3 Fevereiro 2026 -
Você já imaginou como seria ver a matemática ganhando movimento, girando nas mãos dos estudantes, transformando-se diante dos olhos e criando pequenas janelas para o infinito?
Foi exatamente essa experiência que a EMEF Professor Mário Werneck, na Regional Oeste, proporcionou aos alunos do 8º ano com o projeto Caleidociclos de Escher. Guiados pelo professor de matemática Lucas Martins Rocha, os estudantes mergulharam no encontro entre arte e geometria.
Tudo começou com uma imersão no universo de M. C. Escher, o artista que transformou a matemática em arte. Em sala, os alunos exploraram simetrias, padrões, rotações, ilusões e metamorfoses. Depois, essas descobertas ganharam corpo: surgiram caleidociclos, estruturas tridimensionais articuladas que, ao girar, revelam ciclos de imagens que parecem não ter fim.
A escola virou um grande estúdio de arte. Entre testes, protótipos, desenhos, dobraduras e conversas animadas, cada estudante encontrou seu lugar no processo: apresentação, marketing, dobradura ou organização da exposição. Um trabalho colaborativo em que cada etapa dependia da anterior e cada mão fazia falta.
No dia da exposição, a escola amanheceu em clima de expectativa. Painéis de ladrilhamentos, texturas, metamorfoses e ilusões recepcionavam o público, que também podia montar seu próprio caleidociclo. A cada giro, um sorriso; a cada descoberta, um olhar de surpresa.
E quem participou garante: valeu a pena. “Achei tudo muito interessante. As obras do Escher fizeram a gente pensar além do óbvio, e os caleidociclos mostraram como arte e geometria podem se conectar de forma criativa. Saí de lá com outra visão e ainda mais vontade de explorar esse tipo de expressão artística”, comenta Ana Júlia de Oliveira Faria, estudante do 8º ano.
