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Mais de seis alunos, sentados dois a dois em mesas, fazendo provas ou testes.
Foto: Divulgação PBH

BH em Pauta: Feras na Matemática

13/09/2017 | 17:23 | atualizado em 15/09/2017 | 13:04
Em 12 anos de Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), os estudantes das escolas municipais de Belo Horizonte conquistaram 236 medalhas (26 de ouro, 53 de prata e 157 de bronze) e 2.211 menções honrosas, segundo informações do site da Olimpíada.

Agora, na segunda fase da 13ª edição do evento, BH será representada por 2.263 participantes de 123 escolas municipais. Milhares de alunos de todo o Brasil vão se concentrar, no próximo sábado (16/9), na resolução de problemas e equações enquanto participam da maior competição de matemática escolar do Brasil.

Neste ano, a Obmep se integrou à Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) – assim, pela primeira vez, conta com a participação de alunos de escolas particulares.

“A intenção da Obmep é descobrir os talentos nas escolas públicas e incentivar esses estudantes a se aprofundarem na área”, pontua Geraldo Magela Lara, que é, atualmente, um dos responsáveis pela formação de professores de matemática na Secretaria Municipal de Educação.

Geraldo conta que ele sempre incentivou a participação de suas turmas e chegou a ganhar um certificado da Obmep por ter participado de 2005 a 2015 de todas as edições.

“Os professores de matemática têm essa cultura de participação em Olimpíadas e concursos. São oportunidades para o estudante entrar em contato com um outro tipo de texto. Para participar, o estudante tem que gostar da disciplina”, diz.

A primeira fase da Obmep foi realizada em junho e reuniu mais de 18 milhões de alunos em 99,57% dos municípios brasileiros.


Tradição na competição

Em 2016, as escolas da Rede Municipal de BH conquistaram três medalhas de ouro, 11 medalhas de prata e 35 medalhas de bronze, além de 263 menções honrosas, o que mostra que não são poucos os entusiastas da Obmep.

Marcelo Soares da Silva, professor de matemática na Escola Municipal Padre Marzano Matias, Regional Venda Nova, é um dos “preparadores” dos estudantes medalhistas do 7º ano. Segundo ele, a conquista de medalhas é resultado do amor que os estudantes desenvolvem pela disciplina.

“Em 2016, formei um grupo para estudos mais avançados de matemática. Naquele ano, os estudantes obtiveram resultados bem positivos na Obmep, com uma medalha de bronze e cinco menções honrosas, e a turma ficou motivada para continuar competindo. Então, para preparar todos os alunos para a Obmep 2017, resolvi inscrevê-los em outros dois projetos que a antecedem: o Canguru de Matemática e a Matemática Sem Fronteiras”, relata ele.

Tamy Grace Simões Moreira, vice-diretora da Escola Municipal Hélio Pellegrino, comenta que as professoras fazem questão da participação da escola na Obmep e, para incentivar os 25 estudantes classificados à segunda fase, ela promoveu até uma atividade externa. “Todos os anos, todas as turmas participam e sempre temos medalhistas. As visitas ao Laboratório de Ensino de Matemática da UFMG, que trabalha com jogos e desafios, já é uma constante para os estudantes da Hélio”, afirma.


Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA)

A Obmep permite a participação de estudantes de 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental, além de alunos de Ensino Médio. Na Rede Municipal, uma única escola oferta o Ensino Médio, na modalidade EJA e, por lá, a participação na Obmep já virou tradição. De acordo com o professor de matemática Haroldo Resende Silva, a Escola Municipal Caio Líbano Soares, na regional Centro-Sul, participa da Obmep desde a primeira edição e uma das estratégias para motivar os estudantes a participarem é integrar a prova da Olimpíada ao currículo de estudos.

“É uma oportunidade fantástica para os meninos e para os professores, pois é um momento em que se pensa exclusivamente no raciocínio lógico-matemático e é uma oportunidade de descobrir valores, talentos. Às vezes, agimos de acordo com um pensamento ‘conteudista’ e há alunos que usam a lógica. Descobrir alunos com esse perfil é fantástico e, melhor ainda, sabendo que a universidade tomará conta deles e eles poderão investir profissionalmente nessa área.”

Tiago de Jesus Moura, aluno da EM Caio Líbano Soares, é um dos classificados para a segunda fase da Obmep. Sobre a primeira fase, afirma que não encontrou muita dificuldade. “Teve um tom de pegadinha. Você tinha que ler e reler umas quatro vezes, desvendar tudo e fazer um cálculo exato. Gostei. Foi uma prova diferente.”

Os professores que se inscrevem também podem fazer uma prova e, dependendo do resultado, ganhar dos organizadores uma bolsa para trabalhar no contraturno com os estudantes. Os alunos medalhistas de ouro, prata e bronze matriculados em escolas públicas ganham uma bolsa de iniciação científica Júnior, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


“Prata da casa”

A Secretaria Municipal de Educação também promove, todos os anos, uma competição matemática entre escolas municipais. Trata-se da Gincana de Matemática (GincaMat), que completa este ano a sexta edição. A seleção dos estudantes – 12 por escola - que participam da gincana é feita pela própria escola e, durante a competição, os alunos devem estar acompanhados dos professores.

Presencial e centralizada, a primeira fase da GincaMat foi realizada em junho, na Escola Municipal Polo de Educação Integrada, o Poeint Barreiro. Mais de mil estudantes de 2º e 3º Ciclos do Ensino Fundamental, além de cerca de 200 professores, participaram dessa etapa da competição, que entra, agora, na fase escolar.

Realizada após a fase municipal, a fase escolar é uma etapa na qual os professores levam formas inovadoras de ensino da matemática aos alunos. Nessa etapa, todos os estudantes de 2º e 3º ciclos das escolas municipais são convidados a participar dos jogos e desafios matemáticos nos mesmos moldes da fase anterior, mas nas próprias escolas.

As atividades da GincaMat são compostas essencialmente por jogos e desafios que estimulam professores e estudantes a realizarem um percurso diferente na construção do conhecimento. Além de resolução de problemas, por exemplo, os estudantes devem resolver desafios e jogos, em grupo, de uma forma colaborativa. Uma das atividades mais interessantes da gincana é o “Mentes Brilhantes”, jogo que consiste em responder 20 perguntas no valor de cinco pontos cada uma.
 

 

13/09/2017. Gincana da matemática. Fotos: Divulgação/PBH

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