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BH apresenta ações de referência em saúde da mulher para outros municípios
Aline Resende

BH apresenta ações de referência em saúde da mulher para outros municípios

criado em - atualizado em

Profissionais das cidades de São Paulo, Betim, Florianópolis e Gaspar estão em Belo Horizonte nesta semana para troca de experiências de iniciativas inovadoras na Atenção Primária à Saúde voltadas à saúde da mulher, desenvolvidas na Capital mineira. O encontro, que integra o projeto Colabora APS, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde, tem o objetivo de aperfeiçoar o cuidado ofertado às mulheres nos centros de saúde.

 

Entre as 470 experiências inscritas de todo o Brasil para serem apresentadas durante a atividade, 30 foram selecionadas. A rede SUS-BH está entre as propostas escolhidas, apresentando a inserção de fisioterapeutas das equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) no cuidado às mulheres. A proposta está alinhada à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e prevê a ampliação da atuação desses profissionais, com foco na promoção, prevenção e reabilitação de problemas que afetam mulheres em diferentes fases da vida. Entre os principais estão a incontinência urinária, as disfunções do assoalho pélvico, a dor pélvica crônica – que pode ocorrer como sequela do câncer de colo do útero –, além de cuidados gerais para gestantes e puérperas.

 

As disfunções uroginecológicas são consideradas um problema de saúde pública e acometem aproximadamente 40% das mulheres na vida adulta, sendo a abordagem nos centros de saúde em mais de 80% das condições apresentadas. “A troca de experiências gera aprendizados valiosos para os profissionais, mas quem mais se beneficia são as nossas usuárias. Afinal, todo o nosso trabalho tem como foco a população, em toda a diversidade”, afirmou a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Felisardo Rosa.

 

Março Lilás

 

O intercâmbio de iniciativas exitosas ocorre justamente no mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de colo do útero – o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. A doença é causada pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV) e, na grande maioria das vezes, pode ser evitada.

 

Vacina

 

A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV – disponível para meninas e meninos entre 9 e 14 anos –, capaz de prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais. Em Belo Horizonte, a cobertura vacinal está em 98% para as meninas e 84% para os meninos. A vacina está disponível em todos os 153 centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.

 

Outra forma de prevenção está relacionada à redução do risco de contágio pelo HPV, por meio do uso de preservativos durante a relação sexual. O exame citopatológico do colo do útero deve ser realizado periodicamente por todas as mulheres de 25 a 64 anos, após o início da vida sexual. Esse exame é capaz de detectar lesões precursoras do câncer de colo do útero que, quando tratadas, são curadas na quase totalidade dos casos.

 

Em Belo Horizonte, a coleta de exames citopatológicos do colo do útero é realizada em todos os 153 centros de saúde durante todo o ano. Pacientes com alterações no resultado são encaminhadas às unidades que compõem a Atenção Secundária para investigação, tratamento e acompanhamento necessários. Já as mulheres com diagnóstico de câncer de colo do útero são encaminhadas aos serviços da rede SUS-BH para tratamento.