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Professor, de pé dá aula de violâo para nove alunos, sentados.
Foto: Júlia Fonseca/PBH

Centro Cultural Alto Vera Cruz promove oficina de primeiros acordes de violão

18/04/2018 | 19:16 | atualizado em 13/06/2018 | 17:35

Teatro, música, literatura, dança, circo, artesanato, audiovisual. Essas e muitas outras linguagens artísticas estão contempladas nas programações dos 17 centros culturais instalados nas nove regionais de Belo Horizonte. Dessa forma, o público tem acesso gratuito às atividades diversas nesses saberes artísticos, como a oficina de violão que acontece no Alto Vera Cruz, na regional Leste.


A oficina Primeiros Acordes é realizada no Centro Cultural Alto Vera Cruz há mais de quatro anos, e nos últimos dois anos e meio de forma ininterrupta. Ela surgiu como desdobramento da oficina Beabá do Violão, promovida anteriormente pelo Programa Arena da Cultura, já que os alunos, na expectativa de continuidade dos estudos, demandaram sequência nos trabalhos. 


Na primeira fase, ela foi conduzida por Ângelo Andrade, e, atualmente, o grupo tem como orientadores Atanir Mateus e Nilson Gonçalves de Oliveira.


Segundo o gestor do Centro Cultural Alto Vera Cruz, Nilson de Oliveira, a oficina promove um momento de encontro para troca e compartilhamento de saberes e experiências sobre tocar violão e outros fazeres musicais. “A oficina não tem o compromisso de ser um curso, é muito mais um incentivo mútuo entre os participantes, tendo o violão como companhia”, ressalta.


Segundo Nilson, o que está em foco não é a formação de grandes instrumentistas e sim iniciar os participantes no universo da música. “A atividade oferece o direito ao acesso, pois como diria Caetano Veloso, em sua antológica canção "Tigresa", "Como é bom poder tocar um instrumento!", poetisa o orientador.


A oficina “Primeiros Acordes” acontece todas as quintas-feiras, das 14h às 16h. A faixa etária é ampla, com integrantes que vão dos 14 aos mais de oitenta anos, e conta com cerca de 40 alunos frequentes.


  

Participação

A comunidade do Alto Vera Cruz participa da atividade de forma muito ativa. Segundo o gestor, o Alto Vera Cruz possui uma inequívoca vocação para as artes e uma grande gama de manifestações culturais dos mais diversos seguimentos. “Vários ex-alunos costumam, inclusive, voltar à oficina para relembrar as vivências e partilhar e trazer os resultados dos estudos”, pontua.


Ângela Aparecida Viana de Moura, 38 anos, comerciante, é uma das integrantes da “Primeiros Acordes”. "Para mim é uma coisa muito bacana ter este tipo de oficina. Aqui as pessoas são carentes e não têm condições de pagar. Estou gostando muito, tem sido diferente. Quando as pessoas chegam aqui ficam felizes, é um encontro muito satisfatório."


Alison da Silva Ferreira, 21 anos, estudante, é outro entusiasta da oficina. “Desde o dia que entrei na oficina aprendi muito, quero continuar na trajetória e seguir em frente, aprender mais, buscando evoluir".


Erlaine Santos Gonçalves. 42 anos, chef de cozinha, ressalta os efeitos da atividade na sua saúde. “Uai, faço a oficina como terapia. Tive uma perda pessoal muito grande e, para fugir da depressão, busquei a oficina de violão do Centro Cultural. Acabei gostando. Nisso fui interagindo com as pessoas e buscando novos caminhos. Hoje o violão representa tudo para mim, não consigo mais viver sem ele. É parte da minha vida, um prazeroso hobby", disse.
 


Descentralização e continuidade

Segundo o gestor do Centro Cultural Alto Vera Cruz, Nilson Gonçalves de Oliveira, a oficina Primeiros Acordes é um excelente exemplo da importância da regularidade nas ações de formação para a política descentralizada que é realizada nos Centros Culturais. “Mantendo atividades permanentes, a vinculação do público é muito maior e os efeitos muito mais visíveis. Pela oficina têm passado várias gerações e temos como principal norte o estímulo pela vivência cultural e pelo gosto a música”.


Nilson ressalta ainda que com a presença dos alunos da oficina a vinculação deles às outras atividades oferecidas pelo CCAVC vai acontecendo naturalmente. “É o reconhecimento do espaço como local de referência comunitária”, finaliza.


  

Centro Cultural Alto Vera Cruz

Rua Padre Júlio Maria, 1577, Alto Vera Cruz. Tels.: (31) 3277-5612 e 3277-5618
E-mail: ccavc.fmc@pbh.gov.br
Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 21h; aos sábados das 10h às 17h.
Ônibus: 9407, 9503 e 901

 

 

18/04/2018. Oficina Primeiros Acorde. Fotos: Júlia Fonseca/PBH