3 June 2026 -
Quem for visitar o Jardim Zoológico de BH nesta quinta (4) e sexta-feira (5) terá a oportunidade de conhecer o papel que ele desempenha na conservação das espécies silvestres nativas e exóticas e de onde vêm os animais que vivem no local. Para enriquecer a visita, a equipe de educação ambiental da instituição preparou para o público uma atividade educativa, composta por um bate-papo sobre a origem dos animais do Zoo de BH e os pilares que guiam a atuação dos zoológicos que focam na preservação da biodiversidade. Também será abordado como funcionam o manejo, as estratégias de conservação, a pesquisa e as rotinas do Zoo de BH.
Para garantir a interatividade, o bate-papo é acompanhado de um painel contendo pranchas sobre os objetivos da instituição e a procedência dos animais, fotos das espécies e de alguns indivíduos que fazem parte do plantel. O público vai contar também com uma mostra de materiais biológicos, como ovos, penas, chifres/cornos, peles, dentre outros, referentes a algumas espécies que estão sob os cuidados do Zoo de BH.
A atividade, que é gratuita e não tem restrição de idade, acontece das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30, em frente ao recinto dos elefantes. Para acessar o Zoológico, o visitante deve adquirir o ingresso na bilheteria do local. Consulte aqui os preços.
A evolução dos Zoos
Nas últimas décadas, zoológicos em todo o mundo vêm passando por uma verdadeira transformação em busca de melhores práticas no manejo e na conservação de espécies animais. Com isso surgiu o conceito de “Zoológico moderno (ou contemporâneo)”, que não faz referência, necessariamente, à estrutura física ou tecnológicas desses espaços, mas sim, à missão adotada em prol da conservação de espécies. Isso significa dizer que muitos zoológicos, como consequência natural dessa atualização nas práticas, deixaram de ser locais apenas para diversão e para o entretenimento das pessoas, para se tornarem centros integrados de conservação de fauna.
São instituições que têm por prioridade a função de contribuir para a manutenção da biodiversidade e do bem-estar animal. Isso se dá por meio da construção de programas e ações voltados para a conservação de animais ex-situ (aqueles que estão fora do habitat); para o desenvolvimento de programas de pesquisa e de educação; para a reprodução de espécies da fauna que estão sob cuidados humanos, especialmente, daquelas que se encontram ameaçadas de extinção. Além disso, o manejo adequado, a manutenção do bem-estar dos animais e a promoção de ações de educação para a conservação estão, também, entre as premissas dessas unidades.
Com isso, a origem dos animais que vivem em zoológicos também mudou. No início, os zoológicos promoviam expedições à natureza para buscar os animais de diferentes espécies para serem expostos em pequenas jaulas. Atualmente, essa prática não existe nos zoológicos modernos (contemporâneos), que têm a origem dos animais em frentes distintas.
Alguns chegam a essas instituições por meio de permutas com outras instituições ou criadouros conservacionistas legalizados, visando a manutenção de casais com capacidade reprodutiva para ampliação da variabilidade genética, o que contribui para a manutenção de populações saudáveis nessas instituições e pode favorecer possíveis futuras reintroduções na natureza. Outros são provenientes de projetos de resgate de fauna por órgãos fiscalizadores, tendo como causa principal ações humanas, como a perda de habitat por queimadas e desmatamentos, a caça, entre outras. Há também aqueles que são apreendidos durante as campanhas de combate ao tráfico de fauna silvestre e encaminhados por órgãos de fiscalização, como o IBAMA, Polícia Federal.
SERVIÇO:
Bate-papo “De onde vêm os animais do Zoo de BH?”
Datas: 4/6 (quinta-feira) e 5/6 (sexta-feira)
Horários: das 9h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30.
Local: próximo ao recinto dos elefantes.
