26 January 2026 -
A Prefeitura de Belo Horizonte promove nesta semana uma série de ações de conscientização pelo Dia Mundial de Combate à Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro. As atividades seguem até esta sexta-feira (30) com o objetivo de alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, além de incentivar a busca pelos serviços de Saúde. Também serão realizados dois bate-papos com especialistas, voltados à capacitação dos profissionais que atuam na rede SUS-BH.
Em 2025, foram confirmados 35 casos de hanseníase na cidade. As ações de conscientização serão realizadas em todas as regionais da capital, contemplando as Academias da Cidade, as salas de espera dos centros de saúde e os locais destinados ao atendimento da população em situação de vulnerabilidade. O desconhecimento da população a respeito dos sinais e sintomas dificulta e atrasa o diagnóstico, resultando, inclusive, no risco de sequelas.
Durante a programação, os profissionais de saúde reforçarão as orientações aos usuários sobre os possíveis sintomas da doença e destacarão a importância do tratamento, que é oferecido gratuitamente durante todo o ano pela rede SUS-BH. Outras iniciativas importantes para sensibilizar a população sobre a hanseníase são a fixação de cartazes nas unidades de saúde, a distribuição de panfletos e a veiculação de conteúdo informativo no Jornal do Ônibus, exibido no transporte coletivo de BH, ampliando o acesso da população às informações sobre o tema.
O que é a hanseníase?
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida por contato próximo e prolongado com uma pessoa doente não tratada por meio de inalação de gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse ou espirro. Não há transmissão pelo aperto de mãos, abraços ou pelo uso de utensílios compartilhados.
Os principais sintomas são manchas na pele, geralmente associadas à alteração da sensibilidade, embora em alguns casos essa alteração ocorra de forma isolada. A pessoa pode, por exemplo, se queimar ou se cortar sem sentir dor, percebendo apenas uma dormência local.
A doença tem cura. O tratamento é com a administração de medicamentos e dura de seis meses e um ano. Após cerca de 72 horas do início da medicação, o paciente já não transmite mais a doença. No entanto, é fundamental manter o uso dos medicamentos até o final do período indicado na prescrição médica.
