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Local a céu aberto com árvores e a placa com os dizeres: Ponto Limpo - proibido jogar lixo e entulho.
Foto: Divulgação/SLU

Prefeitura de Belo Horizonte reduz em 33% os depósitos clandestinos de lixo

06/11/2019 | 11:29 | atualizado em 07/11/2019 | 08:58

Levantamento realizado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) revela uma redução de 33% no número de deposições clandestinas de resíduos em Belo Horizonte nos últimos dois anos. Em 2017, eram 880 os locais de despejo de lixo – reduzidos para 590 em outubro deste ano.

A queda nos depósitos clandestinos de lixo é resultado de um trabalho que envolve o mapeamento dos locais – feito por educadores ambientais e fiscais para identificar e categorizar os pontos, assim como o tipo de lixo e responsáveis pelo descarte – e do planejamento de atividades educativas e coercitivas, que ficam a cargo da SLU e da Subsecretaria de Fiscalização.

“Normalmente os responsáveis pelos descartes são os próprios moradores, os pequenos transportadores de entulho e até mesmo as pessoas que passam de carro e aproveitam para jogar o lixo no local”, afirma a chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, Ana Paula da Costa Assunção.

Após ações de fiscalização, de educação ambiental e da limpeza do local, tem início a última etapa do processo, apontado por Ana Paula como fundamental para o êxito da iniciativa. É a requalificação do espaço degradado, com o envolvimento de parceiros e vizinhos como escolas, comércios e associações comunitárias.

O engajamento da comunidade permite que estes locais sejam transformados em áreas de convivência para que todos possam desfrutar. Pinturas de muros, plantio de hortas e recuperação de canteiros são algumas das ações resultantes destas parcerias. “Há um trabalho da equipe de Mobilização Social da SLU com a vizinhança. O comprometimento das pessoas no entorno impede a volta dos depósitos de lixo. Eles são nossos parceiros, os ‘olhos’ da rua”, afirma Ana Paula.


SLU oferece alternativas para o descarte de lixo

Despejar resíduos em vias públicas, lotes vagos e encostas é infração prevista em lei (10.534/2012), penalizada com uma multa que pode chegar a R$ 5.779,62. Em Belo Horizonte, só descumpre a legislação quem quer: não faltam opções corretas para descartar os resíduos.

As Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs) da SLU recebem gratuitamente os resíduos que não são recolhidos pela coleta convencional, como entulho de construção e demolição, madeira, pneus, podas de árvores e jardins e móveis velhos, entre outros. Cada cidadão pode destinar até 1m³ por dia. Atualmente Belo Horizonte conta com 34 URPVs espalhadas por todas as regionais. 


Para quem precisa descartar uma quantidade maior de entulho, a alternativa, também gratuita, é a Usina de Reciclagem de Entulho, na rua Policarpo Magalhães Viotti, 450, Bandeirantes, que recebe o material transportado por caminhonetes e caminhões.

Para o chefe do Departamento de Serviços de Limpeza da SLU, Pedro Assis Neto, é importante que a população colabore com a limpeza da cidade. “As URPVs estão presentes em todas as regionais da cidade. Não há necessidade de sujar as vias públicas. Dar a destinação correta aos resíduos evita alagamentos causados por bueiros entupidos por lixo e também a proliferação de doenças. Quem ganha somos todos nós”, diz.

O cidadão que presenciar deposição clandestina de resíduos ou estiver prejudicado por esse tipo de prática deve registrar denúncia nos canais de atendimento da Prefeitura: aplicativo PBH APP ou telefone 156.


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