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Fachada do Centro Especializado de Atendimento à Mulher – Benvinda, durante o dia.
Foto: Divulgação PBH

Benvinda completa 23 anos de prestação de serviços às mulheres

27/08/2019 | 12:02 | atualizado em 28/08/2019 | 08:32

Neste mês de agosto, a Prefeitura de Belo Horizonte comemorou o aniversário de 23 anos do Centro Especializado de Atendimento à Mulher – Benvinda. Para encerrar a programação, foi realizado, na última sexta-feira, dia 23, o seminário Benvinda de Portas Abertas, na sede da Prefeitura. Na atividade, estiveram presentes representantes de órgãos e instituições que atuam no enfrentamento da violência de gênero e mulheres que passaram por situações de violência e vêm sendo atendidas pela equipe do Centro, relatando suas experiências.

 

Durante todo o mês, foram realizadas, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, atividades voltadas para a reflexão sobre o tema. No dia 22, foi realizada uma mostra de cinema no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, exibindo títulos relacionados à temática.

 

Já no dia 21, uma oficina de confecção de estandartes foi ministrada nas dependências do Benvinda, orientando sobre a construção da peça artesanal. A atividade foi um momento de integração e diálogo entre as mulheres usuárias dos serviços do local. O estandarte construído na aula ficará exposto no Centro. Na terça-feira, 20, a mesa de diálogo Benvinda: de Centro de Apoio a Centro Especializado de Atendimento à Mulher, relatou os avanços e desafios na execução de políticas públicas de combate à violência contra as mulheres.

 

De acordo com o subsecretário de Direito e Cidadania, Thiago Alves, o trabalho do Benvinda é uma construção diária. “Cada atendimento realizado busca auxiliar as mulheres a enxergarem o ciclo da violência, como ele funciona, e quais as alternativas para rompê-lo, desnaturalizando a ideia de que é normal existir abuso em um relacionamento. Uma vida digna e sem violência é direito de todas as pessoas. É dever do Estado promover políticas para corrigir os desvios sociais que submetem as mulheres a situações indignas e, também, garantir que elas vivam com liberdade e segurança”, disse.

 

Natália (nome fictício) foi uma das presentes no seminário e destacou a importância da escuta qualificada e orientação profissional para apoiar no momento de fragilidade. “No Benvinda a gente entende que não somos vítimas, a violência que vivemos não nos define. Mas é uma situação que pode ser superada com apoio, sem julgamentos e acessando nossos direitos para nos auxiliar a reconstruir nossa vida com dignidade”, definiu.

 

 

Aniversário

Desde 1996, o Benvinda atende mulheres a partir de 18 anos, residentes em Belo Horizonte, que sofreram violência no âmbito doméstico, familiar ou em qualquer relação íntima de afeto. Neste período, cerca de dez mil mulheres já procuraram o equipamento, localizado na rua Hermílio Alves, 34, no bairro Santa Tereza. Nos últimos anos, o atendimento tem sido ampliado. Em 2018, o Benvinda aumentou o seu corpo técnico em 75%, com novas servidoras, entre psicólogas e assistentes sociais, passando a integrar a equipe da Casa. No local foram realizados 520 atendimentos em 2017, 1.230 em 2018 e 850 até junho deste ano.