6 August 2026 -
No Centro de Saúde Alameda dos Ipês, na Regional Venda Nova, jogos, desafios e brincadeiras fazem parte de uma estratégia terapêutica que vem transformando o desenvolvimento de crianças com dificuldades de aprendizagem e alterações no Processamento Auditivo Central (PAC). Criado em 2026, o Grupo de Estimulação da Aprendizagem e Reabilitação do Processamento Auditivo Central tem como objetivo ampliar o acesso à reabilitação fonoaudiológica de pequenos entre 6 e 10 anos que apresentam dificuldades de atenção, memória, compreensão de comandos, linguagem e desempenho escolar.
Os encontros são realizados semanalmente e contam com abordagem interdisciplinar, envolvendo profissionais da Estratégia de Saúde da Família da unidade. Atividades lúdicas, estruturadas e baseadas em evidências científicas estimulam habilidades, como atenção, memória, linguagem, raciocínio, funções executivas e processamento auditivo.
Cada encontro, com duração aproximada de 50 minutos, utiliza recursos do universo infantil para estimular diferentes funções cognitivas. Jogos de tabuleiro, desafios de memória, sequências auditivas, cartas, figuras e atividades de dupla tarefa ajudam a desenvolver habilidades fundamentais para a aprendizagem, como percepção auditiva e visual, memória de trabalho, atenção sustentada, controle inibitório, planejamento e raciocínio.
Com capacidade para atender de quatro a oito crianças por ciclo, o grupo demonstra como iniciativas desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde podem ampliar o acesso à reabilitação, fortalecer o desenvolvimento infantil e contribuir para uma trajetória escolar mais saudável e inclusiva.
Segundo a fonoaudióloga Elisângela Pedra, idealizadora e coordenadora do grupo, a proposta vai além da reabilitação das habilidades auditivas. "O ambiente em grupo favorece a interação entre as crianças, fortalece a autoestima e torna o processo terapêutico mais leve e motivador. Já observamos melhora na concentração, na organização das tarefas, na confiança para aprender e na participação em sala de aula".
O lúdico como ferramenta terapêutica
Além dos ganhos observados durante as sessões, os resultados também são percebidos pelas famílias. Daniela Barboza Teixeira Freitas, mãe da participante Maria Clara, de 8 anos, relata a mudança na rotina da filha desde que começou a participar do grupo. "Percebemos que ela ficou mais atenta e confiante depois que começou a participar do grupo. Hoje consegue acompanhar melhor as atividades da escola, está mais organizada e até a autoestima melhorou. O grupo fez diferença para toda a nossa família".
