2 July 2026 -
O inverno é uma fase estratégica para eliminar os focos do Aedes aegypti antes da chegada das chuvas e do aumento das temperaturas, reduzindo o risco de transmissão da dengue, zika e chikungunya nos meses seguintes. Mesmo com as temperaturas mais amenas e tempo seco, a Prefeitura de Belo Horizonte mantém o trabalho para proteger a população dos riscos.
Os ovos do mosquito podem permanecer por meses em locais secos, aguardando apenas água e calor para eclodirem. Por isso, a Prefeitura mantém um amplo conjunto de ações preventivas, que inclui vistorias em imóveis, mutirões de limpeza, monitoramento permanente, orientação aos moradores e aplicação de inseticidas sempre que necessário.
“A Prefeitura mantém os trabalhos de prevenção durante todo o ano, independentemente do número de casos. São ações que envolvem vistorias nos imóveis, mutirões de limpeza, orientações para a população e aplicação de inseticidas”, destaca o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.
Uma força-tarefa permanente para proteger Belo Horizonte
Somente em 2026, os Agentes de Combate a Endemias já realizaram mais de 1,6 milhão de vistorias em imóveis, identificando e eliminando possíveis criadouros do mosquito, além de orientar moradores sobre medidas simples que fazem a diferença no dia a dia. Quando necessário, também são aplicados biolarvicidas para impedir o desenvolvimento das larvas.
Outra frente importante é a aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV), utilizada em áreas com suspeita de transmissão local. Neste ano, a estratégia já alcançou cerca de 6 mil imóveis, contribuindo para interromper a circulação de mosquitos adultos.
A cidade conta ainda com mais de 1,7 mil ovitrampas, armadilhas que monitoram continuamente a presença do Aedes aegypti e permitem direcionar as ações preventivas para as regiões que mais precisam. Em 2026, já foram realizadas cerca de 15 mil visitas para acompanhamento desses equipamentos.
A mobilização também chega às ruas. Em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), a Prefeitura já promoveu 122 mutirões de limpeza, recolhendo mais de 216 mil quilos de resíduos em mais de 23 mil imóveis, eliminando materiais que poderiam servir de criadouros do mosquito.
“Em todas essas ações, contamos muito com o apoio da população. Tanto para receber o Agente de Combate a Endemias em casa e manter os quintais limpos e livres de objetos que possam acumular água, como também denunciar situações que possam favorecer a proliferação do mosquito”, reforça a subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond.
A participação da população é fundamental para manter Belo Horizonte protegida. Solicitações de vistorias e denúncias podem ser feitas pelo Portal de Serviços da Prefeitura ou pelo aplicativo BH SIM.
Cenário da doença
Até o momento, Belo Horizonte registrou 1.415 casos confirmados de dengue e 51 casos de chikungunya em 2026. Não houve confirmação de casos de zika. A Prefeitura reforça que eliminar qualquer recipiente que possa acumular água continua sendo a medida mais eficaz para evitar a proliferação do Aedes aegypti e proteger toda a cidade.
Mais informações sobre as formas de combater o Aedes aegypti podem ser conferidas no portal da PBH.
