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Programa Fiscalizar e Educar

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Fiscalizar e Educar

 

Vinculado à Secretaria Municipal de Política Urbana (SMPU), em especial à Subsecretaria de Fiscalização (SUFIS), o Programa tem como objetivo fortalecer as competências preventivas e educativas da Fiscalização de Controle Urbanístico e Ambiental. Inspira-se no princípio das Cidades Educadoras, que consideram a cidade como local de aprendizado coletivo e a educação como ferramenta de efetividade da Gestão Pública. 

 

Sobre o Programa Fiscalizar e Educar

Desde 2023, ano em que iniciou sua implantação, o Programa Fiscaliz e Educar tem sido trabalhado por meio de três eixos de atuação:

 

  • Conscientização - voltado à realização de ações, intervenções urbanas, ações e materiais educativos que facilitem o acesso à legislação e a conscientização do público em geral, empreendedores e escolas;
  • Parcerias - voltado à realização de parcerias intersetoriais e com setores da sociedade civil para formulação de projetos que facilitem a regularização e o entendimento da legislação, promovam a conscientização e fomentem o exercício da cidadania;
  • Capacitação - voltado à formação continuada para servidores, por meio da realização de cursos presenciais e à distância, através da plataforma EaD.


As ações desenvolvidas têm o potencial de contribuir para a produção de diagnósticos aptos a subsidiar atuações estratégicas e programas estruturantes de governo, bem como a atender demandas oriundas de outros órgãos e entidades, seja do executivo, do legislativo ou do judiciário.

 

Ressalta-se que as ações inseridas no escopo de atuação do Programa Fiscalizar e Educar mantêm-se alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas (ONU), bem como aos compromissos globais da Nova Agenda Urbana (NAU). 

 

Além disso, o Programa atende ao “Objetivo Estratégico 1” da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes (Integrar a transformação digital nas políticas, programas e ações de desenvolvimento urbano sustentável, respeitando as diversidades e considerando as desigualdades presentes nas cidades brasileiras) e ao “Objetivo Estratégico 7” do mesmo documento (Fomentar um movimento massivo e inovador de educação e comunicação públicas para maior engajamento da sociedade no processo de transformação digital e de desenvolvimento urbano sustentáveis).


Ao adotar uma abordagem educativa, informativa e participativa, a Fiscalização se torna mais apta a gerar resultados de impacto para uma cidade mais sustentável, consciente e comprometida com a preservação da qualidade de vida de todos. A articulação com diversos setores da Prefeitura de Belo Horizonte, assim como a promoção de parcerias e o fomento à participação ativa da população, tornam-se fundamentais para enfrentar os desafios e garantir resultados efetivos na busca por uma Belo Horizonte mais harmoniosa e equilibrada.

 

 

 

 

Logos do Programa

O Programa, em sua vertente de Conscientização, realiza ações nas escolas, conscientizando as crianças e tornando-as cidadãs capacitadas e motivadas para proteger a cidade e se descobrirem enquanto fiscais mirins. Ao final dos encontros, são distribuídos os bótons ou medalhas às crianças.

 

  

 

   

 

Grupo de Trabalho Intersetorial de Educação Urbanística, Ambiental e Sanitária (GTI)

O GTI Educação Urbanística, Ambiental e Sanitária destina-se ao acompanhamento e proposição de ações relacionadas à educação urbana, ambiental e sanitária que demandem atuação integrada. Instituído formalmente pela Portaria Conjunta n° 011/2024, publicada em 18 de julho de 2024, o GTI se reúne periodicamente para planejar ações educativas conjuntas de forma a obter amplitude de ação através da integração de esforços dos agentes envolvidos.

 

Integram o grupo: a Secretaria de Política Urbana (SMPU), Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), Secretaria Municipal de Educação (SMED), Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SMOBI), Fundação Municipal de Cultura (FMC) e outras áreas da Administração Pública, nas áreas de saúde, meio ambiente, educação, posturas, obras, limpeza urbana e vias urbanas.

 

O grupo trata, especialmente, de ações de educação e sensibilização em escolas; ações de arte-educação, mobilização e sensibilização em espaços urbanos, estabelecimentos comerciais e centros de convivência; ações participativas e de articulação com a sociedade civil, entidades representativas, associações e fundações para formação de redes e núcleos centrais e regionais de apoio e consolidação de parcerias aos projetos e programas municipais; desenvolvimento de planos de ações gerais e específicos necessários em razão de demandas populares ou institucionais que exijam uma atuação integrada; demais demandas relacionadas às temáticas descritas que envolvam a atuação integrada de diversas áreas da própria SMPU e da administração municipal e socialização de conhecimentos técnicos para fomentar o diálogo e integração das ações, por meio de capacitações, palestras, seminários, workshops.

 

 

Núcleos de Participação e Apoio à Fiscalização Educadora (NUPAFEs)

Os Núcleos de Participação e Apoio à Fiscalização Educadora (NUPAFEs), consistem em instâncias de participação local. Seu principal objetivo é impulsionar os resultados das atividades da fiscalização através do desenvolvimento de ações de educação voltadas para conscientização do ambiente urbano e desenvolvimento de uma cidadania ativa. 

 

Instituído formalmente pela Portaria Conjunta n° 011/2024, publicada em 18 de julho de 2024, os NUPAFEs são presididos pela Subsecretaria de Fiscalização, por meio da equipe da fiscalização educadora, e buscam realizar reuniões periódicas com a comunidade, preferencialmente em horário noturno, em dia da semana acertado com a comunidade, ou aos sábados pela manhã, em locais definidos com o apoio das respectivas Administrações Regionais (ADRE) e Diretorias Regionais de Fiscalização (DIRFs). 

 

As pautas serão apreciadas coletivamente, adequando os projetos educativos, elaborados em nível central, às realidades operacionais regionais juntamente com os anseios dos cidadãos de cada território. Os projetos terão como base as análises de dados produzidas pela Diretoria de Análise Estratégica de Informações (DAEI). 

 

Em 2024, foram instituídos NUPAFEs em três regionais - Nordeste, Noroeste e Barreiro. Para 2025, está prevista a instituição dos NUPAFEs nas demais regionais.

 

 

 

 

Fiscal Mirim - Fiscalização nas Escolas

A vertente Fiscalização nas Escolas, que em 2023 se iniciou com um projeto piloto voltado para resíduos sólidos e foi realizado com 50 crianças na EMEF Anísio Teixeira, em 2024 se ampliou para mais 5 escolas e mais de 300 alunos atendidos, em turmas de 4o e 5o ano do ensino fundamental, e último ano do ensino infantil.

 

As intervenções nas escolas foram desenvolvidas de forma estruturada, a partir das etapas de diagnóstico, desenvolvimento e avaliação. No diagnóstico, foram definidos critérios de priorização das ações e escolhas de escolas, a partir da proximidade de pontos de deposição clandestina ou de antigas áreas de deposição e em recuperação ambiental.

 

As escolas atendidas foram as EMEFs e Francisca Alves (próximo de 2 pontos críticos de deposição clandestina na pampulha) , CIAC Barreiro (próximo de ponto de deposição em recuperação ambiental na região do córrego da Olaria), EMEI Califórnia (próxima de ponto de deposição em recuperação ambiental na região do córrego das Taiobas), EMEFs Honorina Rabelo e Maria Assunção de Marco (Próximas a área em recuperação ambiental conhecida como antigo lixão do Goiânia).

 

Na etapa de desenvolvimento, a fiscalização educadora iniciou a construção de uma abordagem que explora o sentido do trabalho de fiscalizar e sua relação com a cidadania. A partir da conscientização dos alunos sobre a relevância da preservação de seus territórios e o impacto das infrações sobre a qualidade do ambiente urbano ambiental, são feitas rodas de conversa sobre problemas como o descarte irregular de lixo e a preservação de áreas verdes e córregos. Ao longo das atividades, reflexões como "de quem são as ruas?" e "quem deve cuidar dos rios?" são incentivadas, promovendo um senso de pertencimento e autorresponsabilidade.

 

Em seguida, elas são chamadas a construir uma campanha para conscientizar os adultos de suas comunidades, a partir de seus desenhos, que posteriormente serão usados como material educativo. Como incentivo para que se tornem multiplicadores dos aprendizados, ao final das vivências, as crianças recebem o boton do “Fiscal Mirim". Esse reconhecimento simboliza o compromisso dos alunos em aplicar e compartilhar o conhecimento sobre a preservação ambiental e a cidadania ativa.

 

Na etapa de avaliação, feita com professoras e coordenação , a equipe pôde avaliar sua percepção quanto à pertinência dos assuntos tratados na formação das crianças, bem como pontos de melhoria.

 

A ideia é que este trabalho seja complementado com ações junto a cidadãos e empreendedores. Assim, em 2025, as ações nas escolas estão sendo coordenadas com mobilizações junto aos Núcleos Regionais de Apoio à Fiscalização Educadora (NUPAFEs), que envolve tanto os gestores regionais de cada área da prefeitura quanto lideranças comunitárias e outros membros externos. Também serão incluídos dentre os parâmetros de planejamento, a sinergia com outros educativos ambientais da PBH, através do Grupo Intersetorial de educação Ambiental, Urbanística e Sanitária.

 

 

 

Estimativas do Programa

Em 2023, o Programa foi iniciado com um projeto piloto em uma escola. No ano seguinte, em 2024, a iniciativa foi expandida para mais cinco escolas. Em 2025, treze escolas já receberam a Fiscalização para a realização de ações educativas.

 

 

No ano de 2025, foram realizadas as seguintes atividades:

 

 

Eventos educativos já realizados:    
Córrego Bom Jesus - Parceria com Copasa e Prefeitura de Contagem    
Evento Ambientar no Parque 1º de Maio    
Exposição no Parque Municipal Américo Renné Giannetti no Dia do Meio Ambiente    
Semana do Meio Ambiente no Dandara    
Ecoescola: "A cidade como espaço educador: Integrando a Fiscalização Urbanística e Ambiental no currículo escolar"    
Evento Ambientar no  Parque Ecológico e Cultural Professor Marcos Mazzoni    
Evento "Serrão: quem ama, cuida!"
Evento Faminas/Vila do Índio: "De quem é esse rio?"
Dia Mundial da Limpeza
Evento Ambientar no Aniversário do Parque Municipal
Evento Ambientar de Dia das Crianças no Parque das Mangabeiras
Evento da Fiocruz


Escolas parceiras:
Escola Municipal de Ensino Fundamental Anísio Teixeira    Rua Bolivar, 10 - União
Escola Municipal Francisca Alves    Av. Santa Terezinha, S/N - Santa Terezinha
Escola Municipal Ciac Lucas Monteiro Machado    Rua Otaviano de Carvalho, 12 - Vila Pinho Vale do Jatobá
Escola Municipal de Educação Infantil Califórnia    Rua das Violas, 537 - Califórnia
Escola Municipal Honorina Rabello    Rua Maria Conceição Bonfim, 315 - Goiânia
Escola Municipal Maria da Assunção de Marco  -  Rua Ana Horta, 98 - Goiânia
Escola Municipal Jardim Leblon  -  Rua Silva Xavier, 28 - Jardim Leblon
Escola Estadual Coronel Manoel Soares do Couto  -  Rua Walfrido Teixeira Simões, 200 - Minas Caixa
EJA Dandara  -  Rua dos Quilombos, 287 - Dandara
EJA CAC Serrano - Centro de Apoio Comunitário do Bairro Serrano  -  Rua Tocantins, 445 - Serrano
Escola Estadual Professor Hilton Rocha   -  Av. Cristiano Machado, 8200 - Primeiro de Maio
Escola Municipal Rui Da Costa Val  -  Rua Antônio Pereira dos Santos, 30 - Jardim Felicidade
Escola Municipal de Educação Infantil Solar Rubi  -  Av. Warlei Aparecido Martins, 730 - Solar do Barreiro
Escola Municipal de Educação Infantil Cafezal  -  Rua Oliem Bonfim Guimarães, 237 - Nossa Senhora da Conceição
Escola Estadual Pedro Dutra  -  Rua Humaitá, 1094 - Padre Eustáquio
Escola Municipal de Educação Infantil Vila São Vicente  -  Vila São Vicente - Rua Humaitá, 1149 - Padre Eustáquio
Escola Municipal de Educação Infantil Pacajá  -  Av. Cachoeirinha, 915 - Santa Cruz
Escola Municipal Senador Levindo Coelho  -  Rua Caraça, 910 - Serra
Escola Municipal de Educação Infantil Padre Tarcísio  -  Rua Mangabeira da Serra, 280 - Serra

 

 

 

 

 

Papo Aberto

Trata-se de uma vertente de ação de gestão de conflitos da fiscalização, que visa combater os problemas que geram ações fiscalizatórias através de diálogo e consenso. Parte-se da seleção e georreferenciamento de locais de alto índice de reclamações e autuações para instalação de mesas de diálogo permanente. Nelas, a fiscalização reúne todos os afetados, como comunidade e donos de empreendimentos.

 

Em 2024, foram realizados 192 encontros regionalizados, com a participação de diversas áreas da PBH (SUFIS, CARE’s Regionais, GCMBH, SLU, SUDECAP, BHTRANS, SMSA etc), PMMG, CMBH, Associações, Sindicatos, Empreendedores e representantes da sociedade civil.

 

Importante salientar que algumas práticas de gestão de conflitos já vinham sendo executadas, através de parcerias com setores da sociedade civil e outros órgãos da PBH. Os objetivos eram otimizar a solução de problemas urbanos e ambientais relacionados à deposição de resíduos e minimizar o impacto de ruídos originários de entretenimento (bares e restaurantes). O Programa Papo Aberto é um desdobramento dessas práticas, que passaram a ser inseridas no planejamento de gestão, e implantadas de forma mais sistematizada.

 

Contribuiu para essa intensificação o significativo aumento de reclamações de poluição sonora no ano de 2022, que superaram, em muito, as de 2019. Fatores como a intolerância ao retorno da vida noturna, a possibilidade de que bares com entretenimento também passassem a veicular música ao vivo, o incentivo ao uso dos espaços abertos através do licenciamento de mesas e cadeiras na calçada e a consolidação do retorno dos eventos licenciados fizeram com que a sensação de aumento dos ruídos gerados pelos frequentadores das atividades de entretenimento passasse a fazer parte da opinião pública. Isso reforçou ainda mais a importância.

 

A partir da promoção de rodas de conversa, os envolvidos são devidamente orientados em relação às legislações vigentes e a como se adequar para cumprir as exigências legais. Desta forma, fomenta-se a cidadania ativa quanto ao bem-estar de toda a população e ao ordenamento dos espaços públicos. Isso traz muitos benefícios tanto do ponto de vista dos empreendedores quanto da vizinhança.

 

Do ponto de vista do empreendedor, ajuda a evitar que os estabelecimentos cheguem a uma situação mais drástica, inviabilizando o negócio por falta de conhecimento da legislação. Do ponto de vista da vizinhança, é aberto um canal de comunicação sem intermediários, diretamente com a administração pública local, em que os incômodos podem ser tratados conforme a particularidade de cada caso. A vizinhança também se beneficia de uma melhor intimidade com os canais de comunicação, se tornando mais apta a fazer reclamações coordenadas aos horários de atendimento da fiscalização, diminuindo a necessidade de registros que depois acabam cancelados por erros no acionamento dos canais disponíveis.