23 Abril 2026 -
Nesta sexta-feira (24), mais de 40 estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil Gameleira, da regional Oeste, farão uma visita à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para aprender sobre os cuidados e prevenções necessárias aos ataques de escorpiões. Participarão da visita as crianças das turmas de 4, 5 e 6 anos.
Localizadas a cerca de 350 metros de distância uma da outra, a Emei Gameleira e a Funed, referência em pesquisas científicas no Brasil, mantêm uma parceria de longa data. Desta vez, a escola da rede municipal foi convidada a participar da primeira ação do programa “Com escorpião não se brinca: informação que protege, curiosidade que ensina”, voltado ao público de 4 até 14 anos.
De acordo com a professora Aline Carvalho, o programa da Funed se relaciona ao trabalho já realizado pela Emei, pois os escorpiões foram tema de pesquisa das crianças, devido à recente repercussão de ataques do animal nos noticiários. “Uma criança falou que viu no jornal sobre um bicho que estava mordendo as pessoas. Fomos pesquisar e descobrimos que se tratava de um escorpião”, disse.
Durante a visita, os estudantes vão participar de oficina com práticas interativas sobre as características e os habitats do escorpião-amarelo, além das formas de prevenções. A vivência pedagógica integra o projeto “CRI-AÇÃO”, iniciado pela escola em 2024. A iniciativa desenvolve atividades de pesquisas, oficinas e rodas de conversas junto às crianças sobre os temas de sustentabilidade, tecnologias digitais, cidadania, cultura e projetos de vida, com o uso de recursos digitais e materiais.
A proposta da Secretaria de Educação de Belo Horizonte (Smed) junto à Emei tinha como foco inicial trabalhar a robótica na Educação Infantil, inclusive conquistando premiações em torneios organizados pela Smed. O projeto foi expandido, sendo desenvolvido também em outra frente: a formação cidadã. “A gente também trabalha para que as crianças possam ser agentes na comunidade escolar, familiar e na sociedade. Então por isso o nome ‘CRI-AÇÃO’: criar meios e possibilidades”, afirmou a professora Aline Carvalho.
