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#paratodosverem: Três jovens estão de frente para um grande mural de azulejos, com o título "Amarelo" em destaque. O mural exibe recortes de cabeças de várias pessoas sorrindo e textos inspirados no álbum de Emicida. Os jovens, de costas, estão concentrados, lendo o conteúdo e interagindo com a arte em um corredor escolar.
Acervo EMCC

Música ajuda estudantes negros da EJA

criado em - atualizado em

A música é uma das ferramentas mais poderosas para se utilizar em sala de aula. As turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Cora Coralina (Venda Nova) escutaram a música “AmarElo”, do Emicida, com o intuito de promover reflexões sobre identidade, diversidade, desigualdades e justiça social, aproximando os estudantes de um diálogo sobre suas próprias vivências, trajetórias e lutas.

 

As professoras Gisele Pinto da Silva Rocha e Karine Marques Ferreira participaram do curso de extensão “Juventudes Negras Vivas e Livres na EJA como Direito Humano - Diversidades, Desigualdades e Justiça Social”, promovido pela PBH na UFMG. Elas trouxeram aprendizados do curso para a sala de aula.

 

Após a escuta coletiva da música,  as turmas analisaram trechos que trazem mensagens de resistência, valorização da vida e fortalecimento da autoestima, especialmente da juventude negra. Os estudantes discutiram o sentido das palavras, a forma como o artista ressignifica a dor em esperança e a importância de reconhecer a potência de cada indivíduo como parte de uma coletividade.

 

Após a reflexão, os estudantes compartilharam as suas vivências sobre os desafios que enfrentam, além de reconhecerem a escola como um espaço de transformação, acolhimento e afirmação de direitos humanos.

 

Sabe o mais legal? Eles também produziram cartazes, frases de impacto e debates em outras rodas de conversa, reforçando o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento.

 

“A música ‘AmarElo’ e o tema estudado me ensinaram que temos que superar as dificuldades, levantar com Deus e seguir em frente. Temos que ter pensamento positivo e agradecer sempre pela vida”, compartilha a estudante Zélia Rosa Ferreira.

 

Iniciativas como esta reforçam o compromisso da EJA com a formação cidadã, reconhecendo a diversidade e potencialidades da juventude negra, além de denunciar as desigualdades que ainda persistem. E a sua escola, já utilizou a música para atividades ou realizou ações de reconhecimento às pessoas negras?