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Sala de leitura e mulher sentada lendo
Foto: Divulgação/PBH

Unidade de Acolhimento Transitório abriga jovens em vulnerabilidade social

26/07/2018 | 17:23 | atualizado em 26/07/2018 | 17:24
A Unidade de Acolhimento Transitório Infantojuvenil (UAI) é mais do que um abrigo temporário para jovens e adolescentes, que sofrem pelo uso abusivo de álcool e drogas, vivem em situação de vulnerabilidade social ou possuem laços familiares frágeis. A casa, que fica no bairro União, é uma oportunidade de recomeço, de conviver em um ambiente que incentiva a independência, promove atividades saudáveis e contribui com o equilíbrio no tratamento. 
 
Inaugurado no final de 2017, a UAI recebe crianças e adolescentes, entre 10 e 18 anos, de forma temporária. O serviço funciona como complemento ao tratamento oferecido nos dois Centros de Referência em Saúde Mental Infantil (CERSAMIs) localizados nas regionais Noroeste e Nordeste, ou Centro Psíquico da Adolescência e da Infância (CEPAI), de gestão da Secretaria de Estado da Saúde. O espaço funciona como residência e o tratamento permanece nos CERSAMis e CEPAI. 
 
Os usuários abrigados na UAI seguem o projeto terapêutico estabelecido nos CERSAMIs. O tempo de tratamento para cada usuário é variável, mas a previsão é de permanência no local por um período máximo de seis meses. 
 
A unidade funciona em uma casa de dois andares, que passou por reformas e adequações para receber os jovens. O espaço conta uma biblioteca com 250 livros doados, sala de estudos e computação, além da estrutura convencional de uma casa, com cozinha, sala de TV e quartos amplos. A UAI é estruturada para receber até 10 moradores, sendo sete meninos e três meninas. Atualmente a casa abriga 4 adolescentes e outros 5 estão com previsão de serem acolhidos nos próximos dias. A estadia dos usuários é acompanhada por psicólogo, assistente social, enfermeira e cuidadores. 
 
A coordenadora da unidade de acolhimento, Bárbara Coelho Ferreira, explica sobre a proposta do serviço. “A estrutura é bastante confortável, mas é um ambiente que tem como proposta ser uma moradia transitória. A nossa expectativa é que a gente possa oferecer dignidade para o tratamento das crianças e adolescentes e que possamos contribuir com os projetos de vida e terapêuticos de cada um deles”.  
 
Silvania Venância é mãe de um dos moradores da UAI, o Hudson dos Santos Venâncio, 18 anos. Ela relatou que passou por momentos difíceis com o filho, que fugia por diversas vezes de casa para usar drogas. “Ele ficava muito na rua. Ia e voltava de abrigos. Eu largava meu trabalho para ir procurar por ele e acabava encontrando meu filho em mal estado. Agora estou mais tranquila. Morando aqui, ele tem mais chances de se recuperar”, relata.  
 
Ao lado da mãe, Hudson estava bastante animado com a oportunidade de viver na casa e dar continuidade no tratamento. “Ele já tem cinco anos de acompanhamento profissional e agora recebeu essa oportunidade de vir para a casa. Ele estava ansioso para viver aqui”, afirma Silvana. Muito tímido, Hudson já está há mais de 2 meses morando na UAI. “Eu gosto muito daqui. E uma nova oportunidade pra minha vida”, conta ele, sorrindo. 
 

26/07/2018. Unidade de Acolhimento Infantil Transitório. Fotos: PBH/Divulgação