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Quatro feirantes postados na banca, usando roupa verde, com as verduras expostas no primeiro plano.

PBH celebra os profissionais que movimentam a economia na cidade no Dia do Feirante

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Nesta terça-feira (25) é comemorado o Dia do Feirante. A Prefeitura de Belo Horizonte destaca a importância destes profissionais para a cidade, pois as feiras movimentam a economia da capital e estão espalhadas por todas as regionais. São 113 no total, incluindo a Feira da Afonso Pena; as do programa Jornada Produtiva; de artesanato; de Economia Popular Solidária; e de Segurança Alimentar e Nutricional.

São 87 as feiras de Segurança Alimentar e Nutricional, com opções de alimentos frescos, produtos da agricultura familiar e comidas prontas. A atuação da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN) engloba a gestão e o fomento desses espaços, que aproximam produtores e consumidores e ampliam o acesso da população a alimentos frescos e de qualidade. Para agricultores e feirantes, as feiras também representam espaços de geração de renda e autonomia.

A atuação da SMSAN se divide em cinco modalidades de feiras, cada uma com características e produtos próprios:

- As Feiras Livres oferecem principalmente hortifrutigranjeiros, biscoitos, carnes, queijos, grãos, doces e peixes e estão presentes em diferentes bairros. Funcionam de terça-feira a domingo, geralmente das 7h às 13h.
- No programa Direto da Roça, frutas, verduras e legumes são comercializados diretamente por produtores da agricultura familiar da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A modalidade aproxima quem produz de quem consome e reduz a presença de intermediários na comercialização.
- A Feira da Agricultura Urbana reúne produtos cultivados em BH com princípios da agroecologia, como hortaliças, folhosas, raízes, ervas e frutas, além de flores, sementes e outros produtos. Os pontos estão distribuídos em diferentes regiões da cidade.
- Para quem procura alimentos produzidos segundo os princípios da agricultura orgânica, a Feira de Orgânicos oferece hortaliças, frutas e cereais cultivados e certificados por produtores rurais da região metropolitana.
- A Feira Modelo tem uma proposta diferente, reunindo alimentos, comidas e bebidas prontas para o consumo. Os espaços oferecem opções da gastronomia mineira, brasileira e internacional e contam com programação em diferentes dias e horários.
 

Experiências e tradições

O contato direto com os consumidores permite aos feirantes conhecer melhor a procura do público e planejar a oferta de produtos de acordo com as demandas. E para os frequentadores, a experiência de ir à feira não se resume às compras.

São nesses encontros entre produtores, feirantes e consumidores que conhecimentos, experiências e tradições são compartilhados. Valéria Henriques Aparecida dos Campos, de 54 anos, tem uma barraca do programa Direto da Roça há 30 anos no Padre Eustáquio. “Uma banca não representa apenas uma pessoa, não é só um ponto de comércio. Ela envolve toda a família e a gente já faz parte da vida de quem mora neste bairro”, destaca.

O ponto no Padre Eustáquio começou com a mãe da Valéria, Dona Gessi, que faleceu há três anos, e continua com ela, o pai, de 89 anos, o irmão e sobrinhos. As verduras e legumes produzidos pela família não envolvem adubos químicos e são cultivados com todo o carinho, pensando em cada freguês. “A gente acaba conhecendo os gostos e os hábitos alimentares das pessoas”.

O programa, única fonte de renda de Valéria, ajudou a sustentar a família e criar a filha, hoje formada em medicina. “Consegui a bolsa integral de estudos pra ela porque fazer parte da agricultura familiar era um dos critérios para obter o benefício”. A feirante se sente realizada com o trabalho. “Produzir o alimento é um milagre de Deus. Poder alimentar as pessoas é muito gratificante”.

 

Economia Popular Solidária

As feiras da Economia Popular Solidária (EPS) materializam a política pública da PBH para fomentar, por meio das ações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais (SMDE), a economia com a geração de trabalho e renda atrelada à inclusão social.

A EPS incentiva a comercialização solidária baseada nos princípios da autogestão, de reciprocidade e coletividade, da valorização dos produtos locais, do preço justo e da sustentabilidade, resguardando o respeito às relações de gênero, raça, etnia, religião, crença e preservação e cuidado com o meio ambiente.

Os feirantes comercializam artigos de decoração, cama, mesa e banho; roupas adulto, infantil e para pets; bijuterias; acessórios; planta; quitandas, chope artesanal e produtos de alimentação.

As feiras acontecem em parques, nas ruas Goiás e dos Tamoios, nos Conjuntos IAPI e JK, nas praças JK e do Bairro Coração Eucarístico, na Avenida Prudente de Morais, na Cidade Administrativa e Tribunal de Justiça. Também estão pontos tradicionais da capital, como a Feira da Avenida Afonso Pena e o programa A Rua é Nossa, na Savassi.

A realização descentralizada das feiras representa o compromisso da Prefeitura em democratizar o acesso dos moradores aos produtos da economia solidária.

 

Feira da Afonso Pena

Uma das maiores feiras a céu aberto da América Latina, a Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades, conhecida como Feira da Afonso Pena ou Feira Hippie, é uma das principais referências econômicas, culturais e turísticas de Belo Horizonte. Realizada todos os domingos, das 8h às 14h, ocupa um quilômetro de extensão e área de aproximadamente 45 mil metros quadrados, dividida em 13 setores.

A cada domingo, uma média de 60 mil pessoas circula pelo espaço em busca de lazer, compras, artesanato e gastronomia. São cerca de 1,5 mil expositores, contando com as três áreas de alimentação, oferecendo uma grande variedade de produtos e sabores.

Oficializada pela Prefeitura de Belo Horizonte em 26 de outubro de 1973, a Feira surgiu espontaneamente na Praça da Liberdade, em 1969, onde funcionava aos domingos e quintas-feiras. Em 1991, foi transferida para a Avenida Afonso Pena, quando passou a reunir também expositores das feiras da Praça Raul Soares, da Rua Gonçalves Dias e da Praça Rui Barbosa, que foram extintas.

Ao longo de mais de cinco décadas, a Feira da Afonso Pena se consolidou como um dos principais atrativos turísticos da capital, além de ser um tradicional ponto de encontro para os belo-horizontinos. Com localização privilegiada, no Hipercentro da cidade, reúne opções de artesanato, itens de decoração, utensílios domésticos, produtos diversos e gastronomia.

 

Jornada Produtiva

As Feiras de Inclusão Produtiva do programa Jornada Produtiva ajudam a dinamizar e qualificar espaços públicos em diferentes regiões de Belo Horizonte, fortalecendo os vínculos de vizinhança, incentivando o empreendedorismo cidadão e ampliando as oportunidades de geração de trabalho e renda. São dez feiras permanentes, realizadas ao longo de todo o ano.

As feiras ajudam a transformar praças e outros espaços públicos em pontos de convivência, lazer e encontro para as famílias, além de incentivar o comércio popular e movimentar a economia local. Atualmente, quase 300 trabalhadores estão credenciados para atuar nas feiras do programa, encontrando nesses espaços uma oportunidade de trabalho e geração de renda.

Estão em diferentes regiões de Belo Horizonte, com programação ao longo da semana:

Quinta-feira
- Feira do Pindorama: das 17h às 22h, na Rua Rio Petrópolis.

Sexta-feira
- Feira Comendador Negrão de Lima: das 16h às 22h, na Praça Comendador Negrão de Lima, na Floresta.

Sábado
- Feira Silva Lobo: das 9h às 16h, na Avenida Silva Lobo, 1.515, Grajaú.
- Feira de Plantas e Flores da Savassi: das 9h às 16h, na Rua Antônio de Albuquerque, 617.
- Feira da Praça da Febem: das 8h às 17h, na Praça José Verano da Silva, no Barreiro.

Domingo
- Feira da Duque de Caxias: das 10h às 16h, na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza.
- Feira do Sagrada Família: das 8h às 14h, na Avenida Petrolina, 439.
- Feira do Pindorama: das 8h às 14h, na Rua Jacareí, 600.
- Feira da Praça do Cristo: das 9h às 16h, na Praça Cristo Redentor, no Barreiro.
- Feira do Bairro Independência: das 8h às 16h, na Rua Cinco.

“Com atividades em diferentes dias e regiões, as Feiras de Inclusão Produtiva promovem a ocupação qualificada dos espaços públicos, aproximam os empreendedores da população e fortalecem a vida comunitária nos bairros. Para os trabalhadores, representam uma oportunidade de geração de renda. Para os moradores, oferecem opções de compras, serviços, lazer e convivência perto de casa”, destaca o secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro.