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Resiliência Urbana

atualizado em 01/03/2021 | 14:09

Banner da página "Jardins de chuva"

(clique aqui para baixar o arquivo da placa para jardins de chuva)

 

>>> Introdução 

Visando conferir maior resiliência ao espaço urbano, principalmente em um contexto de mudança climática no qual as chuvas intensas já são mais frequentes, reduzir a área asfaltada ou concretada do município é um dos grandes desafios da atualidade. Juntos, o Poder Público e a população de Belo Horizonte, podem aumentar a área vegetada da cidade, consequentemente elevando a permeabilidade do solo e criando alternativas para que a águas das chuvas infiltrem para o subsolo, reduzindo a chegada de grandes volumes nas partes baixas, onde normalmente ocorrem os alagamentos.

 

É neste contexto, e com a intenção de criar novas áreas permeáveis, que surge o projeto Jardins de Chuva, uma iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Política Urbana. 

 

Imagem de uma via antes de receber um Jardim de Chuva   Imagem de uma via após receber um Jardim de Chuva

Antes e depois da Rua Professor Ricardo Pinto (imagem do Google Street View com edições próprias)

 

 

>>> Você sabe o que é um jardim de chuva? 

Jardins de chuva são estruturas vegetadas de armazenamento e infiltração de água da chuva nas quais o solo mais permeável, em conjunto com a vegetação, permite a sua detenção e infiltração das águas, contribuindo inclusive para a remoção de poluentes. Entre os seus diversos benefícios, os jardins de chuva contribuem para reduzir as enxurradas e pontos de alagamentos nas ruas, para regular o microclima local, melhorando o conforto térmico, além de aumentar a biodiversidade urbana, tornando a cidade mais bela, verde e aprazível. 

 

Em síntese, contribuem para que a cidade se torne mais resiliente, objetivo do Plano Diretor de Belo Horizonte (Lei municipal n.° 11.181/19).

 

Jardim de chuva em Moema, em São Paulo   Jardim de Chuva no Setor Leste Universitário de Goiânia

 

Jardim de Chuva em Portland, nos Estados Unidos   Jardim de Chuva no Rio de Janeiro

Em ordem: 1- Jardim de Chuva em Moema, São Paulo (foto do site Ciclo Vivo); 2- Jardim de Chuva no Setor Leste Universitário de Goiânia (foto da Prefeitura de Goiânia); 3- Jardim de Chuva em Portland, nos EUA (foto do site Soluções para Cidades); 4- Jardim de Chuva no Rio de Janeiro (foto do Globo)

 

 

>>> Já temos jardim de chuva em BH! 

A Rua Prof. Ricardo Pinto foi escolhida para receber a implantação piloto de um jardim de chuva que, além de contribuir para a redução dos efeitos negativos do escoamento das águas das chuvas sobre o Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado, auxiliará na redução dos volumes de água que chegam em importantes pontos de alagamento da Regional Venda Nova: a Rua Doutor Álvaro Camargos e a Av. Vilarinho. 

 

 

   Jardim de Chuva em Belo Horizonte Jardim de Chuva em BH

Fotos do Jardim de Chuva da Rua Professor Ricardo Pinto, em BH (acervo próprio)

 

 


 

Banner da página "Áreas de fruição"

(clique aqui para baixar o arquivo da placa para áreas de fruição)

 

A área de fruição pública é uma solução de gentileza urbana prevista pelo Plano Diretor, Lei n⁰ 11.181 de 08 de agosto de 2019. Trata-se de um espaço contíguo ao passeio, a ser definido na ocasião do projeto da edificação, destinado à ampliação de áreas verdes e à formação de pequenas praças e largos para convívio coletivoA área de fruição pública deve ser de livre acesso público, vedada sua ocupação ou obstrução com edificações, instalações ou equipamentos. Estes espaços podem ser implantados em qualquer terreno da cidade e são obrigatórios nas áreas de centralidades. É responsabilidade do proprietário a implantação e a manutenção da área de fruição pública em seu imóvel e, em troca, ele ganha potencial construtivo para usar na edificação.

A área de fruição pública deverá conectar-se ao logradouro, bem como integrar-se a outras  áreas de fruição pública implantadas em terrenos lindeiros àquele a ser ocupado. Deverá ainda, observar os critérios de acessibilidade universal e dispor de, no mínimo, os seguintes elementos:

  • banco ou mobiliário urbano similar destinado a proporcionar a permanência de pessoas no espaço;
  • arborização com espécies de porte médio ou grande para fins de sombreamento;
  • iluminação de segundo nível;
  • placa informativa relativa ao caráter público da área de fruição, com dizeres e dimensões definidos pelo órgão municipal responsável pela política de planejamento urbano.