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Período chuvoso 2025-2026

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Belo Horizonte, com sua complexa topografia, densas bacias hidrográficas e um padrão de ocupação do solo em constante transformação, enfrenta desafios contínuos que a tornam vulnerável a desastres. A Prefeitura de Belo Horizonte está preparada para enfrentar o período chuvoso, tendo estruturado suas ações em um modelo de governança integrada, zeladoria intensiva e mobilização contínua. As ações para o período de chuvas, que ocorre entre outubro de 2025 e março de 2026, refletem a prioridade da administração em salvar vidas, buscando também preservar o patrimônio dos cidadãos e os equipamentos públicos.

 

 

Governança e resposta 


Na Prefeitura de Belo Horizonte, o Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) é responsável por acompanhar todas as ações durante o período chuvoso. Composto por técnicos e especialistas de diversas secretarias, o Grupo tem a missão de monitorar os efeitos das chuvas e definir medidas emergenciais. 
 

O monitoramento é realizado 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), onde o Grupo debate ações e analisa os efeitos dos eventos climáticos, O COP-BH garante o compartilhamento integrado de informações para Defesa Civil, Urbel, SLU e BHTrans, fundamental para a celeridade nas respostas. Nas instalações do COP-BH, representantes de 20 órgãos públicos acompanham, por meio de mais de 4,5 mil câmeras, o que acontece na cidade em tempo real, incluindo o acompanhamento do nível dos córregos, bem como a identificação de quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências. 

  


Infraestrutura, limpeza e inovação em drenagem


A prevenção é marcada por um trabalho contínuo em Belo Horizonte. O Plano de Contingência Municipal institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e estabelece as ações estratégicas e planejadas para resposta em momentos de emergência.


Os serviços de microdrenagem somam cerca de 100 mil limpezas de bocas de lobo, essenciais para o escoamento superficial da água.  Na macrodrenagem, a PBH dedica esforço máximo na limpeza dos cursos d'água com a limpeza do Ribeirão Arrudas por exemplo, uma operação de alta complexidade que remove grandes volumes de sedimentos e detritos para restaurar a capacidade de vazão do rio.
 

Similarmente, o Córrego Ferrugem passa por limpeza para conter enchente na Teresa Cristina, área de vulnerabilidade histórica. Além da limpeza, são feitas a capina e roçada das margens. Os garis recolhem lixo domiciliar, entulho, móveis, brinquedos, carrinhos de supermercados e até animais mortos.

 

Também o avanço em soluções de drenagem urbana sustentável está presente em BH, com o projeto de Jardins de Chuva, infraestrutura verde que auxilia na infiltração e alívio da rede pluvial. O projeto foi expandido do centro para as regionais, em parceria com a comunidade, demonstrando ser um modelo eficiente de implantação técnica aliada ao engajamento social.

 

 

Mobilidade, segurança, saúde e educação
 

No quesito segurança viária, foram instaladas esse ano, placas de alerta de risco de alagamento, reforçando a sinalização para condutores. A medida faz parte de um conjunto de ações preventivas de mobilidade urbana segura em períodos de risco. A luz amarela piscante alerta os motoristas sobre a necessidade de atenção redobrada em dias de chuva. A luz vermelha indica interdição à frente devido a alagamento, apontando que os motoristas não devem seguir adiante. Se o equipamento estiver desligado, não há problemas no trecho. As placas também trazem alertas com os dizeres ‘Risco de inundação’ e ‘No vermelho, não avance’, reforçando o caráter preventivo da sinalização.


A Defesa Civil conta com cerca de 120 agentes e 14 viaturas de prontidão, em toda a cidade. Além das vistorias, a equipe pode adotar medidas como encaminhamento de famílias a abrigos e distribuição de cestas básicas, colchões e cobertores, operando um sistema contínuo de monitoramento capaz de subsidiar o bloqueio preventivo de vias e a emissão de alertas em tempo real por meio do aplicativo Waze.


Além das obras e da gestão de crise, o plano da PBH integra o apoio social e a saúde pública, inclusive com o fornecimento de cestas básicas. Na área da saúde, foi intensificado o monitoramento e o controle de arboviroses (dengue, chikungunya, zika) e leptospirose. 


No campo da conscientização, a Prefeitura promove Dia D de Prevenção ao Período Chuvoso, um esforço de mobilização para levar orientações de segurança e a importância do descarte correto de resíduos, fechando um ciclo em que se baseia a ação coordenada e na participação ativa do cidadão para a proteção da vida e do patrimônio. Todas as atividades contam com o apoio da Guarda Civil Municipal e da BHTrans. 


 

Obras e investimentos


A Prefeitura de Belo Horizonte vem investindo nos últimos anos em diversas intervenções que contribuíram para mitigar as enchentes na capital. Na região da Avenida Tereza Cristina, que está inserida na bacia do Arrudas, foram implantadas as bacias de detenção do Córrego Bonsucesso com capacidade de 250 milhões de litros e mais duas bacias no córrego Túnel/Camarões, com capacidade de reter 400 milhões de litros d´água. 


Foram concluídas também as bacias de detenção dos córregos Olaria/Jatobá com capacidade de reter 180 milhões de litros. Também foi concluída, no 1º semestre de 2022, a primeira etapa das obras da Bacia de detenção do bairro das Indústrias com capacidade de reter até 120 milhões de litros de água. Todas essas bacias juntas são capazes de armazenar mais de 1 bilhão de litros de água em eventos severos de chuvas.
 

Assim a PBH mantém seu compromisso em proteger a vida e o patrimônio, enfrentando os desafios climáticos com planejamento, transparência e ação contínua. Conheça mais a fundo as ações da PBH para o período chuvoso 2025-2026.

 

OBRAS 

Uma série de obras e serviços foram executadas pela PBH envolvendo a limpeza de dispositivos de drenagem, manutenção de bacias de contenção e manejo da arborização urbana. De janeiro a setembro, já foram realizadas 98.970 limpezas de bocas de lobo, com a remoção de 1.910 toneladas de resíduos e a desobstrução de 44,5 mil metros de redes pluviais. Também foram substituídas 1.423 grelhas danificadas em toda a cidade. O investimento previsto para este ano é R$ 5 milhões.

As bacias de detenção receberam serviços de desassoreamento e roçada, com destaque para as estruturas Lagoa Seca, Bonsucesso, Engenho Nogueira e Camarões. Até agosto, foram retirados 56,9 mil m³ de sedimentos e roçados 271 mil m² de áreas, garantindo o pleno funcionamento das 19 bacias da capital, que têm capacidade para armazenar cerca de 3 milhões de m³ de água. Nos primeiros oito meses do ano foram aplicados R$ 9,1 milhões no serviço.

No manejo da arborização, foram executadas 15.670 podas e 2.178 supressões até junho. Para este ano, o investimento previsto é de R$ 40 milhões em serviços de poda, supressão e manutenção de áreas verdes.
 

LIMPEZA URBANA

A SLU desenvolve um trabalho preventivo essencial que tem como principal ação a limpeza dos córregos. A iniciativa tem como objetivo prevenir o assoreamento dos cursos d’água e evitar obstruções na rede de drenagem, contribuindo para a redução dos riscos de enchentes.

Entre janeiro e o início de setembro, foram removidas 5,3 mil toneladas de resíduos dos córregos da cidade. Esse volume inclui o lixo descartado de forma irregular nas margens e leitos, além da vegetação retirada durante os serviços de capina e roçada realizados nas proximidades dos cursos d’água.

A SLU também desenvolve ações educativas ao longo do ano junto às comunidades próximas aos córregos. Nessas campanhas, os moradores são orientados sobre o descarte correto de resíduos e alertados quanto aos prejuízos causados pelo lixo jogado nos cursos d’água.

Outro eixo importante do trabalho é o monitoramento contínuo de áreas com maior vulnerabilidade a alagamentos. Nesses locais, a SLU atua na retirada de resíduos que poderiam ser arrastados pelas chuvas e acabar obstruindo as galerias e redes de captação pluvial.

Durante o período chuvoso, as equipes do planejamento operacional da SLU, compostas por garis, caminhões, máquinas pá-carregadeiras e caminhões-pipa, garantem respostas rápidas e eficazes para a limpeza e desobstrução de vias afetadas pelas chuvas. Quando necessário, as equipes são remanejadas e a escala de trabalho dos garis é ampliada.

Além da atuação rotineira dos garis durante a semana na cidade, a SLU mantém equipes de plantão aos domingos e feriados, escaladas conforme as previsões de chuva enviadas pela Defesa Civil. Nos dias sem ocorrência de chuvas, essas equipes realizam ações preventivas nas áreas de maior risco da cidade.
 

TRÂNSITO E TRANSPORTE

A BHTrans disponibilizará cerca de 30 agentes para o bloqueio de vias nos locais das
áreas de inundação.


Dentre os locais considerados de maior risco estão:
● R. Joaquim Murtinho, Rua Marquês de Paranaguá e Av. Prudente de Morais - Bairro Santo Antônio (Centro Sul)
● Av. Bernardo Vasconcelos, entre a Av. Cristiano Machado e Av. Cachoeirinha - Bairro Ipiranga (Nordeste)
● Av. Cristiano Machado com Av. Sebastião de Brito e Av. Risoleta Neves (Rotatória da Estação São Gabriel) nos Bairros Dona Clara, Primeiro de Maio e Suzana, Guarani, São Bernardo e São Paulo (Norte)
● Vila Maracás na Rua Palestina, a partir da Av. Tereza Cristina, próximo à Vilma Alimentos (Oeste)
● Av. Francisco Sá entre a Av. Amazonas e a Rua dos Pampas - Bairro Prado (Oeste)
● Av. Silva Lobo com Rua Platina - Bairro Calafate (Oeste)
● Av. Heráclito Mourão Miranda - Bairro Castelo / Santa Terezinha / Alípio de Melo (Pampulha)
● Av. Vilarinho entre a Av. Cristiano Machado até a Rua Bernardo Ferreira da Cruz - Bairro Venda Nova (Venda Nova)


As intervenções propostas dentro da Plano de Contingência de Áreas de Inundação da BHTrans visam o fechamento e desvio do trânsito em pontos estratégicos, a fim de minimizar situações de riscos à vida humana, proporcionando segurança aos condutores e pedestres da cidade de Belo Horizonte.


A PBH, por meio da BHTrans, continua a implantação de dispositivos para alerta de sobre alagamentos em pontos estratégicos da cidade. A medida integra um conjunto de ações preventivas voltadas à mobilidade urbana segura em períodos de risco. O primeiro dispositivo da BHTrans começou a operar em fevereiro de 2024 para auxiliar os motoristas em caso de alagamentos na Rua Joaquim Murtinho e na Avenida Prudente de Morais, no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul da capital. Ele foi instalado na Rua Joaquim Murtinho, entre as ruas Paulo Afonso e Marquês de Maricá. 

Outros locais receberam o novo sistema de sinalização visual no primeiro semestre de 2025:
● Rua José Cleto, entre a Rua Cel. Jairo Pereira e Avenida Bernardo Vasconcelos (Palmares)
● Avenida Bernardo Vasconcelos com Avenida Clara Nunes (Renascença).
● Avenida Amazonas com a rua Cura D'Ars (sentido bairro/Centro) e com a Avenida do Contorno (sentido Centro/bairro), no Prado

 

As placas sinalizadoras funcionam com luzes que indicam o risco de alagamento, conforme:
Luz amarela piscante — alerta os motoristas sobre a necessidade de atenção redobrada durante o período chuvoso.
Luz vermelha — indica que o trecho à frente está interditado devido a alagamento. Nesse caso, os motoristas não devem seguir em frente.
Desligado — indica que não há alerta no momento. Elas também contam com os dizeres: ‘Risco de inundação/ No vermelho, não avance’, reforçando o caráter preventivo da sinalização. Os agentes de trânsito também monitoram as condições das vias e podem acionar bloqueios em tempo real nos aplicativos de mobilidade urbana. Ao detectar alagamentos, o agente informa imediatamente a situação da via, e os aplicativos atualizam a rota com alerta de bloqueio.

 

Outras ações realizadas pela BHTrans são
Disponibilizar informações das condições das vias e orientações de trânsito aos usuários por meio dos aplicativos disponíveis na cidade.
Estabelecer rotas alternativas para deslocamento (entre o local do acidente e os hospitais ou entre os hospitais e o local do sinistro), visando uma melhor fluidez dos veículos destinados ao socorro, por meio dos aplicativos.
Estabelecer itinerários alternativos, até mesmo com mudança de sinalização.
Isolar e balizar o trânsito em áreas de possíveis pousos e decolagens de helicópteros empenhados no socorro às vítimas.
Sinalizar e controlar o tráfego em vias municipais, operando os sistemas de sinalização, os dispositivos e equipamentos de controle de tráfego em vias municipais.

 

A equipe da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob)realizou a conferência de todos os itinerários e das 133 linhas impactadas pelas áreas de alagamento. Além disso, todos os operadores do transporte coletivo foram orientados a não atravessarem as lâminas de água e optarem por aguardar ou a realizar os desvios conforme orientações dos agentes de trânsito em campo. Além de indicar os desvios, a equipe da Sumob também atua junto às estações de transferência na área alagada, auxiliando os usuários.

Informações sobre trânsito podem ser conferidas diariamente no
https://x.com/OficialBHTRANS 

 

SEGURANÇA ALIMENTAR

A Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional também se prepara para atender as emergências em caso de pessoas desabrigadas. Cestas básicas serão entregues às famílias diante de solicitação feita pela Central de Armazenamento de Alimentos (CAA), equipamento responsável por guardar os gêneros não perecíveis da alimentação escolar e das unidades socioassistenciais atendidas pela Prefeitura. Marmitex também são disponibilizados via contato da Defesa Civil com os restaurantes populares, solicitando o quantitativo necessário. 
 

URBEL 

 

 

Além das obras, a Urbel atua com o Programa Estrutural em Área de Risco (Pear) nas vilas e favelas para a proteção das famílias que residem em áreas de risco geológico e inundação e ainda não receberam intervenções no local. O trabalho é executado por meio de vistorias, intervenções de manutenção e atividades de prevenção ao risco geológico. Com a chegada das chuvas, os esforços se concentram no atendimento à população.

Quando o local apresenta grau de risco alto ou muito alto, que não pode ser eliminado ou controlado por uma obra tecnicamente viável, a família é removida, sendo encaminhada para o Abrigo Municipal Granja de Freitas. Ela também pode acessar o programa Bolsa Moradia até o seu reassentamento definitivo em uma unidade habitacional construída pela Prefeitura.

Nos meses que antecedem o período das chuvas, a PBH intensifica o trabalho preventivo de alerta e conscientização dos moradores das áreas de risco geológico das vilas e favelas e de inundação. A Operação Olha a Chuva, realizada por técnicos da Urbel, voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec) e Núcleos de Alerta de Chuvas (NAC) é uma destas ações.

 

As remoções preventivas/temporárias são realizadas quando há risco de deslizamento no local. Neste caso, as famílias são encaminhadas para o benefício do Programa Bolsa Moradia e/ou Abono Pecuniário até a definição da intervenção necessária para a área. Neste ano já foram realizadas 64 remoções temporárias.

Nos meses da estiagem, a Urbel intensifica a execução de obras de pequeno e médio portes com o objetivo de corrigir ou eliminar situações de risco alto e muito alto, prevenindo acidentes e transtornos no período das chuvas.  Até outubro deste ano já foram realizadas 48 obras de mitigação de risco e 69 obras de manutenção, beneficiando diretamente quase 200 famílias. Além disso, estão em andamento 110 obras de mitigação de risco. Já foram realizadas 1050 vistorias em áreas de risco e outras 147 vistorias de manutenção.

Outro tipo de obra preventiva são as intervenções em parceria com a comunidade. A Urbel doa o material de construção e fornece assistência técnica por meio de engenheiro, enquanto o morador é responsável pela mão de obra. As intervenções são de pequeno porte, como muros de contenção de menor tamanho, canaletas de drenagem, lajes impermeabilizantes e pavimentação de beco. Já foram executadas neste ano,  24 obras em parceria com os moradores.

 

 

ASSISTÊNCIA SOCIAL 

A SMASDH vai ampliar as iniciativas de amparo e acolhimento voltados à população que possa ser impactada pelas chuvas. Em caso de necessidade, equipes socioassistenciais farão o registro das famílias afetadas. Caso haja necessidade de deixarem suas casas, a recomendação é que as pessoas busquem abrigo em residências de parentes ou amigos. Caso essa alternativa não seja possível, a rede de serviços do município será acionada para assegurar o atendimento.

As Unidades de Acolhimento Institucional, coordenadas pela Subsecretaria de Assistência Social, estarão disponíveis para acolhimento emergencial imediato, com direcionamento estabelecido de acordo com o perfil dos usuários e em parceria com a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil (SUPDEC). Esses equipamentos contam com estrutura apropriada, incluindo segurança, equipe técnica de monitores, espaços adequados e alimentação, além do fornecimento de itens para café da manhã e da tarde.

Em situações de maior gravidade, quando a capacidade das unidades for ultrapassada, a Prefeitura prevê a utilização emergencial de prédios públicos. Esses espaços servirão como alojamentos temporários de curtíssima duração, de dois a três dias. Em seguida, serão adotadas soluções mais adequadas, como o retorno às residências, a hospedagem em pousadas conveniadas ou a concessão de auxílios financeiros.

Entre as medidas emergenciais também estão a distribuição de itens de assistência humanitária, como colchões, cobertores, roupas de cama, lonas e gêneros alimentícios. Além disso, as famílias poderão ser inseridas ou ter seus dados atualizados no Cadastro Único, garantindo acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda. Durante todo o período chuvoso, equipes da Prefeitura permanecem em regime de plantão para atender às solicitações encaminhadas pela Defesa Civil e oferecer respostas ágeis às necessidades da população.

 

DEFESA CIVIL 

Com a chegada do período chuvoso 2025/2026, a Defesa Civil de Belo Horizonte amplia suas estratégias de comunicação com a população e fortalece a divulgação de informações por meio de diversos canais de alertas preventivos.

O destaque continua sendo o canal público da Defesa Civil no aplicativo WhatsApp, que permite a transmissão de informações sobre chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos, deslizamentos de terra e outros fenômenos meteorológicos. As mensagens são enviadas de forma instantânea, garantindo que a população receba orientações oficiais diretamente no celular. Para acessar, basta digitar defesacivilbh no aplicativo ou clicar no link disponibilizado pela Prefeitura.

Tecnologia Cell Broadcast

Outra importante ferramenta já utilizada é o Cell Broadcast (CB), reconhecido internacionalmente como um dos meios mais eficazes de alerta em massa. A tecnologia envia mensagens em tempo real para todos os celulares ativos em uma área de risco, sem necessidade de internet ou cadastro.

O sistema funciona por meio das antenas de telefonia e atinge qualquer pessoa presente em Belo Horizonte, inclusive visitantes. As mensagens aparecem em destaque na tela do celular, acompanhadas de som e vibração específicos conforme o nível de severidade do risco, chamando a atenção imediata do usuário. Pela agilidade e alcance, a ferramenta é considerada essencial na prevenção de desastres.

Outros canais de comunicação

A Defesa Civil disponibiliza ainda outros meios para manter a população informada:
- SMS gratuito: basta enviar o CEP da residência para o número 40199;
- TV por assinatura: clientes Claro (NET), Vivo, Oi e Sky recebem mensagens em formato de pop-up de 10 segundos, sem necessidade de cadastro;
- Aplicativo Waze: informações em tempo real sobre bloqueios e rotas seguras em caso de alagamentos;
- Redes sociais: atualizações constantes no Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e canal no Telegram (@defesacivilbh).

Conscientização, voluntariado e autoproteção

A conscientização é outro pilar do trabalho preventivo da Defesa Civil de Belo Horizonte. Durante todo o ano são realizadas ações como treinamentos em áreas de risco, capacitação de alunos da rede municipal, palestras em universidades e simulados de fechamento de vias com participação da comunidade.

O telefone 199 está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para o registro de ocorrências como enchentes, deslizamentos, destelhamentos, rachaduras, incêndios e explosões. Também é possível solicitar vistorias em ruas, casas, prédios, terrenos e outras edificações.
 

 

SAÚDE

A Secretaria de Saúde vai reforçar o monitoramento dos sorotipos do vírus da dengue e de doenças transmitidas por água contaminada, como leptospirose e hepatites virais durante o período chuvoso. Para isso, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) continuará funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo resposta rápida em situações de emergências epidemiológicas.

Em relação à vigilância, serão ampliadas as atividades de controle das arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela). Esse reforço permitirá a adoção de medidas preventivas de forma regionalizada e pontual, sempre que necessário. Também serão intensificadas as ações de controle de escorpiões e roedores, além de desratizações programadas.

Nos estabelecimentos alimentícios e demais locais com histórico de alagamentos, as equipes da SMSA repassarão orientações específicas aos proprietários e moradores sobre a manipulação e o preparo seguro de alimentos. Informações sobre a integridade das embalagens e a higienização de ambientes também serão reforçadas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) conta com equipes capacitadas para garantir o atendimento em situações de maior gravidade durante o período chuvoso. O município conta ainda com o Plano Municipal Assistencial para Eventos de Múltiplas Vítimas, que garante a articulação entre os diversos serviços de saúde para uma resposta rápida e coordenada em casos com várias vítimas.

Ainda como parte das ações assistenciais, serão intensificadas as visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas regiões mais afetadas pelas chuvas. Essas visitas permitirão identificar as necessidades da população, além de repassar orientações de saúde e outras medidas sanitárias em situações de alagamentos e inundações.

 

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