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#paratodosverem: Duas mulheres sorriem para a câmera em auditório cheio de estudantes ao fundo. Ambas usam roupas coloridas com estampas afro-brasileiras. A mulher à esquerda tem cabelos grisalhos curtos e veste uma blusa amarela com detalhes estampados; a mulher à direita usa óculos, brincos grandes vermelhos e um vestido estampado.
Nathassia Cassia Monteiro

Conhecendo uma cientista negra

criado em - atualizado em

Durante o mês de outubro, a Escola Municipal Antônio Salles Barbosa, na regional do Barreiro, recebeu a visita da professora titular da UFMG, Rosy Isaías, para um bate-papo sobre sua trajetória acadêmica e pessoal. A docente foi a primeira mulher brasileira autodeclarada negra a atingir a bolsa 1A do CNPq, um dos maiores reconhecimentos concedidos a pesquisadores pela sua destacada produção científica.

 

Antes do encontro, os estudantes conheceram mais sobre a convidada e refletiram sobre quem faz ciência no Brasil e como ela é produzida. A atividade ajudou na formulação das perguntas que seriam feitas durante a conversa e despertou o interesse da turma pelo tema. Muitos alunos se mostraram surpresos e entusiasmados com o bate-papo.

 

Segundo a professora Rosy Isaías, revisitar o ambiente escolar foi uma experiência marcante:

“Voltar a pisar a escola e estar à frente de alunos do ensino fundamental II foi como voltar no tempo: energia alta, sorrisos largos e muitas curiosidades sobre ciência e vida pessoal.”

 

A professora de Ciências Roberta Melo, que acompanhou o projeto, também destacou o valor simbólico e inspirador do encontro:

 “Participar e mediar o debate dos nossos estudantes com a Profª Rosy Isaías foi muito significativo para mim. Ela representa o meu sonho de infância, a mulher que se destaca na ciência e, através dela, aliada à educação, conhece o mundo, transforma vidas e acima de tudo, encoraja e inspira tantas outras meninas.”

 

O estudante Thierry da Silva Almeida resumiu o sentimento coletivo dos colegas após a palestra: 

“Achei muito interessante. É uma história muito inspiradora. É uma pessoa que veio da favela e eu acho que isso é muito lindo. É uma história que inspira a gente querer continuar, a lutar.”