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BH lidera iniciativa inédita para proteger a população dos impactos das mudanças climáticas na saúde
Foto: Divulgação/PBH

BH lidera iniciativa inédita para proteger a população dos impactos das mudanças climáticas na saúde

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Belo Horizonte deu mais um passo para fortalecer a proteção da saúde da população diante dos desafios das mudanças climáticas. Nesta sexta-feira (3), a capital iniciou as atividades do Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), estrutura inovadora que permitirá antecipar os impactos de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas e outros fenômenos, incluindo os relacionados ao El Niño. A iniciativa integra um projeto-piloto do Ministério da Saúde e marca o início das atividades de pesquisa, monitoramento e visitas técnicas no município.

A capital mineira está entre as oito cidades brasileiras escolhidas para implantar o modelo, junto a Salvador (BA), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Santarém (PA), o que reforça o protagonismo de Belo Horizonte na construção de estratégias inovadoras para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública. 

Instalado na Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) e vinculado à Diretoria de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica (DPSV), o CISC vai integrar informações sobre clima, saúde e território para transformar dados em ações preventivas que protejam a população. 

Na prática, o centro funcionará como um sistema inteligente de alerta antecipado. Com base nas previsões meteorológicas, será possível identificar bairros mais vulneráveis, grupos de risco e serviços de saúde que precisarão ser reforçados antes mesmo do aumento da demanda, permitindo uma resposta mais rápida, eficiente e organizada. 

O projeto conta com suporte técnico do Ministério da Saúde, que investirá em tecnologia da informação e recursos humanos. A equipe será formada por dois cientistas de dados, um epidemiologista, um geógrafo e um meteorologista, responsáveis por desenvolver ferramentas de monitoramento e análise. Os profissionais também passarão por capacitação e participarão de visitas técnicas para fortalecer a integração entre os diversos órgãos envolvidos. 

As informações produzidas pelo CISC também irão subsidiar as ações do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência (CMMCE), fortalecendo políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à adaptação às mudanças climáticas.

Entre as atribuições do centro estão a elaboração de estudos sobre vulnerabilidade climática, o monitoramento em tempo real dos impactos dos eventos extremos na saúde, a emissão de alertas e a coordenação de ações conjuntas com a Defesa Civil, o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e outros órgãos. 

“A emergência climática já impacta diretamente a saúde da população. Com o CISC, Belo Horizonte fortalece sua capacidade de agir antes que os eventos extremos se transformem em crises sanitárias”, afirma a subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond.

Mais prevenção para enfrentar ondas de calor 

Além de ampliar a capacidade de monitoramento climático, o CISC dará suporte à implementação do Protocolo para Enfrentamento de Ondas de Calor Extremo, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde. O documento estabelece níveis de alerta com base nas previsões meteorológicas e em indicadores de saúde, orientando o atendimento de pessoas com estresse térmico e o acompanhamento de idosos, pessoas em situação de rua e outros grupos vulneráveis, reforçando as ações de prevenção durante os períodos de calor intenso.