5 October 2026 -
Para o período chuvoso 2026/2027, que vai de outubro a março, a Prefeitura de Belo Horizonte se preparou em diversas frentes, baseada em um modelo de governança integrada, zeladoria intensiva e mobilização contínua. Nesse sentido, o Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) iniciou as atividades nesta segunda-feira (5), com a apresentação das ações já realizadas pela PBH e fortalecendo a articulação entre os órgãos municipais envolvidos na prevenção e no enfrentamento de situações de risco.
O GGRDECE é responsável por acompanhar todas as ações durante o período chuvoso. Composto por técnicos e especialistas de diversas secretarias, o Grupo tem a missão de monitorar os efeitos das chuvas e definir medidas emergenciais.
O trabalho conjunto permite ampliar a prevenção, a preparação e a resposta a ocorrências provocadas principalmente pelas chuvas intensas, como alagamentos, inundações, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos. A integração também busca agilizar o compartilhamento de informações e a atuação coordenada das equipes diante de eventos que possam colocar a população em risco.
O monitoramento é realizado 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), onde o Grupo debate ações e analisa os efeitos dos eventos climáticos. Nas instalações do COP-BH, representantes de 20 órgãos públicos acompanham, por meio de mais de 4,5 mil câmeras, o que acontece na cidade em tempo real, incluindo o acompanhamento do nível dos córregos, bem como a identificação de quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências.
O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes Alves, afirmou que cada um, na sua pasta, faz a sua parte para tornar a cidade mais resiliente. “Daqui para frente, é plantão 24 horas por dia, todos os dias da semana. É o famoso 24/7”, assegurou o subsecretário, para quem não existe Defesa Civil sem a ação da população, da sociedade. “A sociedade tem que se envolver. Se a gente manda um alerta e não seguem as recomendações, provavelmente vai acontecer algum desastre”, destacou ele, ao comentar a importância do engajamento social nesse esforço conjunto.
- Obras e investimentos
A Prefeitura de Belo Horizonte mantém uma série de ações para reduzir os impactos das chuvas na cidade. Entre as principais frentes está a execução de obras de drenagem, macrodrenagem e contenção, que ampliam a capacidade de escoamento das águas, protegem áreas sujeitas a erosões e contribuem para a prevenção de alagamentos e inundações.
Entre 2025 e setembro de 2026, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) concluiu intervenções em diferentes regiões de Belo Horizonte, com implantação e recuperação de sistemas de drenagem, adequação de redes e estruturas hidráulicas e intervenções voltadas à proteção de áreas urbanas. As obras integram uma estratégia permanente de redução dos riscos associados às chuvas e de melhoria da infraestrutura da cidade.
Entre as intervenções concluídas está a recuperação do sistema de drenagem na região do Vale do Jatobá, no Barreiro, incluindo a adequação da estrutura na Avenida Perimetral. Também foram concluídas obras na Rua dos Custódios, no Bairro Beija-Flor, na região Nordeste, e intervenções de urbanização e drenagem na Rua Nízio Torres, no Bairro Ouro Preto, na Pampulha.
Na região Norte, foi concluída uma intervenção no Ribeirão do Onça, com a implantação de cercamento definitivo do Parque Ciliar e adequações associadas ao sistema de esgotamento sanitário. Também foi concluída a primeira etapa das obras de urbanização da Rua Maria de Lourdes Pinho, com implantação de drenagem e pavimentação.
Grandes obras estruturantes
Além das intervenções já concluídas, a Prefeitura trabalha na retomada de grandes empreendimentos de macrodrenagem que terão papel importante na redução dos riscos de inundação em áreas historicamente afetadas pelas chuvas.
Um dos principais projetos é a etapa dos grandes reservatórios na região de Venda Nova, que prevê a otimização do sistema de macrodrenagem dos córregos Vilarinho e Nado, e do Ribeirão Isidoro, com dois reservatórios subterrâneos: Vilarinho 2 e Nado 1. Cada estrutura tem capacidade de armazenamento de aproximadamente 105 milhões de litros de água, incluindo a laje de cobertura. O investimento total é de R$ 263 milhões, com recursos financiados pela Caixa Econômica Federal.
Já está em curso a licitação para a retomada das obras do Reservatório Vilarinho 2, que já apresenta cerca de 50% de funcionalidade e possui contrato em vigor para instalação e operação das bombas. Já o Nado 1 está com o empreendimento em revisão de projeto, com previsão de reinício em 2027.
Outra intervenção estruturante é a 1ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha, no trecho da Praça das Águas, na região Nordeste. O projeto prevê a implantação de uma estrutura hidráulica na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha, com capacidade para armazenar aproximadamente 27 milhões de litros de água, além de adequações viárias e remanejamento do interceptor de esgoto. A intervenção está sendo realizada e o investimento previsto é de aproximadamente R$ 78 milhões.
Obras em andamento ampliam capacidade de drenagem
Também estão em execução outras obras que contribuem para aumentar a capacidade de drenagem da capital. Na região da Avenida Cristiano Machado, a 2ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha prevê a implantação de um canal paralelo ao existente, sob a pista no sentido Centro-bairro, além do remanejamento do interceptor de esgoto.
O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento do sistema e reduzir o risco de inundações na região. O valor do contrato, incluindo o viaduto da Avenida Sebastião de Brito, é de R$ 261 milhões, e a previsão de conclusão é 2028.
No Barreiro, a Prefeitura também está implantando um novo sistema de drenagem na Praça Deputado José Raimundo e nas vias do entorno, no Bairro Tirol. A intervenção, iniciada em março deste ano, contempla a implantação de novas redes de drenagem e busca melhorar a eficiência das bacias de detenção Olaria e Jatobá, localizadas a jusante da região. O investimento é de R$ 14,7 milhões, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.
Outra frente é o Parque Ciliar do Onça, na região Nordeste, cuja licitação está em andamento. O projeto prevê recuperação ambiental e integração urbana e social das comunidades às margens do Ribeirão do Onça, com intervenções de drenagem, mobilidade, esporte, lazer e paisagismo. O valor estimado para contratação é de R$ 122,3 milhões.
Na Pampulha, a Prefeitura concluiu a licitação para as obras de urbanização e requalificação da Avenida Francisco Negrão de Lima. O projeto inclui a recuperação do sistema viário, implantação e adequação da rede de drenagem, melhorias para a circulação de veículos e pedestres e urbanização do trecho entre a Avenida Otacílio Negrão de Lima e a Rua Jornalista João Augusto. O investimento é de R$ 35,8 milhões, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2028.
Prevenção permanente
Diversas intervenções realizadas pela PBH já contribuem para minimizar possíveis impactos do período chuvoso. Entre as obras realizadas estão as bacias do Túnel Camarões, intervenções nos córregos Olaria, Jatobá e Bonsucesso, Bacia das Indústrias, Caixa de Captação da Vilarinho e Bacia B5.
As intervenções estruturais são complementadas pelo monitoramento das condições climáticas e dos sistemas de drenagem, manutenção e limpeza de estruturas e atuação integrada dos órgãos municipais.
Com obras de diferentes portes distribuídas por todas as regionais, a PBH atua tanto na solução de problemas históricos de drenagem quanto na ampliação da capacidade dos sistemas existentes, buscando aumentar a segurança da população e a resiliência da cidade diante dos eventos de chuva.
- Serviços de Zeladoria Urbana
Com o objetivo de prevenir alagamentos, melhorar o escoamento da água da chuva e garantir mais segurança à população, são realizados serviços permanentes de manutenção da drenagem urbana.
Entre janeiro e agosto deste ano, foram limpas 87.736 bocas de lobo em todas as regionais da capital. No mesmo período, foram retiradas 1,4 mil toneladas de resíduos das redes de drenagem, desobstruídos 54,6 quilômetros de tubulações e substituídas 1.430 grelhas danificadas.Os serviços são executados continuamente pelas equipes da Prefeitura e têm papel fundamental na conservação da infraestrutura de drenagem da cidade, especialmente durante o período chuvoso. A limpeza das bocas de lobo, a desobstrução das redes e a substituição de grelhas contribuem para manter o sistema em funcionamento e reduzir os riscos de acúmulo de água nas vias públicas.
- Manutenção de arborização
As ações de manutenção - poda, supressão e replantio - integram os serviços de manejo da arborização urbana, contribuindo para a manutenção das árvores e a conservação dos espaços públicos da capital. O investimento previsto para essas ações, em 2026, gira em torno de R$ 44 milhões.
Apenas entre janeiro e agosto deste ano, a PBH realizou 12.834 podas de árvores em toda a cidade. No mesmo período, foram executadas 3.697 supressões, 1.356 destocas e 250 replantios, como parte dos serviços de manutenção e manejo da arborização urbana. As supressões são realizadas quando há necessidade de remoção de árvores, conforme avaliação técnica.
- Ações de prevenção em áreas de risco
A Prefeitura de Belo Horizonte investe continuamente em obras de mitigação de risco, por meio do Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear), que há mais de 30 anos atua nessas áreas. O Programa tem o objetivo de assegurar proteção para os moradores dessas áreas, realizando diversas ações como vistorias, obras de eliminação de risco geológico e de manutenção e atividades de prevenção em parceria com a comunidade.
As ações preventivas da Urbel nas áreas de risco são realizadas durante todo o ano, e não apenas no período chuvoso. Somente em 2026, a Urbel já realizou 1.149 vistorias e concluiu 89 intervenções para mitigação de risco geológico, em todas as regiões das cidades. Outras 116 obras estão em andamento.
Nos meses que antecedem o período chuvoso, esses trabalhos são intensificados, com foco na prevenção e na conscientização dos moradores de vilas e favelas localizadas em áreas de risco geológico.
- Operação Olha a Chuva
Entre as principais ações está a Operação Olha a Chuva, conduzida por técnicos da Urbel em parceria com voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec) e dos Núcleos de Alerta de Chuvas (NAC). Durante a operação, são distribuídas cartilhas educativas, instaladas faixas informativas nas comunidades, afixados cartazes em equipamentos públicos e realizadas ações de mobilização, como o uso de moto de som para divulgar orientações de prevenção.
Além disso, a Urbel acompanha os índices pluviométricos e repassa alertas aos voluntários comunitários. A empresa também executa o monitoramento de moradias com sinalização preventiva, instalação de lonas em encostas, isolamento de cômodos, realização de obras emergenciais e, quando necessário, remoções preventivas, temporárias ou definitivas.
Quando o local apresenta grau de risco alto ou muito alto, que não pode ser eliminado ou controlado por uma obra tecnicamente viável, a família é removida da área. Para viabilizar a saída imediata do núcleo familiar, é concedido o Bolsa Moradia na modalidade Abono Pecuniário Emergencial. Posteriormente, a família pode indicar um novo endereço para vistoria do programa, garantindo uma moradia segura enquanto aguarda o reassentamento definitivo em uma unidade habitacional construída pela Prefeitura.
- Vistorias
A população pode solicitar uma vistoria sempre que identificar sinais de risco, como rachaduras no solo ou nas casas, inclinação de muros e barrancos ou surgimento de trincas. O atendimento é feito pelo telefone 3277-6409, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Fora desse horário, em casos de emergência, o contato deve ser feito pelo número 199, da Defesa Civil.
- Limpeza urbana
A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) desenvolve, ao longo de todo o ano, ações preventivas para reduzir os impactos do período chuvoso em Belo Horizonte. Entre as principais atividades está a limpeza dos córregos, que contribui para evitar o acúmulo de resíduos, o assoreamento dos cursos d’água e a obstrução da rede de drenagem, reduzindo os riscos de alagamentos.
Entre janeiro e o início de setembro de 2026, a SLU retirou 4,3 mil toneladas de resíduos dos córregos da cidade. O volume inclui materiais descartados irregularmente nas margens e nos leitos, além de vegetação retirada durante serviços de capina e roçada realizados nas proximidades dos cursos d’água. Os córregos são limpos, no mínimo, três vezes por ano.
Paralelamente aos serviços de limpeza, a SLU realiza ações educativas junto às comunidades próximas aos córregos. Os moradores recebem orientação sobre o descarte correto dos resíduos e são alertados sobre os prejuízos causados pelo lançamento de lixo nos cursos d’água.Antes do período chuvoso, a SLU também realiza uma operação específica no Ribeirão Arrudas, com o objetivo de retirar resíduos acumulados, minimizar os impactos do descarte irregular e contribuir para o escoamento da água. Neste ano, foram retiradas 42,7 toneladas de resíduos durante a operação. Entre os materiais encontrados estavam móveis, eletrodomésticos em desuso, garrafas PET, sacos com lixo orgânico, restos de poda, entulho de obras e animais mortos.
Monitoramento de áreas sensíveis
A SLU mantém ainda um trabalho contínuo de monitoramento e limpeza de áreas mais sensíveis a alagamentos. Nesses locais, são retirados resíduos que possam ser carregados pela chuva e provocar obstrução em galerias e redes de captação pluvial.
Para o período chuvoso, a SLU também prepara um planejamento operacional específico para garantir respostas rápidas em situações de emergência. Equipes são mantidas em todas as regionais da cidade, com garis e caminhões-pipa, para uma execução célere das ações.Além das equipes que atuam regularmente durante a semana, a SLU mantém plantões aos domingos e feriados, definidos de acordo com a previsão de chuvas encaminhada pela Defesa Civil. Quando não há ocorrência de chuva durante o plantão, os profissionais realizam serviços preventivos em áreas consideradas de maior risco.
- Trânsito e Transporte
Entre as medidas adotadas pelas equipes da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade (Sumob) durante o período chuvoso estão o fechamento de vias e a realização de desvios de trânsito em pontos estratégicos, com o objetivo de minimizar situações de risco e garantir a segurança de condutores e pedestres em Belo Horizonte.
São mais de 75 agentes preparados para serem acionados pelo Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH), e se deslocarem aos locais de risco em caso de chuva. Para isso há um trabalho de planejamento e acompanhamento da Defesa Civil, que avalia as possibilidades de chuvas, envia alertas para os órgãos municipais e para a população. Essas informações permitem que as equipes de mobilidade se preparem com antecedência para os dias chuvosos.
Os agentes também monitoram as condições de rios e córregos. Quando acionados pelo COP-BH, iniciam o fechamento das vias utilizando sinalização móvel e orientam motoristas e pedestres sobre os desvios e a necessidade de evitar as áreas de risco. Para agilizar esse trabalho, os locais sujeitos a alagamentos contam com equipamentos de sinalização previamente posicionados em pontos estratégicos. São mais de 350 equipamentos de sinalização móvel, além das viaturas que são posicionadas nos pontos de risco.
Mesmo quando a via ainda não apresenta lâmina d’água, o trabalho preventivo pode exigir o bloqueio antecipado do trânsito. Por isso, é fundamental que motoristas, motociclistas e pedestres respeitem a sinalização, não ultrapassem os bloqueios e sigam as orientações dos agentes.
A prevenção é resultado de um trabalho integrado dos órgãos da Prefeitura de Belo Horizonte, com o objetivo de reduzir riscos e preservar vidas. Informações em tempo real sobre as condições do trânsito e alertas de vias interditadas em razão de alagamentos podem ser acompanhadas diariamente no perfil do X BH Mobilidade.
Dispositivos luminosos em locais com risco de alagamentos
A BHTrans segue implantando dispositivos luminosos de alerta em pontos sujeitos a alagamentos. A medida integra um conjunto de ações preventivas voltadas à mobilidade urbana segura em períodos chuvosos. O primeiro dispositivo começou a operar em 2024, na Rua Joaquim Murtinho e na Avenida Prudente de Morais, no Bairro Santo Antônio, para auxiliar os motoristas em caso de alagamentos.
Outros locais também receberam o novo sistema de sinalização:
- Rua José Cleto, entre a Rua Cel. Jairo Pereira e Avenida Bernardo Vasconcelos (Palmares).
- Avenida Bernardo Vasconcelos com Avenida Clara Nunes (Renascença).
- Avenida Amazonas com a Rua Cura D”Ars (sentido bairro/Centro) e com a Avenida do Contorno (sentido Centro/bairro), no Prado.
Os dispositivos utilizam luzes que indicam o nível de alerta aos motoristas:
- Luz amarela piscante: indica a necessidade de atenção redobrada durante o período chuvoso.
- Luz vermelha: indica que o trecho à frente está interditado devido a alagamento. Nesse caso, os motoristas não devem seguir em frente.
- Desligado: indica que não há alerta no momento.Os dispositivos contam ainda com os dizeres: ‘Risco de inundação/ No vermelho, não avance’, reforçando o caráter preventivo da sinalização.
Os agentes de trânsito também monitoram as condições das vias e podem acionar bloqueios em tempo real nos aplicativos de mobilidade. Ao detectar alagamentos, o agente informa imediatamente a situação da via, e os aplicativos atualizam a rota com alerta de bloqueio.
Transporte Coletivo
A equipe da Sumob já realizou a conferência de todos os itinerários e das linhas de transporte coletivo impactadas pelas áreas sujeitas a alagamentos. Todos os operadores do transporte coletivo foram orientados a não atravessar lâminas d’água e, diante de situações de risco, aguardar em local seguro ou realizar os desvios indicados pelos agentes em campo. Além de orientar os desvios, as equipes da Sumob também atuam nas estações de transferência localizadas nas áreas afetadas, auxiliando os usuários do transporte coletivo.
Monitoramento no COP-BH
O Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) desempenha papel estratégico na coordenação das ações do Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) da PBH, reunindo informações e articulando a atuação dos órgãos municipais durante o período chuvoso e em situações de eventos climáticos severos.
Belo Horizonte conta com protocolos integrados de atuação, que são periodicamente avaliados e aperfeiçoados por meio de exercícios, simulações e da experiência acumulada em ocorrências reais. Com a ativação do GGRDECE, esses protocolos são operacionalizados a partir do COP-BH, onde representantes de diferentes órgãos compartilham informações em tempo real e apoiam a tomada de decisões de forma coordenada.A estrutura tecnológica do Sistema de Proteção e Defesa Civil do município permite o acompanhamento permanente das condições meteorológicas, das áreas de risco e das ocorrências em andamento. A partir dessas informações, o Centro de Operações apoia a gestão integrada da pronta resposta e a mobilização das equipes necessárias para cada situação.
Nesse ambiente colaborativo, atuam de forma articulada equipes da Defesa Civil, Superintendência de Mobilidade, Guarda Civil Municipal, BHTrans, SLU, Sudecap, Assistência Social, Saúde e demais órgãos envolvidos na resposta a situações de emergência.A integração permite antecipar medidas preventivas, direcionar recursos operacionais de acordo com as necessidades identificadas e agilizar a mobilização das equipes de campo. A atuação coordenada contribui para ampliar a capacidade de prevenção e resposta do município e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos sobre a população.
- Assistência e acolhimento
As iniciativas de amparo e acolhimento voltados à população que possa ser impactada pelas chuvas serão ampliadas. De forma emergencial, Postos de Comando são montados para que sejam feitos os registros das famílias afetadas e levantamento individual das demandas.
Caso haja necessidade de deixarem as casas, a primeira recomendação é que as pessoas busquem abrigo em residências de parentes ou amigos. Se a família afetada não dispõe dessa opção, as unidades de acolhimento institucional do município serão acionadas para garantir a proteção emergencial e temporária.
Serão disponibilizadas, inicialmente, cinco unidades para acolhimento emergencial imediato, com direcionamento estabelecido de acordo com o perfil dos usuários e em parceria com a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil (SUPDEC). Esses equipamentos contam com estrutura apropriada, incluindo segurança, equipe técnica de monitores, espaços adequados e alimentação, além do fornecimento de itens de higiene.
Entre as medidas emergenciais também estão a distribuição de itens de assistência humanitária, como colchões, cobertores, roupas de cama, lonas e gêneros alimentícios. Além disso, as famílias poderão ser inseridas ou ter os dados atualizados no Cadastro Único, garantindo acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda.
Durante todo o período chuvoso, equipes da Prefeitura permanecem em regime de plantão para atender às solicitações encaminhadas pela Defesa Civil e oferecer respostas ágeis às necessidades da população.
