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Agente da Guarda Municipal, usando uniforme azul, está de frente para tela do computador fazendo o monitoramento das imagens geradas pelas câmeras do COP-BH.
Júnia Garrido/PBH

Muralha BH auxilia na localização de procurados pela Justiça e contribui para 22 prisões na capital

criado em - atualizado em

Desde a integração com a plataforma de reconhecimento facial da Polícia Federal, formalizada em 9 de julho, 22 pessoas foram localizadas e presas com apoio do Muralha BH. Os resultados demonstram como a utilização da tecnologia pode ampliar a capacidade de resposta das instituições de segurança, especialmente na localização de procurados pela Justiça.

Entre os casos está a localização de uma pessoa com mandado de prisão por estupro de vulnerável. Ao todo, foram quatro prisões por tráfico de drogas, duas por roubo, uma por lesão corporal, uma por porte ilegal de arma e uma por receptação.

Também foram registradas quatro prisões por furto e uma por ameaça. Houve ainda a recaptura de uma pessoa que cumpria pena em regime semiaberto e não havia retornado espontaneamente à unidade prisional.

O sistema também contribuiu para a localização de cinco pessoas com mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia.

A iniciativa conecta as câmeras de monitoramento do município à plataforma disponibilizada pela Polícia Federal, responsável pelo processamento das imagens e emissão de alertas em caso de possível correspondência.

Validação antes da abordagem

A tecnologia é utilizada como ferramenta de apoio e não produz, de forma autônoma, uma decisão de prisão. Quando o sistema aponta uma possível correspondência, o alerta é submetido à validação técnica de profissionais da Polícia Federal. Somente após essa etapa são adotados os procedimentos operacionais pelos órgãos competentes.

O secretário municipal de Segurança e Prevenção, Márcio Lobato, destaca a importância da metodologia utilizada. “Esse método garante que os alertas gerados pela tecnologia sejam submetidos à análise de profissionais antes de qualquer abordagem. Dessa forma, conseguimos evitar que um possível falso positivo resulte, de forma automática, em uma ação operacional”.

O fluxo permite utilizar a tecnologia para acelerar a localização de pessoas procuradas, enquanto a confirmação e as medidas de abordagem permanecem sob responsabilidade dos profissionais de segurança, conforme os protocolos estabelecidos.

Muralha BH

A integração com a Polícia Federal é uma das frentes do Muralha BH, programa da Prefeitura de Belo Horizonte que amplia e qualifica o uso do videomonitoramento na capital e utiliza inteligência artificial para apoiar ações de segurança pública.

Considerado o maior programa de tecnologia com inteligência artificial aplicada à segurança pública da história de Minas Gerais, o Muralha BH prevê a integração progressiva de diferentes tecnologias, câmeras e bases de dados para apoiar as ações de prevenção e segurança.

Ao todo, mais de 10 mil câmeras deverão ser instaladas em pontos estratégicos de Belo Horizonte, incluindo praças, parques, escolas, centros de saúde, vias de grande circulação, corredores urbanos, acessos ao Anel Rodoviário e divisas com municípios vizinhos. Outras câmeras já instaladas na capital também são integradas ao Muralha.