5 March 2026 -
Belo Horizonte tem, atualmente, 33 crianças e adolescentes acolhidos temporariamente por meio do Serviço Família Acolhedora, da Prefeitura de Belo Horizonte. O número representa uma ampliação de 33% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o serviço passou por uma mudança metodológica e permitiu a inclusão de mais famílias.
A programa garante que crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar, por medida protetiva, possam viver em ambiente de acolhimento, recebendo cuidado individualizado, afeto e atenção às necessidades específicas. O acolhimento é feito nas casas de famílias previamente cadastradas, capacitadas e acompanhadas por equipe técnica multiprofissional.
Psicólogos e assistentes sociais realizam visitas regulares, orientações e monitoramento contínuo, assegurando que tanto as crianças quanto as famílias acolhedoras tenham suporte durante todo o período do acolhimento. Atualmente, 49 famílias estão habilitadas para acolher as crianças e adolescentes em Belo Horizonte. O Serviço Família Acolhedora é uma modalidade de acolhimento prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e integra a política de Assistência Social do município.
O Coordenador do Acolhimento Familiar da PBH, Carlos Henrique Oliveira, destaca as vantagens do serviço. “O acolhimento em um ambiente familiar reduz os impactos negativos do afastamento e promove o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes. Diferente do acolhimento institucional, a vivência em um lar favorece vínculos afetivos, fortalece a autoestima e ajuda na superação de traumas. Importante destacar, ainda, que a cada 12 crianças acolhidas em famílias, reduzimos a necessidade de abertura de unidades de acolhimento, gerando mais proteção”, afirmou.
Novos cadastros
A Prefeitura de Belo Horizonte abre dois períodos cadastrais a cada ano, possibilitando que as famílias se inscrevam e realizem toda a etapa de habilitação. Em 2026, os cadastros poderão ser feitos entre os dias 13 e 30 de abril e de 17 a 28 de agosto.
Não é adoção
Diferentemente da adoção, o acolhimento familiar é temporário e tem como objetivo principal a reintegração à família de origem ou, quando isso não é possível, o encaminhamento para família substituta, conforme decisão judicial. Durante o período, a criança ou adolescente mantém vínculos com história e identidade dele, enquanto a rede socioassistencial trabalha para fortalecer a família de origem e superar as situações que motivaram o afastamento.
“As famílias acolhedoras não substituem o papel do Estado, mas atuam em parceria com o poder público. Elas recebem preparação prévia, apoio técnico e um subsídio financeiro destinado a auxiliar nas despesas com a criança ou adolescente acolhido. O processo de habilitação inclui entrevistas, avaliação psicossocial e formação específica sobre direitos da infância, desenvolvimento e proteção integral”, explica o coordenador do Serviço.
