tempo, o papel de ouvintes e também de personagens das histórias.

 

Por meio de encenações dos contos, com painéis, cenários, músicas e figurinos dos personagens, as crianças se sentem dentro das histórias, tornando o processo de aprendizagem mais interessante e prazeroso. O projeto ainda estimula a curiosidade, a oralidade, a criatividade, a  atenção, a concentração, a imaginação, a percepção visual e auditiva dos(as) alunos(as), tornando as histórias atraentes e estimulando o gosto e o hábito de leitura. 

 

"Eu me senti tão feliz em ser a Chapeuzinho Vermelho e depois a Branca de Neve, junto da professora Luciane e de meus colegas da turma, pois sempre sonhei em viver em um mundo encantado, onde todas as crianças fossem felizes e respeitadas. Eu nunca quero sair deste mundo encantado. Gostaria de viver nessas histórias para sempre", relata a aluna Geovana, de 5 anos.

 

#paratodosverem: a foto mostra a professora e 10  alunas vestidas de Branca de Neve. Todas estão com vestidos com a parte de cima azul e saia amarela, e a professora está com uma peruca preta curta. Ao fundo, no quadro, há cartazes e fotos dos personagens: Branca de Neve, rainha má e espelho mágico. 

Fonte: acervo EM Professor João Camilo de Oliveira Torres.

Alunas do 1º ano interpretam personagens dos clássicos infantis

 

Projeto “Não seja um banana” promove reflexão na EM Prefeito Souza Lima

 

“O Diário de um Banana” é o primeiro livro da série homônima escrita por Jeff Kinney. O livro, apresentado como um diário escrito pelo personagem Greg Heffley (um garoto de 12 anos), concentra-se nas experiências e desafios enfrentados com frequência na adolescência, como bullying e situações embaraçosas, por exemplo. Considerando essas características, a professora Mônica Armaneli está desenvolvendo o trabalho “Não Seja um Banana” com sua turma, na EM Prefeito Souza Lima, que conta com simulações de situações que os(as)  alunos(as) tendem a vivenciar em suas rotinas. 

 

O projeto busca, por meio da produção de textos respondendo à pergunta “Por que não sou um banana”, incentivar o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, partindo da leitura do  livro para realizar tarefas diárias de alfabetização e letramento. Entre os objetivos do trabalho estão dominar as relações entre grafemas e fonemas, compreender a natureza alfabética do nosso sistema de escrita e desenvolver a fluência e a rapidez de leitura.

 

Durante as atividades, os(as) alunos(as) identificaram o medo e a falta de iniciativa como elementos que podem atrapalhar o enfrentamento de desafios cotidianos. Dessa forma, o trabalho também assume um papel no processo de autoconhecimento dos(as) estudantes.

 

”#paratodosverem: a imagem é uma montagem com quatro fotos. Na primeira, há um exemplar do livro “O Diário de um Banana”, de capa vermelha e com desenho de um menino triste. Na segunda foto, há uma folha da atividade em branco, ilustradas com alguns desenhos dos personagens do livro. Na terceira imagem, há uma folha com o desenho do mesmo menino da capa, porém com pequenos outros desenhos atrás. Na quarta foto, há mais uma folha de atividade com a pergunta o que é ser um banana e porque não são bananas. 

Foto por: acervo da EM Prefeito Souza Lima.

 

Atividades feitas pela turma sobre o livro “O Diário de um Banana”

 

 


Boas Práticas Especial 02 de maio

Eleições do Projeto Ouvidor Jovem 2024 dão largada para a atuação dos(as) estudantes

 

O projeto Ouvidor Jovem é uma ação conjunta desenvolvida pela Subcontroladoria de Ouvidoria em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, que  objetiva incentivar as ações de gestão participativa nas escolas, encorajando o protagonismo dos(as) estudantes da Rede Municipal de Ensino de BH, sensibilizando  e estimulando as comunidades escolares a refletirem sobre o dever de participação, a corresponsabilidade e o controle social. 

 

 

A metodologia do projeto consiste em fases de divulgação da proposta, captação de alunos e alunas que desejam se candidatar ao cargo de ouvidor jovem, campanha eleitoral e, posteriormente, o início das atividades como ouvidor(a). Após a posse, utilizando o Sistema de Ouvidoria e Gestão Pública, por meio de acesso virtual, os(as) estudantes do Ensino Fundamental captam demandas na comunidade escolar, de modo a colaborar para a ampliação e a consolidação de ações que visem ao protagonismo estudantil nas escolas.

 

 

“O Projeto Ouvidor Jovem é mais um dos projetos  da Diretoria de Educação Integral que visa o protagonismo dos estudantes da Rede Municipal de Belo Horizonte. As ações exercidas nele formam estudantes corresponsáveis com a cidade, na medida que  exercem a  cidadania e se responsabilizam pela participação na administração da comunidade e, consequentemente, da cidade.”, afirma Jussara Miranda Quintão, diretora da Educação Integrada.

 

Em 2024, nove  escolas da Rede Municipal de Ensino de BH participam do projeto, sendo que cada uma, após o período eleitoral, elege um ouvidor jovem e dois suplentes para integrarem a equipe. Neste ano, as instituições participantes são: Escola Municipal Dulce Maria Homem, 

 

Regional Barreiro; Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira, Regional Leste; Escola Municipal Professor Daniel Alvarenga; Regional Norte; Escola Municipal Francisco Campos, Regional Norte; Escola Municipal Governador Carlos Lacerda; Escola Municipal Anísio Teixeira, Regional Nordeste; Escola Municipal Salgado Filho, Regional Oeste; Escola Municipal Maria de Magalhães Pinto; Regional Pampulha; Escola Municipal Armando Ziller, Regional Venda Nova.

 

 

#paratodosverem:fotografia colorida dos candidatos do projeto junto às orientadoras. Dez crianças e 3 mulheres adultas posam para a foto à frente do quadro da sala, entre uma televisão contendo a foto de uma candidata e da urna utilizada para a eleição.

Foto por: Acervo Smed

Estudantes da EM Maria de Magalhães Pinto participam de processo eleitoral 

 

 

A estudante Amanda Cristine dos Santos Cruz, candidata do 7º ano da EM Maria de Magalhães Pinto, conta como decidiu participar do projeto, revelando que enxergou na proposta uma maneira de transformar a comunidade escolar: “A gente passa mais tempo na escola do que nas nossas próprias casas, e ela tem que ser um ambiente seguro e confortável para todos ficarem bem aqui. A gente está tendo a oportunidade de sugerir, reclamar ou até elogiar, não só sobre a escola, mas sobre o bairro também. Como candidata, penso que o que vai me eleger são minhas atitudes e, nesse processo da campanha, eu estou dando meu melhor e me esforçando pois quero muito esse cargo. Eu quero muito ter essa responsabilidade de poder cuidar da nossa escola querida”.

 

A professora Liliane Rezende, articuladora do Ouvidor Jovem na EM Maria de Magalhães Pinto, ressalta a importância que o projeto adquire ao mostrar ao(à) estudante que ele(a) possui voz dentro do processo de aprendizado: “Quando ele sente que ele tem importância, que ele é um protagonista, ele tem maior vontade e desejo de estar nesse espaço e, portanto, de aprender. Além de mobilizar a escola, o Ouvidor Jovem proporciona essa comunicação direta com alguém que vai ouvir, algo que é muito legal para os estudantes”.

 

O projeto se estenderá ao longo de 2024 buscando promover a transformação positiva dos ambientes escolares. Na próxima etapa, ocorrerá a cerimônia de posse dos ouvidores e suplentes eleitos, que serão treinados para utilizar a plataforma BH Digital e colocar em prática o fluxo de informações proposto pelo projeto.

 

 

Os ouvidores jovens são o canal direto de comunicação da comunidade escolar com a Prefeitura de Belo Horizonte. Utilizando o Sistema de Ouvidoria e Gestão Pública, os(as) alunos(as) captaram demandas na comunidade escolar, de modo a colaborar para a ampliação e a consolidação de ações que visam ao protagonismo juvenil nas escolas. Assim sendo, ao exercerem, entre seus pares, o papel de incentivadores, catalisadores e propulsores da importância da participação da comunidade escolar, contribuem para o aprimoramento das políticas públicas do município.  

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um estudante participando da eleição do projeto. Ele está sentado em uma cadeira e, à sua frente, se encontra um notebook utilizado como urna, isolado por uma caixa azul e verde. Sua mão se encontra sob o mouse do computador.

Foto por: Acervo Smed

Estudante participa da eleição do Ouvidor Jovem 2024

 


Projeto Baú de Experiências Brincantes movimenta a Emei Palmeiras

 

Nada é mais próprio da infância do que a brincadeira. No ambiente escolar, é importante considerar esse aspecto, de modo que devem ser desenvolvidas oportunidades de  atrelar essa prática tão importante da infância às intencionalidades pedagógicas. Nesse sentido, as escolas precisam constituir espaços que promovam aprendizagens significativas para os(as) estudantes, de modo que possam explorar os movimentos, interagir com outros colegas, fazer descobertas, entrar em contato com a natureza e encarar os diversos desafios que essas vivências podem propiciar. Diante disso, o ‘brincar’ surge como uma atividade que auxilia na formação e na socialização, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, sociais, físicas, afetivas, cognitivas e emocionais.  

 

Pensando nisso, o projeto “Baú de Experiências Brincantes”, desenvolvido na Emei Palmeiras, buscou potencializar materiais e espaços brincantes, sempre considerando a participação, os apontamentos e os desejos das crianças. Ao compreender a brincadeira como aliada nos processos de ensino-aprendizagem, abre-se um horizonte de possibilidades. A proposta busca ampliar o repertório de experiências brincantes, desenvolver a coordenação motora, o trabalho coletivo e a cooperação, além de  estimular a imaginação, a criatividade e a curiosidade das crianças das turmas envolvidas.

 

Para tal, em um primeiro momento, foi realizada uma roda de conversa para apresentar o baú e o projeto, bem como explicar as etapas da proposta. Assim, foi feito um levantamento sobre as concepções e conhecimentos prévios das crianças sobre brincadeiras  e o que gostariam de saber mais sobre o tema, por meio de discussões e cartazes. Essa fase foi importante para entender as demandas de cada pessoa, valorizando-as como diferentes indivíduos e buscando uma atuação mais assertiva no processo.

 

Como parte do projeto, toda semana, uma experiência brincante é realizada no pátio ou na sala de aula, complementada por registros fotográficos e escritos, além de desenhos, pinturas, recortes e colagens. Ao longo do mês de abril, as práticas abordadas foram: luz negra e sombras; formação do arco-íris; desenho nadando e dedo mágico com orégano.

 

Essas e outras atividades trabalhadas serão retratadas em um pequeno livro ao final do projeto, como culminância da proposta. O material divulgará as experiências pelas quais as crianças mais se interessaram e será ilustrado com os desenhos da turma de 5 anos. Visando à construção de cidadãos conscientes e garantir seu direito à cultura e aos espaços da cidade, também serão realizadas visitas em locais brincantes de Belo Horizonte, como o Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu das Minas e do Metal Gerdau, o Memorial Minas Gerais Vale, o Museu de Ciências Naturais PUC Minas, o Espaço do Conhecimento da UFMG, dentre outros.

 

A professora Ana Paula, referência da turma de crianças de dois anos, detalha o impacto positivo das ações:  "Percebo que, a cada experiência oferecida às crianças, elas têm a oportunidade de ampliar o repertório de brincadeiras, desenvolvem habilidades sociais, cognitivas, emocionais e físicas. De forma natural, exploram a criatividade, estimulam a imaginação e aprofundam os vínculos com professoras e colegas. O projeto tem sido um meio importante para o desenvolvimento da turma".

 

#paratodosverem: colagem com seis fotografias demonstrando diferentes brincadeiras exploradas no projeto. As três fotos de cima apresentam: uma menina colocando o braço em uma caixa misteriosa; uma outra vendada em uma cadeira; e a outra com várias crianças fazendo experimentos com panelas. Nas três fotos de baixo, os(as) estudantes estão explorando plantas com lupas, desenhando na luz negra e cuidando de uma horta.

Fotos por: Tatiana Reis

 

Colagem com algumas das propostas brincantes trabalhadas pelo projeto

 

Emei Goiânia brinca com o alfabeto e celebra a diversidade 

 

Entender a história e a cultura dos povos que compõem o Brasil é essencial para compreender o país e sua diversidade. Na Emei Goiânia, o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena faz parte do projeto político pedagógico e das práticas escolares desenvolvidas ao longo do ano. Com o objetivo de descobrir nossas raízes, entender nosso passado e pensar no presente, desmistificando ações e falas preconceituosas, a professora Claudete Maria de Freitas Cunha está desenvolvendo, ao longo deste ano, o projeto “Brincando com o Alfabeto, Valorizando Palavras de Origem Africana e Indígena” com a Turma do Carinho, composta por crianças de 4 a 5 anos de idade. “A ideia é fazer uma atividade diferenciada para cada letra do alfabeto”, explica Cunha.

 

No trabalho, cada letra do alfabeto simboliza um objeto ou uma arte que remete às culturas afro e indígena. No mês de abril, por exemplo, os alunos aprenderam sobre culinária com a degustação de um bolo de fubá e participaram de uma roda de capoeira, promovida em parceria com o oficineiro Higor Bruno Oliveira Silva. Dessa forma, o alfabeto lúdico, que trabalha desde a palavra ginga ao nome Heitor dos Prazeres, tem cativado os(as) estudantes. "Achei legal, porque trabalha a questão da cor, do cabelo e saiu daquela mesmice de ‘A’ de ANEL etc. As crianças estão gostando muito! O aluno que acompanho está encantado, só fica passando a mão no alfabeto”, relata Cinthia Cordeiro de Aguiar Vieira, auxiliar de apoio à inclusão.

 

Cunha ressalta ainda a importância da prática para que as crianças ampliem o vocabulário e o sentimento de pertencimento de forma divertida e prática: “Cada letra envolve uma atividade diferenciada, de forma que a criança aprenda brincando e se veja nesse processo, criando uma identidade”.

 

 

#paratodosverem: colagem com quatro fotografias coloridas, com duas fotos em cima e duas fotos abaixo. A primeira, da esquerda para a direita, mostra o oficineiro Higor ensinando capoeira para 10 crianças. Na segunda foto, ainda da oficina, as crianças estão com os braços posicionadas de forma horizontal à frente do corpo. Na terceira foto, 16 crianças estão reunidas, com suas carteiras em roda, em volta de uma mesa com uma forma de bolo em cima. A professora está em pé, completando o círculo, falando com as crianças. Na quarta foto, a forma está destampada e é possível ver o bolo de fubá.. Algumas crianças estão sentadas em cadeiras atrás da mesa. 

Fotos por: acervo da Emei Goiânia.

 

Alunos participam de oficina de capoeira e degustação de bolo de fubá com o projeto Brincando com o Alfabeto, Valorizando Palavras de Origem Africana e Indígena

 

Emei Universitário viaja pela África 

 

No ano de 2024, a Emei Universitário implementou o projeto institucional “Vivendo a diversidade: ritmos, cores, sons, traços, sabores e saberes da cultura afro-brasileira”, com o intuito de ampliar  as vivências com a diversidade, em busca da construção de sujeitos antirracistas. Para atingir a proposta, as turmas Cuscuz, Baobá e Terra Mar propuseram investigar nossas origens, propondo uma viagem pela África. 

 

Dessa forma, o projeto procura resgatar vivências e saberes de países importantes do continente, a fim de entender como isso se manifesta na realidade brasileira. Para tal, os destinos escolhidos para as “viagens” foram: África do Sul, Egito, Guiné-Bissau e Moçambique (sendo que os dois últimos são nações que adotam o português como língua oficial).

 

A primeira parada foi orientada pela professora Rosemeire, que apresentou sua experiência como missionária em países da África. Ela também realizou uma exposição com os objetos que trouxe de lá. Também foi possível conhecer mais sobre a cultura de Guiné-Bissau, já que as crianças puderam conversar com Alexandre, nascido no país e pai da aluna Elis. Como forma de enriquecer o encontro, ele apresentou a moeda oficial daquele país, compartilhou curiosidades e fez dois sucos que são muito consumidos por lá: tamarindo e hibisco. 

 

A experiência deu o que falar na Emei Universitário: “Adorei saber o nome do pai da Elis na África! É bem diferente dos nomes daqui de Belo Horizonte.”, afirmou a aluna Isis Moreira. A expectativa é de que crianças seguirão viajando pelo continente africano no decorrer do projeto, conhecendo a importância de valorizar a diversidade cultural por meio de exposições enriquecedoras como as de Alexandre e de muitas novas e divertidas experiências.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de Alexandre realizando sua apresentação. A foto, tirada pela lateral, mostra que ele está à frente do quadro, conversando com a turma. Ao fundo, é possível ver uma dezena de crianças encostadas na parede ,observando a apresentação.

Foto por: acervo Emei Universitário.

A visita de Alexandre inaugurou as viagens pela África 

 

 Dia Nacional dos Povos Indígenas na EM Professor Lourenço de Oliveira

 

Aproveitando o mês em que se comemora o  Dia Nacional dos Povos Indígenas, celebrado anualmente no dia 19 de Abril, a EM Professor Lourenço de Oliveira realizou um importante trabalho de valorização dessa parcela tão fundamental na sociedade na formação da cultura brasileira. Ao entrar em contato com materiais que valorizam as tradições e a diversidade originária do país, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os costumes, as influências e a herança cultural dos povos indígenas. 

 

O trabalho teve como foco a contação  de histórias de obras de autoria de escritores indígenas, mas também foram desenvolvidas atividades de apreciação das imagens e roda de conversa com ricas discussões e registro, por meio de desenhos, da riqueza das culturas dos povos originários. Além disso, os(as) estudantes ouviram a música "Pindorama", do grupo Palavra Cantada, que aborda como era o Brasil antes da  “chegada” de Pedro Álvares Cabral, no século XV. As reuniões coletivas e expositivas geraram um importante fluxo de reflexões acerca da presença e da influência dos povos nativos do país na sociedade que conhecemos.

 

#paratodosverem: fotografia colorida da contação de histórias realizada pela turma. 15 estudantes e a professora estão ao redor de um pano verde estampado com flores rosas. Em cima do pano, encontram-se sete livros, de capas marrom, vermelha, branca e amarela. 

Foto por: acervo EM Professor Lourenço de Oliveira

Crianças reunidas para a contação de histórias de autores indígenas brasileiros

 

Projeto Transtorno do Espectro Autista (TEA) na escola

 

A Escola Municipal Lídia Angélica promoveu uma série de palestras e atividades sobre o tema “autismo”. A proposta foi disseminar informações e apresentar novas possibilidades para uma educação mais inclusiva em relação aos alunos autistas que estudam na instituição, iniciando uma discussão mais ampla sobre deficiência e neuro divergência no âmbito de toda a comunidade escolar. 

 

A sigla TEA - Transtorno do Espectro Autista - é pouco conhecida e compreendida, apesar das estatísticas de estudiosos internacionais indicarem que o número de crianças autistas é de 1 para cada 36 crianças neurotípicas. Muito distante de ser um "surto de autismo", como popularmente disseminado, esse número reflete uma subnotificação do referido transtorno, uma vez que os critérios diagnosticados foram atualizados na última década, e muitos adultos contemporâneos não foram diagnosticados na infância ou adolescência. Identificar e aprender a lidar com divergências e dificuldades cotidianas do grupo diagnosticado com TEA tornou-se o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto, com ações de ordem teórica e prática que culminarão em um ambiente escolar mais compreensivo e inclusivo. 

 

A diversidade e a necessidade de uma educação inclusiva são previstas na BNCC, independentemente das habilidades específicas e competências a serem desenvolvidas, tendo em vista a necessária flexibilização para uma efetiva inclusão no ambiente escolar. A Lei 13.146/2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, é mencionada na BNCC devido à sua importância para a promoção de uma comunidade escolar mais inclusiva. 

 

A coordenadora pedagógica geral da EM Lídia Angélica, Graziela Soares, explica a importância de inserir os(as) educadores(as) no debate sobre o tema: “A participação dos educadores nas palestras foi de suma importância para a capacitação desses profissionais em relação ao trabalho em sala de aula com alunos autistas, a questão da inclusão sempre deve ser discutida para que possamos identificar certas características comportamentais e poder ajudar da melhor forma no atendimento desses alunos pedagogicamente”.

 

Ciclo de debates

 

Considerando a importância de debater esse assunto dentro da comunidade escolar, uma série de medidas foram adotadas com o objetivo de conscientizar os(as) estudantes sobre essa questão. Uma delas foi a atividade desenvolvida com os(as) alunos(as) da Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental, que foram agraciados(as) com uma "contação de histórias" do livro da DoroTEA  -  A peixinha autista, do autor Bruno Grossi Begê, que esteve presente para realizar a atividade. Exemplares do livro foram disponibilizados na biblioteca.

 

Para a professora alfabetizadora Creusa Coelho, a ação promoveu novas reflexões produtivas sobre o assunto: “Houve encontros com professores e alunos juntos no mesmo espaço e encontros apenas com professores para discussão do tema e o debate sobre formas de alcance dos autistas dos três suportes: 1, 2 e 3 e formas de abordagem para desenvolvimento de aprendizagens”.

 

Por meio do projeto, foi possível conscientizar a comunidade escolar a respeito do TEA, além de preparar professores, equipe pedagógica e funcionários para lidar com o bullying contra alunos neuro divergentes, assim como com suas crises e necessidades de aprendizagem específicas. Dessa forma, será possível criar na escola um ambiente inclusivo e acolhedor para autistas e neuro divergentes. "Aprendi que nós temos que ter mais cuidado com os autistas em relação à sua deficiência como por exemplo com os barulhos, incluir nas atividades da sala, apoiá-los, ser amigo, não ser rude com eles e falar da forma que eles nos entendam. Nas outras deficiências também ter respeito, ajudá-los na realização das tarefas e trabalhos em grupo e festividades da escola", relata Fabricio Soares Montorri, aluno do 6° ano que participou das atividades.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um mural. Nele, há diversos cartazes, recados e desenhos sobre inclusão e acolhimento ao autista, como “Autismo não é doença, é apenas uma diferença” e “Enquanto existir amor não existirá diferença”. 

Foto por: acervo EM Lídia Angélica.

Atividades sobre o Transtorno de Espectro Autista levam alunos e educadores a refletir sobre a escola como ambiente acolhedor

 


 

Educação e saúde seguem juntas em BH

 

Em Belo Horizonte, saúde e educação andam de mãos dadas, e um exemplo disso é a parceria da Secretaria Municipal de Educação com o Hospital Evangélico, no Centro Nefrológico de Venda Nova. O projeto teve início em  2018, quando uma equipe multidisciplinar da saúde do hospital procurou a Smed com  a possibilidade de implementar turmas de EJA no hospital.  Com o trabalho da Escola Municipal Padre Marzano Matias, referência nesse atendimento, pacientes em tratamento de hemodiálise tornaram-se estudantes do Ensino Fundamental.

 

Alunos(as) da EJA se superam:  hemodiálise e aulas ao mesmo tempo

 

O projeto “Vivendo e Aprendendo”, em parceria com a Unidade de Nefrologia do Hospital Evangélico, em Venda Nova, tem alcançado êxito e favorecido transformações reais na vida dos(as) estudantes. Ter aulas enquanto realizam os procedimentos de hemodiálise permitiu que os pacientes conquistassem a autonomia de realizar sozinhos procedimentos médicos que poderiam ser feitos em casa, mas que eram realizados no hospital devido à dificuldade de ler e interpretar informações. A proposta tem o objetivo de capacitar as turmas não apenas para ler e escrever, mas também para dominar o conteúdo programático do Ensino Fundamental.

 

As aulas são ministradas pelos(as) professores(as) da escola durante o processo de hemodiálise, que costuma durar de duas a duas horas e meia. De acordo com Júlio Cezar Matos Pereira, diretor da Escola Municipal Padre Marzano Matias, as nove turmas aprendem todas as disciplinas (como português, matemática, ciências, geografia e arte), que são adaptadas de acordo com o nível de aprendizado de cada grupo: “Tem alunos no processo de alfabetização, alguns já são alfabetizados num nível intermediário e outros são mais avançados, já estão no processo final da alfabetização. As atividades são elaboradas coletivamente pelos professores e pela coordenação pedagógica para o perfil de cada estudante, pois  esse atendimento é individualizado”.

 

O trabalho é também uma forma de ocupar o tempo em um momento que gera ansiedade nos pacientes, que é o tratamento. Denise Fernanda Risi, coordenadora pedagógica das turmas externas da EJA, enaltece o interesse, a persistência e a resiliência dos(as) alunos(as): “São pessoas que buscam na escola uma forma de realizar o sonho de completar os estudos que não puderam ser concluídos em idade regular; mas também buscam uma forma de ocupar o tempo que disponibilizam para o tratamento de saúde que fazem no Centro de Nefrologia. Às vezes se surpreendem e verbalizam sobre a influência positiva da oportunidade de estudar durante o seu tratamento”.

 

Por ano, projeto capacita mais de 20 alunos para cursar o Ensino Médio. Além disso, colabora para o processo de emancipação desses(as) estudantes. “Tivemos o relato do hospital de que alguns desses ex-alunos, depois que aprenderam a ler melhor, interpretar, trabalhar melhor com os textos e com a leitura, conseguiram inclusive ter alta ou diminuir o tratamento, já que muitos dos procedimentos poderiam ser feitos em casa e não são feitos pela dificuldade de entender e interpretar as informações”, relata Pereira.

 

Em visita à unidade, o secretário de educação, Bruno Oitaven Barral, reforçou a importância da iniciativa e incentivou os(as) pacientes-estudantes a se fortalecerem nessa jornada por saúde e educação. O projeto demonstra a importância da parceria que, além de ofertar, ampliar e promover o sonho de jovens e adultos de completar os estudos que não puderam ser concluídos em idade regular, contribui para levar a perspectiva de novos horizontes e possibilidades na busca por uma vida mais saudável, especialmente no que diz respeito à saúde mental e social.

 

#paratodosverem: fotografia colorida do secretário de educação no Centro Nefrológico de Venda Nova. À sua frente, está sentada uma paciente usando aparelhagem, com um lápis na mão e uma folha no colo. O secretário olha e aponta para a folha, mostrando algo no papel para a paciente. 

Foto por: Beth Fraga.

 Secretário municipal de educação visita Centro Nefrológico de Venda Nova

 

A ideia é pioneira e inspirou iniciativas semelhantes na cidade. Segundo Risi, em fevereiro deste ano, outras quatro turmas foram abertas  na Fundação Hospitalar São Francisco de Assis, no projeto nomeado de “Linhas que dão vida”. Para Pereira, projetos como esse são fundamentais não só pelos resultados pedagógicos, mas também pelo retorno humano: “É muito importante que haja as conquistas que eles (os alunos) vêm tendo na vida social, não só na vida escolar, a medida que eles alcançam outros direitos na sociedade a partir do contato com a aprendizagem.”

 

#paratodosverem: fotografia colorida da porta de uma sala. Nela, está escrito, em letras laranjas, “EJA EXTERNA”. Acima da identificação, há um enfeite de estrela dourado. Abaixo, um enfeite de urso com roupa cor de rosa. 

Projeto da EJA Externa alfabetiza turmas durante o processo de hemodiálise

 


Dia Nacional do Livro Infantil

 

A literatura infantil brasileira, dada sua importância para a construção da educação no país, possui data própria: o 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil. A data é parte integrante do calendário oficial do Brasil desde janeiro de 2002, quando o Congresso Nacional aprovou a comemoração em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que nasceu nesse mesmo dia, em 1882, em Taubaté, São Paulo.

 

Para utilizar a data como uma forma de enaltecer e valorizar o poder da leitura, as escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (RME-BH) preparam atividades que colocam os livros num lugar de protagonismo na transformação de alunos(as) em cidadãos(ãs) preocupados(as) em transformar o mundo em um lugar melhoras para todos e todas.

 

EM José Maria Alkmim

 

A celebração do 18 de abril foi marcada por atividades que fomentam o incentivo à leitura como essencial para uma educação cidadã e de qualidade na EM José Maria Alkmim. Na escola da Regional Venda Nova, a biblioteca contou com uma semana de atividades especiais, com contação de histórias e diversas exposições literárias. A ação teve o objetivo de comemorar o “aniversário do amigo livro”, representando uma verdadeira celebração do ato de ler.

 

Inicialmente, por meio de vídeos interativos, canções e contação de histórias das obras "Você é importante", de Christian Robinson, e "Direitos do pequeno leitor ", de Patricia Auerbach, buscou-se estimular e incentivar o hábito da leitura, demonstrando seus benefícios. Além disso, trabalhou-se com outra função essencial dos livros: sua capacidade de registrar histórias em um mundo onde a cultura de qualquer povo é registrada por meio da escrita.

 

As atividades seguiram com a confecção de um grande livro interativo em que os personagens da história eram fantoches, reforçando o caráter de participação do(da) estudante na construção dos saberes. Assim, o Dia Nacional do Livro Infantil foi de grande importância para  garantir novas oportunidades de formação cidadã. 

 

Nesse sentido, a escola destaca como é essencial que o acervo das bibliotecas potencialize o incentivo à leitura, garantindo a dinamização e a democratização desse bem cultural. "O livro é o grande protagonista da disseminação do conhecimento científico produzido em todo o mundo!", afirma Érica Lopes, bibliotecária da RME-BH.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de quatro crianças brincando com fantoches do livro interativo. Cada uma tem, em uma das mãos, um dos quatro personagens principais da Turma da Mônica. O menino que segura o Cebolinha olha para a câmera enquanto as outras três meninas brincam entre si. Ao fundo, é possível ver o grande livro aberto. 

Foto por: acervo EM José Maria Alkmim

Estudantes brincam com o livro interativo

 

 

EM Desembargador Loreto Ribeiro de Abreu

 

Em referência ao autor homenageado pela data, os(as) docentes da EM Desembargador Loreto Ribeiro de Abreu trabalharam com os(as) estudantes o vasto acervo do Sítio do Picapau Amarelo, apresentando vídeos, histórias e músicas. Além disso, foi exposta, na rampa de acesso da escola, a cronologia de Monteiro Lobato e de seus personagens, contando com uma estante repleta de livros do escritor brasileiro.

 

A escola também elaborou um bingo literário com perguntas sobre os livros de interesse dos estudantes. Além disso, foi possível trabalhar temas relacionados aos povos originários do Brasil, unindo outra data importante, que é celebrada no dia seguinte ao Dia Nacional do Livro Infantil.

 

As atividades trabalhadas nos turnos da tarde e da manhã foram orientadas pela leitura de textos de Monteiro Lobato. Dessa forma, além do incentivo à leitura, foi possível demonstrar a riqueza da cultura brasileira, que pode ser acessada e conhecida por meio de registros históricos como os livros, ressaltando sua importância.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida dos estudantes observando a cronologia de Monteiro Lobato exposta na rampa da escola. Na rampa, fragmentos plastificados contendo detalhes da vida do autor e de personagens estão colados num papel rosa no corrimão. Em fila, cerca de cinco jovens realizam a leitura, enquanto outros esperam. 

Foto por: acervo da EM Desembargador Loreto Ribeiro de Abreu.

Estudantes aprendem sobre Monteiro Lobato e o Sítio do Picapau Amarelo 

 

 

 Dia Nacional dos Povos Indígenas

 

O 19 de abril marca o Dia Nacional dos Povos Indígenas, uma data que nos convida a refletir sobre a importância da cultura e das tradições indígenas na construção da identidade brasileira. O reconhecimento da pluralidade dos modos de vida, crenças, costumes, usos e herança cultural, e o respeito às formas de organização própria, bem como aos direitos originários dos povos indígenas sobre suas terras, são direitos constitucionais. Assim, a data é uma oportunidade para aprofundar as discussões acerca das questões e desafios que afetam os povos nativos brasileiros. 

 

EM Jardim Felicidade

 

Na semana do Dia Nacional dos Povos Indígenas, a Escola Municipal Jardim Felicidade recebeu a visita do pajé e professor Deda Xakriabá, indígena de um dos poucos povos originários restantes de Minas Gerais, que habita tradicionalmente o norte do estado. Os(As) estudantes puderam conversar e aprender sobre saberes e ciências ancestrais importantes para a história e a cultura viva do país. Ao final da conversa, os(as) jovens puderam saudar a diversidade existente no Brasil.

 

Durante o diálogo, o pajé Deda apresentou informações gerais sobre a realidade do povo Xakriabá, como localização do território e densidade populacional. Na sequência, abriu para perguntas livres dos(as) estudantes, que demonstraram interesse em entender suas marcas culturais, indagando sobre pintura corporal, vestimentas e adereços, divisão de tarefas no território, condições de moradia e acesso à internet, relacionamentos e casamentos, sistemas educacional e de saúde, dentre outros temas. Além dessas atividades, Deda visitou o espaço agroecológico, destinado ao cultivo de plantas, e compartilhou conhecimentos de seu povo com a professora de ciências da instituição.

 

"A presença de um indígena na escola, falando de seus saberes e culturas, é de suma importância para os estudantes, pois desmistifica os pensamentos construídos através de estereótipos. Traz também relevantes discussões sobre preservação ambiental, cultura, valores e respeito às diferenças. Receber o pajé e professor Deda Xakriabá em nossa escola foi um presente, e os estudantes se envolveram e demonstraram muita curiosidade, enriquecendo o momento.", afirma Luci Vânia Gonçalves Nunes, diretora da EM Jardim Felicidade.

 

#paratodosverem: fotografia colorida do Pajé Deda Xakriabá com os estudantes da escola. Cerca de 12 estudantes, sentados em torno de uma mesa de granito cinza, olham para ele e conversam entre si, enquanto ele mostra um caderno. O pajé está trajado com um cocar de penas brancas e azuis e apresenta uma pintura preta embaixo dos olhos e na bochecha. 

Foto por: acervo EM Jardim Felicidade.

Pajé Deda Xakriabá conversa com os estudantes

 


EM Rui da Costa Val comemora 32 anos a serviço da educação

 

Toda véspera de Páscoa ganha contornos ainda mais celebrativos na Escola Municipal Rui da Costa Val, já que é quando é comemorado o aniversário da escola. Nesse sentido, em 2024, ano que marca o 32º ano de existência da instituição, buscou-se realizar um trabalho ainda mais especial, que pudesse promover a valorização da história da EMRCV e o estreitamento dos laços de integração entre estudantes e escola.

 

Assim, foi elaborado um cronograma que pudesse atingir o objetivo de unir os universos social e cultural que constroem a identidade da escola. Como forma de incentivar o processo de investigação dos(as) alunos(as), foi proposto que eles(as), por meio de pesquisa, descobrissem quem foi o homem que dá nome à escola; além de fazerem um levantamento de todos os diretores que passaram pela escola e apresentarem um breve histórico da fundação da instituição e seu anexo. Foram trabalhados conteúdos interdisciplinares sobre o aniversário da escola, com a construção de textos, lembranças, vídeos, podcasts, entre outras atividades que promoveram a interação escola/família. 

 

Para efetivar a proposta, foram realizadas pesquisas nos arquivos da escola, com a elaboração de uma galeria com as fotos dos ex-diretores e uma filmagem de entrevistas realizadas com moradores(as) do bairro para contar a história da escola, culminando com uma contação de histórias e o compartilhamento das descobertas. Dessa forma, a celebração do aniversário da EM Rui da Costa Val surge como uma oportunidade de autoconhecimento, possibilitando uma construção humanitária em uma comunidade que almeja um convívio de igualdade, fraternidade, respeito, colaboração e cidadania.

 

O trabalho de levantamento e valorização do histórico da escola e de seus personagens possibilitou a construção de um ambiente comum, favorecendo a construção de um sentimento de pertencimento por parte dos(as) estudantes. Assim, o aniversário da instituição deixa de ser apenas mais uma data no calendário para se tornar um importante momento de partilha de conhecimento e vivências.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de estudantes comemorando o aniversário da escola. Cerca de 15 crianças formam uma roda e estendem seus braços ao centro, mostrando um bolo para a câmera. O bolo é preto com detalhes pretos e dourados, incluindo flores de ambas as cores.

Foto por: acervo EM Rui da Costa Val

 

Estudantes comemoram os 32 anos da EM Rui da Costa Val

 

Letramento Digital na EJA da EM Francisca Alves

 

Buscando a inserção dos(as) estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no mercado de trabalho, tendo em vista o acirramento da competitividade diante de questões tecnológicas, a Escola Municipal Francisca Alves vem promovendo importantes experiências de letramento digital, contribuindo para a construção de indivíduos aptos a realizar leituras digitais com fluência e utilizar dispositivos eletrônicos com independência, algo que é constantemente exigido no atual mercado de trabalho.

 

O projeto foi proposto após a observação do grupo de estudantes e suas necessidades perante a crescente digitalização tanto do mercado quanto da vida como um todo. Assim, utilizando os tablets, eles(elas) têm aulas semanais por meio do aplicativo Palma Escola, que é desenvolvido para a alfabetização de jovens e adultos. Também são utilizados os fones de ouvido e a internet disponíveis no laboratório de informática da escola.

 

Assim, a ação une o processo de alfabetização à tecnologia, dando oportunidade aos não nativos digitais a participarem desse movimento de “digitalização”. A ideia é promover uma educação que gere oportunidades por meio da equidade e da inclusão. De acordo com o observado, após alguns meses, os(as) estudantes vêm demonstrando autonomia para lidar com os recursos, o que, inclusive, favoreceu a assiduidade nas aulas. 

 

Patrícia Soares Viana, estudante de uma das turmas de alfabetização da escola, testemunha os avanços promovidos: "Estou amando a aula de informática. Ajudou muito a minha mente e também a utilizar melhor meu telefone celular. A melhor coisa que fizeram foi inventar essa aula de informática para nós", afirma.

 

Já Antônio Lopes de Souza, aluno de uma das turmas de alfabetização, também está animado: "Mudou muita coisa em relação ao conhecimento, aprendi a digitar, antes eu ficava só escrevendo no caderno e agora, usando os tablets, está melhorando muito. Gostei muito, aprendo bastante coisa", comemora.

 

Para a escola, a atividade é uma oportunidade para estudantes e professores(as), pois une alfabetização e letramento digital, promovendo o melhor uso das ferramentas disponíveis, buscando garantir a qualidade do ensino, e oportunizando situações de aprendizado mais modernas, que possibilitam maior equidade na educação, considerando um mundo já tomado pela tecnologia e que, muitas vezes, exclui tantas camadas da população. 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de cinco estudantes da EJA participando de uma atividade de letramento digital, com o auxílio de uma monitora que está em pé e aponta para a tela de um tablet. Os alunos e alunas estão sentados ao redor de uma mesa retangular de granito, equipados com fones de ouvido e tablets. 

Foto por: acervo EM Francisca Alves

Estudantes da EJA desenvolvem  letramento digital

 


O estado de Minas Gerais está em situação de emergência desde janeiro devido à alta incidência das doenças provocadas pelo Aedes aegypti. Diante do delicado contexto decorrente da situação em todo o país, diferentes formas de lidar com a questão surgem nas escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte para promover transformações sociais, melhorando as condições de saúde das comunidades nas quais as escolas estão inseridas.

 

E-book "O 4º ano contra o mosquito da dengue"

 

A Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira desenvolveu uma proposta  que surgiu do protagonismo exercido pelos(as) estudantes nas intervenções pedagógicas em  literatura, com a escrita de um livro.

 

Após as rotineiras rodas de leitura feitas em sala de aula, foi sugerido aos alunos e alunas do 4º ano que eles(as) mesmos(as) pudessem contar suas próprias histórias. Assim, tendo em vista a alta incidência de casos de dengue nos primeiros meses de 2024, os(as) estudantes propuseram escrever sobre o tema, que possui alta relevância para a vida de todos(as) da comunidade escolar. 

 

A escrita do livro foi concebida de forma bastante livre, de modo que os(as) alunos(as) sugeriram os conteúdos a serem abordados e o coordenador pedagógico da escola foi costurando todas as contribuições até que se chegasse a uma narrativa coesa. Assim, o enredo traz a história de um grupo de estudantes do 4º ano que, percebendo a ausência de colegas nas aulas, decide investigar o que estava acontecendo. Assim que descobrem que os amigos e amigas estavam doentes em função da contaminação pelo vírus da dengue, os estudantes iniciam uma campanha de conscientização no bairro Santa Tereza, onde fica a escola.

 

Explorando também as tecnologias, foram tiradas fotografias na escola que, depois, foram transformadas em desenhos do tipo colagem por meio de ferramentas de inteligência artificial. Além da inclusão digital, essa etapa do processo objetivou demonstrar aos alunos que a tecnologia, se bem utilizada, também auxilia no processo educativo. 

 

#paratodosverem: Imagem colorida do trecho de um livro digital que tematiza a dengue. Na parte de baixo, existem três imagens que foram geradas artificialmente e se assemelham a desenhos que representam três estudantes da escola. Acima, aparece o seguinte texto: “Com o passar dos dias, mais alunos começaram a faltar. Primeiro Beatriz, depois João, a Violeta… Até que quase toda a  turma estava ausente”. Foto por: acervo EM Professor Lourenço de Oliveira

 

O 4º ano contra o mosquito da dengue

 

Régis Clemente Quintão, coordenador do 2º ciclo na EM Professor Lourenço de Oliveira  e responsável direto pela montagem da obra, relatou a importância da prática para as turmas: “A confecção do livro com as turmas do 4º ano mostrou como os alunos ficam interessados quando são protagonistas do processo. A tarefa distraiu, encantou e fez com que soltassem a imaginação, despertando o prazer pela leitura, o que contribui para a aprendizagem, para a aquisição de competências e para o desenvolvimento pessoal e social. Por meio da leitura e da escrita, eles foram capazes de criar conexões entre o que é aprendido na escola e o que é vivenciado fora dela. Assim, não restam dúvidas de que a leitura é uma prática que cria possibilidades de aprendizagem criativa, de entretenimento e reflexão.”, diz.

 

Dessa forma, surgiu o e-book “O 4º ano contra o mosquito da dengue”, formulado por estudantes da rede pública municipal de educação de BH e que pode ser acessado por meio do link: <https://drive.google.com/file/d/1zA8_cv5vglaWwLwSdvBtnLbfrpBWsgdp/view>.

 

Teatro na Emei Itamarati 

 

Ainda no âmbito da utilização das expressões artísticas como meio de transmissão de conhecimentos e conscientização sobre a dengue, a Emei Itamarati, do bairro Santa Mônica, realizou uma apresentação de teatro voltada para o tema. A exposição de conhecimentos importantes na luta contra a dengue de forma lúdica traz benefícios para a construção de uma juventude atenta a importantes questões de saúde de sua comunidade.

 

A história da peça ““Itamarati contra a dengue” se passa na própria escola, quando a protagonista relata aos presentes que viu dois mosquitos passeando ao redor da instituição. Enquanto ela sai para procurá-los, eles aparecem em busca de vasilhames ou objetos com água parada acumulada para se reproduzir. Quando a personagem avista o casal de insetos no parquinho,  as próprias crianças, alvoroçadas, indicam as tampinhas e vasilhas onde a fêmea botou ovos, fazendo com que ela pudesse jogar a água fora. Depois, com o auxílio de um inseticida, os vetores da dengue foram expulsos.

 

#paratodosverem: fotografia colorida dos três atores da peça. No primeiro plano, uma mulher de macacão rosa simula uma feição de medo. Atrás dela, um homem e uma mulher estão fantasiados de mosquito da dengue, fingindo que a estão assustando, utilizando vestimentas pretas listradas e máscaras de mosquito. 

Foto por: Acervo Emei Itamarati

Personagens da peça “Itamarati contra a dengue”

 

A peça de teatro, interativa, tem trazido importantes resultados para a luta contra a dengue na escola, como indica Helberth Damasceno, pai da aluna Maria Alice: "Depois que cobrimos a piscina de nossa casa com a lona, choveu. Maria Alice imediatamente informou que o mosquito da dengue iria botar ovos em cima da piscina caso não tirássemps a água! A atividade realmente foi importante para o aprendizado da minha filha.”, relata.

 


QUALIFICA EJA 

 

Com o propósito de informar, encorajar e disponibilizar oportunidades de aprendizagem e qualificação profissional para os(as) estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Belo Horizonte, foi realizado o Qualifica EJA 2024. A proposta, efetivada em parceria da Secretaria Municipal de Educação (Smed) com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), é uma contribuição na transformação da vida de milhares de jovens, adultos(as) e idosos(as) que buscam a escola como um meio de retornarem ao mundo do trabalho e/ou de manterem sua empregabilidade.

 

Realizada entre os dias 25 e 27 de março, o Qualifica EJA contou com a participação de estudantes e docentes da EJA, gestores públicos da Smed e da SMDE, colaboradores e parceiros, reunidos para construir futuros mais prósperos ao lado dos participantes. O principal objetivo da ação foi contribuir com a formação integral, profissional, cidadã e crítica dos(as) jovens, adultos(as) e idosos(as) estudantes da EJA, com base no desenvolvimento das competências socioemocionais e de maneira a proporcionar-lhes a descoberta de seus potenciais, a criação de oportunidades e de práticas significativas de vida para o presente e o futuro.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de estudantes da EJA participando do Qualifica EJA. 12 pessoas, incluindo adultos e idosos, posicionadas na frente de um banner azul escrito “Qualifica EJA 2024”, posam para a câmera. 

Foto por: Marcelle Azzi.

Estudantes participantes do Qualifica EJA 2024

 

Nesse contexto, articulado pelas secretarias mencionadas e em conexão com o Programa Municipal de Qualificação, Emprego e Renda de Belo Horizonte (PMQER) e com o Fórum Qualifica BH!, o Qualifica EJA procurou oferecer respostas aos atuais desafios enfrentados por parcela da população jovem, adulta e idosa (60+) da cidade que, embora esteja matriculada na EJA, continua desempregada, no trabalho informal, no empreendedorismo de necessidade, na economia solidária, na expectativa do primeiro emprego ou precisando de orientações como jovem aprendiz.  A ação possibilitou, ainda, reconhecer como a tarefa demanda um esforço conjunto de toda a rede para promover essa perspectiva que muitas pessoas procuram ao decidir retomar ou iniciar os estudos em fases posteriores da vida, de modo a valorizar a educação em todas as etapas do ser humano e garantir oportunidades livres de discriminação.

 

Assim, no dia 21/03 (quinta-feira), houve a abertura oficial no formato on-line para possibilitar maior participação de educadores(as), estagiários(as), gestores(as) e estudantes da EJA, que acompanharam a transmissão das salas de aula. Com o tema “Qualificação e qualidade de vida na minha comunidade”, inciou-se o evento, que ocorreu presencialmente nos dias subsequentes, contando com programação temática e palcos do Qualifica EJA 2024.

 

No dia 25/03, ocorreu o primeiro encontro presencial, na Escola Municipal Polo de Educação Integrada (Regional Barreiro), visando atender as escolas das regionais Barreiro, Oeste e Noroeste. Em 26/03, o encontro aconteceu na Escola Municipal Cônego Raimundo Trindade, para atender as regionais Norte, Pampulha e Venda Nova. Por fim, no dia 27/03, o grupo se reuniu no prédio da Smed, em parceria com o Centro de Línguas, Linguagens, Inovação e Criatividade e a Escola Municipal Caio Líbano Soares, procurando atender as instituições das regionais Centro-Sul, Nordeste e Leste. 

 

Com oficinas, apresentações e debates, a ação abordou as seguintes temáticas: iniciação profissional;  gastronomia; agroecologia; tecnologia da informação e comunicações; técnicas e mecânicas de carros e motos; técnicas de iniciação e conhecimentos de aeronaves; técnicas e pinturas automotivas; moda; corte e costura industrial; economia solidária; empreendedorismo; empreendedorismo de fortalecimento na comunidade; corte de cabelo; saúde (cuidados) e farmácia; técnicas de higienização para diaristas; projetos de vida; podcast e influencer; menor aprendiz e 1º emprego; iniciação à dança; e arte e artesanato.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de uma oficina de alfajores realizada no evento. No primeiro plano, uma mesa contém uma vasilha e uma tábua verde coberta de biscoitos. Ao fundo, encontram-se vários adultos. Alguns estão olhando para a câmera e outros conversando entre si.  

Foto por: Marcelle Azzi.

Oficina de alfajor com os estudantes da EJA

 

Os palcos do Qualifica EJA foram mais uma atração do evento e procuraram  enfatizar o potencial artístico inerente aos sujeitos da EJA, possibilitando apresentações, instalações, demonstrações em espaços abertos ou fechados nos variados dias, locais e formatos (virtual, híbrido, presencial). Foram abertas aos(às) estudantes possibilidades  de apresentações e exposições dos seus trabalhos e inserções culturais, contando com teatro, apresentações musicais e muito mais.

 

As informações, os contatos, os formulários e as orientações para cursos ou possibilidades de estágios, e até mesmo vagas de emprego, foram disponibilizados para os(as) estudantes interessados(as) no sistema virtual GERE, que foi apresentado aos(às) envolvidos(as) ao longo do evento. Além disso, os(as) docentes participantes encaminharão à sua escola os materiais indicados pela coordenação do Qualifica EJA para a devida e necessária utilização da dotação orçamentária prevista para 2024. 

 

Contando com a participação  e a ação direta dos(as) parceiros(as), que ofertam vagas de formação e qualificação profissional em diferentes trilhas de trabalho e geração de renda, promoveu-se a construção de novas possibilidades de futuro para os(as) estudantes da EJA. Nesse sentido, a Smed reforça e parabeniza cada parceiro pela participação: Ação Social Técnica, ASSPROM, Barbearia Branca de Neve - Projeto Resgate, Brechó Cadeau e Brechó da Lalau, CEDIPRO, CENAP, Central Pet, Clic, Coletivo Absurdas, CRESAN - Mercado da Lagoinha, Defesa Civil de Belo Horizonte, Doce Revollution Alfajores, Economia Solidária - SMDE, Ela-Arena da Cultura, Escola Profissionalizante Santo Agostinho - Contagem, Escola Raimunda Soares, Expo Favela, Instituto Aliança, IPPE, Hico Art, Podcast do Zooi, Prodabel, UNA Linha Verde - Projeto de Extensão Capacitar 3 e 2UM Consultoria e Treinamento.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida da oficina de brechó realizada no evento. No fundo da foto, uma mulher aponta para uma projeção feita na parede, que contém o tema “Moda circular”. Ao seu redor, vários estudantes da EJA parecem escutar atentamente a explicação.

Foto por: Marcelle Azzi

Oficina de brechó com os estudantes da EJA

 


 

“Era Uma Vez…” na EM Salgado Filho

A Escola Municipal Salgado Filho iniciou 2024 com planos que exaltam a potência da literatura na vida dos(as) estudantes e a leitura como forma de transformação da realidade. Nesse sentido, as ações, que visam ao incentivo a práticas literárias e à boa utilização dos espaços da escola, são pautadas no protagonismo dos alunos e das alunas, que são convidados(as) a escrever suas próprias trajetórias. Assim, a instituição da Regional Oeste consegue criar novas concepções de passado, presente e futuro em seu cotidiano.

 

Após ações da Secretaria Municipal de Educação em 2023, voltadas para a formação dos(as) articuladores(as) de leitura nas escolas, por meio do programa ‘Leituras em Conexão’, práticas que favoreciam as experiências de leitura ganharam mais visibilidade e se potencializaram no ambiente escolar. Muitas delas, que já aconteciam em alguns segmentos ou com a condução exclusiva de alguns profissionais, vieram a público, sendo articuladas para toda a escola em forma de projetos institucionais. 

 

Visando à emancipação dos(as) estudantes por meio da leitura, foram implementadas ações de boas práticas na biblioteca; a criação dos cantinhos de leitura em sala; a apresentação do kit literário 2022/2023 por meio de contações de história; a realização de uma feira do livro para o 3º ciclo; o desenvolvimento do projeto institucional: “Povos indígenas” etc. Houve ainda a participação na 10ª Jornada Literária, com a produção da obra coletiva “Tam tam tum tum e os sons do coração” (Educação Infantil) e “Eu sou, tu és, nós somos” (1º ciclo), com direito a eventos de autógrafos.

 

Com a reabertura da biblioteca, que passou por um processo de informatização, a escola pensou em maneiras de instigar os(as) alunos(as) a utilizá-la. Assim, um belo painel na entrada da escola exibia as frases: “Apertem os cintos! A viagem vai recomeçar” e, na porta da biblioteca, foi registrada a frase: “Coisas incríveis acontecem aqui!”. Para otimizar a ação, a equipe da biblioteca foi apresentada aos(as) estudantes, que receberam orientações  para o uso do espaço e aproveitaram para ouvir uma contação de história de boas-vindas, com direito a palitoches e marcadores de páginas de brinde.

 

A docente Fernanda Flores Amorim relata a importância da ação: “Para quem acredita que toda história merece um final feliz, pode imaginar o quão satisfatório e enriquecedor é ver a concretização de todas essas ações. Feliz, sim, e muito! Mas não é o final, pois  ações que promovem  a modificação do ser humano e seu crescimento através da leitura não podem ter fim! Elas precisam ser cultivadas, contadas, experienciadas, reinventadas e nunca esquecidas. Escrevam vocês também a sua história!”, afirma.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um painel colocado na frente da porta de uma biblioteca.  O painel azul expõe os dizeres: “Coisas incríveis acontecem aqui”, acompanhados de desenhos de um foguete saindo de um livro e outro de um sol.

Foto por: acervo EM Salgado Filho

Na entrada da biblioteca, um convite para viajar pelo mundo literário

 

Dia Mundial da Água 

No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas divulgou a ‘Declaração Universal dos Direitos da Água’, documento que reúne princípios importantes, que nos remetem a uma série de reflexões acerca do consumo consciente da água. Desde então, a data tornou-se um marco anual para celebrar e divulgar práticas não danosas ao meio ambiente, tendo em vista a boa utilização dos recursos hídricos.

 

Promover a conscientização sobre a importância do uso sustentável da água é indispensável diante da urgente necessidade de conservação dos recursos hídricos, cada vez mais escassos, tendo em vista a poluição, a contaminação e o uso indevido. Diante dessa situação, algumas escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte comemoraram a data com reflexão e aprendizagem.

 

EM Jardim Felicidade

Durante a semana do Dia Mundial da água, foram desenvolvidos projetos que tratavam da importância da água na comunidade na qual a escola está inserida e no mundo. A Escola Municipal Jardim Felicidade conta com uma mina de água próxima de seu muro lateral e vem desenvolvendo ações para revitalização, conservação e cuidado desse espaço que a comunidade chama de "biquinha". No dia em questão, foi realizada uma exposição de trabalhos que retratavam o curso da água na comunidade, além de uma passeata para comemorar a data e conscientizar a comunidade sobre a importância de preservar nossos recursos hídricos.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um grupo de estudantes em caminhada pelas ruas do bairro. Eles ocupam o centro da foto e carregam cartazes com os dizeres: “Dia Mundial da água”. Nas laterais, dois adultos, sendo um de cada lado. 

Foto por: acervo EM Jardim Felicidade

Passeata sobre a água diverte e ensina

 

EM Rui da Costa Val

A Escola Municipal Rui da Costa Val busca valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. A mobilização entre escola, parceiros e comunidade visa cuidar, sobretudo, do córrego e das nascentes localizadas no entorno da instituição, comumente afetado pela falta de cuidados de algumas pessoas.

 

Nesse sentido, a escola promoveu um cronograma que pudesse transmitir tais saberes a estudantes de todas as modalidades de ensino ofertadas (Educação Infantil, Fundamental e EJA). Assim, oficinas em grupo, rodas de discussão, teatro de bonecos e o bloco na rua “Todos pela preservação da água” possibilitaram que os(as) estudantes se engajassem nessa luta, conscientizando a comunidade escolar sobre a importância da preservação dos recursos hídricos da região, localizada na Regional Norte.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um bloco de estudantes ocupando uma rua pelo Dia da Água. Várias crianças, utilizando viseiras temáticas nas cores verde e azul, seguram cartazes ao lado de seus responsáveis. 

Foto por: acervo EM Rui da Costa Val

Bloco “Todos pela preservação da água” movimenta as ruas da comunidade

 

Mês da Mulher

O mês de março propicia a reflexão sobre assuntos relacionados à desigualdade entre homens e mulheres, já que o Dia Internacional da Mulher é celebrado no dia 8. Na Escola Municipal Hilda Rabello Matta, foram desenvolvidas ações para educar para novas masculinidades, mais abertas ao diálogo, à desconstrução de respostas violentas e à percepção e ao acolhimento da mulher.

 

Assim, foi proposta a semana da conscientização sobre os direitos femininos e os desafios da mulher na sociedade, por meio de rodas de conversa, relatos de experiências dos(as) estudantes e exposição de vídeos e músicas relacionadas ao tema. Também foram confeccionados cartazes para uma passeata nas ruas próximas da escola, pautando os direitos das mulheres. 

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de estudantes participando de uma passeata sobre o Mês da Mulher. Três crianças, centralizadas na foto, seguram cartazes com diferentes dizeres que tematizam o 8 de março e a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Foto por: Acervo EM Hilda Rabello Matta.

Passeata da EM Hilda Rabello Matta comemora o Mês da Mulher

 


O Boas Práticas da semana promove o encontro de dois temas fundamentais na nossa vida, o cuidado com nossa saúde física e a atenção com nossa saúde mental. No relato da Escola Municipal Solar Rubi, estamos diante de uma proposta que favorece o bem-estar dos adolescentes e melhora o clima escolar. Já as propostas da Escola Municipal Senador Levindo Coelho, da Escola Municipal Adauto Lúcio Cardoso e da Emei Universitário contribuem para mostrar como é importante desenvolver ações em prol da saúde física de nossas comunidades, tendo em vista o combate ao mosquito da dengue.

 

 

CUIDANDO DA NOSSA SAÚDE MENTAL

 

Projeto SER para ConVIVER discute relações humanas na escola

 

As relações humanas são, cada vez mais, o foco central da sociedade. Após o período da pandemia de covid-19, com o isolamento social, constatamos o quanto a convivência é fundamental para nossa vida, para nossa formação como indivíduos. A escola, como parte da sociedade, é afetada por tudo que passamos. Pensando nesse contexto, a Escola Municipal Solar Rubi decidiu promover os processos de ensino-aprendizagem considerando a necessidade de cuidar das feridas que, no dia a dia, deixamos abertas; das palavras silenciadas; das relações interrompidas; das emoções, muitas vezes, conturbadas, especialmente nos adolescentes, que vivem uma fase tão repleta de indagações.

 

A professora Fernanda Coutinho Souza Ribeiro, juntamente com a equipe de coordenação pedagógica, elaborou o projeto SER para ConVIVER. A proposta é construir espaços ativos e reflexivos para que os(as) estudantes do terceiro ciclo, em pequenos grupos, possam expressar o que sentem, como se sentem, pensando no ser que somos - em constante transformação - e na melhor forma de viver com os outros de forma não violenta, compreensiva, solidária, coletiva e responsável.

 

A proposta se alinha à necessidade de oportunizar um ambiente escolar seguro e favorável para as mais diversas aprendizagens, colaborando para a construção de relações saudáveis e de sujeitos responsáveis na relação uns com os outros. O trabalho teve início com a construção de uma cápsula do tempo, que será aberta no final do ano de 2024. Os(As) estudantes foram convidados(as) a registrar suas perspectivas, sonhos e objetivos. Em seguida, a professora desenvolveu dinâmicas, utilizando diversas metodologias e recursos materiais, para que os adolescentes conseguissem expressar livremente aquilo que sentem, refletindo sobre os modos de estar no mundo e construindo novas formas de conviver uns com os outros.

 

Para Fernanda, “O projeto realizado com os alunos do 3º ciclo traz atividades de autoconhecimento e reflexão. Construímos a cápsula do tempo, os estudantes escreveram cartas para eles mesmos ‘no futuro’. Foi muito interessante ver os estudantes refletindo sobre quem eles são, o que querem alcançar, seus medos e anseios. Eles conseguiram se expressar e, a cada encontro, são instigados a verbalizar, refletir e repensar ações e falas no cotidiano que, às vezes, passam despercebidas”, analisa.

 

O estudante Roberto Stangherlin Silva Júnior, do 8º ano, afirma que “Está sendo um ótimo projeto. Passamos o que sentimos para o papel, escrevemos o que realmente pensamos, sem  preocupação com os outros. É libertador e atualmente só me ajuda a saber como eu penso; é um momento de calmaria e apenas me faz bem. A cada duas semanas, tenho esses momentos de lazer e autodescoberta, sem ter que me preocupar”.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida da cápsula do tempo, uma caixa de papelão lacrada, com os dizeres “cápsula do tempo 2024- EMSOR” e, um pouco mais embaixo: “Obs. abrir apenas em dezembro/ 2024”. 

Foto por: acervo EM Solar Rubi.

Cápsula do tempo promove reflexão sobre relações humanas

 

 

Ainda em desenvolvimento e com duração até o final do ano letivo, já é notório o quanto os adolescentes estão envolvidos com o projeto, mais focados e concentrados. Assim, os objetivos da proposta vão sendo alcançados, com a formação cognitiva, procedimental e atitudinal dos(as) estudantes, que passam a compreender a importância de agir com responsabilidade em prol de sermos melhores para construirmos um mundo melhor.

 

 

CUIDANDO DA NOSSA SAÚDE FÍSICA

 

Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte segue no combate à dengue

 

Se os casos de dengue seguiram assustando a população de Belo Horizonte ao longo do mês de março, os esforços da Rede Municipal de Educação da cidade também não cessaram. No intuito de disseminar informações gerais e medidas para combater o mosquito transmissor da doença, diferentes tipos de propostas vêm sendo abordadas nas escolas. Dessa forma, educadores(as) e educandos(as) estão engajados(as) na luta pelo bem-estar das comunidades, utilizando o conhecimento como uma maneira de prevenir e conter a disseminação dessa arbovirose.

 

Dia D na EM Senador Levindo Coelho

 

Como forma de mobilizar a comunidade, a escola realizou, na sexta-feira (15/03), um cortejo envolvendo alunos(as) do turno regular e do Programa Escola Integrada. Seu trajeto seguiu da rua da Água até a Praça do Cardoso, no Aglomerado da Serra, contando com a participação de cerca de 200 alunos da instituição e do projeto Evita Dengue. A ação buscou conscientizar os moradores da região por meio da distribuição de panfletos instrutivos e da exposição de faixas, estandartes e balões indicando o ‘fora dengue’, além das alas da vacina e dos mosquitos confeccionados com material reciclável. Assim, ao som da bateria formada por instrumentos de percussão, de músicas e coreografia ensaiadas, os(as) alunos(as) cantaram e encantaram a toda a comunidade do aglomerado. 

 

Desde 2020, o Aglomerado da Serra tem sido objeto de pesquisa do projeto Evita Dengue, da UFMG, que utiliza o método Wolbachia, que implanta a bactéria nos ovos dos mosquitos e, dessa forma, impede que os vírus das doenças transmitidas se desenvolvam. Algumas crianças que fazem parte da comunidade escolar são monitoradas pelo projeto.

 

#paratodosverem: Fotografia colorida de um cortejo realizado por estudantes. Dezenas de crianças e alguns adultos sobem uma ladeira levemente inclinada enquanto carregam balões pretos e brancos e cartazes com os dizeres “Todos contra a dengue”. 

Foto por: Tiago Gonçalves de Azevedo.

 Cortejo leva conhecimento do combate à dengue para as ruas da comunidade

 

Emei Universitário contra a dengue

 

Por meio de uma palestra voltada para a conscientização acerca da dengue, a Emei Universitário convidou as crianças a refletir sobre os perigos da doença, além de desenvolver atividades lúdicas em sala de aula. Dessa forma, utilizando circuitos, histórias, construção do mosquito, jogos e até realizando uma caça aos focos de dengue no interior da escola, foi possível conhecer mais sobre a disseminação do vírus e como contê-lo.

 

Buscando envolver diretamente a comunidade escolar nessa luta fundamental para a manutenção da saúde, a Emei ainda realizou uma passeata com as crianças que, além de conscientizar a população, buscou eliminar os possíveis focos do mosquito pelo caminho. Assim, foi criado um senso coletivo de participação ativa, buscando construir um futuro melhor para todos e todas.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um grupo de crianças numa sala de vídeo. Em primeiro plano, um grupo de crianças uniformizadas, sentadas no chão, de costas. De frente para elas, uma mulher fantasiada de mosquito da dengue segura um microfone. Ela está diante de uma televisão em que aparecem imagens diversas sobre o combate ao mosquito. 

Foto por: acervo Emei Universitário.

Crianças da Emei Universitário aprendem sobre a dengue

 

#paratodosverem: fotografia colorida de três crianças sentadas no chão de uma sala de aula. Duas delas, da esquerda para a direita, seguram ampolas para identificar as fases do ciclo de vida do mosquito. Uma delas, à direita, observa atentamente. Atrás das crianças, há armários com mochilas escolares e estantes coloridas com brinquedos.

Foto por: acervo Emei Universitário.

Crianças estudam fases do ciclo do mosquito da dengue

 

 

Oficina de mosquiteiro da EM Adauto Lúcio Cardoso

 

O mosquiteiro - um tipo de armadilha para mosquitos - é uma das várias formas acessíveis e diretas de combater o Aedes aegypti. Pode ser confeccionado com material reciclável e possibilita criar um foco controlado para atrair o vetor da dengue e capturá-lo. Dessa forma, além de proteger os moradores do local da contaminação, o mosquiteiro permite fornecer informações sobre a presença ou não de espécies contaminadas na região. Nesse sentido, a EM Adauto Lúcio Cardoso preparou uma oficina para ensinar os(as) estudantes a produzir a armadilha,  mostrando seu funcionamento, a importância e a relevância do combate à dengue. 

 

Após a exposição de um tutorial em sala, as crianças trouxeram de casa garrafas pet, receberam da escola outros materiais necessários e confeccionaram o mosquiteiro com o auxílio dos(as) professores(as). Em seguida, os(as) alunos(as) levaram para suas residências as armadilhas por eles produzidas e tornaram-se agentes multiplicadores dessa prática contra a dengue em suas famílias e outros espaços de convívio social.

 

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de vários mosquiteiros realizados com garrafas pet. 15 armadilhas, feitas de garrafas transparentes e verdes, estão expostas. As garrafas foram partidas ao meio, enquanto a parte de cima é colocada para dentro, tocando a água colocada ao fundo. 

Foto por: Acervo EM Adauto Lúcio Cardoso

 Mosquiteiros confeccionados pelos(as) estudantes na oficina

 


EJA lança coleções pedagógicas em cerimônia para toda a Rede Municipal de Educação de BH

 

A cerimônia de lançamento das coleções pedagógicas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ocorrida no dia 15 de março de 2024, buscou divulgar a fundamental ação de construção de materiais de apoio para os(as) educadores(as). O evento, que foi realizado no Centro de Educação Integral (CEI), no bairro de Lourdes, celebrou a criação dos novos horizontes que tais insumos, pautados sempre no diálogo com os(as) estudantes, podem proporcionar para essa área tão importante da educação.

 

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de uma mulher realizando a leitura de uma das coleções pedagógicas. Na frente de duas estantes brancas, expondo o material, ela segura um dos cadernos em sua mão, observando atentamente, sentada em um banco laranja. 

Foto por: Beth Fraga

Exposição das coleções durante o evento

 

O material compreende a coleção Lendo mundo, lendo palavras (2018-20), que busca problematizar situações a partir dos direitos à cidade, à memória, ao mundo do trabalho, à saúde, à corporeidade e à educação midiática. Já a coleção Lendo e escrevendo as palavras, lendo e escrevendo o mundo (2021-22) é voltada para a alfabetização na EJA e busca promover a criatividade e as experiências do(a) professor(a) alfabetizador(a), à luz de sua autonomia e  da capacidade para tomar a decisão que melhor atenda às demandas de aprendizagem inicial de leitura e escrita dos(as) educandos(as) em sala de aula.

 

Nesse sentido, o evento proporcionou que professores(as), diretores(as), coordenadores(as) pedagógicos(as) e colaboradores(as) da EJA tivessem acesso a um material de suma importância para a fundamentação de seu trabalho.  Trata-se de coleções construídas coletivamente e em diálogo contínuo com os(as) profissionais da EJA, considerando desde a concepção até a finalização do produto, de modo que colocou em prática a escuta ativa e atenta das demandas do trabalho. 

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida, de quatro pessoas da rede municipal de educação de Belo Horizonte sorrindo durante a exposição das coleções. Da esquerda para a direita, estão: o ex-secretário adjunto Marcos Evangelista; a secretária Roberta Martins; a ex-secretária Ângela Dalben e a subsecretária de articulação da política pedagógica Shirley Miranda. 

Foto por: Beth Fraga

As coleções marcaram a integração dos esforços entre diferentes gestões da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

 

Na época das discussões em torno da criação da coleção, percebeu-se que a maioria dos materiais disponíveis no mercado foi escrita por autores(as) que não possuem experiência com a modalidade EJA e, além disso, escreviam prioritariamente tendo em vista contextos cariocas e paulistas, embora os materiais fossem disseminados para todo o Brasil. Assim, foi possível perceber que o material disponível não contemplava a realidade dos(as) educandos(as) da rede de educação belorizontina, pois não havia uma contextualização local, problematizadora e reflexiva da realidade vivenciada por eles(as) e que tematizasse seus próprios desafios. 

 

Assim, entre 2017 e 2018, foi iniciada a produção dos cadernos da coleção, contando com a participação e a autoria de docentes da Educação de Jovens e Adultos que também participaram de uma formação. Em 2020, a coleção foi expandida para o formato virtual. Embora a missão tenha sido dificultada com o  advento da pandemia e com a alternância de equipes ao longo dos anos, o objetivo de proporcionar um melhor ensino para essa área tão importante da educação culminou na publicação do material completo em 2024.

 

A secretária Roberta Martins enfatizou que a entrega da versão impressa das coleções elaboradas para a Educação de Jovens, Adultos  e Idosos tem um significado importante para a Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte. "Representam um trabalho desenvolvido de mãos dadas por muitos colaboradores e professores da rede, com o cuidado de ser pautado na  realidade, nas experiências e vivências da  sala de aula, junto a um grupo de professores da Universidade Federal de Minas Gerais. Dos encontros , discussões, estudos e leituras, nasceram possibilidades pedagógicas e sequências didáticas,  trabalhando com temas significativos e do universo dos estudantes. Esse material é apenas o começo do processo de fortalecimento do diálogo, das reflexões e das ações pedagógicas  para potenciar, ainda mais, nossos educandos e professores da EJA. Gratidão aos professores da RME-BH, à equipe Smed, ao professor Heli Sabino, à professora Francisca Alves, aos estagiários e professores universitários, à Ângela Dalben e ao Marcos Evangelista".

 

Com essas produções em mãos, os(as) docentes têm um material inédito e contextualizado, fruto do trabalho mútuo dos(as) profissionais da EJA. Assim, a coleção enriquece os processos de formação dos(as) educadores(as), bem como favorece o cotidiano em sala de aula, já que aborda interesses e demandas surgidas ao longo da história da EJA na cidade. Nesse sentido, a participação de todos(as) os(as) profissionais envolvidos(as) potencializa os resultados que as coletâneas podem obter.

 

Projeta-se que essa materialidade, organizada pelos educadores prof. doutor Heli Sabino de Oliveira e pela prof. doutora Francisca Izabel Pereira Maciel, consiga construir uma base comum para a orientação dos(as) docentes da EJA. As coleções encontram-se disponíveis no site da PBH, no endereço: https://prefeitura.pbh.gov.br/educacao/eja.

 

A prof. doutora Ângela Dalben, ex-secretária municipal de educação, que deu início ao projeto em sua gestão, avaliou que um dos motivos da existência da coleção foi o grande número de adultos que não concluíram seus estudos em Belo Horizonte, além da baixa quantidade de livros para embasar a atuação. Assim, a professora Dalben destaca a importância da conclusão do trabalho para a potencialização da Educação de Jovens e Adultos e, até mesmo, para a reparação de falhas da escola primária. “Fiquei com uma felicidade extraordinária ao ser convidada para o lançamento do material, por se tratar de um momento ímpar de sentir que uma política que se iniciou lá em 2017, mesmo com todas as dificuldades, pudesse ser publicada hoje, em 2024. Portanto, isso demonstra que não foi interrompida nem fragmentada uma boa política e que houve a valorização dos sujeitos estudantes da EJA”, diz.


Dia D do combate à dengue: teatro na Emei Vila Leonina

 

As escolas da Rede Municipal de Educação estão engajadas na luta pelo bem-estar das comunidades, com ações de combate ao mosquito da dengue nos territórios em que estão inseridas. O Dia D de Combate à Dengue surge como uma forma de disseminar os conhecimentos sobre como  evitar a proliferação do mosquito. Na Regional Oeste, a Emei Vila Leonina desdobrou as ações do Dia D, promovendo uma peça teatral.  

 

A apresentação da peça “A Emei  Vila Leonina e os três porquinhos contra o mosquito da dengue” abordou a temática de forma lúdica, disseminando a ideia do combate ao Aedes aegypti como a maneira mais adequada de erradicar a dengue. Assim sendo, a encenação procurou destacar a importância da conscientização das crianças e da comunidade escolar na promoção de ações educativas de prevenção da doença.

 

 

 

#paratodosverem: Fotografia colorida de uma encenação teatral realizada em sala de aula. No centro da foto, dois adultos fantasiados atuam enquanto várias crianças  ao redor observam. Um deles está fantasiado de mosquito da dengue e o outro de porquinha, enquanto segura uma raquete elétrica.

Foto por: Arquivo Emei Vila Leonina

Apresentação da peça “A Emei Vila Leonina e os três porquinhos contra o mosquito da dengue”

 

 

A proposta reuniu professores(as), direção, coordenação pedagógica e funcionários(as) para construir uma narrativa com bastante espontaneidade para demonstrar às crianças que, com higiene e demais cuidados, é possível espantar o mosquito e criar melhores condições de saúde em seus ambientes. Assim, mostrou como a falta das ações corretas pode contribuir para a proliferação do mosquito causador da dengue. 

 

A apresentação da peça também abordou como identificar e eliminar prováveis criadouros do mosquito, além de trazer informações gerais sobre a doença, que vem crescendo na capital mineira. Leandro de Jesus, diretor da Emei, afirma que “As crianças absorvem essas informações com muita facilidade e replicam os ensinamentos dentro do ambiente familiar, facilitando, assim, o combate aos focos dentro da comunidade na qual estão inseridas”.

 

A intencionalidade da atividade é provocar o envolvimento de todos da comunidade, com o objetivo de promover uma educação voltada para preservar a saúde da comunidade escolar. Max Ferreira, 5 anos, aluno da escola, conta seu aprendizado: “Eu achei bem legal. Aprendi que não pode deixar a caixinha de água aberta, que tem que tampar a garrafa, não pode deixar lixo no chão da casa e nem água parada. Tem que tomar cuidado para o mosquito da dengue não picar a gente porque senão ele passa uma doença pra gente.”, afirma.

 

 

#paratodosverem: Fotografia colorida de uma turma de estudantes apresentando um cartaz incentivando o combate à dengue. No centro de uma sala de aula, 12 crianças estão sentadas enquanto outras duas mostram uma cartolina branca com vários mosquitos desenhados, com um grande ‘X’ vermelho no meio. 

Foto por: Arquivo Emei Vila Leonina.

Estudantes da Emei Vila Leonina participam do combate à dengue

 

 

Semana da Mulher 2024 na EM Rui da Costa Val

 

O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente no dia 8 de março, marca um momento de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e sua constante luta pela igualdade de direitos. Assim, ao celebrar o respeito e o amor pelas mulheres, alguns trabalhos da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte ganham destaque pelo intuito de promover a conscientização sobre a importância da data, como feito na Escola Municipal Rui da Costa Val.

 

Com o objetivo de promover o respeito e a igualdade entre homens e mulheres, valorizar a figura feminina e conscientizar a comunidade sobre a data, a escola elaborou um rico cronograma durante a primeira semana de março. As atividades propostas buscaram abordar o empoderamento feminino e promover a ressignificação do papel da mulher na sociedade, dialogando com problemas que as pessoas da região costumam enfrentar.

 

Para atingir os objetivos propostos, a organização do projeto procurou criar interações entre os vários grupos etários de mulheres, perpassando todos os níveis de atendimento da escola: desde crianças e adolescentes até adultas e idosas. Nesse sentido, o cronograma começou com a “Jornada de autocuidado e beleza”, que teve o propósito de valorizar todos os traços físicos de meninas e mulheres, promovendo o autocuidado e a higiene pessoal. A “Oficina de tranças e penteados” também contribuiu para alcançar os objetivos mencionados.

 

 

#paratodosverem: Fotografia colorida de duas crianças participando da Oficina de tranças e penteados. Ambas estão sentadas em cadeiras em volta de uma mesa com piranhas, pente e gominhas de amarrar cabelo. A menina da direita está tendo seu cabelo arrumado por uma adulta, que utiliza um pente preto. 

Foto por: Arquivo EM Rui da Costa Val.

 Oficina de tranças e penteados

 

A semana também foi marcada pela promoção do diálogo acerca do assunto. No dia 5, no período da manhã, para o público infantil, foi realizada a leitura, por Eduardo de Morais, da obra “A menina com cabelos de Brasil”, de Alexandre Bersot. Já no turno da noite, visando alcançar as adolescentes do 3º ciclo, adultas e idosas, foi realizada uma palestra com a policial civil Viviane Ramos sobre defesa pessoal, e um bate-papo com a advogada Priscila Valadares, que falou sobre  “Direito da mulher e enfrentamento à violência de gênero”.

 

Durante a quarta-feira (6), foi realizado o “Desfile elegância feminina com as alunas”, visando exaltar tanto a diversidade de traços estéticos quanto a força da figura feminina. Encerrando o cronograma, a quinta-feira (7) contou com uma roda de conversa com a psicóloga Rosanea Camila e a conselheira tutelar Laurinda de Jesus, que discutiram sobre o papel da mulher na sociedade, apontando algumas dificuldades e encargos que as mulheres enfrentam na atualidade.

 

Por fim, o projeto culminou na oficina de cuidados com produtos de higiene e beleza, além da distribuição de sementes da flor amor-perfeito e outras mudas, visando à construção de um jardim ao longo do ano. Por meio do trabalho realizado, a EM Rui da Costa Val pôde mobilizar a comunidade escolar para debater e relembrar um tema de extrema importância para a garantia dos direitos das cidadãs belorizontinas, exaltando o valor da data e a possibilidade da construção de um mundo cada vez melhor para meninas e mulheres, com mais equidade e respeito.


BH continua na luta contra a dengue

 

A dengue é a arbovirose urbana mais relevante das Américas e, com o período chuvoso, que costuma ocorrer de novembro a maio, há registro de aumento dos casos. Muitas ações têm sido realizadas para promover o combate ao Aedes Aegypti, que também transmite a zika e a chikungunya. Por isso o Ministério da Saúde tem reforçado a importância fundamental da participação da sociedade na eliminação dos focos do mosquito principalmente em ambientes domésticos. 

 

Belo Horizonte tem enfrentado a luta contra a dengue como um grande desafio e a Educação da cidade tem empenhado esforços para combater o mosquito transmissor da doença. As escolas da Rede Municipal de Educação estão engajadas na luta pelo bem-estar das comunidades, com ações de combate ao mosquito nos territórios em que estão inseridas.

 

 

Dia D do combate à dengue

 

Dia D do Combate à Dengue surge como uma forma de disseminar os conhecimentos sobre como  evitar a proliferação do mosquito. A comunidade escolar da Escola Municipal Américo Renê Giannetti uniu esforços para realizar uma série de atividades voltadas para a conscientização e a prevenção das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti. O principal objetivo das ações é promover a educação e a mobilização de alunos(as), professores(as) e funcionários em torno desse importante tema de saúde pública. 

 

Como em variadas localidades da capital, a Regional Nordeste registrou significativo aumento dos casos no começo de 2024. O período das chuvas e o acúmulo de água parada proporcionaram as condições ideais para a proliferação do mosquito, o que fez com que a escola traçasse um plano para contribuir com sua comunidade e garantir a manutenção da saúde na região.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de estudantes, juntamente com algumas professoras, na porta da instituição. Eles carregam cartazes com dizeres sobre o combate ao mosquito e também alguns panfletos. Uma das professoras está fantasiada de mosquito da dengue. 

Foto por: Marina Moreira Soares 

Escola se movimenta na luta contra a dengue

 

A  EM Américo Renê Giannetti elaborou um extenso cronograma para promover a participação dos(as) alunos(as) em práticas relacionadas à prevenção da dengue e estimular o engajamento na disseminação de informações corretas sobre sintomas, tratamento e prevenção da doença. Dessa forma, uma série de práticas foram propostas para construir conhecimentos que pudessem promover mudanças de comportamento e, ao mesmo tempo, diversão e interação.

 

A ação começou de maneira expositiva, com a exibição de vídeos educativos seguidos de uma roda de conversa interativa para explorar o tema em profundidade. A tarefa deu prosseguimento com a tradicional contação de histórias, pois foram selecionadas obras retratando a dengue, mostrando imagens reais do mosquito e discutindo os fatores da doença.

 

Em seguida, a diversão tomou conta do processo de aprendizado por meio da introdução de jogos educativos sobre o tema, como quebra-cabeças, jogo da memória e dominó. Houve ainda a execução de desenhos sobre a doença, abrindo espaço para a livre expressão, o que contribuiu com a proposta do projeto.

 

Além disso, inúmeras ações foram desenvolvidas para incentivar o protagonismo e a participação ativa dos(as) alunos(as)  na melhoria da situação da saúde na região. A atividade “caçadores da dengue” foi destaque, pois transformou estudantes em detetives para identificar possíveis pontos de proliferação do mosquito, utilizando lupas de papelão e papel celofane.

 

As crianças da educação infantil, a partir dos 4 anos de idade, juntamente com os(as) alunos(as) do 1º ciclo, puderam fazer uma manifestação na porta da escola para conscientizar a comunidade sobre a dengue, usando placas e cartazes elaborados por elas mesmas. Atrelado a isso, com os desenhos das crianças e a orientação da professora, as turmas montaram um panfleto sobre a dengue. O material foi digitalizado e utilizado para divulgação nas redes sociais.

 

 

#paratodosverem: imagem colorida de um panfleto elaborado pelos(as) estudantes da EM Américo Renê Giannetti. No desenho infantil, dois bonecos coloridos carregam ferramentas de limpeza que ajudam no combate à dengue, como um pulverizador e uma lupa. No alto, há um balão com dizeres convocando a comunidade para a luta contra o mosquito. 

Foto por: Marina Moreira Soares 

Material sobre a dengue disponibilizado nas redes sociais

 

EM Senador Levindo Coelho convida para ação na regional

 

A Escola Municipal Senador Levindo Coelho também tem realizado ações conjuntas entre professores(as) e monitores(as) do Programa Escola Integrada, buscando orientar os(as) alunos(as) sobre a importância de conhecer as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, os cuidados para evitar os focos do mosquito e as alternativas que podem ser utilizadas para evitar as doenças por ele causadas. 

 

Como forma de mobilizar a comunidade, a escola realizará, no dia 15/03, sexta-feira, um cortejo com a participação dos(as) alunos(as) do turno regular e do contraturno, na Vila Marçola. A proposta é sensibilizar a população sobre a importância dos cuidados necessários para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, da zika e da chikungunya. 

 

Desde 2020, o Aglomerado da Serra tem sido objeto de pesquisa do projeto Evita Dengue, da Universidade Federal de Minas Gerais. O projeto utiliza o método Wolbachia, que implanta a bactéria nos ovos dos mosquitos e, dessa forma, impede que os vírus das doenças se desenvolvam. Algumas crianças, moradoras do aglomerado e membros da comunidade escolar, são monitoradas pelo projeto. A proposta envolve toda a comunidade, com a participação de lideranças comunitárias e agentes de saúde e zoonoses, que realizam um trabalho constante junto da população. 

 

#paratodosverem: imagem colorida de um mosquito da dengue sobreposto pelo símbolo de perigo, representado por um circulo vermelho cortado por uma faixa, também vermelha, na diagonal.

Foto por: imagem gratuita Freekip 

 

Todos contra a dengue

 

 

A ideia é que, no dia 15, seja realizado um cortejo com toda a comunidade, chamando a atenção sobre o assunto. A ação contará com uma ala de alunos(as) carregando estandartes com referência ao mosquito; outra, com balões indicando o “fora dengue”; uma, recomendando a vacinação de crianças de 10 e 11 anos; e uma ala composta por alunos(as) do 6º ao 9º ano, que irão panfletar e orientar os moradores. Os(As) monitores(as) do Programa Escola Integrada organizaram uma bateria formada por instrumentistas de percussão, que animará a festa. A escola confeccionou uma faixa com os dizeres: “Mobilizar e Educar” #mosquitonão – EMSLC.

 

Também é importante lembrar que os adolescentes de 12 a 14 anos já podem ser vacinados contra a dengue em Belo Horizonte a partir de hoje, sexta-feira (8/3). A ampliação da faixa etária anunciada pelo Executivo municipal segue a orientação do Ministério da Saúde, que emitiu nota técnica sobre o tema.

 

Seguem mais detalhes sobre a ação da EM Senador Levindo Coelho. Todos(as) são convidados(as).

 

Data: 15/03 (sexta-feira)

Horário: Saída da escola às 8h45. 

Início do cortejo: 9h.

Fim do cortejo: 10h30.

Trajeto: Rua da Água.


 

Psicólogos (as) e assistentes sociais passam por semana de formação

 

Psicólogos(as) e assistentes sociais que serão encaminhados para as escolas da Rede Municipal de Educação de BH reuniram-se para um processo formativo durante toda a semana passada, de 26 de fevereiro a 1º de março. Os(As) profissionais puderam conhecer um pouco mais sobre as diretrizes do Projeto Psicólogos e Assistentes Sociais na Educação (PAS) e a realidade das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e da Secretaria Municipal de Educação (Smed).

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um auditório iluminado. No centro, sobre um palco, um coral composto por cerca de 15 crianças, com pelerines vermelhos, seguram uma faixa de boas-vindas e um cartaz onde se lê: "As escolas municipais de Belo Horizonte recebem vocês de braços abertos".

Estudantes dão as boas-vindas aos(às) novos(as) profissionais das escolas

 

 

No primeiro dia, os participantes foram recebidos pela secretária municipal de Educação, Roberta Martins, e pela equipe da Diretoria de Políticas Intersetoriais da Smed, responsável pela implementação do projeto. Na mensagem dirigida aos(às) profissionais, Roberta Martins disse que o papel de cada um(uma) será fundamental para a construção de relacionamentos saudáveis e para o bom desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem.

 

A inserção dos(as) assistentes sociais e dos(as) psicólogos(as) no ambiente escolar parte do reconhecimento da necessidade de um trabalho desenvolvido de forma multiprofissional, de maneira colaborativa, dinâmica e assertiva, com foco na saúde socioemocional da equipe pedagógica e dos(as) estudantes. 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de um auditório iluminado, lotado. As pessoas estão sentadas e olham para frente. A foto foi tirada na diagonal.

Auditório lotado reúne psicólogos e assistentes sociais

 

Ao longo da semana, os(as) profissionais entenderam mais as dinâmicas de funcionamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Programa Escola Integrada, das políticas de saúde e assistência social, além das especificidades do trabalho da Diretoria de Políticas Intersetoriais - (Dpin) e da Gerência do Clima Escolar.  

 

A formação ocorreu de segunda a sexta-feira no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

  

 


 

120 estudantes de escolas municipais acompanham partida de futebol na Arena MRV

 

A Prefeitura de Belo Horizonte retomou o projeto Entrando em Campo, que leva estudantes da Rede Municipal de Educação aos estádios para acompanhar partidas dos times de futebol da capital. No sábado (2), 120 alunos(as) de três escolas municipais acompanharam a partida entre Atlético e Ipatinga, na Arena MRV, pelo Campeonato Mineiro. Os ingressos foram disponibilizados pelo Atlético e os demais valores necessários para a implementação da proposta foram custeados pela Secretaria Municipal de Educação. Participaram estudantes de 6 a 14 anos das escolas municipais Padre Henrique Brandão, Luiz Gatti e Deputado Milton Sales.

 

 

Os(As) estudantes foram ao estádio acompanhados de professores(as), monitores(as) e  servidores(as) da equipe da Diretoria de Educação Integral. A intenção do projeto Entrando em Campo é refletir com os(as) estudantes sobre os jogos de futebol, além de permitir a aproximação com o esporte coletivo na perspectiva da interação, do convívio social, da empatia e do respeito com o outro e com as regras da modalidade.

 

#paratodosverem: fotografia colorida da Arena MRV. A foto cobre parte da arquibancada, que aparece à esquerda, na parte inferior, lotada de torcedores do Atlético Mineiro, e parte do campo, que aparece à direita, na parte superior, bem como um céu azul. Ao fundo, a fumaça dos sinalizadores. 

Estudantes-torcedores agitam a Arena MRV

 

O projeto Entrando em Campo teve início em 2017 e conta com o apoio dos times da capital. A parceria já permitiu que mais de centenas de estudantes acompanhassem partidas nos estádios Independência e Mineirão. A intenção da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer é que o projeto contribua para a formação de torcedores conscientes, sensíveis e engajados, que saibam que o jogo de futebol é um espetáculo, uma competição e que quem vence a partida é o time que estiver melhor preparado e souber jogar em equipe.

 


Emei Santa Cruz no combate à dengue

 

O país está vivendo uma situação crítica após um novo surto de dengue. Dadas suas consequências e reincidência, a conscientização acerca das formas de prevenção, sintomas e medidas de combate à doença são essenciais, devendo se tornar de conhecimento público. Para tanto, a Emei Santa Cruz, Regional Nordeste, tem realizado trabalhos criativos e pedagógicos para lidar com a questão no ambiente escolar.

 

A falta de boas práticas de limpeza pode criar ambientes propícios para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue. Para instigar o desenvolvimento de hábitos corretos entre as crianças e, consequentemente, promover o bem-estar de toda a comunidade escolar, tais ações procuram demonstrar para o(a) aluno(a) seu papel essencial nesse momento importante. 

 

Dessa forma, o trabalho começou, como de costume, de forma expositiva. Os(As) estudantes, principalmente na faixa dos 4 e 5 anos, assistiram a vídeos educativos e conheceram canções infantis que abordam o tema. Em sequência, tomaram as ruas da comunidade para disseminar o que foi aprendido. Durante uma passeata, as crianças espalharam cartazes de conscientização sobre a dengue pelos principais pontos da comunidade escolar.

 

#paratodosverem: fotografia colorida de três crianças com um cartaz de conscientização contra a dengue. Sob uma pilastra azul, uma cartolina branca contém os dizeres “EMEI UNIDA CONTRA A DENGUE”, acompanhada de vários desenhos de mosquitos e pessoas. Dois dos jovens estão em pé e um está agachado, sendo que todos fazem um “joinha” com as mãos. 

Foto por: Acervo da Emei Santa Cruz 

Estudantes espalham cartazes de conscientização pelas ruas

 

Foram propostas maneiras diferentes em sala de aula para garantir a consolidação do  conteúdo trabalhado. Dessa maneira, foi proposta uma entrevista com o mosquito, em que as crianças poderiam esclarecer suas dúvidas acerca da doença com seu próprio transmissor. Além disso, o tema foi tratado de forma lúdica, com o ‘bolisquito’, boliche personalizado com pinos confeccionados de garrafa, de modo que cada pino representava uma ação de combate à dengue. O jogo conferiu à ação um caráter lúdico e pedagógico, potencializando a aprendizagem.

 

 

#paratodosverem: fotografia colorida de estudantes conversando com um homem fantasiado de mosquito da dengue. No centro da foto, cinco crianças estão posicionadas em pé, na frente de um adulto sentado em uma cadeira. Ele usa uma vestimenta preta com detalhes brancos, simulando o mosquito Aedes aegypti.

Foto por: Acervo da Emei SantaCruz