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Em uma sala um grupo de pessoas sentam em cadeiras em roda, algumas conversando entre si e outras usando o celular. Atrás das pessoas existem computadores em mesas.
Divulgação/PBH

Curso gratuito da PBH capacita idosos sobre o uso do celular com autonomia e segurança

criado em - atualizado em

Navegar pelas redes sociais, fazer pagamentos com tranquilidade, pedir um transporte por aplicativo e até acessar o histórico de saúde. O que antes parecia um desafio complexo para muitos idosos da capital se tornou sinônimo de facilidade pelo telefone celular. Instruí-los sobre esse acesso on-line é um dos principais objetivos do curso gratuito “Aprendendo a Usar Celular e Aplicativos”, promovido pelo Programa de Inclusão Digital da Prefeitura de Belo Horizonte.

O curso está com inscrições abertas e mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (31) 98888-3238. Já são mais de 740 certificados emitidos nessa capacitação, garantindo mais autonomia digital para moradores de diversas regiões da capital.

A iniciativa surge para capacitar o público da terceira idade quanto ao uso seguro e prático das tecnologias no cotidiano, estimulando a inclusão digital e a segurança no dia a dia. Durante as aulas, são vistas desde funções básicas do aparelho até recursos fundamentais, como envio de mensagens, chamadas de vídeo, dicas de segurança para evitar golpes digitais, navegação na internet e acesso a aplicativos de transporte, delivery e serviços públicos.

“A tecnologia não deve ser uma barreira, mas uma ponte para a cidadania. Quando o idoso aprende a dominar o próprio celular, ele ganha independência para resolver pendências sem depender de terceiros, além de se proteger melhor contra golpes digitais”, ressalta Alexandre de Castro, diretor de Inclusão Digital da Prodabel.

As transformações são visíveis. Para Ângela Maia, de 66 anos, moradora da Regional Barreiro, os aprendizados conquistados trouxeram uma nova relação de independência no ambiente doméstico e com os familiares. “Muitas vezes a gente pedia ajuda aos filhos para algo no celular e eles preferiam fazer do que nos ensinar. Não tinham a paciência necessária. O curso nos deu autonomia e segurança para resolver nossas próprias coisas. Aprendi a mexer no celular, nas redes e até fiz cursos de inteligência artificial. Na prática, tínhamos medo, mas hoje sinto orgulho e independência. Quero continuar aprendendo sempre mais”, comemora.

Já para Márcia Nonaka, de 65 anos, também moradora da Regional Barreiro, a participação no curso representou uma verdadeira “virada de chave” para perder o receio do mundo virtual e acessar serviços fundamentais. “Antes eu era muito dependente dos meus filhos e tinha uma resistência enorme com a tecnologia, usava o celular só para o básico. Fiz os cursos meio escondida deles, pois queria dar orgulho, mas no final, quem teve orgulho de mim foi eu mesma. Hoje entro nos aplicativos sem medo, principalmente no gov.br, que era o meu bicho-papão. Tivemos instrutores com muita paciência e a Prodabel nos deu esse incentivo divisor de águas”, destaca.