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TRês garis ao lado de caminhão delixo em uma rua de Belo Horizonte, durante o dia.
Foto: Melissa Reis/PBH

Ampliada desde 2017, coleta domiciliar chega a todas as regiões de BH

29/05/2019 | 20:04 | atualizado em 29/05/2019 | 20:08

Mais de 200 caminhões cruzam a cidade todos os dias para recolher o lixo produzido nas residências de Belo Horizonte: por dia, são aproximadamente 1.900 toneladas de resíduos. Em 2018, a Prefeitura, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), recolheu mais de 680 mil toneladas desses rejeitos nas casas e no comércio, quase 25 mil toneladas a mais do que em 2017, quando foram recolhidas 657 mil. Os resíduos domiciliares de Belo Horizonte são compostos por 49% de orgânicos, 35% de papel, metal, plástico e vidro e 16% de outros materiais, de acordo com levantamento publicado no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Belo Horizonte.

 

A coleta domiciliar de resíduos sólidos contempla o recolhimento e o transporte do lixo gerado em edificações residenciais, comerciais e públicas. O serviço é gerenciado pela Prefeitura, de forma descentralizada, abrangendo as nove regiões da cidade. Sempre que há alguma mudança em dias e horários de coleta ou mesmo sua implantação em alguma localidade, as ações são precedidas de planejamento, com campanhas educativas e de mobilização social, para que a população esteja bem-informada.

 

O serviço de coleta domiciliar porta a porta abrange praticamente 100% da extensão das vias formalmente urbanizadas. O recolhimento de resíduos ocorre de segunda a sábado em algumas regiões e, em outras, de maneira alternada: as segundas, quartas e sextas-feiras, ou as terças, quintas-feiras e aos sábados.

 

Hoje existem dois modelos: a coleta em áreas de urbanização formal e a realizada em vilas, aglomerados urbanos e conjuntos habitacionais. De acordo com a chefe da Divisão de Projetos de Coleta da SLU, Daniella Wilken, as rotas são traçadas pensando na abrangência e na segurança do serviço, tendo como resultados a qualidade do recolhimento, a agilidade e a economia de recursos. Segundo ela, durante a realização da coleta, o caminhão trafega a uma velocidade média de 6 km por hora. “É obrigação de nossos profissionais cumprir sempre as regras de circulação viária”, ressalta.

 

A coleta pode ser diurna ou noturna. Durante o dia, ela começa às 8h. Assim, os resíduos devem ser expostos devidamente acondicionados a partir das 7h. À noite, o horário correto é sempre a partir das 19h, para que os sacos de lixo não permaneçam muito tempo na calçada, uma vez que o serviço se inicia às 20h. O serviço de coleta domiciliar de resíduos começa bem cedo em algumas regiões. Em outros lugares, as ações podem seguir madrugada adentro, quando a localidade é atendida pelo recolhimento noturno. Em cada veículo, além do motorista, quatro profissionais se revezam no estribo e no asfalto, retirando o lixo de ruas e avenidas.

 

O chefe da Seção de Estatística da SLU, Ronaldo Magalhães, salienta que, tecnicamente, os recicláveis destinados às cooperativas de catadores parceiras da Prefeitura fazem parte dos chamados resíduos domiciliares, representando uma importante parcela que não é aterrada, gerando renda para muitas famílias. “Desses resíduos todos que a SLU recolhe, 35% possuem potencial para reciclagem, portanto é muito importante o cidadão encaminhar esses materiais para a coleta seletiva, dispondo o mínimo possível de lixo para a coleta destinada ao aterro sanitário”, orienta.

 

 

Movimentos coordenados

Um estudo do psicólogo Marcelo Santos, da Seção de Psicologia e Assistência Social da SLU, demonstrou que os coletores desenvolvem formas peculiares de comunicação entre eles e o motorista, que auxiliam em diversos momentos do serviço. "Quando um saco de lixo está muito pesado ou quando ele se rasga, os garis assobiam ou usam expressões já conhecidas pelo grupo para que o condutor reduza a velocidade ou para pedir ajuda a outro colega", exemplifica Marcelo.

 

Durante o trajeto, os garis fazem uso de estratégias para poupar o corpo e diminuir o esforço físico. "Em uma guarnição de coleta, nem sempre os quatro correm ao mesmo tempo. Conforme a rua e a quantidade de sacos para recolher, eles fazem revezamento, um permanece sobre o estribo por alguns instantes enquanto os demais coletam os resíduos”, conta. O gari da coleta domiciliar de resíduos percorre, por dia, em média, uma distância de 25 km. Durante seu trabalho, ele pode alcançar uma velocidade de até 7 km por hora.

 

Mais informações sobre a coleta domiciliar em Belo Horizonte podem ser obtidas neste link

 

 

29/05/2019. Coleta domiciliar. Fotos: Melissa Reis/SLU


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