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Refúgios Climáticos

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Refúgio Climático da Avenida Olegário Maciel, 742

 

Belo Horizonte já sente os efeitos das mudanças climáticas com o aumento da intensidade, da duração e frequência dos eventos extremos pluviométricos e de temperatura. Tem-se observado o aumento da temperatura média, redução da umidade do ar, e a ocorrência mais frequente das ondas de calor e queimadas.

 

No calor extremo, sob estresse térmico, os processos de termorregulação impactam negativamente a saúde, majorando os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), atingindo principalmente idosos, crianças, pessoas com comorbidades e gestantes. 
 

Como medida de adaptação climática, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), está implantando os Refúgios Climáticos: espaços públicos que disponibilizam estruturas para hidratação, resfriamento (umidificação ou molhamento) e descanso em área sombreada prioritariamente por arborização ou outra estrutura vegetada.

 

O projeto sustenta-se no princípio de justiça climática, estando alinhado ao Plano Local de Ação Climática (PLAC-BH) e à Política Municipal de Enfrentamento à Emergência Climática (Lei nº 11.793/2024).

 

 

O QUE COMPÕE UM REFÚGIO CLIMÁTICO?

 

Cada Refúgio Climático é projetado para oferecer acesso à água potável para hidratação, possibilidade de umidificação e/ou molhamento, conforto térmico em áreas de descanso sombreadas por arborização ou outra estrutura vegetada em locais de grande circulação de pessoas.

 

Os Refúgios reúnem infraestruturas urbanas sustentáveis, que contribuem para o resfriamento passivo do ambiente e o uso equilibrado dos recursos hídricos. Para cumprir seu papel de forma eficiente, cada unidade deve contemplar minimamente seis estruturas e respeitar premissas técnicas, ambientais e urbanísticas.

 

Elementos Essenciais:

 

 

 

 Pontos de hidratação com acesso à água potável, atenuando o impacto sobre a saúde por exposição ao calor, proporcionando bem-estar à população;

 

 

 Resfriamento por aspersão ou névoa, dispositivos nebulizadores ou aspersores que podem promover umidificação ou molhamento direcionados ou redução da temperatura corporal durante períodos de calor intenso;

 

 

    Sombreamento natural proporcionado pela arborização que favorece o aumento da umidade do ar local por evapotranspiração;

 

 

  Áreas de descanso com bancos em área sombreada, que favorecem a permanência, convivência social e bem-estar;

 

 

  Despavimentação de calçadas e ampliação da permeabilidade do solo em área vegetada, que favorece a infiltração hídrica;

 

 

 Sombreamento e proteção solar complementar com pergolados e coberturas vegetadas, quando necessário.

 

 

 

 

Em locais específicos, também podem ser implantadas estruturas alternativas de resfriamento ou molhamento, como pórticos de aspersão, jatos de água a partir do piso ou espelhos d’água, que potencializam o conforto térmico e ambiental.              

                                                                                                                                    

 

            

 

                                                                                                

 

                            

 

Além dos componentes básicos, os projetos dos Refúgios Climáticos seguem princípios fundamentais que garantem inclusão, durabilidade, sustentabilidade e engajamento da população:

 


 

Desenho universal do mobiliário urbano que assegure  acessibilidade a diferentes faixas etárias e pessoas com deficiência (PCDs);

 


Durabilidade, resistência e menor custo de manunteção, promovendo efetividade para utilização contínua do equipamento e utilização em grande escala;

 

 

Comunicação e Educação Climática que engaje a população no enfrentamento às emergências climáticas

 

 

 

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS E BENEFÍCIOS DOS REFÚGIOS CLIMÁTICOS?

 

Entre os principais objetivos do projeto estão:

 

  • Ampliar o acesso gratuito à água potável nos espaços públicos, possibilitando hidratação à população;

     

  • Promover o resfriamento passivo do ambiente urbano no local do Refúgio, reduzindo o desconforto térmico, compondo resposta à exposição ao calor;

     

  • Integrar conectividade verde no território, ampliando áreas vegetadas e permeáveis que contribuem para o equilíbrio microclimático da cidade;

     

  • Reforçar o uso e a qualificação dos espaços públicos, promovendo convivência, saúde e bem-estar;

     

  • Fomentar o engajamento da população na pauta do enfrentamento às mudanças climáticas com uma estrutura que integra vários componentes importantes (água, vegetação, permeabilidade e saúde);

     

  • Adaptar aos efeitos do calor na saúde da população, com atenção especial às áreas de maior vulnerabilidade climática, e pessoas mais expostas ao risco, como pedestres, ciclistas e trabalhadores ao ar livre.
     
QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS LOCACIONAIS PARA DEFINIR OS REFÚGIOS CLIMÁTICOS?

 

Os critérios locacionais baseiam-se nas áreas de vulnerabilidade climática às ondas de calor, locais de grande circulação de pessoas em mobilidade ativa, exposição em ilhas de calor e possibilidade urbanística compatível para implementar a estrutura.
 

 

Mapa de Vulnerabilidade às Ondas de Calor

 

 

 

 

Veja aqui o estudo de Vulnerabilidade às Mudanças Climáticas do município de Belo Horizonte

ONDE ENCONTRAR OS REFÚGIOS CLIMÁTICOS?

 

Atualmente, Belo Horizonte conta com duas unidades-piloto instaladas no hipercentro (Rua dos Carijós e Avenida Olegário Maciel) e uma terceira unidade prevista para a Praça Afonso Arinos. A meta é implantar Refúgios Climáticos distribuídos por todas as regionais da cidade.

 

 

LOCALIZAÇÃO DAS UNIDADES-PILOTO IMPLANTADAS:

  • Rua dos Carijós, entre as avenidas Curitiba e Paraná
  • Avenida Olegário Maciel, ao lado do Mercado Novo
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