Inaugurado em junho de 2014, o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) é um espaço estratégico de tomada de decisões. Vinculado à Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, o COP-BH reúne 19 instituições, sendo 16 públicas e três da iniciativa privada, em sua Sala de Controle Integrado (SCI), onde os esforços são direcionados para fazer de Belo Horizonte uma cidade capaz de adaptar-se a mudanças, superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas.
Funcionando 24 horas por dia, nos sete dias da semana, o Centro de Operações busca proporcionar serviços públicos cada vez mais eficientes à população ao atuar no cotidiano da cidade, em grandes eventos, catástrofes e crises, fazendo a gestão integrada e inteligente de problemas públicos de segurança, fiscalização, mobilidade, serviços urbanos, defesa civil, emergências em saúde, dentre outros.
Videomonitoramento inteligente
O Centro de Operações reúne atualmente imagens de mais de 5.000 câmeras próprias e de órgãos parceiros. Esses recursos são compartilhados com as instituições presentes na Sala de Controle Integrado de acordo com a demanda de cada órgão, ou seja, uma câmera de monitoramento do trânsito pode ser empregada para o monitoramento de alagamentos ou inundações, caso este equipamento esteja instalado em áreas com esse tipo de risco, por exemplo.
O parque tecnológico do COP-BH será ampliado consideravelmente com a implantação do Muralha BH, que prevê a instalação de mais de 10.000 novas câmeras, além da aquisição de sistemas com recursos de reconhecimento facial e monitoramento inteligente de veículos, o que contribuirá de forma decisiva para a redução da criminalidade no município.
Instituições participantes
A pronta resposta às ocorrências relacionadas a diversos problemas públicos da cidade é realizado na Sala de Controle Integrado do COP-BH. Esse trabalho integrado junto às diversas instituições parceiras permite uma resposta rápida e eficaz, sem sobreposição de esforços e no tempo necessário, de modo a permitir o funcionamento normal da cidade.
Essa integração possibilita também uma tomada de decisão mais célere e acertada em situações de crise, permitindo gerenciar múltiplas situações complexas ao mesmo tempo, com uma significativa redução do tempo de resposta.
Estão presentes no Centro Integrado de Operações representantes das seguintes instituições:
Municipais
- Coordenadoria de Atendimento Regional Centro-Sul (CARE-CS)
- Empresa de Transportes e Trânsito (BHTrans)
- Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH)
- Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), com o monitoramento por câmeras de todas as unidades de saúde municipais
- Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
- Serviço Móvel de Atendimento a Cães e Gatos em Situações de Urgência e Emergência (SAMUVet)
- Subsecretaria de Fiscalização (SUFIS)
- Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil (SUPDEC)
- Subsecretaria de Zeladoria Urbana (SUZURB)
- Superintendência de Limpeza Urbana (SLU)
- Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (SUMOB)
Estaduais
- Companhia de Gás de Minas Gerais (GASMIG)
- Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA)
- Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG)
- Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG)
- Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e o Centro de Operações Policiais Militares da PMMG (COPOM)
Privadas
- Essencial Segurança
- SINTRAM / Consórcio Ótimo
- Operadora Claro de Telefonia
Protocolos de atuação integrada
Para que o modelo de gestão integrada seja viável, o COP-BH elabora, em conjunto com as demais instituições parceiras, Protocolos de Atuação Integrada, que incluem desde a linha de ação conjunta adotada no dia a dia (protocolos gerais), quanto a metodologia de trabalho integrado que passa a vigorar no enfrentamento de problemas públicos específicos, como riscos, desastres e eventos climáticos extremos, acidentes de trânsito com múltiplas vítimas, manifestações populares com abordagens agressivas e obstrução de vias pelos participantes, por exemplo.
Os Protocolos de Atuação Integrada apontam o papel e a responsabilidade de cada instituição, conforme a natureza do evento, estabelecendo critérios para a classificação da criticidade das ocorrências. Ao agir norteadas por uma estratégia pré-definida, as equipes parceiras otimizam o uso dos recursos materiais e humanos, evitando a sobreposição de forças e ganhando agilidade na locação dos recursos necessários para executar ações de contingência de forma ágil e eficiente.