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KIT DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA

Uma ação exitosa da Prefeitura de Belo Horizonte são os “Kits de Literatura Afro-brasileira, Africana e Indígena", política instituída em 2004 e que consiste na seleção, compra e distribuição de livros (literários, informativos ou especializados e obras de referência), para comporem os acervos das bibliotecas das escolas municipais e espaços de leitura das creches parceiras.


Essa política tem como objetivos consolidar as leis federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, bem como com efetivar Planos Municipais de Educação e de Promoção da Igualdade Racial, garantindo a materialidade para o desenvolvimento de práticas pedagógicas, ações e projetos literários que promovam a igualdade e a equidade étnico-racial no ambiente escolar; contribuir para a formação de leitores/as, em todos os níveis e modalidades de ensino; ampliar o acervo das bibliotecas escolares e espaços de leitura com títulos que abordam a temática das relações étnico-raciais promovendo e dando visibilizando às literaturas afro-brasileira, africana e indígena.

 

DIVULGANDO O ACERVO: VI MOSTRA DE LITERATURA - 2024

 

Para divulgar, valorizar e potencializar o trabalho pedagógico com o acervo dos Kits, tem sido realizada, desde 2004, a Mostra de Literatura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. Este evento se configura como momento privilegiado para oportunizar diálogos formativos com a comunidade escolar e potencializar a construção de práticas pedagógicas e propostas curriculares pautadas na promoção da igualdade e da equidade étnico-racial em nossas escolas e creches, no sentido da reeducação das relações étnico-raciais e da consolidação das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08.


Nesta 6ª edição, a Mostra celebra 20 anos desta política, e se estrutura em atividades centralizadas e inter-regionais, presenciais e virtuais. O evento, que se estenderá ao longo do ano de 2024, contará com palestras, oficinas, relatos de experiências e Rodas de Conversa envolvendo docentes e demais profissionais da educação.


Com abertura no dia 11 de junho de 2024, em atividade realizada pelo YouTube, a Mesa terá como convidadas as escritoras Patrícia Santana e Sônia Rosa, e o escritor Siwê Pataxoop.

 


 

Projeto oferecido pela Secretaria Municipal de Educação incentiva a planejar e realizar sonhos

 

Família de aluna da Educação Infantil viaja para o exterior graças a projeto de educação financeira oferecido pela escola

 

O SER: educação financeira, cultura e cidadania na Educação Infantil

 

 O Projeto SER - Sonhos Estratégias e Realizações: educação financeira, cultura e cidadania é um projeto interativo e interdisciplinar criado em 2020 pela Secretaria Municipal de Educação. Esse projeto resulta do trabalho com o Projeto Sonhar, Planejar, Alcançar, desenvolvido na Educação Infantil, a partir de  parceria com a Sesame Network e a Metlife no período de 2015 a 2022

 

O SER visa explorar o tema “educação financeira”, incentivando o protagonismo infantil no processo de aprendizagem. O projeto se mostrou um sucesso, de modo que foi disponibilizado para toda a Rede Municipal, da Educação Infantil até a EJA. 

 

SER realiza sonhos

 

Ao longo dos anos de existência, o SER favoreceu que as crianças e suas famílias aprendessem sobre consumo consciente, poupar dinheiro, preservar recursos naturais e outros temas relevantes. A partir das vivências promovidas pelas atividades realizadas, muitas crianças entendem a importância de se organizar, pensar sobre o que é necessário e o que é desejado e planejar ações a curto, médio e longo prazo para realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos. 

 

Diversas famílias relataram que puderam realizar sonhos de longa data graças ao projeto SER. Um dos relatos pertence à aluna Alice, de 5 anos, estudante da Educação Infantil da Escola Municipal Presidente Itamar Franco, da Regional  Barreiro, que sonhava viajar a Paris junto com sua família. A criança participou do projeto em 2023 e, com o apoio das formações e das ações sobre educação financeira disponibilizadas, a família encontrou as ferramentas necessárias para organizar estratégias para modificar os hábitos de consumo e poupar recursos, o que permitiu a realização da tão sonhada viagem em março de 2024. Casos como o de Alice e sua família provam  a importância da educação financeira no dia a dia.

 

 

#paratodosverem: Aluna Alice, de 5 anos, em frente ao ponto turístico francês, Torre Eiffel. A criança posa em frente a torre segurando uma camisa do time Atlético Mineiro.

Foto por: acervo da família.

 

Alice em Paris

 

 

#paratodosverem: Aluna Alice, de 5 anos, e seus pais, em frente ao ponto turístico francês, Torre Eiffel. A família, um homem adulto, uma mulher adulta e uma criança, aparece posando em frente a um carro estacionado próximo ao ponto turístico.

Foto por: acervo da família.

 

 

Alice, sua mãe, Dayane, e seu pai, Cleyton, em frente à Torre Eifel

 

 


A Secretaria Municipal de Educação de BH promove encontros formativos para os(as) professores(as) de Educação Física que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental

 

 

Na Rede Municipal de Belo Horizonte as aulas de Educação Física nos anos iniciais estão sendo ministradas por professores(as) especialistas concursados(as). Foram nomeados 233 professores(as) desse componente curricular para atuarem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Eles(as) terão a oportunidade de participar de encontros formativos voltados para reflexões teóricas e práticas sobre as concepções dessa área do conhecimento em alinhamento com as premissas da Rede Municipal de Educação. 

 

A formação abrange a compreensão do corpo e do movimento humano, considerando o desenvolvimento das habilidades e competências que perpassam preceitos e fundamentos básicos visando desenvolver, reconhecer e valorizar os atores do processo educacional. Busca, ainda, promover a troca de experiência entre os participantes, com o objetivo de ampliar estratégias de ensino que visam à inclusão, ao acesso, à diversidade, à oferta de tempos diferenciados de vivência e à criação de laços com a comunidade e o território.

 

Com duração total de 21 horas, a formação será dividida em sete encontros, de três horas cada, com atividades presenciais em pontos estratégicos das nove regiões de Belo Horizonte, nos turnos manhã e  tarde. 

 

 

O primeiro encontro

 

 

Na sexta-feira, dia 26 de abril, ocorreu o primeiro encontro da formação, no Centro de Educação Integral Imaculada. O evento contou com a presença dos formadores Admir Soares de Almeida Junior, Lúcia Gomes Vieira e Diego de Oliveira para conversar sobre inclusão nas aulas de educação física e como apresentar essa ideia para as crianças. A formação foi caracterizada pelo diálogo e pela participação,  de modo que os presentes puderam perguntar e discutir com os palestrantes, tornando o momento muito mais proveitoso.

 

O próximo encontro ocorrerá no dia 14/05, nos turnos da manhã, 8h30 às 11h30, e tarde, 13h30 às 16h30, nas regionais Centro-sul, Pampulha e Barreiro, com a temática “Jogos e Brincadeiras: a Ludicidade como essência da vivência corporal plena”. 

 

 

#paratodosverem: plateia de professores de Educação Física em um auditório escuro. Em frente, há um palco com quatro palestrantes e um datashow. Foto tirada durante o encontro de abertura do dia 26.

Foto por: acervo Smed.

Encontro formativo de professores(as) de Educação Física

 

 


Dia Nacional da Matemática

A matemática é uma disciplina de fundamental importância. Tanto em situações cotidianas simples quanto em questões de maior complexidade, a ciência dos números está presente. No dia 6 de maio, é comemorado o Dia Nacional da Matemática. Estabelecido a partir da sanção da Lei n. 12.835, em 2013, celebra o nascimento do matemático e educador brasileiro Júlio César de Mello e Souza, conhecido como Malba Tahan.

 

Malba Tahan foi professor da Faculdade Nacional de Arquitetura, do Instituto de Educação do Distrito Federal e também foi docente do Colégio D. Pedro II. Além de educador e matemático, destacou-se na escrita.  Publicou, ao longo de sua vida, cerca de 120 livros sobre matemática.

 

O seu romance O Homem que Calculava, publicado pela primeira vez em 1946, teve significativa importância para a divulgação da matemática no Brasil. O romance narra as viagens pelo deserto do árabe Beremiz Samir, o homem que calculava. Durante a história, ele usa sua habilidade com números para resolver problemas cotidianos da cultura árabe.

 

O professor André Luiz de Oliveira, do Centro de Linguagens, Inovação e Criatividade (Clic), ressalta a importância de Malba Tahan para o ensino lúdico da matemática: “O professor deixa um legado enorme na matemática, principalmente na educação matemática, transformando-a em uma matéria fácil, gostosa, divertida e alegre, por meio de seus tantos livros, que trazem desafios tão interessantes”.

 

Para celebrar o Dia Nacional da Matemática, o Clic promoveu uma atividade na Regional do Barreiro. “Estamos promovendo um grande torneio de xadrez, que envolve o raciocínio lógico e matemático”, explica Oliveira.

 


Especial Dia da Língua Portuguesa e Cultura Lusófona: a importância da língua portuguesa como língua de acolhimento

 

Alunos(as) e professores(as) ligados(as) ao Curso de Português como Língua de Acolhimento (PLac), oferecido pelo Clic, explicam o impacto da iniciativa no seu dia a dia.

 

O curso de PLac, oferecido pelo Centro de Línguas, Linguagens, Inovação e Criatividade, o Clic, visa promover o acolhimento linguístico dos(as) estudantes migrantes da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte e suas famílias. O PLac oferece aulas de português como segunda língua, sendo um projeto completamente on-line, com materiais oferecidos pela UFMG, que ensina os conteúdos de forma fácil e prática para facilitar a aprendizagem favorecer as interações no contexto social dos(as) estudantes.

 

Willian Oliveira Andrade, professor articulador das ações do Núcleo de Línguas do Clic, relatou a importância do aprendizado da língua para o imigrante: “A medida em que ele aprende português, ele consegue estabelecer uma relação maior com os direitos que ele tem aqui no país”. O professor também aponta que essa prática faz com que o imigrante seja mais acolhido, respeitado e aprenda sobre seus direitos, inserindo-se na comunidade e exercitando a cidadania. O método do PLac leva em conta os conhecimentos que os(as) alunos(as) tinham sobre a língua antes do início das aulas. Willian complementa: “ele (o professor) entende que o aluno já traz uma bagagem mínima de compreensão da língua portuguesa aqui no Brasil”.

 

A professora Luísa Antunes relatou o quão gratificante é ver a diferença que as aulas fazem para os(as) alunos(as) do PLac, possibilitando uma vida melhor: “[...] porquê no PLac, além de ensinar a língua, a gente tá ensinando como o brasileiro vive, como a sociedade brasileira se organiza”. Luiza também contou que o PLac prepara os imigrantes para encararem a realidade de um Brasil imperfeito, “[...] criou-se uma ilusão de um Brasil perfeito, de um Brasil ideal para suprir as necessidades deles, mas não é assim, então a gente tenta amortecer essa queda da realidade, mostrar para eles as outras possibilidades que tem no Brasil”.

 

O PLac é um projeto voltado para adultos imigrantes que buscam desenvolver as habilidades de ler, escrever, falar e ouvir português. As alunas venezuelanas Sandra Patrícia Riboud Nadal e Laura Salomé Tillero Moreno se inscreveram no curso com o objetivo de falar e reforçar o português com suas filhas dentro de casa.

 

Além dos assuntos teóricos da língua, o PLac ensina sobre o vocabulário presente em situações do dia a dia e os direitos dos(as) alunos(as), como buscar assistência à saúde, entender seus direitos trabalhistas, preparar-se para uma entrevista de emprego, entender os tipos de moradia, entre demais tópicos importantes para a socialização no cotidiano.

 

As alunas Binta Sonko, do Senegal; Angeline Celestin, do Haiti; Sandra Patrícia Riboud Nadal e Laura Salomé Tillero Moreno são colegas e relataram que o curso é fundamental e que as aulas são proveitosas. Elas ressaltam que já aprenderam os nomes das frutas, como fazer perguntas, os verbos e o vocabulário da cidade.

 

O PLac é exemplo da importância da língua portuguesa, comemorada no dia 5 de maio, e mostra que o aprendizado da língua não impacta somente os falantes nativos, mas também todos que necessitam de acolhimento.

 

#paratodosverem: imagem com o print de uma tela de computador, mostrando uma turma do PLac em aula on-line. Na tela, aparecem seis pessoas, que assistem à aula de suas casas.

Foto por: acervo Smed.

 

 

PLac ensina e protege alunos(as) de diversas nacionalidades


Uma onda de inclusão através dos gestos

Projeto de Libras na Escola Municipal Professora Ondina Nobre rompe as barreiras da comunicação.

 

Viver em um mundo onde a comunicação é limitada é enfrentar diariamente desafios que muitos de nós nunca imaginamos. Imagine-se em um ambiente onde as palavras se perdem no ar e os gestos e expressões são a única forma de comunicação. Essa é a realidade que as pessoas surdas enfrentam diariamente, lutando por inclusão em uma sociedade que muitas vezes as deixa à margem.

 

No entanto, um projeto inovador surgiu como um ponto fora da curva na Escola Municipal Professora Ondina Nobre, localizada no bairro Céu Azul, em Belo Horizonte. Sob a liderança da professora Alessandra Cristina Pereira, a instituição abraça uma revolução educacional ao adotar o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O projeto contou com a participação ativa de 17 turmas do 1º ao 4º ano do turno da manhã e três turmas do 5° ano no turno da tarde, que, mesmo não tendo alunos surdos, abraçaram a oportunidade de aprender e se comunicar por meio da Libras.

 

Como tudo começou

 

A trajetória da professora Alessandra na jornada da Libras começou em 2022, pós-pandemia, quando ela mergulhou nos módulos iniciais do curso e se apaixonou pela linguagem. O que a motivou a embarcar nessa jornada? Segundo ela mesma, a resposta é clara: a importância da inclusão. "Eu acho que a Libras é mais importante até mesmo que o inglês, pois em qualquer lugar que você vá você encontra pessoas surdas. Eu acho que essa é a verdadeira inclusão", afirma Alessandra.

 

Com essa convicção em mente, Alessandra não apenas começou a lecionar Libras para seus alunos, mas também desenvolveu um projeto inovador em suas classes. O projeto, voltado para novas tecnologias usando a Libras, surgiu da necessidade de superar obstáculos relacionados à tecnologia na escola. Apesar de não haver alunos surdos na instituição, com o apoio da diretora Daniela Cristina Felismino, Alessandra implementou o projeto.

 

Em abril de 2023, o projeto ganhou vida no turno da manhã, transformando completamente a dinâmica escolar. Desde a produção de materiais didáticos até as atividades recreativas no pátio, tudo foi adaptado para incluir a Libras. O resultado foi surpreendente: os alunos começaram a se comunicar em Libras, e o movimento se expandiu para além dos muros da escola, alcançando os familiares das crianças. Além disso, a turma do 5º ano do turno da tarde começou a ter aula de Libras também em 2024.

 

O projeto na prática

 

#paratodosverem:fotografia colorida de uma turma com cerca de 18 estudantes. Eles estão sentados em suas carteiras, atentos à professora, que está diante da turma e sinaliza com as mãos enquanto eles repetem.

Foto por: acervo da EM Professora Ondina Nobre.

 

O projeto contou com a participação ativa de 20 turmas 

 

 

A inclusão deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade palpável na escola. Projetos trimestrais, com apresentações de música e teatro, tudo foi feito nessa linguagem, promovendo não apenas a inclusão, mas a valorização da diversidade e a quebra de estereótipos. Além disso, a acessibilidade tornou-se uma prioridade, com a produção de um alfabeto com os sinais de Libras e a implementação de sinais em toda a escola, desde a cantina, biblioteca até a quadra e os banheiros, tudo elaborado pelos próprios alunos.

 

Jogos pedagógicos, histórias e brincadeiras durante o recreio foram conduzidos em Libras. Os projetos trimestrais, assim como as apresentações de teatro e música, foram desenvolvidos integralmente a partir dessa abordagem. Inclusive, a cantata de Natal foi apresentada nesse formato para toda a comunidade escolar.

 

#paratodosverem:fotografia colorida de uma turma com cerca de 10 estudantes. Em primeiro plano, três estudantes olham para a câmera e seguram os trabalhos produzidos. São desenhos coloridos com letras e sinais da Libras.

Foto por: acervo da EM Professora Ondina Nobre.

Os alunos desenvolveram projetos em Libras

 

Numa reviravolta surpreendente e cômica, os alunos descobriram uma abordagem única para colaborar entre si, fazendo uso da Libras como meio de comunicação durante as avaliações. A situação, embora divertida, estimulou os colegas e educadores a aprofundarem seu entendimento da linguagem.

 

O que mudou com esse projeto?

 

A inclusão deixou de ser uma ideia abstrata para se tornar uma prática diária. Afinal, como afirma a própria Alessandra: "É fazer a inclusão antes mesmo dela acontecer. É estar preparado para a inclusão." Esse processo de evolução não apenas influenciou a dinâmica educacional, mas também trouxe significativas mudanças para os alunos envolvidos. Veja a seguir alguns relatos de alunos:

 

Julia Caroline Hortelan Lima, aluna do 6º ano B, descreveu sua participação no projeto como uma experiência incrível. Ela destacou que agora consegue conversar com pessoas surdas, o que a deixa muito feliz. Julia compartilhou como uma apresentação para um projeto da escola, interpretando o tema "Família" em Libras, com a música dos Titãs, abriu diversas oportunidades. Isso incluiu a produção de dois livros: "Histórias e Memórias dos Meus Antepassados" (no 5º ano) e "Poemas por um Clique" (no 9º ano). Além disso, Julia também relatou que participar do projeto proporcionou a vivência de uma experiência marcante fora da escola. Durante um trabalho missionário em sua igreja, teve a chance de interagir com um homem surdo, aplicando tudo o que aprendeu em Libras.

 

Sarah da Silva Lana, estudante do período da tarde, ressaltou a importância de projetos similares de inclusão de Libras em outras instituições educacionais, destacando o potencial dessas iniciativas para beneficiar alunos surdos. Ela destacou que o projeto a fez enxergar as pessoas surdas de uma forma diferente, percebendo-as como pessoas incríveis.

 


Dia da Literatura Brasileira: a leitura como  pilar na  formação  integral dos(as) estudantes 

  

#paratodosverem: Fotografia colorida de estudantes reunidos para ler. Cerca de duas dezenas de crianças estão reunidas em um lugar identificado por uma placa como “Cantinho da Leitura Saudável”, composto por tapetes e bancos coloridos embaixo de uma estrutura de madeira. Algumas estão sentadas e outras deitadas, mas todas possuem algum livro em mãos.

No dia 1º de maio é comemorado o Dia da Literatura Brasileira, momento relevante não só para rememorar a importância do incentivo e do acesso à leitura, como também da valorização das produções literárias nacionais. A data em questão faz referência ao nascimento de um dos grandes escritores brasileiros: o romancista cearense José de Alencar, nascido no mesmo dia, em 1829, e autor de obras como “O Guarani” (1857), “Iracema” (1865) e “Senhora” (1875).

 

Comemorar uma data que reforça a relevância desse tema é fundamental, e a implementação da prática literária é um pilar da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte (RME-BH), em que diversos projetos e ações são implementados durante todo o ano letivo para promover a leitura das produções escritas nacionais. Nesse sentido, a  literatura é vista como uma fonte de conhecimento, imaginação e compreensão do mundo, tendo fundamental importância na formação integral dos(as) estudantes.

 

Estudantes da rede pública usufruindo do Kit Literário

#paratodosverem: Fotografia colorida de crianças reunidas em uma sala para ler. Dezoito crianças divididas em quatro conjuntos de mesas hexagonais coloridas reúnem alunos, cada um com algum livro na mão.

Foto por: Acervo Smed

 

Como exemplo, o Programa Leituras em Conexão, criado em 2017, foi estabelecido com o intuito de incentivar a leitura nas escolas da RME-BH e da rede parceira. A concepção de leitura disseminada pelo programa transcende a ideia do ato de ler como mera decodificação de palavras, defendendo que ler e escrever são ações fundamentais na vida de qualquer indivíduo no mundo contemporâneo. Assim, o programa busca criar novas propostas e aperfeiçoar as experiências pedagógicas já existentes.

 

Sob a orientação da gerente de bibliotecas da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, Socorro Lages, a Smed tem trabalhado para favorecer a compreensão de que a leitura é parte de um processo mais amplo e complexo. Assim, o programa abraça todas as iniciativas das escolas da rede, promovendo a articulação entre oralidade, leitura e escrita. A proposta é construir, expressar e compartilhar significados sobre uma variedade de textos verbais e não-verbais. Nesse sentido, o programa propõe temas mensais que norteiam as abordagens das atividades a serem realizadas nas escolas, com a promoção de discussões coletivas.

 

Estudantes da rede pública participando do “Cantinho da leitura saudável”

#paratodosverem: Fotografia colorida de estudantes reunidos para ler. Cerca de duas dezenas de crianças estão reunidas em um lugar identificado por uma placa como “Cantinho da Leitura Saudável”, composto por tapetes e bancos coloridos embaixo de uma estrutura de madeira. Algumas estão sentadas e outras deitadas, mas todas possuem algum livro em mãos.

Foto por: Acervo Smed

 

Para garantir a continuidade de políticas públicas que promovam a literatura visando à formação humana, o ano de 2024 marca uma importante conquista da Rede Municipal de Educação de BH: a celebração dos os 20 anos do Kit Literário, um programa que representa um marco no enriquecimento da experiência educacional dos(das) estudantes.

 

Além disso, a RME-BH possui bibliotecas em 100% das escolas municipais de Ensino Fundamental e 86% das escolas de Educação Infantil. No entanto, é fundamental atender essa demanda em sua totalidade, de modo que todos(as) os(as) estudantes se beneficiem do contato com a leitura desde os primeiros anos de sua educação escolar. Assim, têm sido realizados esforços para fornecer recursos adequados para todas as bibliotecas escolares. Ainda, outro passo significativo foi a nomeação de novos bibliotecários para fomentar e promover a literatura junto aos(às) professores(as) e coordenadores(as) das escolas, visando fortalecer ainda mais a cultura da leitura na comunidade escolar.

 

Em suma, a literatura desempenha um papel fundamental na formação dos(das)  estudantes, capacitando-os(as) a serem cidadãos(ãs) críticos(as), criativos(as) e engajados(as). O Programa Leituras em Conexão, o Kit Literário e demais projetos continuarão sendo fontes de inspiração e apoio nessa jornada de descoberta e aprendizado, tendo em vista que a literatura é uma luz que ilumina o caminho rumo ao conhecimento e ao desenvolvimento humano.

 



 


Escolas municipais de BH recebem selo de Excelência em Promoção da Igualdade Racial

Em Belo Horizonte, duas escolas municipais estão comemorando uma conquista muito especial. A Escola Municipal Monteiro Lobato e a Escola Municipal de Educação Infantil Santa Cruz receberam o Selo de Excelência em Promoção da Igualdade Racial. A certificação é concedida pelo Comitê Gestor do Programa de Certificação em Promoção da Igualdade Racial, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania e pela Fundação Municipal de Cultura. O reconhecimento destaca o esforço dessas instituições em criar ambientes educacionais que promovam  a diversidade, a inclusão e o combate ao racismo.Conheça os projetos que renderam às escolas esse importante selo:
 

Monteiro Lobato: ensino para a diversidade

 

 

Ao longo de 15 anos, a escola desenvolveu uma série de projetos para desconstruir preconceitos e valorizar a cultura afro-brasileira. A diretora da escola, Cláudia Oliveira, ressalta a importância do esforço contínuo para alcançar essa meta: "É um exercício diário que exige reflexões e ações para uma educação que tenha como base ampliar as lentes das diversidades".
 

Esse compromisso é evidenciado por iniciativas como o curso de História da África e das Culturas Afro-Brasileiras, oferecido em parceria com o “Programa de Ações Afirmativas” da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Prefeitura de Belo Horizonte, com 180 horas de formação. Seis profissionais da escola, incluindo professores(as) e diretores(as), participaram do curso para adquirir conhecimentos que foram compartilhados nas salas de aula.
 

Outro projeto significativo é o "Sonhos Negros", que teve início no primeiro semestre de 2021. O objetivo era incentivar as crianças a explorarem suas aspirações de maneira lúdica, sempre com um enfoque na cultura afro-brasileira. A instituição se inspirou na estrutura de uma escola de samba para representar sua jornada educacional. Os(As) professores(as) compuseram uma espécie de abre-alas e as crianças atuaram como mestres-sala e porta-bandeiras. A escola também adota práticas sustentáveis, promovendo a convivência saudável entre alunos(as) e professores(as) de diferentes origens étnicas.
 

Além disso, o Programa Escola Integrada, implementado em 2014, tem promovido sustentabilidade e coletividade no ambiente escolar, implementando atividades que envolvem a comunidade local e incorporam referências culturais dos quilombos, estabelecendo uma abordagem educacional que valoriza a diversidade.

 

Santa Cruz: um ambiente de inclusão desde a infância

 

 

A escola se destaca por sua dedicação em promover a igualdade racial desde os primeiros anos de vida das crianças. Segundo a diretora Walquíria Almeida, "o ano de 2023 trouxe para essa instituição e gestão uma grande celebração, nos mostrando o fruto de grandes conquistas. Como dizia Martin Luther King, 'Eu tenho um sonho'. Acreditamos em uma educação antirracista, sem preconceitos e racismo cordial".
 

Os projetos desenvolvidos pela escola abrangem diversas atividades que promovem a cultura afro-brasileira, tais como a contação de histórias e contos africanos, leitura de livros com personagens de etnias diversas e encenações teatrais. Além disso, a escola realiza exposições e mostras dos trabalhos dos(as) alunos(as), enfatizando a valorização das identidades e a autoestima. O projeto "O Que Tem na África?", por exemplo, explora a riqueza da cultura africana, como  "Quem Sou Eu?", que incentiva as crianças a refletir sobre sua própria identidade.
 

A diretora ressalta que, desde o início do projeto "Tecendo Laço", a escola tem feito progressos significativos, consolidando seus esforços com os 20 anos da Lei 10.639/2003. "Trabalhamos para valorizar a diversidade, fortalecer a autoestima e lidar com casos de racismo, encorajando nossos professores a serem mais sensíveis em questões étnico-raciais", afirma ela.
 

A instituição também promove atividades com a comunidade escolar, como rodas de conversa, formação continuada de professores(as) e palestras para as famílias. A conexão com a cultura afro-brasileira foi mantida até mesmo durante a pandemia, com o projeto "Oficinas de Instrumentos Musicais Africanos" realizado no formato on-line.
 

Uma Conquista Inspiradora

O Selo de Excelência em Promoção da Igualdade Racial recebido pelas escolas é um reconhecimento significativo para essas instituições, comprovando que a promoção da igualdade racial pode ser prática e efetiva, oferecendo um caminho para um futuro mais inclusivo e harmonioso. Com projetos inovadores e um compromisso com a diversidade, essas instituições têm um papel vital na formação de uma geração que valoriza a igualdade.
 

Em um mundo ainda marcado por discriminação e desigualdade, projetos como esses oferecem um vislumbre de esperança e uma inspiração para outras instituições. Elas mostram que é possível criar espaços onde todas as crianças têm as mesmas oportunidades para aprender, crescer e sonhar, construindo uma sociedade mais justa para todos.