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Período chuvoso 2026-2027

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Belo Horizonte, com sua complexa topografia, densas bacias hidrográficas e um padrão de ocupação do solo em constante transformação, enfrenta desafios contínuos que a tornam vulnerável a desastres. A Prefeitura de Belo Horizonte está preparada para enfrentar o período chuvoso 2026/2027, tendo estruturado suas ações em um modelo de governança integrada, zeladoria intensiva e mobilização contínua. Assim a PBH mantém seu compromisso em proteger a vida e o patrimônio, enfrentando os desafios climáticos com planejamento, transparência e ação contínua. 

 

Conheça mais a fundo as ações da PBH para o período chuvoso 2026-2027, que vai de outubro a março. 

 

Durante o período chuvoso, a Prefeitura de Belo Horizonte intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta a ocorrências relacionadas às chuvas. As equipes municipais atuam de forma integrada na limpeza e manutenção de vias, bocas de lobo e galerias pluviais, no recolhimento de resíduos, na recuperação de pavimentos e na organização do trânsito, além do atendimento às demandas da população.

 

A atuação envolve diferentes órgãos e serviços municipais, que trabalham de forma preventiva e emergencial para reduzir os impactos das chuvas, preservar a segurança da população e garantir o funcionamento dos serviços públicos em toda a cidade. 

 

 

Leia mais Notícias sobre as ações da Prefeitura de Belo Horizonte para o período chuvoso.

 

 

Governança e resposta 


Na Prefeitura de Belo Horizonte, o Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) é responsável por acompanhar todas as ações durante o período chuvoso. Composto por técnicos e especialistas de diversas secretarias, o Grupo tem a missão de monitorar os efeitos das chuvas e definir medidas emergenciais. 


O trabalho conjunto permite ampliar a prevenção, a preparação e a resposta a ocorrências provocadas principalmente pelas chuvas intensas, como alagamentos, inundações, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos. A integração também busca agilizar o compartilhamento de informações e a atuação coordenada das equipes diante de eventos que possam colocar a população em risco.
 

O monitoramento é realizado 24 horas por dia no Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), onde o Grupo debate ações e analisa os efeitos dos eventos climáticos, O COP-BH garante o compartilhamento integrado de informações para Defesa Civil, Urbel, SLU e BHTrans, fundamental para a celeridade nas respostas. Nas instalações do COP-BH, representantes de 20 órgãos públicos acompanham, por meio de mais de 4,5 mil câmeras, o que acontece na cidade em tempo real, incluindo o acompanhamento do nível dos córregos, bem como a identificação de quedas de árvores, alagamentos e outras ocorrências. 

  


Infraestrutura, limpeza e inovação em drenagem


A prevenção é marcada por um trabalho contínuo em Belo Horizonte. O Plano de Contingência Municipal institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e estabelece as ações estratégicas e planejadas para resposta em momentos de emergência.


Os serviços de microdrenagem somam cerca de 100 mil limpezas de bocas de lobo, essenciais para o escoamento superficial da água. Na macrodrenagem, a PBH dedica esforço máximo na limpeza dos cursos d'água com a limpeza do Ribeirão Arrudas por exemplo, uma operação de alta complexidade que remove grandes volumes de sedimentos e detritos para restaurar a capacidade de vazão do rio.
 

Similarmente, o Córrego Ferrugem passa por limpeza para conter enchente na Teresa Cristina, área de vulnerabilidade histórica. Além da limpeza, são feitas a capina e roçada das margens. Os garis recolhem lixo domiciliar, entulho, móveis, brinquedos, carrinhos de supermercados e até animais mortos.

 

Também o avanço em soluções de drenagem urbana sustentável está presente em BH, com o projeto de Jardins de Chuva, infraestrutura verde que auxilia na infiltração e alívio da rede pluvial. O projeto foi expandido do centro para as regionais, em parceria com a comunidade, demonstrando ser um modelo eficiente de implantação técnica aliada ao engajamento social.

 

 

Mobilidade, segurança, saúde e educação
 

No quesito segurança viária, foram instaladas esse ano, placas de alerta de risco de alagamento, reforçando a sinalização para condutores. A medida faz parte de um conjunto de ações preventivas de mobilidade urbana segura em períodos de risco. A luz amarela piscante alerta os motoristas sobre a necessidade de atenção redobrada em dias de chuva. A luz vermelha indica interdição à frente devido a alagamento, apontando que os motoristas não devem seguir adiante. Se o equipamento estiver desligado, não há problemas no trecho. As placas também trazem alertas com os dizeres ‘Risco de inundação’ e ‘No vermelho, não avance’, reforçando o caráter preventivo da sinalização.


A Defesa Civil conta com agentes e viaturas de prontidão, em toda a cidade. Além das vistorias, a equipe pode adotar medidas como encaminhamento de famílias a abrigos e distribuição de cestas básicas, colchões e cobertores, operando um sistema contínuo de monitoramento capaz de subsidiar o bloqueio preventivo de vias e a emissão de alertas em tempo real por meio do aplicativo Waze.


Além das obras e da gestão de crise, o plano da PBH integra o apoio social e a saúde pública, inclusive com o fornecimento de cestas básicas. Na área da saúde, foi intensificado o monitoramento e o controle de arboviroses (dengue, chikungunya, zika) e leptospirose. 


No campo da conscientização, a Prefeitura promove Dia D de Prevenção ao Período Chuvoso, um esforço de mobilização para levar orientações de segurança e a importância do descarte correto de resíduos, fechando um ciclo em que se baseia a ação coordenada e na participação ativa do cidadão para a proteção da vida e do patrimônio. Todas as atividades contam com o apoio da Guarda Civil Municipal e da BHTrans. 

 

 

Monitoramento no COP-BH


O Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) desempenha papel estratégico na coordenação das ações do Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE) da PBH, reunindo informações e articulando a atuação dos órgãos municipais durante o período chuvoso e em situações de eventos climáticos severos.


Belo Horizonte conta com protocolos integrados de atuação, que são periodicamente avaliados e aperfeiçoados por meio de exercícios, simulações e da experiência acumulada em ocorrências reais. Com a ativação do GGRDECE, esses protocolos são operacionalizados a partir do COP-BH, onde representantes de diferentes órgãos compartilham informações em tempo real e apoiam a tomada de decisões de forma coordenada.


A estrutura tecnológica do Sistema de Proteção e Defesa Civil do município permite o acompanhamento permanente das condições meteorológicas, das áreas de risco e das ocorrências em andamento. A partir dessas informações, o Centro de Operações apoia a gestão integrada da pronta resposta e a mobilização das equipes necessárias para cada situação.


Nesse ambiente colaborativo, atuam de forma articulada equipes da Defesa Civil, Superintendência de Mobilidade, Guarda Civil Municipal, BHTrans, SLU, Sudecap, Assistência Social, Saúde e demais órgãos envolvidos na resposta a situações de emergência.


A integração permite antecipar medidas preventivas, direcionar recursos operacionais de acordo com as necessidades identificadas e agilizar a mobilização das equipes de campo. A atuação coordenada contribui para ampliar a capacidade de prevenção e resposta do município e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos sobre a população.
 

 

Obras e investimentos


A Prefeitura de Belo Horizonte mantém uma série de ações para reduzir os impactos das chuvas na cidade. Entre as principais frentes está a execução de obras de drenagem, macrodrenagem e contenção, que ampliam a capacidade de escoamento das águas, protegem áreas sujeitas a erosões e contribuem para a prevenção de alagamentos e inundações.

Entre 2025 e setembro de 2026, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) concluiu intervenções em diferentes regiões de Belo Horizonte, com implantação e recuperação de sistemas de drenagem, adequação de redes e estruturas hidráulicas e intervenções voltadas à proteção de áreas urbanas. As obras integram uma estratégia permanente de redução dos riscos associados às chuvas e de melhoria da infraestrutura da cidade.


Saiba mais sobre as ações da Prefeitura de Belo Horizonte para o período chuvoso, nos links abaixo. 

 

OBRAS 

Entre as intervenções concluídas está a recuperação do sistema de drenagem na região do Vale do Jatobá, no Barreiro, incluindo a adequação da estrutura na Avenida Perimetral. Também foram concluídas obras na Rua dos Custódios, no Bairro Beija-Flor, na região Nordeste, e intervenções de urbanização e drenagem na Rua Nízio Torres, no Bairro Ouro Preto, na Pampulha.

Na região Norte, foi concluída uma intervenção no Ribeirão do Onça, com a implantação de cercamento definitivo do Parque Ciliar e adequações associadas ao sistema de esgotamento sanitário. Também foi concluída a primeira etapa das obras de urbanização da Rua Maria de Lourdes Pinho, com implantação de drenagem e pavimentação.


Grandes obras estruturantes


Além das intervenções já concluídas, a Prefeitura trabalha na retomada de grandes empreendimentos de macrodrenagem que terão papel importante na redução dos riscos de inundação em áreas historicamente afetadas pelas chuvas.

Um dos principais projetos é a etapa dos grandes reservatórios na região de Venda Nova, que prevê a otimização do sistema de macrodrenagem dos córregos Vilarinho e Nado, e do Ribeirão Isidoro, com dois reservatórios subterrâneos: Vilarinho 2 e Nado 1. Cada estrutura tem capacidade de armazenamento de aproximadamente 105 milhões de litros de água, incluindo a laje de cobertura. O investimento total é de R$ 263 milhões, com recursos financiados pela Caixa Econômica Federal.

Já está em curso a licitação para a retomada das obras do Reservatório Vilarinho 2, que já apresenta cerca de 50% de funcionalidade e possui contrato em vigor para instalação e operação das bombas. Já o Nado 1 está com o empreendimento em revisão de projeto, com previsão de reinício em 2027.

Outra intervenção estruturante é a 1ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha, no trecho da Praça das Águas, na região Nordeste. O projeto prevê a implantação de uma estrutura hidráulica na confluência do Ribeirão Pampulha com o Córrego Cachoeirinha, com capacidade para armazenar aproximadamente 27 milhões de litros de água, além de adequações viárias e remanejamento do interceptor de esgoto. A intervenção está sendo realizada e o investimento previsto é de aproximadamente R$ 78 milhões.
 

Obras em andamento ampliam capacidade de drenagem

Também estão em execução outras obras que contribuem para aumentar a capacidade de drenagem da capital. Na região da Avenida Cristiano Machado, a 2ª etapa das obras do Ribeirão Pampulha prevê a implantação de um canal paralelo ao existente, sob a pista no sentido Centro-bairro, além do remanejamento do interceptor de esgoto. 


O empreendimento tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento do sistema e reduzir o risco de inundações na região. O valor do contrato, incluindo o viaduto da Avenida Sebastião de Brito, é de R$ 261 milhões, e a previsão de conclusão é 2028.


No Barreiro, a Prefeitura também está implantando um novo sistema de drenagem na Praça Deputado José Raimundo e nas vias do entorno, no Bairro Tirol. A intervenção, iniciada em março deste ano, contempla a implantação de novas redes de drenagem e busca melhorar a eficiência das bacias de detenção Olaria e Jatobá, localizadas a jusante da região. O investimento é de R$ 14,7 milhões, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.


Outra frente é o Parque Ciliar do Onça, na região Nordeste, cuja licitação está em andamento. O projeto prevê recuperação ambiental e integração urbana e social das comunidades às margens do Ribeirão do Onça, com intervenções de drenagem, mobilidade, esporte, lazer e paisagismo. O valor estimado para contratação é de R$ 122,3 milhões.

Na Pampulha, a Prefeitura concluiu a licitação para as obras de urbanização e requalificação da Avenida Francisco Negrão de Lima. O projeto inclui a recuperação do sistema viário, implantação e adequação da rede de drenagem, melhorias para a circulação de veículos e pedestres e urbanização do trecho entre a Avenida Otacílio Negrão de Lima e a Rua Jornalista João Augusto. O investimento é de R$ 35,8 milhões, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2028.


Prevenção permanente


Diversas intervenções realizadas pela PBH já contribuem para minimizar possíveis impactos do período chuvoso. Entre as obras realizadas estão as bacias do Túnel Camarões, intervenções nos córregos Olaria, Jatobá e Bonsucesso, Bacia das Indústrias, Caixa de Captação da Vilarinho e Bacia B5.


As intervenções estruturais são complementadas pelo monitoramento das condições climáticas e dos sistemas de drenagem, manutenção e limpeza de estruturas e atuação integrada dos órgãos municipais.


Com obras de diferentes portes distribuídas por todas as regionais, a PBH atua tanto na solução de problemas históricos de drenagem quanto na ampliação da capacidade dos sistemas existentes, buscando aumentar a segurança da população e a resiliência da cidade diante dos eventos de chuva.
 

ZELADORIA URBANA

Com o objetivo de prevenir alagamentos, melhorar o escoamento da água da chuva e garantir mais segurança à população, são realizados serviços permanentes de manutenção da drenagem urbana. 
 

Entre janeiro e agosto deste ano, foram limpas 87.736 bocas de lobo em todas as regionais da capital. No mesmo período, foram retiradas 1,4 mil toneladas de resíduos das redes de drenagem, desobstruídos 54,6 quilômetros de tubulações e substituídas 1.430 grelhas danificadas. 
 

Os serviços são executados continuamente pelas equipes da Prefeitura e têm papel fundamental na conservação da infraestrutura de drenagem da cidade, especialmente durante o período chuvoso. A limpeza das bocas de lobo, a desobstrução das redes e a substituição de grelhas contribuem para manter o sistema em funcionamento e reduzir os riscos de acúmulo de água nas vias públicas.
 

A PBH também desenvolve ações educativas ao longo do ano junto às comunidades próximas aos córregos. Nessas campanhas, os moradores são orientados sobre o descarte correto de resíduos e alertados quanto aos prejuízos causados pelo lixo jogado nos cursos d’água.
 

Outro eixo importante do trabalho é o monitoramento contínuo de áreas com maior vulnerabilidade a alagamentos. Nesses locais, a PBH atua na retirada de resíduos que poderiam ser arrastados pelas chuvas e acabar obstruindo as galerias e redes de captação pluvial.
 

Durante o período chuvoso, as equipes do planejamento operacional, compostas por garis, caminhões, máquinas pá-carregadeiras e caminhões-pipa, garantem respostas rápidas e eficazes para a limpeza e desobstrução de vias afetadas pelas chuvas. Quando necessário, as equipes são remanejadas e a escala de trabalho dos garis é ampliada.
 

Além da atuação rotineira dos garis durante a semana na cidade, a PBH mantém equipes de plantão aos domingos e feriados, escaladas conforme as previsões de chuva enviadas pela Defesa Civil. Nos dias sem ocorrência de chuvas, essas equipes realizam ações preventivas nas áreas de maior risco da cidade.
 

Manutenção de arborização
 

As ações de manutenção - poda, supressão e replantio - integram os serviços de manejo da arborização urbana, contribuindo para a manutenção das árvores e a conservação dos espaços públicos da capital. O investimento previsto para essas ações, em 2026, gira em torno de R$ 44 milhões.


Apenas entre janeiro e agosto deste ano, a PBH realizou 12.834 podas de árvores em toda a cidade. No mesmo período, foram executadas 3.697 supressões, 1.356 destocas e 250 replantios, como parte dos serviços de manutenção e manejo da arborização urbana. As supressões são realizadas quando há necessidade de remoção de árvores, conforme avaliação técnica.
 

TRÂNSITO E TRANSPORTE

Entre as medidas adotadas pelas equipes da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade (Sumob) durante o período chuvoso estão o fechamento de vias e a realização de desvios de trânsito em pontos estratégicos, com o objetivo de minimizar situações de risco e garantir a segurança de condutores e pedestres em Belo Horizonte.


São mais de 75 agentes preparados para serem acionados pelo Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH), e se deslocarem aos locais de risco em caso de chuva. Para isso há um trabalho de planejamento e acompanhamento da Defesa Civil, que avalia as possibilidades de chuvas, envia alertas para os órgãos municipais e para a população. 


Essas informações permitem que as equipes de mobilidade se preparem com antecedência para os dias chuvosos. 
Os agentes também monitoram as condições de rios e córregos. Quando acionados pelo COP-BH, iniciam o fechamento das vias utilizando sinalização móvel e orientam motoristas e pedestres sobre os desvios e a necessidade de evitar as áreas de risco. 


Para agilizar esse trabalho, os locais sujeitos a alagamentos contam com equipamentos de sinalização previamente posicionados em pontos estratégicos. São mais de 350 equipamentos de sinalização móvel, além das viaturas que são posicionadas nos pontos de risco. 


Mesmo quando a via ainda não apresenta lâmina d’água, o trabalho preventivo pode exigir o bloqueio antecipado do trânsito. Por isso, é fundamental que motoristas, motociclistas e pedestres respeitem a sinalização, não ultrapassem os bloqueios e sigam as orientações dos agentes.


A prevenção é resultado de um trabalho integrado dos órgãos da Prefeitura de Belo Horizonte, com o objetivo de reduzir riscos e preservar vidas. Informações em tempo real sobre as condições do trânsito e alertas de vias interditadas em razão de alagamentos podem ser acompanhadas diariamente no perfil do X BH Mobilidade.


Dispositivos luminosos em locais com risco de alagamentos


A BHTrans segue implantando dispositivos luminosos de alerta em pontos sujeitos a alagamentos. A medida integra um conjunto de ações preventivas voltadas à mobilidade urbana segura em períodos chuvosos. O primeiro dispositivo começou a operar em 2024, na Rua Joaquim Murtinho e na Avenida Prudente de Morais, no Bairro Santo Antônio, para auxiliar os motoristas em caso de alagamentos.


Outros locais também receberam o novo sistema de sinalização:

- Rua José Cleto, entre a Rua Cel. Jairo Pereira e Avenida Bernardo Vasconcelos (Palmares).
- Avenida Bernardo Vasconcelos com Avenida Clara Nunes (Renascença).
- Avenida Amazonas com a Rua Cura D”Ars (sentido bairro/Centro) e com a Avenida do Contorno (sentido Centro/bairro), no Prado.
 

Os dispositivos utilizam luzes que indicam o nível de alerta aos motoristas:

- Luz amarela piscante: indica a necessidade de atenção redobrada durante o período chuvoso.
- Luz vermelha: indica que o trecho à frente está interditado devido a alagamento. Nesse caso, os motoristas não devem seguir em frente.
- Desligado: indica que não há alerta no momento. 


Os dispositivos contam ainda com os dizeres: ‘Risco de inundação/ No vermelho, não avance’, reforçando o caráter preventivo da sinalização. 


Os agentes de trânsito também monitoram as condições das vias e podem acionar bloqueios em tempo real nos aplicativos de mobilidade. Ao detectar alagamentos, o agente informa imediatamente a situação da via, e os aplicativos atualizam a rota com alerta de bloqueio.


Transporte Coletivo


A equipe da Sumob já realizou a conferência de todos os itinerários e das linhas de transporte coletivo impactadas pelas áreas sujeitas a alagamentos. Todos os operadores do transporte coletivo foram orientados a não atravessar lâminas d’água e, diante de situações de risco, aguardar em local seguro ou realizar os desvios indicados pelos agentes em campo. Além de orientar os desvios, as equipes da Sumob também atuam nas estações de transferência localizadas nas áreas afetadas, auxiliando os usuários do transporte coletivo.
 

SEGURANÇA ALIMENTAR

A Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional também se prepara para atender as emergências em caso de pessoas desabrigadas. Cestas básicas serão entregues às famílias diante de solicitação feita pela Central de Armazenamento de Alimentos (CAA), equipamento responsável por guardar os gêneros não perecíveis da alimentação escolar e das unidades socioassistenciais atendidas pela Prefeitura. Marmitex também são disponibilizados via contato da Defesa Civil com os restaurantes populares, solicitando o quantitativo necessário. 
 

PREVENÇÃO EM ÁREAS DE RISCO


A Prefeitura de Belo Horizonte investe continuamente em obras de mitigação de risco, por meio do Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear), que há mais de 30 anos atua nessas áreas. O Programa tem o objetivo de assegurar proteção para os moradores dessas áreas, realizando diversas ações como vistorias, obras de eliminação de risco geológico e de manutenção e atividades de prevenção em parceria com a comunidade. 

As ações preventivas da Urbel nas áreas de risco são realizadas durante todo o ano, e não apenas no período chuvoso. Somente em 2026, a Urbel já realizou 1.149 vistorias e concluiu 89 intervenções para mitigação de risco geológico, em todas as regiões das cidades. Outras 116 obras estão em andamento.

Nos meses que antecedem o período chuvoso, esses trabalhos são intensificados, com foco na prevenção e na conscientização dos moradores de vilas e favelas localizadas em áreas de risco geológico.

Operação Olha a Chuva

Entre as principais ações está a Operação Olha a Chuva, conduzida por técnicos da Urbel em parceria com voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec) e dos Núcleos de Alerta de Chuvas (NAC). Durante a operação, são distribuídas cartilhas educativas, instaladas faixas informativas nas comunidades, afixados cartazes em equipamentos públicos e realizadas ações de mobilização, como o uso de moto de som para divulgar orientações de prevenção. 

Além disso, a Urbel acompanha os índices pluviométricos e repassa alertas aos voluntários comunitários. A empresa também executa o monitoramento de moradias com sinalização preventiva, instalação de lonas em encostas, isolamento de cômodos, realização de obras emergenciais e, quando necessário, remoções preventivas, temporárias ou definitivas.

Quando o local apresenta grau de risco alto ou muito alto, que não pode ser eliminado ou controlado por uma obra tecnicamente viável, a família é removida da área. Para viabilizar a saída imediata do núcleo familiar, é concedido o Bolsa Moradia na modalidade Abono Pecuniário Emergencial. Posteriormente, a família pode indicar um novo endereço para vistoria do programa, garantindo uma moradia segura enquanto aguarda o reassentamento definitivo em uma unidade habitacional construída pela Prefeitura.

Vistorias

A população pode solicitar uma vistoria sempre que identificar sinais de risco, como rachaduras no solo ou nas casas, inclinação de muros e barrancos ou surgimento de trincas. O atendimento é feito pelo telefone 3277-6409, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Fora desse horário, em casos de emergência, o contato deve ser feito pelo número 199, da Defesa Civil.
 

LIMPEZA URBANA

A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) desenvolve, ao longo de todo o ano, ações preventivas para reduzir os impactos do período chuvoso em Belo Horizonte. Entre as principais atividades está a limpeza dos córregos, que contribui para evitar o acúmulo de resíduos, o assoreamento dos cursos d’água e a obstrução da rede de drenagem, reduzindo os riscos de alagamentos.


Entre janeiro e o início de setembro de 2026, a SLU retirou 4,3 mil toneladas de resíduos dos córregos da cidade. O volume inclui materiais descartados irregularmente nas margens e nos leitos, além de vegetação retirada durante serviços de capina e roçada realizados nas proximidades dos cursos d’água. Os córregos são limpos, no mínimo, três vezes por ano.
 

Paralelamente aos serviços de limpeza, a SLU realiza ações educativas junto às comunidades próximas aos córregos. Os moradores recebem orientação sobre o descarte correto dos resíduos e são alertados sobre os prejuízos causados pelo lançamento de lixo nos cursos d’água.


Antes do período chuvoso, a SLU também realiza uma operação específica no Ribeirão Arrudas, com o objetivo de retirar resíduos acumulados, minimizar os impactos do descarte irregular e contribuir para o escoamento da água. Neste ano, foram retiradas 42,7 toneladas de resíduos durante a operação. Entre os materiais encontrados estavam móveis, eletrodomésticos em desuso, garrafas PET, sacos com lixo orgânico, restos de poda, entulho de obras e animais mortos.


Monitoramento de áreas sensíveis


A SLU mantém ainda um trabalho contínuo de monitoramento e limpeza de áreas mais sensíveis a alagamentos. Nesses locais, são retirados resíduos que possam ser carregados pela chuva e provocar obstrução em galerias e redes de captação pluvial.


Para o período chuvoso, a SLU também prepara um planejamento operacional específico para garantir respostas rápidas em situações de emergência. Equipes são mantidas em todas as regionais da cidade, com garis e caminhões-pipa, para uma execução célere das ações.


Além das equipes que atuam regularmente durante a semana, a SLU mantém plantões aos domingos e feriados, definidos de acordo com a previsão de chuvas encaminhada pela Defesa Civil. Quando não há ocorrência de chuva durante o plantão, os profissionais realizam serviços preventivos em áreas consideradas de maior risco.
 

ASSISTÊNCIA E ACOLHIMENTO

As iniciativas de amparo e acolhimento voltados à população que possa ser impactada pelas chuvas serão ampliadas. De forma emergencial, Postos de Comando são montados para que sejam feitos os registros das famílias afetadas e levantamento individual das demandas. 


Caso haja necessidade de deixarem as casas, a primeira recomendação é que as pessoas busquem abrigo em residências de parentes ou amigos. Se a família afetada não dispõe dessa opção, as unidades de acolhimento institucional do município serão acionadas para garantir a proteção emergencial e temporária.


Serão disponibilizadas, inicialmente, cinco unidades para acolhimento emergencial imediato, com direcionamento estabelecido de acordo com o perfil dos usuários e em parceria com a Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil (SUPDEC). Esses equipamentos contam com estrutura apropriada, incluindo segurança, equipe técnica de monitores, espaços adequados e alimentação, além do fornecimento de itens de higiene.


Entre as medidas emergenciais também estão a distribuição de itens de assistência humanitária, como colchões, cobertores, roupas de cama, lonas e gêneros alimentícios. Além disso, as famílias poderão ser inseridas ou ter os dados atualizados no Cadastro Único, garantindo acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda. 


Durante todo o período chuvoso, equipes da Prefeitura permanecem em regime de plantão para atender às solicitações encaminhadas pela Defesa Civil e oferecer respostas ágeis às necessidades da população.
 

DEFESA CIVIL 

Com a chegada do período chuvoso 2026/2027, a Defesa Civil de Belo Horizonte amplia suas estratégias de comunicação com a população e fortalece a divulgação de informações por meio de diversos canais de alertas preventivos.

O destaque continua sendo o canal público da Defesa Civil no aplicativo WhatsApp, que permite a transmissão de informações sobre chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos, deslizamentos de terra e outros fenômenos meteorológicos. As mensagens são enviadas de forma instantânea, garantindo que a população receba orientações oficiais diretamente no celular. Para acessar, basta digitar defesacivilbh no aplicativo ou clicar no link disponibilizado pela Prefeitura.

Tecnologia Cell Broadcast

Outra importante ferramenta já utilizada é o Cell Broadcast (CB), reconhecido internacionalmente como um dos meios mais eficazes de alerta em massa. A tecnologia envia mensagens em tempo real para todos os celulares ativos em uma área de risco, sem necessidade de internet ou cadastro.

O sistema funciona por meio das antenas de telefonia e atinge qualquer pessoa presente em Belo Horizonte, inclusive visitantes. As mensagens aparecem em destaque na tela do celular, acompanhadas de som e vibração específicos conforme o nível de severidade do risco, chamando a atenção imediata do usuário. Pela agilidade e alcance, a ferramenta é considerada essencial na prevenção de desastres.

Outros canais de comunicação

A Defesa Civil disponibiliza ainda outros meios para manter a população informada:
- SMS gratuito: basta enviar o CEP da residência para o número 40199;
- TV por assinatura: clientes Claro (NET), Vivo, Oi e Sky recebem mensagens em formato de pop-up de 10 segundos, sem necessidade de cadastro;
- Aplicativo Waze: informações em tempo real sobre bloqueios e rotas seguras em caso de alagamentos;
- Redes sociais: atualizações constantes no Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e canal no Telegram (@defesacivilbh).

Conscientização, voluntariado e autoproteção

A conscientização é outro pilar do trabalho preventivo da Defesa Civil de Belo Horizonte. Durante todo o ano são realizadas ações como treinamentos em áreas de risco, capacitação de alunos da rede municipal, palestras em universidades e simulados de fechamento de vias com participação da comunidade.

O telefone 199 está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para o registro de ocorrências como enchentes, deslizamentos, destelhamentos, rachaduras, incêndios e explosões. Também é possível solicitar vistorias em ruas, casas, prédios, terrenos e outras edificações.
 

SAÚDE

Na Atenção Primária à Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde atualiza o Plano de Contingência para Arboviroses, que estabelece diferentes níveis de resposta - normalidade, mobilização, alerta, emergência e crise - para orientar a adoção progressiva de medidas conforme o cenário epidemiológico e a demanda dos serviços.  


Os atendimentos por arboviroses são acompanhados sistematicamente por meio de painel de monitoramento, permitindo identificar alterações na demanda por unidade, equipe e semana epidemiológica e organizar a resposta da rede.


A atuação inclui, ainda, atualização e orientação dos profissionais, ações de educação em saúde e reforço da vigilância para doenças relacionadas ao período chuvoso, como leptospirose, hepatites virais e doenças transmitidas por água e alimentos contaminados.


Em caso de enchentes e alagamentos, as equipes de saúde podem realizar visitas domiciliares nas áreas atingidas, identificar necessidades de saúde, orientar a população e acompanhar pessoas e grupos mais vulneráveis.
 

Arboviroses

O trabalho preventivo também contempla a intensificação do controle de arboviroses, com ações estratégicas em imóveis e residências, além do reforço das medidas de controle de escorpiões e roedores e da realização de desratizações programadas em áreas de maior vulnerabilidade e risco de inundação.
 

Além dessas ações, a Vigilância Sanitária intensifica o acompanhamento de estabelecimentos de alimentos, medicamentos e outros serviços localizados em áreas atingidas por alagamentos, com atenção às condições de armazenamento, preparo e segurança dos produtos. Também são reforçadas as orientações sobre o descarte de alimentos que tenham tido contato com água de enchente. Em abrigos, as equipes acompanham condições de água para consumo e preparo de alimentos, alimentação, higiene, armazenamento e manejo de resíduos, podendo realizar vistorias e coleta de amostras quando necessário.
 

O monitoramento epidemiológico permanece ativo e integrado às demais áreas da Prefeitura. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) mantém funcionamento permanente para identificação e resposta rápida a situações de emergência em saúde pública. O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), implantado em Belo Horizonte em 2026, integra informações climáticas e de saúde para apoiar a preparação e a organização da resposta diante de eventos extremos.
 

Urgência e Emergência

Na Rede de Urgência e Emergência, a Secretaria conta com o Plano Municipal Assistencial para Eventos com Múltiplas Vítimas, que organiza a atuação integrada do SAMU, UPAs e hospitais diante de ocorrências de maior magnitude, como deslizamentos, soterramentos, queimaduras, exposição a materiais perigosos e outros eventos com múltiplas vítimas. O plano prevê níveis de acionamento e ampliação progressiva da capacidade de atendimento de acordo com a dimensão da ocorrência, preservando também a continuidade da assistência habitual.


O SAMU possui o Núcleo de Educação Permanente, responsável pela capacitação contínua e pelo aprimoramento técnico-assistencial de seus profissionais. Ao longo do ano, são desenvolvidos diversos treinamentos, capacitações e simulados, com o objetivo de fortalecer a atuação das equipes e qualificar a assistência prestada à população em diferentes situações de urgência e emergência. Entre as atividades realizadas, destaca-se o simulado de atendimento a um evento com múltiplas vítimas, realizado em 29/11/2025, no bairro São Gabriel, que possibilitou o exercício prático da integração, comunicação, agilidade e organização das equipes diante de uma ocorrência de grande complexidade.
 

As unidades de urgência e o SAMU contam ainda com protocolos específicos para situações relacionadas a frio e calor extremos. Já o Serviço de Atenção Domiciliar orienta pacientes e cuidadores sobre prevenção de agravos e sinais de alerta e, quando necessário, articula o atendimento com a Rede de Urgência e Emergência.


População Vulnerável

A preparação para o período chuvoso inclui atenção específica às populações em maior situação de vulnerabilidade. As equipes da Atenção Primária mantêm o acompanhamento territorial e a identificação de idosos, gestantes, crianças, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, pessoas acamadas e usuários em sofrimento mental. O Consultório na Rua realiza abordagens in loco, com vacinação, oferta de insumos e orientações, além de encaminhamento aos serviços de saúde e abrigos municipais conforme a necessidade.
 

Atuação conjunta

A atuação da Secretaria é articulada com a Defesa Civil, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Prodabel e demais órgãos envolvidos na resposta a eventos climáticos. As ocorrências e possíveis impactos sobre a população e os serviços de saúde são monitorados continuamente, incluindo situações de desabastecimento de água, energia e telecomunicações e dificuldades de acesso às unidades.


A estratégia permite que a rede municipal de saúde atue de forma antecipada e coordenada, combinando monitoramento do território, prevenção, comunicação de risco, vigilância epidemiológica e sanitária e capacidade assistencial para responder aos diferentes cenários provocados pelas chuvas.
 

 

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